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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Porque me apetece... (II)
Não me está a apetecer.
O ambiente português da BD é assim algo que me está cansar mesmo… a negatividade permanente é algo que me começa a fazer mossa!
Está a apetecer-me fazer umas férias disto, este último mês foi muito desgastante. Eu sei que tenho um “qui pro quo” com algumas pessoas… é público! Mas não é para aí que este post é virado.
O que me chateia mesmo mais é a atitude de quem deveria ser MUITO mais responsável que eu na BD em Portugal (eu sou responsável por um blogue com apenas seis anos), atitudes mentecaptas, atitudes pouco dignas, e claro, tenho de dizê-lo, se calhar é por causa desta gente que isto está neste marasmo, que nem cheira mal nem cheira bem. Chego à conclusão que isto está assim por causa dos mesmos… os pé na cova, os que não deixam fazer, os que quando alguém quer fazer algo de bom para todos, mandam abaixo para manterem o “poderzinho” adquirido em décadas.
E antes de continuar, tenho já de deixar aqui uma coisa muito clara. Não quero que haja dúvidas em relação a isto. É sabido que tenho problemas pessoais com o Hugo Jesus, mas isto tudo que eu estou aqui a falar não tem a ver com ele. Os meus problemas com ele são apenas com ele, e são pessoais, portanto nem vale a pena levar para esse lado.
Custa-me que pessoas que deviam ser as primeiras a aplaudir as sacudidelas no marasmo na BD portuguesa sejam as primeiras a deitar abaixo e a dificultar a vida a quem quer fazer.
Porra páh… se não querem fazer, não façam, agora não insultem nem ofendam quem quer fazer. Considero isso vergonhoso. Custa-me ver esse poderzinho instaurado a ofender quem anda na BD há décadas, e que mesmo assim ainda tenta ir para a frente por amor à BD, e tenha a sua imagem denegrida por aberrações que se intitulam críticos e “investigadores” (CSI de certeza).
Pessoas que já deveriam ter uma maturidade muito superior à minha neste campo, pelos anos que têm neste ramo, são as primeiros a denegrir o trabalho de pessoas com quem trabalharam há muitos anos, chamando-lhes joguetes nas mãos de outros… nunca pensaram que se calhar não são joguetes, se calhar são parceiros e amigos. Provavelmente a palavra “amizade” é muito forte para essa gente, não a entendem.
Focando-me mais nisto que eu estou a dizer, é impressionante o que alguns jurados dos PPBD têm dito em público. Ainda por cima os que têm dito asneira sobre asneira são aqueles que há mais tempo (fora algumas excepções) trabalham na BD. Uns até aceitaram ser jurados, votaram nos seus eleitos, e como os seus eleitos não ganharam... o trabalho de todos os outros é viciado??
Por amor da santa… que pequenez de homens!
Insultam membros da organização que já fizeram mais pela BD em Portugal do que eles algum dia almejarão fazer, a troco do quê? Atenção, não estou a falar de mim, sou muito "maçarico" nisto! “Status quo” em perigo? Deixaram de ser importantes porque alguns tipos mais novos, acompanhados por outros mais velhos, decidiram fazer algo??
Continuem a dar informações erradas, que só lhes fica bem, e a insultar outras pessoas de borla!
É que à mulher de César não basta ser estúpida, há que parecê-lo também!
E aí conseguiram… sê-lo e parecê-lo!
Tenham juízo. Se não querem participar, ponham-se de lado! Arredem que o comboio está a passar depressa demais e não pára na vossa estação. Por mim podem fazer mais uns quantos telefonemas anónimos, deixar aqui mais mensagens rascas que só posso pensar que são de “bobbys” de alguém, ou de pessoas muito mal-informadas. Mas têm uma coisa boa… é que só me demonstram que eu estou no bom caminho! Mas tenham cuidado para não serem atropelados! É melhor sentarem-se à mesa da esplanada beber umas cervejinhas e comerem uns caracóis enquanto o comboio passa. Continuem a viver no passado.
E para quem ainda não sabe, eu sou amigo do meu parceiro de organização, o Mário Freitas. O tal que viciou as votações para um livro da Kingpin ganhar…e sou amigo da Mª José Pereira que também faz parte da organização, a tal que foi enganada pelo Mário Freitas... um joguete nas mãos deste, como alguém disse.
Grande poltrões… só conseguiram, ou pelo menos tentaram, tirar o brilho a um excelente livro em que os jurados livremente expressaram o seu voto. A mesquinhez é uma coisa terrível! Até aí chega a sanha da inveja.
Não gostam? Têm bom remédio… das duas uma, ou tomam Compensan ou afastam-se se não quiserem tomar parte!
Desculpem-me, estou a escrever à toa, conforme o que me vai na cabeça e na alma… e decidi escrever agora porque alguns assuntos já estão mais frios, achei que agora era a altura de eu desabafar.
E já que este é um post muito “desprazeiroso” também posso dar a notícia que a Maria José Pereira apresentou a sua demissão na ASA. É com mágoa que digo isto, pois acabei por me tornar muito amigo dela!
Para vocês “críticos” deste projecto, e apesar de me terem desgastado bastante (mesmo) e de me apetecer meter férias da BD por um tempinho, obrigado por meterem dado mais força para continuar. Não sou de desistir, sobretudo quando vejo que o trabalho está a ser premiado desta maneira por quem pouco vejo fazer, sem ser umas bocas por aqui e por acolá.
Outra coisa, apagarei sem dó nem piedade qualquer comentário que eu ache pouco digno. Não vou ser democrático nisso, aliás estou cada vez menos democrático em relação à caixa de comentários desde o mês passado.
(Hoje ganhei mais uns "amigos" de certeza...)
:P
Lamento não ter tido ainda a paz de espírito suficiente para fazer os posts do excelente Festival Internacional de BD de Beja. Espero que amanhã esteja mais sossegado para fazer isso por prazer e não por obrigação. Hoje seria por obrigação e Beja não merece isso.
Boas leituras
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Às Quintas Falamos de BD (ou não): Abril na BD (e algumas considerações sobre estes encontros).
Hoje é o dia mundial do desenhador!
Mas por isso mesmo hoje vou falar sobre fomento e divulgação de BD.
O CNBDI vai organizar mais um "Às Quintas falamos de BD".
Como é sabido este equipamento da Câmara Municipal da Amadora tem como objectivo na sua génese a Banda Desenhada e a Ilustração, e hoje é dia de crítica aqui no Leituras de BD.
Antes de mais quero dizer que já me estou a borrifar por, ou se me, considerarem "persona non grata", ou se me retirarem das listas de divulgação... ou o que quiserem fazer mais. Tanto me faz. Sou maior, não vivo disto portanto não tenho de ter problemas em dizer o que penso.
Há dois meses fiz uma crítica à escolha da temática para o "Às Quintas falamos de BD", porque o livro eleito para esse encontro era exactamente o mesmo livro escolhido para ser homenageado/falado/discutido exactamente um ano atrás (no mesmo mês e tudo). O livro era "Fernão Mendes Pinto e a sua Peregrinação" do grande José Ruy.
A minha pergunta é: não existem mais livros de BD feitos em Portugal? Aliás, não existe BD em Portugal? É que estes encontros decorrem de Fevereiro a Maio, ou seja, são apenas quatro meses por ano! E com tão poucos encontros por ano repetem-se livros e autores? Eu tenho o maior respeito, e admiração, pelo José Ruy, tanto como artista, como também pela sua postura no meio bedéfilo nacional, isto não tem a ver com ele.
O mês passado não recebi divulgação destes encontros, sinceramente não sei do que se tratou, sei que há um ano tinham sido "Construções de Armar"... eu não tenho nada contra elas, mas isso é BD?? Não existem mais autores e livros IMPORTANTES de BD nacional para se falar? Não conhecem? Eu posso apresentar, não tenham problemas!
Agora temos mais uma repetição de tema... Abril na BD! Mais uma vez! Não que a data do 25 de Abril não seja de importância maior, mas... outra vez?? Mais... desta vez como poderão verificar no texto, não tem nada a ver com BD nem com ilustração!
Isto é só tiros nos pés! Não acertam! Como é que querem trazer os jovens para a BD? Como é que querem que estes encontros sejam na realidade únicos e interessantes no ambiente da BD nacional?
Não, isto não é assim que se faz. Lamento mas isto é usar um equipamento que DEVERIA SERVIR para fomentar a BD nacional, e é apenas uma fogueira de vaidades paga com dinheiro público. E onde está a BD neste encontro de celebração política? Não está. Está a poesia, e a música. Num dos quatro únicos encontros anuais desta rubrica sobre BD. (Irra...)
O 25 de Abril é para celebrar sim! Eu praticamente tenho 49 anos e lembro-me perfeitamente do Estado Novo, da ditadura, do ditador e até fui revistado pela PIDE com dois anos de idade. Mas o "Às Quintas falamos de BD" é para falar de BD! Isto para mim é apenas um comício, mas para isso vão haver comícios maiores na data correcta, com muita gente a falar sobre o assunto.
Não estou aqui para agradar a ninguém, a minha "dama" aqui é a BD, não é o 25 de Abril. Repito, se resolverem tirar-me da lista de divulgadores estão à vontade! A minha espinha é direita, e falo daquilo que acho que tenho de falar dando a minha opinião sem duas faces. Não engraxo e nem tenho de o fazer.
Tenho neste momento que estes encontros são apenas para as mesmas pessoas de sempre, não visam angariar novos "tertulianos", não visam a divulgação e discussão da BD nacional, ou internacional, servem apenas para as mesmas pessoas de sempre irem tomar um cafezito na última 5ª Feira do mês no CNBDI. Isto é MUITO curto.
O engraçado é que desta vez nem texto mandaram, mandaram apenas o "convite". Àhh... claro, há muita gente que gosta disto... mas BD... "népia". Bem, pelo menos desta vez mandaram-me a divulgação, o mês passado nem isso!
E vou dizer... não preciso que me mandem este tipo de divulgação. A sério. Gosto de BD, divulgar BD, comprometer-me em divulgações e ajuda a eventos de BD... agora isto que andam a fazer? Não.
Porque é que acham que que vão sempre os mesmo? Se é só para os amigos não vale a pena gastarem tempo em divulgações, os amigos lá estarão sempre na última 5ª Feira do mês de Fevereiro a Março.
Acho que não foi para isto que se formou o Centro Nacional de BANDA DESENHADA E ILUSTRAÇÃO.
Fiquem com este convite para irem assistir a música e poesia de intervenção política no encontro de Banda Desenhada. Espero que ao menos os músicos e poetas vão por amor à camisola e não sejam pagos com dinheiro que deveria servir à BD... (pelo menos o título deste evento é "Às Quintas Falamos de BD").
Desculpem-me, eu estava para nem sequer fazer esta divulgação porque o assunto não é BD, mas tinha desabafar.
(Credo... estou aqui a olhar para este convite, que tem uma resolução miserável que quase nem se consegue ler, mas não vou "dactilografar" o texto. Aprontem os óculos de ver ao perto...)
Boas leituras
domingo, 31 de março de 2013
Quem é que não gosta de BD?
| Olivier Rameau |
Quem é que não gosta de BD?
Áh…
Pois, ainda não descobri ninguém que dissesse que não gostava!
Alguns dizem… não percebo nada disso, não ligo muito, ou outra frase do género. Mas nunca ninguém me disse até hoje “Não gosto”.
| Aquaman |
O desconhecimento é talvez a maior fatia. E o desconhecimento de qualquer coisa é o maior pecado cultural de todos, pois impede o desenvolvimento! Seja de que vertente cultural for, o desconhecimento é a arma principal da ignorância, ignorância esta que amputa o ser humano daquilo que é SER humano. É a principal arma de governos que querem prevalecer e subsistir fazendo o povo permanecer ignorante, por exemplo! A ignorância sobre que assunto for deve ser abatida, e isto está na mão de todos, individualmente ou em grupo.
Podemos dizer “não gosto disto”, mas para poder dizer isto deveremos primeiro dizer “já provei”. Quando alguém diz “não gosto disto” sem experimentar pode-se dizer que já é um individuo formatado pelo socialmente imposto, pelos “media”, ou pelos amigos (ignorantes também). Quem tem uma mente livre e limpa deve lutar contra esta situação, no mínimo dentro do seu grupo de influência. Pode ser o grupo de trabalho, grupo de amigos ou porque não, estranhos que nos tocam todos os dias!
Fiz há pouco tempo uma formação, em que na primeira fase eu tinha de dar uma aula sobre um assunto à minha escolha. Como bom nerd que sou adivinhem lá que aula foi? Foi sobre BD com certeza! Desfazer o mito da BD “é para crianças” e como “ler BD”.
O feedback que obtive foi para além das expectativas, daí eu dizer que o desconhecimento é o principal inimigo da BD. Acabei por fazer sucesso com esta aula, tendo até ultrapassado o tempo permitido para a mesma, e sem que ninguém me interrompesse, em 10 minutos… Mas o sucesso que eu queria, consegui! Ficaram bastante interessados e depois da “aula” fizeram-me perguntas, foi bom!
| Nausicaä |
Vocês bedéfilos façam o mesmo se ainda não o fizeram! Toquem os vossos amigos sem vergonha. Vergonha é roubar e ser apanhado, como diz o povo… iniciem a “evangelização” dentro da vossa esfera de influência!
Bem… isto deve ser por causa da Páscoa… devo ter ficado afectado por ver o Papa todos os dias na TV!
:D
Se nós queremos mais nas livrarias, ou bancas, temos de arranjar mais pessoas que se interessem, e passem a comprar. Iniciem a “evangelização” sem vergonha! Comecem pelo vosso marido, ou mulher, avancem para os filhos, amigos, inimigos, pelo dono da livraria que fica ao pé de vossa casa. Sejam intervenientes activos, sejam positivos
Olhem… hoje apeteceu-me largar estas ideias (que não são utópicas), talvez ovos de chocolate a mais, mas estou farto de pessoal negativo. Torno-me negativo também, o que não é de todo do meu agrado.
Nunca se esqueçam, quase toda a gente gosta de BD, só falta entusiasmar essa gente e dirigir para a vertente ou tipo de BD que possam gostar mais, não para aquilo que vocês gostam mais… não irão com certeza apontar a Mónica a um tipo que gosta de literatura e cinema de terror, para ele “Monstrous Collection of Steve Niles and Bernie Wrightson” com certeza será uma boa aposta!
Sejam missionários!
(Não, não fumei nenhuma erva maluca… apenas… apeteceu-me!)
:D
Boas leituras
quarta-feira, 13 de março de 2013
Manga em Portugal
| Vampire Princess Miyu |
A pedido de alguns leitores do blogue deixo aqui motivo para discussão, se assim o entenderem.
Porquê o falhanço quase total das publicações Manga em Portugal?
Podemos iniciar este períplo com uma das primeiras editoras a publicar Manga em Portugal: a Meribérica!
Esta editora iniciou a publicação de Akira em 1998 e depois editou três volumes de Mother Sarah… entretanto faliu! Gostaria que me confirmassem o número de volumes de Akira:
- Akira – 19 volumes (completa)
- Mother Sarah – 3 volumes (de 7)
Mas pelos vistos a primeira editora a publicar Manga foi mesmo a Texto Editora em 1996 com duas séries:
- Ranma 1/2 - 12 capítulos (de 407)
- Striker - 1 volume (de 11)
Depois aconteceu que entre os anos 2001 e 2002 a Planeta DeAgostini deu entrada nestas lides com Dragon Ball, embora tivesse completado a colecção, segundo consta foi um fracasso comercial...
- Dragon Ball - 42 Volumes (completa)
Mais recentemente tivemos uma editora que apareceu em 2007 e fechou em 2008, a MangaLine.
Inicialmente era para se chamar Naraneko, mas por dificuldade contratual com as editoras japonesas decidiram formar parceria com outra editora, a Mangaline Ediciones (espanhola), e assim surgiu a Mangaline Edições portuguesa. Lançaram três títulos diferentes:
- Mai-HiME – 1 volume (de 5)
- Vampire Princess Miyu – 1 volume (de 10)
- Lupin III – 2 volumes (de 5)
A Devir Portugal também investiu cedo no Manga com a série Dark Angel, da qual publicou dois de cinco volumes. Esta primeira aventura na BD japonesa aconteceu em 2004, anterior ao aparecimento da Mangaline, mas durou muito pouco tempo também…
Mais recentemente a Devir voltou à carga com Death Note em que já vai no 4º volume. Embora a frequência de publicação não seja a melhor para uma série de apenas 12 volumes, o 1º volume saiu em Janeiro de 2012 e o 4º volume no final do ano de 2012, para já tem a única série Manga ainda não cancelada em Portugal.
Portanto penso que é apenas isto:
- Dark Angel – 2 volumes (de 5)
- Death Note – 4 volumes (de 12, mas em publicação)
- Bang Bang - 1 volume (de 2)
A ASA investiu também nesta linha de mercado, inicialmente com Manga de autores ocidentais:
- Dramacon – 3 volumes (completa)
- Hellgate - 1 volume (de 3)
- Princesa Pêssego – 3 volumes (completa)
- Warcraft: A Trilogia do Poço do Sol – 3 volumes (completa)
- Warcraft Legends - 5 volumes (completa)
E depois Manga Japonesa:
- Astroboy – 3 volumes (de 23, embora o objectivo inicial tenham sido apenas estes 3)
- Yu-Gi-Ho! – 7 volumes (de 38, embora a série inicial tenha ficado completa. A série seguinte seria “Duelist”)
- Dragon Ball – 18 volumes (de 42)
Se alguém souber de mais algum título publicado por editoras portuguesas diga, para o post ficar o mais completo possível!
Agora… à excepção de Death Note da Devir que começou no início do ano passado tudo o resto acabou!
A ASA informou que a sua linha Manga tinha sido interrompida por vendas aquém do expectável, a Mangaline fechou e a primeira aventura da Devir falhou redondamente. Não conheço a penetração que Death Note está a ter no mercado de vendas, portanto não sei se é um sucesso ou se estão a avançar em frente de modo a que a continuação possa criar segurança nos possíveis compradores, e assim potenciar a venda do resto da série.
Penso que este é/foi o panorama da Manga em Portugal em linhas gerais.
Agora a pergunta é porquê?
A Manga vende razoavelmente bem nas lojas da especialidade portuguesas, mas em livros importados (inglês). Porque não vendem os títulos em português?
Más escolhas editoriais?
Os leitores já têm as séries iniciadas em inglês, e bem avançadas na numeração?
Os portugueses são mais fãs de Anime do que de Manga e preferem ver as animações na televisão não comprando o livro que dá origem a esses mesmos Animes?
Os leitores de Manga portugueses preferem não gastar dinheiro e ler online na internet, que está pejada de sites deste género (leitura pirata online)?
O preço dos livros?
E se algum editor quiser explicar aqui alguma coisa sobre a dificuldade de firmar contratos, ou não, com as editoras japonesas também era bem-vindo… nós leitores vamos ouvindo daqui e de acolá mas nunca sabemos o porquê de séries como Naruto, Bleach, Berserk, Monster, One Piece, 20th Century Boys, Gantz, Pluto… não serem publicadas!
Quem quiser dar o input ou feedback será bem vindo! A discussão é aberta.
Boas leituras
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Vertigo no final ao fim de 20 anos? DC Comics afasta Karen Berger...
Mais uma vez a ganância do mercado provoca perda.
Karen Berger está fora do Mundo da DC.
A Vertigo, que foi dirigida durante muitos anos por esta mulher tinha títulos a que os tubarões do mercado não conseguiam chegar, ou seja, para fazer filmes ou fabricar merchandise estava fora de questão porque muitas vezes grande parte dos direitos estava do lado dos autores. Ou seja, o rolo compressor da industria dos dólares não podia explorar sem dar em troca algo aos criadores. Ora isto estava a tornar-se muito incómodo para a ganância sem freio das cúpulas desta indústria…
| Northlanders |
Karen Berger esteve na génese desta imprint da DC Comics, ou seja, desde 1993.
As séries saídas desta editora filha da DC eram diferentes. Eram para adultos. Karen também foi responsável por trazer grandes autores ingleses para esta editora, como Gaiman…
Deixo aqui os nomes de algumas séries criadas, ou publicadas, dentro da Vertigo:
- Sandman
- Hellblazer
- Preacher
- Swamp Thing
- V for Vendetta
- Doom Patrol
- Animal-Man
- Fables
- American Vampire
- The Unwritten
- Transmetropolitan
- 100 Bullets
- Lucifer
- DMZ
- Y: The Last Man
- Northlanders
- Scalped
- American Virgin
- Black Orchide
- Pride of Bagdad
- The Girl with the Dragon Tattoo
| American Vampire |
Para mim Karen Berger era a Vertigo, e não dou um ano para a Vertigo deixar de existir sem ela. Quem vai ganhar são a Dynamite e a Image!
Neste momento, e depois da DC puxar para si Swamp Thing, Hellblazer e Dial H, apenas resta um título com nome à Vertigo: Fables.
Porque isto aconteceu?
Anos atrás a DC quis controlar os contratos feitos entre autores e a Vertigo tornando-os, muito pouco atractivos para os autores que tinham os seus títulos de sucesso nesta editora.
Assim assistimos à saída de Ellis, Ennis, e Gaiman. Quem ganhou foi a Avatar, a Image e a Dynamite. Estes autores foram os grandes arquitectos de séries de culto que ajudaram a tornar os comics numa arte com exposição social alargada. Afinal os comics não eram só super-heróis!
Foi este o legado da Vertigo, e claro, da sua editora Karen Berger.
Neste momento, e no curto prazo, ganha o cofre da DC, a longo prazo não sei… mas penso que os comics perderam mesmo MUITO com esta política completamente mercantilista da DC Comics.
Da minha parte espero que não haja problemas com a série Fables…
Ficam uma série de frases retiradas do twitter, de autores diversos, relativamente a esta triste história:
| Hellblazer |
I’ve worked with a legend for 25 years. She’s the best, & I’ll miss her gentleness & sanity at VertigoDC – Neil Gaiman
I’ve long said there are two or three people to whom I owe my career. Karen Berger is one of them. Wow. – Phil Jimenez
Karen Berger ranks with Stan Lee and William Gaines as one of the most influential editors in the history of American comics.- Chris Roberson
Very sad to hear about Karen Berger leaving Vertigo. A painful end to an era that shouldn’t have ended. I wish her the best.- Steve Niles
Karen Berger leaves behind an extraordinary editorial legacy behind her. Easily one of the best ever.- Steve Wacker
Karen Berger gave me my first DC Comics job on WonderWoman. I’m happy to say I pencilled the first Vertigo issue of Sandman.- Jill Thompson
Wishing Karen Berger the best! In 2006 Karen, Shelly Bond & Steve Seagle took a chance on me in American Virgin, and I’ve never looked back! – Becky Cloonan
| Swamp Thing |
Imagine what Karen Berger could do at a company like Image or Dark Horse without all the corporate stuff. It’d be neat, is what I’m saying.- Tim Seeley
Few editors have changed the entire comics industry. Karen Berger is one of them. Her leaving DC is the end of an era – Stephen Christy
“[Karen Berger] will help decide on a new Vertigo director.” Why bother? The position won’t even exist a year from now.” – Mark Waid
Acho que não vale a pena dizer mais nada sobre o assunto. Autores, artistas e críticos já disseram tudo…
Tenho mesmo muita pena disto. Isto não é evolução, é retrocesso…
Apesar de tudo, desejo-vos
Boas leituras
sábado, 24 de novembro de 2012
Críticas e críticos
Queria fazer um “statment”, declaração ou aquilo que vocês entendam sobre isto.
Eu não sou crítico de BD!
Ponto!
Considero-me um divulgador desta arte, falo o que eu entendo sobre alguns livros e a grande maioria das vezes positivamente, muito poucas vezes negativamente.
Para ser um crítico na verdadeira acepção da palavra tinham que me pagar para isso, e aí com certeza haveriam muitas mais críticas negativas do que as que faço neste momento.
Existe uma coisa que eu prezo no meio bedéfilo português que são as amizades, mas como o sentido autocritico dos protagonistas desta arte em Portugal é bastante baixo, prefiro ignorar aquilo que não gosto, e falar daquilo que gosto, senão daqui a pouco tempo ninguém me falaria.
Para o contrário acontecer eu teria que ser pago!
Se quando me pedem para fazer uma crítica particular a um livro, como já aconteceu algumas vezes, os autores não gostam da crítica, e esfriam relacionamento (e “esfriar” estou a ser simpático); quanto mais fazer críticas sem ser a pedido!
Pior, olhem eu fazer uma crítica negativa a um livro que já foi objecto de crítica por um crítico conceituado, e que até nem disse mal! Que iriam dizer? “Invejoso”, “não percebe nada disto”, “Crítico? Onde”, “LOL, olha ele a armar-se…”
Isto tudo porque em comentários aqui no LBD já se falou na posição dos críticos de BD em relação à crítica negativa, e agora também no blogue do Geraldes Lino onde ele me incluiu no grupo dos críticos. Não quero! Sou um divulgador que dá a sua opinião em relação a alguns livros, e prefere falar naquilo que gosta em detrimento daquilo que não presta.
Chamam-me cobarde? Também pode acontecer mas não, não sou. Eu para me chatear com pessoas têm de me pagar, sim porque uma crítica negativa escrita, mesmo que bem argumentada, implica que se perca uma amizade no final… os portugueses na sua generalidade são assim. Por isso o país também está onde está, não é só em relação à BD, e em relação a tudo.
Já agora, eu quando estou a falar de críticas negativas, não estou a falar em destruição de pessoas ou obras. Estou a falar em argumentação, crítica técnica, e isenta. Como deve ser sempre!
Disseram por aqui que ignorar é pior que criticar, é verdade! Mas os autores portugueses é que escolheram essa situação ao não aceitarem a crítica negativa, por isso quando não gosto de um livro… ignoro-o simplesmente!
Penso que as outras pessoas que falam sobre/criticam BD fazem o mesmo que eu, ou então fazem “nim”.
Atenção que eu não estou a falar de todos os autores, existem uns poucos que aceitam, e não põem em causa uma amizade devido a uma crítica desfavorável! Bem hajam esses!
E para que fique registado também, as poucas críticas negativas que fiz, foi por me ter sentido enganado com esses livros, senão também os teria ignorado.
Boas leituras
PS: A imagem de topo do Capitão América foi escolhida de propósito, não por ser boa, mas por ser má, péssima, horrível, e acabou por ser CAPA!!!
Onde é que estava o espírito crítico...? LOL tudo é mau, não se aproveita nada ali. No entanto... como é que ela passou? E foi capa!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Sem Título
Devido a uma paragem forçada no blogue por motivos de trabalho o blogue Leituras de BD esteve a apanhar pó durante os últimos dias. A programação normal segue dentro de momentos.
De qualquer modo, este afastamento serviu para eu repensar algumas situações relativas ao blogue, à BD e aos leitores do blogue.
Devido ao ataque pessoal de que fui alvo num dos últimos posts tive de pensar um pouco, como seria normal. É um facto que os ataques foram feitos por uma pessoa que me conhece fisicamente ou através de fotos (e pessoa essa da qual eu não sei nada), porque me atacou "fisicamente", toda a gente que me conhece sabe que tenho os dentes da frente saídos... mas também sabem que eu não sou como pessoa como fui pintado, tanto que não sou que não apaguei nenhum comentário desse anónimo. O único comentário que apaguei até agora (excepto os comments repetidos) foi um comentário altamente ofensivo feito por um comentador a outro, nunca apaguei aqueles que se relacionavam comigo.
Após pensar um pouco cheguei à conclusão que nunca fiz nada de errado e mantive a minha linha honesta no blogue durante os 884 posts e 9.347 comentários feitos até este momento.
Devido a isto terei de pensar se vou optar pela moderação de comentários, ou simplesmente apagar qualquer comentário sem assinatura. Estou inclinado para a segunda hipótese. Portanto meus senhores anónimos, se o comment não estiver assinado no fim será apagado sem apelo nem agravo. Qualquer ataque pessoal à minha pessoa, ou a outros comentadores, sem nexo também será apagado. Eu não sou um profissional da BD, faço isto por gosto, como tal não estou para levar com tretas daquelas. Já agora agradeço ao Stuntman, o seu comentário pôs um ponto final na verborreia apresentada pelo anónimo. Estas regras são válidas a partir de hoje e quem não gosta tem bom remédio!
Já agora agradeço muito ao Hugo Silva que me mandou material para eu publicar enquanto estive ausente, infelizmente não consegui pôr esse material online porque a ligação Internet onde eu me encontrava era muito lenta...
E agradeço aos inúmeros comentadores que foram "picando" por aqui, mesmo com o blogue "de férias" forçadas! Tenho um montão de comments para responder, a ver se ponho as respostas todas em dia hoje!
O próximo post será sobre o "Recruta Zero", autoria de Hugo Silva, responsável pelo blogue Ainda sou do Tempo...!
(E espero que seja do agrado de todos!)
:)
Já agora... devem ter reparado que alterei configurações no meu perfil, e o "nick name" Bongop já não faz parte em nenhum lado nos meus perfis de internet, decidi já há um tempo começar a "assinar" com o meu verdadeiro nome: Nuno Amado! O avatar continua o mesmo porque gosto dele.
:P
Boas leituras
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Vitamina BD - O que se passa?
Esta editora anos atrás publicava muito e com qualidade! Excelentes séries, e o que impressionava era que até ia acabando algumas, o que não era nada natural na altura...
Pedro Silva, o editor, alardeava grande vivacidade e gabava-se (com mérito) de não deixar os leitores/compradores pendurados.
O que se passa desde há três anos para cá?
Quase nada...!
Alguns lançamentos, poucos, de alguns livros de Hermann (Jeremiah, Bernard Prince) e outros quase sem nexo de séries que quase passam despercebidas!
Pior para mim do que editar um número 1 e cancelar logo aí por fracas vendas, é editar séries em que apenas falta o último número da série para a finalizar. Desculpem-me mas posso considerar isto uma enorme falta de respeito pelos leitores.
Exemplos práticos disto?
- Universal War One Vol.6: O Patriarca (Série de 6 livros, editados 5)
- Korrigans Vol.4: O Senhor do Caos (Série de 4 livros, editados 3)
No primeiro caso falhei a janela de compra em inglês pela Marvel, porque sempre esperei que fosse editado (prometido várias vezes pelo editor) o último volume, e agora nem em português, nem inglês...
O mercado português é difícil, eu sei, mas se não se trabalhar para o sucesso
A minha pergunta é: Como é que querem vender livros que ninguém sabe que existem? Nem os nerds como eu sabiam da existência deste livro!
Podem queixar-se da distribuição e das livrarias, é verdade. Mas então porque é que não resolvem o assunto com um site em condições, divulgação na internet a rodos e preços mais baixos na loja da editora? Sim visto que que os livros que estão na loja não têm de pagar a distribuidores e livrarias! O preço de capa podia ser bem mais atractivo vendendo só e apenas na loja própria, e neste caso tanto física como virtual. Se sai muito caro pôr os produtos nas livrarias, penso que esse era o caminho! Mas para isso funcionar tinham de ter uma loja virtual em condições, e uma boa divulgação de produtos, coisa que não acontece. Para mais... a loja física em Lisboa até está num bom local.
E já agora o que aconteceu a excelentes séries como Senda (Sillage)? Já agora, saiu mais um volume d'Os Guardiões de Maser tempos atrás...
No meu caso sinto-me enganado, defraudado e irritado!
São estas as situações que levam cada vez mais leitores a importarem os livros em Língua estrangeira, asfixiando ainda mais a BD traduzida... é a chamada pescadinha de rabo na boca... não se edita porque não vende, não se compra porque não se tem confiança. O que me fez fazer este post foi saber que tinha saído mais um livro da EXCELENTE série O Regulador (em França, claro...).
Resta-me comprar estes livros em francês para não ficar com as colecções incompletas, e ficar à espera do dia em que aprenda a falar esta Língua "maricas"...
O Pedro Silva que me desculpe, mas é o que me vai na alma. No caso da Vitamina BD, neste momento só me apetece dizer uma coisa:
EPIC FAIL!
Referências a estas séries neste blogue:
O Regulador
Capas: O Regulador Vol.2 - Hestia
Senda (Sillage)
Universal War One ( UW1 )
Universal War One Vol.4: O Dilúvio
Universal War One Vol.5: A Torre de Babel
Korrigans Vol. 3 : O Povo de Dana
Boas leituras
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Porque me apetece... (I)
E hoje apetece-me dizer isto...
Como devem ter reparado ao longo deste últimos dois anos faço sempre publicidade ao livros que a ASA lança. Sim tenho uma "rubrica" de "Lançamentos", em que faço publicidade aos livros todos que esta editora lança para o mercado. Existe uma razão para isso, a ASA manda-me um press release dos livros que vai lançar ou lançou há pouco tempo. Assim como fiz para a Booksmile no caso do Scott Pilgrim e para a Polvo no caso de Hans, O Cavalo Inteligente, e Tinta-da-China com Pizzaboy, e Kingpin com Agentes do C.A.O.S. e Off Road, ou outros que já não me recordo.
Como é uma coisa que faço por gosto, e não peço para me pagarem por publicidade a produtos que irão ser vendidos, também não vou "pedinchar" a nenhuma editora, que vai lançar ou lançou livros, para me mandar material de divulgação.
A ASA manda tudo o que tem para mim, eu agradeço e muitos leitores do blog também. Se outros não o querem fazer também não os obrigo. Ou seja, faço divulgação de obras que vão sair para o mercado para que o máximo de leitores saibam o que está para sair, e porque amo a BD.
Se existem editoras que se estão a borrifar para isso eu compreendo, não compreendo "bocas" maldizentes que dizem que eu só ligo à ASA.
Quem quiser lançar para o mercado, nem que seja um fanzine, desde que me mande material de divulgação (uma capa e um texto) eu faço-o respeitando minimamente o calendário que tenho para outro tipo de posts. Pode não ser logo, mas faço.
A ASA gosta de publicidade, eu faço!
Se outros não gostam... eu não faço!
Ando "numa" de desabafos, como podem também ver neste link;
Kuentro: Tinta nos Nervos
Boas leituras
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