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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Blake & Mortimer Vol.22: A Onda Septimus
Jean Dufaux é definitivamente um dos melhores argumentistas europeus no mercado Franco-Belga.
É o argumentistas de Murena, Croisade, Rapaces, Sade: A Águia, Mademoiselle..., Hemingway, etc... ou seja, já "virou muito frango" nesta coisa da BD. Desde livros históricos, biografias e ficção, já fez de tudo (penso eu).
Inaugurou a sua participação nesta série de culto do mercado europeu com este livro, e este livro é uma homenagem ao talvez melhor livro desta série da época E.P. Jacobs: A Marca Amarela
Surge como se fosse uma continuação do excelente Marca Amarela, mas... não é a mesma coisa.
Depois de ler este livro, e eu reli o Marca Amarela antes de ler este, penso que Dufaux deveria ter ido por outro lado. Podia pegar sim na recuperação do enorme vilão que é Olrik, mas sem vir ao legado de E.P Jacobs.
Atenção, eu não estou a dizer que o livro é mau, não é isso. Acho apenas que deveria ter outra abordagem, porque assim torna-se inevitável a comparação com a Marca Amarela, e aí este livro perde por KO.
Como ponto positivo gostei muito da nave alienígena, que veio dar aquele ambiente fantástico numa história de detectives, que eu gosto tanto. Mas o problema é que a Marca Amarela já tinha uma leitura intrincada, este abusa um pouco mais ainda. Ou seja, para mim já vai um pouco para lá do intrincado. Este para mim é o principal defeito deste livro... complicado demais.
A cena da multidão de Septimus é um pouco rebuscada. Dufaux poderia ter feito algo diferente na minha óptica. Tem algumas caixas de texto ainda maiores que as de E.P. Jacobs, o que nos tempos que correm é incompreensível! O problema é que elas são grandes, e o muito texto é muito complicado para não dizer rebuscado. De qualquer modo gostei do fim do livro, Olrik de volta, "controlado" e dá abertura a algo mais que espero que seja melhor que este "Onda Septimus".
Bem... parece que estou a dizer que o livro é mau... mas não. Apenas acho que podia ser bem melhor se Dufaux não se tivesse agarrado aos "Septimus", e tivesse aligeirado, ou aclarado, melhor algumas ideias do livro.
Quanto ao desenho de Antoine Aubin e Étienne Schréder nada a dizer. Cumprem perfeitamente com o registo gráfico da série, e até por vezes conseguem (sem os leitores darem conta) deixar o seu cunho pessoal em algumas vinhetas.
E sim, estes livros pós E.P. Jacobs têm uma coisa que dá um pouco de leveza e verosimilhança às histórias: a presença do sexo feminino!
:D
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Jean Dufaux, Antoine Aubin e Étienne Schréder
Editado em 2013 pela ASA
Nota: 8 em 10
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Murena Vol.9: Espinhos
Novo ciclo na série, mas retorna o sexo e a violência em grande escala.
Delaby e Dufaux trazem mais uma vez uma excelente mescla de História e ficção. Irrepreensíveis!
O único senão, e em Portugal não temos reparado muito nisto, é que esta dupla demora muito tempo a fazer um livro. Não temos reparado nisto porque estávamos bastante atrasados na série, em relação ao original, e a ASA manteve uma bela cadência de publicação até a este volume 9… a partir daqui vamos ter de esperar que Dufaux e Delaby mostrem o seu volume 10, o que pode demorar 3 anos…
Infelizmente o colorista já não é Jérémy Petiqueux, mas sim Sebastien Gérard. Não é que este colorista não tenha feito um excelente trabalho (porque fez), mas eu amei o trabalho de Petiqueux no volume anterior… Mas repito, Gérard faz um trabalho excelente! São apenas gostos pessoais!
Dufaux continua a brincar com a História. As suas personagens ficcionais são muito boas e moldam-se muitas vezes aos acontecimentos Históricos de modo a que a verdade que conhecemos não seja muito adulterada, em contrapartida, as suas personagens históricas muitas vezes são envolvidas em pormenores ficcionais deliciosos…
Delaby… o que é que se pode dizer…?
Que eu neste momento o considero um dos melhores desenhadores do planeta a fazer Banda Desenhada?
Que eu o acho fenomenal?
Bom… não vale a pena dizer mais nada, certo?
:D
Este início de ciclo promete. Tigelino está mais activo que nunca e procura o melhor suspeito possível para o incêndio de Roma. Claro… toda a gente sabe que foram os Cristãos as vítimas!
Assim Tigelino conseguiu encher os bolsos de Denários, Nero livrou-se de uma crise política e Popeia ficou com os seus protegidos Judeus mais ou menos safos da perseguição…
Infelizmente dois dos personagens que eu mais gostava na série acabaram por morrer neste livro. Bah…
E sim… o primeiro Papa da História Cristã tem um grande papel neste livro (no anterior já tinha), e sim… temos as crucificações de que todos os compêndios escolares falam, MAS… a pesquisa para um livro destes foi MUITO bem-feita. Foi a primeira vez que eu “vi” uma crucificação exactamente como os romanos faziam. A cruz de Tao. Nada daquilo que estão habituados a ver nos filmes de Hollywood, ou graficamente em 99% dos manuais escolares e outros livros de BD. Historicamente perfeito. Aliás… esta dupla de autores não caiu naquela “esparrela” cristã de que Pedro tinha sido crucificado de cabeça para baixo! Perfeito!
Agora vem a parte negativa…
Murena tenta com a ajuda de Cláudia esquecer o passado, libertar-se do ódio… e com Cláudia tem algumas cenas escaldantes. MAS…
A Dargaud CENSUROU uma cena de sexo a três, a célebre “ménage à trois”, que vem logo a seguir à página que apresento em segundo lugar. Inacreditável! Numa série que já teve incesto, sexo desbragado, violência sem limites… censurarem uma cena de sexo??
Bien…
O que vale é que o livro é mesmo a meu gosto.
Podem ver as outras entradas desta série no Leituras de BD nos seguintes links:
Murena
Murena: Vol.3 - A Melhor das Mães
Murena: Vol.4 - Os que Vão morrer...
Murena Vol.5: A Deusa Negra
Murena Vol.6 e Vol.7 - O Sangue das Feras / Vida dos Fogos
Murena Vol.8: A Vingança das Cinzas
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado em Julho de 2013 pela ASA
Nota: 10 em 10
terça-feira, 18 de junho de 2013
Murena Vol.8: A Vingança das Cinzas
Este é o oitavo livro da série, e fecha o “Ciclo da Esposa”.
Maravilhoso trabalho de Delaby este quarto e último livro do ciclo anteriormente referido!
Não vou falar muito da série propriamente dita, já fiz vários posts sobre ela, apenas vou referir que na minha opinião é do melhor que se tem publicado em português, mas de longe.
Óptimo desenho, as cores melhoram de livro para livro, a história é tudo menos monótona e o rigor Histórico é irrepreensível. Aliás, as explicações Históricas no final de cada livro são excelentes, pode-se aprender lendo BD!
Depois de um livro, o anterior, em que Dufaux dá cabo do leitor com a morte de uma das personagens que nós nunca estamos à espera que desapareça da trama, Acté, neste livro desaparecem um monte de personagens secundárias. Mas…
Mas tenho de focar o grande acontecimento deste livro: o incêndio de Roma!
Visualmente belo e irrepreensível, Delaby e o colorista Jérémy Petiqueux fizeram um trabalho maravilhoso ao trazerem para os nossos olhos aquele Verão quente que se tornou um inferno de sangue e fogo!
Sim, depois do sangue e neve, vem o sangue e fogo. Tudo bem trabalhado por esta equipa criativa!
A primeira parte do livro tem como pano de fundo o laranja e vermelho, e o horror estampada na face dos habitantes de Roma. Na segunda parte do livro temos o branco e cinza, e a tristeza dos romanos.
Tudo nos é mostrado neste cenário dantesco, desde a desgraça, o heroísmo, a redenção, o cinismo, e claro… a maldade pura e dura. No meio disto tudo, uns pozinhos de amor para não ser tudo uma desgraça.
Devo dizer que ao nível da história considero este o mais fraco dos oito livros publicados até este volume. Seria previsível que Dufaux para terminar o 2º ciclo da série tivesse um livro mais forte, mas não. Acho que se deslumbrou com o incêndio de Roma e se esqueceu de enriquecer e tornar mais fracturante a intriga em si. Sim, este incêndio visualmente chega para fazer deste livro uma pérola, mas gostava que Dufaux tivesse imprimido mais fulgor à trama propriamente dita.
Murena volta a Roma à procura de vingança, o seu coração está negro. O objectivo é Nero… será que Murena consegue trair a sua própria pessoa tornando-se um assassino frio?
Esta é a grande pergunta inerente a este livro.
Outra coisa interessante… Popeia neste momento está a ser retratada como um ser de boa alma?? Ok, continua muito bela, mas… a ajudar comunidades??
Humm… para fechar o Ciclo da Esposa não estava à espera disto!
:D
Podem ver as outras entradas desta série no Leituras de BD nos seguintes links:
Murena
Murena: Vol.3 - A Melhor das Mães
Murena: Vol.4 - Os que Vão morrer...
Murena Vol.5: A Deusa Negra
Murena Vol.6 e Vol.7 - O Sangue das Feras / Vida dos Fogos
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado em Junho de 2013 pela ASA
Nota: 9 em 10
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Murena Vol.6 e Vol.7 - O Sangue das Feras / Vida dos Fogos
Há séries que me dão um enorme prazer em ler e em ansiar pelo próximo volume.
Murena é uma delas!
A ASA pegou o ano passado a sério nesta série, com a publicação de dois volumes (um deles duplo) e estamos quase a apanhar os franceses em tomos publicados, falta apenas um único volume para “estarmos em casa” com o título original em francês.
Os criadores de Murena são Jean Dufaux (argumento) e Philippe Delaby (desenho). A cor tem variado bastante desde o início da série, porque já passaram por Murena nada mais que quatro coloristas! Falo nisto porque a arte volta e meia ressente-se da qualidade do colorista, mas para já Jérémy Petiqueux têm-se mantido nos últimos quatro livros, o que não deixa de ser bom por uma questão de homogeneidade de imagem apresentada livro após livro.
Este livro é também um álbum duplo e compila os volumes 6 e 7 da série, ficando apenas por publicar o oitavo volume, "Revanche des Cendres", que fecha o 2º ciclo da série: o Ciclo da Mulher.
Dufaux tem construído uma história ambientada no Império Romano de Nero com uma consistência impecável. A linha condutora não tem falhas, a acção passa-se em diversos locais simultaneamente, cruzando-se entre si constantemente conforme a intriga assim o exige. Coloca personagens novas com um excelente à vontade, sem parecer uma situação forçada, vai buscar pormenores passados para cenas emocionalmente fracturantes no presente e consegue uma intriga palaciana do mais alto nível. Dufaux em grande mesmo!
Philippe Delaby está sempre melhor, livro após livro, e sempre com uma arte muito bonita. Nada parece forçado nas suas vinhetas e construção de página.
Os detalhes são excelentes, aliás, ambos os criadores de Murena se socorreram de bastantes livros Históricos para a recriação desta Época Histórica. Parece-me perfeita em todos os detalhes, seja na construção dos espaços como no desenvolvimento das personagens à luz da época. Tenho de fazer uma referência à cor nestes últimos livros. Muitas páginas e vinhetas são apesentadas numa palete de cores quentes propositadamente, antecipando o célebre incêndio de Roma. Muito inteligente! Prepara-nos para o clímax de fogo que se seguirá. Nesta história de Dufaux não é Nero que pega fogo a Roma, mas isso fica para a vossa leitura!
Murena está louco de revolta e paixão. Desde o castigo de Nero engendrado por Popeia, que lhe retirou Acté dos braços e a entregou a um militar Romano estacionado na Gália, que Murena só pensa em vingança. Mas há mais gente a pensar em vingança, o ex. escravo Balba e a enigmática gaulesa que o acompanha também têm a sua agenda de vinganças contra Nero e Roma. Murena vai-se transformando aos poucos…
A acção vai de Roma à Gália, e volta novamente a Roma! Murena e os seus amigos não param. A tragédia abate-se sobre algumas cabeças, e infelizmente também sobre uma de quem toda a gente que acompanha a série ama de certeza… Façam o vosso juízo!
Para clarificar algumas comparações com a série Águias de Roma… não tem nada a ver! São histórias completamente diferentes, o único ponto comum é mesmo o grande palco ser o Império Romano. Aliás, atrevo-me a dizer que esta série é a melhor de sempre passada neste período histórico!
Entradas anteriores desta série:
Murena
Murena: Vol.3 - A Melhor das Mães
Murena: Vol.4 - Os que Vão morrer...
Murena Vol.5: A Deusa Negra
O Leituras de BD aconselha esta série! Excelência espalhada no papel!
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado em 2012 pela ASA
Nota: 11 em 10
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Capas: Croisade - Coffret Vol.5 e Vol.6
Capa da compilação do segundo ciclo da série Croisade (Nomade) que compila os volumes cinco e seis da série.
Capa sóbria de Philippe Xavier para esta compilação, com uma mescla de motivos árabes e ocidentais. O guerreiro cruzado é envolvido por ornamentos típicos do oriente criando um ambiente equilibrado e muito interessante.Acho a capa lindíssima, apesar de sóbria!
Esta série de sucesso tem como autores Jean Dufaux (estória) e o já referido Philippe Xavier e pode englobar-se num dos géneros mais queridos da BD europeia: Fantasia Heróica! O colorista da série tem o nome de Jean-Jacques Chagnaud!
É mais uma boa série para quem sabe francês, para quem sabe inglês a Cinebook tem estado a editar a série em formato grande, mas de capa mole.
Boas leituras
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Murena Vol.5: A Deusa Negra
E Nero está a ficar louco!
A ASA continua a série Murena entrando no seu segundo ciclo: O Ciclo da Esposa!
Passando à arte… mais uma vez Delaby muda de colorista, agora é Jérémy Petiqueux. Hummm… gostava mais da colorista anterior! É impressionante como um colorista deixa a sua marca no produto final! Não estou a dizer que é mau, é apenas diferente e eu gostava mais do estilo de Dina Kathelyn! Pormenores…
O livro começa com uma dose de humor negro de que eu não estava à espera… isto após mais um combate de gladiadores, desta vez particular e só para ricos.
Enquanto Popeia se vai divertindo nestas festas, Nero resolve descer até ao seu povo para uma corrida de quadrigas, que não lhe corre bem. Entrou em cena uma personagem misteriosa que o humilha, sobretudo porque fica mal a um Deus ser vencido daquela maneira!
A sua personalidade está a ser completamente tomada pela “forma divina”, ao mesmo tempo que a sua mulher Popeia começa os seus jogos de bastidor com vista a enredar Nero, e ser ela o verdadeiro poder.
Outro ponto de interesse que vai fazer despoletar bastante a acção para o futuro é a relação entre Acté e Murena. Isto vai acabar por apimentar a intriga, sobretudo quando a mulher mais bela de Roma (Popeia) gosta de jogar com os piores sentimentos…
A série continua interessante, talvez um pouco mais, e posso estar a enganar-me mas os próximos volumes terão bastante mais acção! Este volume colocou as pedras em movimento e agora só nos resta ver como vão ser jogadas nos próximos volumes. Espero que saia depressa, este ciclo já está completo em França, tendo igual número de volumes relativamente ao primeiro, ou seja, quatro volumes.
Informação relativa aos outros volumes em:
Murena
Murena: Vol.3 - A Melhor das Mães
Murena: Vol.4 - Os que Vão morrer...
Leituras de BD no You Tube: Murena
Boas Leituras
Hardcover
Criado por Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado entre 2011 pela ASA
Nota : 9 em 10
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Murena: Vol.3 - A Melhor das Mães / Vol.4 - Os que vão Morrer...
O “Ciclo da Mãe” foi finalmente finalizado! (E não correu bem para a mãe…)
Uma das séries de que eu mais ansiava a continuação é continuada com um álbum duplo na colecção “Os Incontornáveis da BD” (Volume nº7 desta série que está a decorrer), responsabilidade editorial da parceria ASA/O Público. Para os coleccionadores já tinha dado a informação de que este livro vai sair em capa dura exclusivamente para a FNAC, penso que o próximo mês!
A dupla Jean Dufaux / Philippe Delaby continua a encantar nesta excelente série de base histórica. Sim de base, porque o trabalho de investigação foi aprofundado, mas como convêm a um livro de BD temos bastante ficção! Neste aspecto Dufaux bem que podia ter dado um pouco de ”trela”, mas ficou um pouco aprisionado aos factos históricos. Neste caso não é grave nem maçudo porque aquela era histórica é fértil em intriga…
A arte de Delaby continua a ser para mim a grande mais-valia desta série, cada livro que passa melhor fica. Não será estranho a este facto nova mudança de colorista para este dois livros. Assim, no primeiro tomo tivemos Béatrice Delpire substituída por André Benn no segundo, e agora Dina Kathelyn nestes dois livros. De resto a arte de Delaby está cada vez mais firme!
Neste cenário histórico Jean Dufaux procura com pequenas estórias satélites dar corpo à ascensão e queda de um dos Imperadores mais controversos da história romana.
Nestes dois livros, e depois do assassinato (envenenamento) de Claudio e da morte de Britanico, seu filho de sangue (nunca se soube se foi envenenado ou não), o caminho do poder está aberto a Nero e Agripina. Mas as contas de Agripina saíram-lhe mal, pois esta pensava que poderia controlar o filho e ser ela o verdadeiro poder em Roma, e Nero entra numa guerra surda de intriga com a mãe para de uma vez por todas se libertar do jugo desta terrível mulher! Esta serve-se de tudo para tentar controlar o filho, chegando inclusivamente a ser sua companheira sexual… o incesto nã
Rodando à volta desta intriga e jogo de poder nos bastidores temos Murena obcecado em vingar a mãe, assassinada num anterior volume por ordem de Agripina, temos Balba, o antigo gladiador númida e escravo de Britanico, que também jurou vingar a morte do seu pequeno amo, acabando por se juntar a Murena visto que o objectivo de ambos era quase comum.
Para além disto temos novas intrigas amorosas, surgindo mais uma “víbora”, considerada a mulher mais bonita de Roma na altura: Popeia!
Agripina antevendo o seu fim às mãos do filho prepara Popeia para a subida ao poder mostrando-lhe o caminho para o filho, apenas com o prazer de estragar a relação deste com Acté, o seu grande amor!
No final do livro ***** *** ** ******** ***** *** ****!
(Isso queriam vocês saber!)
O segundo ciclo, o Ciclo da Esposa, já está terminado no original, sendo também de quatro volumes. A ASA quer iniciar este ciclo ainda este ano (Maio), e eu vou torcer para que aconteça, pois é uma série de grande qualidade! O quinto tomo terá o nome de "A Deusa Negra".
Já agora, espero também que o álbum em capa dura que irá sair para a FNAC, saia com a capa do terceiro volume. Assim ficaremos com as quatro capas do primeiro ciclo (a capa do álbum ASA/O Público é do quarto volume), e eu adoro estas quatro capas!
Para mais informação sobre os anteriores livros clicar no link: Murena
:)
Boas leituras!
Hardcover
Criado por Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado entre 2011 pela ASA/O Público
Nota : 9,5 em 10
terça-feira, 29 de março de 2011
Hemingway: A Morte de um Leopardo
Jean Dufaux faz aqui mais uma incursão na vida de um escritor famoso, desta vez Hemingway. Na sua prolífica lista de obras e séries, Dufaux escreveu obras para BD contando episódios da vida de escritores como Hemingway, Sade, Balzac, Hammet e Pasolini.
Dufaux é também autor de vários livros e séries de sucesso, algumas bem conhecidas pelos leitores de BD portugueses, como Jessica Blandy, Croisade, Djinn (Booktree), Murena (ASA), Niklos Koda (Booktree) e Rapaces (Meribérica e ASA).
O artista de serviço é Marc Malès, pouco conhecido do público português, mas sem dúvida um extraordinário artista! Aliás, o aspecto do livro que me levou à compra foi precisamente a arte de Malès!
A obra de Hemingway que dá o mote para este livro é "The Short Happy Life of Francis Macomber". A acção passa-se em 1959, na ilha de Cuba, e em que Havana sofria ainda as convulsões da revolução levada a cabo por Fidel de Castro; e 1934 algures nas profundezas de África.
Os vários “flash-backs” estão muito bem encadeados, entre o tempo real e o passado em África, tornado a leitura bastante interessante!
A estória fala-nos de aventura, amor, remorso e vingança; tudo isto salpicado com belas mulheres, caça grossa e magia negra africana.
Hemingway está em Havana, na sua propriedade Finca Vigia, preparando-se para um encontro com uma bela jovem… interrogando-se do porquê do interesse deste bela e poderosa jovem num velho como ele! Mas como por acaso as suas memórias voam até à sua primeira viagem a África, onde é espectador, mas interveniente também, de uma trágica estória durante uma caçada. O final joga-se em Havana 25 anos depois!
Boa estória e uma excelente arte, são duas das qualidades deste livro editado pela Bertrand em 1995.
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Jean Dufaux e Marc Malès
Editado em 1995 por Bertrandt
Nota: 8 em 10
terça-feira, 14 de abril de 2009
Murena
Estamos em Roma, ano 54 DC, o ano do assassinato do Imperador Cláudio e da subida ao poder de Nero, seu filho adoptivo. Murena, série histórica conta-se entre as melhores adaptações desta época à Banda Desenhada.
Jean Dufaux, já falado neste blog com a série Rapaces, tem nesta época material de sobra para fazer uma estória, e faz! Com tanta intriga, corrupção, politiquice e sede de poder misturados com sangue e areia, Dufaux parte de todo este contexto histórico para uma estória com alguma ficção, mas contendo uma base verídica muito forte. Isto transmite muita solidez ao argumento, sendo que o personagem que dá o nome à série seja ficcional! Dufaux em vez do mais fácil, que seriam as legiões romanas e as suas grandes batalhas extramuros, foca-se dentro de Roma, com todo o seu jogo de poder. Adorei o trabalho dele ao fazer de Agripina um ser autênticamente monstruoso!
Em português estão editados dois volumes de um total de seis, são eles:
- A Púrpura e o Ouro (Asa)
- A Areia e o sangue (Asa)
- La Meilleure des Mères (Dargaud)
- Ceux qui vont Mourir... (Dargaud)
- La Déesse Noire (Dargaud)
- Le Sang des Bêtes (Dargaud)
Os quatro primeiros livros encerram o chamado "Ciclo da Mãe", do qual eu gostaria de ver desenvolvimentos este ano pela ASA.
Fazendo o "plot" destes dois livros editados em português, Cláudio está no poder casado com Agripina, tendo este facto como consequência a adopção de Nero por parte do Imperador. Cláudio tinha mais dois filhos de Messalina (sim, a célebre...), sendo um destes, Britânico, protagonista e vítima das intrigas neste dois primeiros tomos. Cláudio começa a afastar-se de Nero e a aproximar-se do seu filho de sangue, isto ao mesmo tempo que passa cada vez mais tempo com a sua amante secreta, Lolia, mãe de Murena. Este nunca aceitou muito bem ser filho bastardo de Cláudio, ignorando o mais possível o pai. Agripina sente que começa a perder terreno e toma as devidas precauções... manda assassinar Lolia e envenena Cláudio. Ao mesmo tempo, Nero, fazendo uso do seu poder, toma como sua uma escrava prostituta: Acté. Históricamente foi a personagem que sempre foi fiel a Nero, sendo ela a fazer o seu funeral.
Centrando-nos na estória de Murena, descubra de que modo Agripina maquina toda uma série de acontecimentos que levarão Nero ao poder, e de como ela espera ser o verdadeiro poder.
Fazendo a comparação com outra série de cariz histórico, Alix, eu acabo por gostar mais de Murena. É mais real, mais suja e não cabe dentro do estilo "linha clara" de que Alix faz parte e de que eu não gosto particularmente!
Esqueci de referir mais atrás que as capas são espantosas, e espero sinceramente que a ASA não se esqueça desta série de excelência.
Boas leituras!
Hardcover
Criado por Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado entre 2004 e 2005 pela ASA
Comprado na Livraria Castil e na Bulhosa
Nota : 10 em 10
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Sade: A Águia, Mademoiselle...
Uma edição de 1991 da Bertrandt, escrita por Jean Dufaux (Murena, Niklos Koda, Rapaces, Djinn, etc.) e com arte de Griffo (Vlad). A obra baseia-se nos escritos de Sade, a maior parte deles
Dufaux, como argumentista exímio do mundo da 7ªarte, joga com as ligações entre ficção e realidade, mas neste livro achei a narrativa algo confusa... tudo gira à volta de uma companhia de teatro completamente louca e que vai representar obras de Sade. O cenário é a prisão onde Sade passou grande parte da sua vida, e como única ligação do mundo da ilusão à realidade, temos um telefone. Esta era a única maneira de contactar com o director! O que acontece é que dentro do teatro ficção, temos um outro teatro real, que também o não é... como disse atrás, é um pouco confuso!
A arte de Griffo foi o que me levou a adquirir este livro. É excelente no detalhe dos cenários, onde tem algumas vinhetas verdadeiramente assombrosas.
Outra curiosidade desta obra (que os autores não pretendem que seja entendido como um estudo psicológico ao Marquês de Sade), é a imposição de Depardieu para encarnar Sade!
E o livro termina com uma citação de A.P. de Mandiargues:
"É um homem, sim, que dá festas. Como poderemos não nos deleitar com ele, se nos convida para o seu teatro?"
"Pessoas de bem, sobretudo, deixem a moral no vestiário!..."
Boas leituras (e tenham variedade na vossa colecção de BD...)
:)
Hardcover
Criado por: Jean Dufaux e Griffo
Editado em 1991 por Bertrandt
Comprado na Serpis
Nota: 7 em 10
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Rapaces
Rapaces, mais uma grande série de BD europeia! Pela mão de Jean Dufaux (estória) e Enrico Marini (desenho) em 1998 o primeiro volume desta série ficou completo, sendo editado no mercado português pela Meribérica em 1999. A série é composta por quatro volumes e está toda editada em Portugal, os dois primeiros volumes pela já referida e extinta Meribérica, e os seguintes tomos pela ASA.
Este par criativo tem-se mostrado imbativel, pois Dufaux tem alcunha de "o Profícuo", devido há quantidadede criações de que é autor (ex. Jessica Blandy), e Marini é detentor de vários prémios (ex. Player One em Angoulême) e muitas criações famosas: "A Estrela do Deserto", "Gipsy" e "O Escorpião".
Neste "Rapaces" é bem visivel que Marini não se sujeita a fórmulas pré-estabelecidas e é bem visivel a vertente Franco-Belga misturada com Manga, isto para além da cor directa e sobretudo a partir do terceiro volume as cores base são o vermelho e o negro... isto para acompanhar uma estória sólida e diferente de Vampiros, sempre com muito erotismo, que está latente ao virar de cada página.
A estória gira ao redor dos irmãos Camila e Draco Molina, do jovem Aznar Akeba e da detective Vicky Lenore. No prmeiro volume são apresentados os personagens e algumas linhas de acção, no segundo descobrem-se os motivos, e as histórias particulares de cada um começam a misturar-se... para o terceiro volume temos muita acção, traição e misturas explosivas, ficando para o quarto o desenlace...
Esta é a estória da vingança da família Molina (isto está a ser dificil para mim, pois não quero fazer spoiler a potenciais interessado na série...) contra todo o mundo Vampiro... estes mandam no mundo, sendo a espécie Humana relegada para Jardins Zoológicos como vulgares animais em vias de extinção. Mas os Vampiros com tantos anos de decadência física começam a fraquejar...
É mais uma grande estória, ainda se conseguem arranjar facilmente os volumes da ASA, os da Meribérica já será mais complicado mas ainda se vêm com alguma frequência!
Boas leituras!
Softcover (Meribérica)/Hardcover (ASA)
Criado por Jean Dufaux e Enrico Marini
Editado entre 1999 e 2003 por Meribérica e ASA
Comprado na FNAC
Nota : 10 em 10
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