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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Lançamento Ala dos Livros: Os Escorpiões do Deserto - Obra Completa Vol.2

 



A editora Ala dos Livros continua a publicação da excelente série de Hugo Pratt, Escorpiões do Deserto.

O livro já se encontra disponível e é uma excelente edição. As editoras portuguesas de BD europeia estão de parabéns pelo cuidado que estão a ter com os livros que publicam, é um prazer ler assim.

Fiquem com a nota de imprensa da Ala dos Livros:


Os Escorpiões do Deserto

Obra Completa - Volume 2

A história de Os Escorpiões do Deserto é uma história de homens. De homens de diferentes raças e de diferentes humanidades. E é, também, uma história de guerra. A história da Segunda Guerra Mundial, no corno de África, que Pratt de certa forma vivenciou e que nos conta através dos relatos e dos olhos do oficial polaco Koinsky. 

 Mas Os Escorpiões do Deserto é ainda uma viagem através das dunas do deserto africano, com os seus oásis remotos, os fortes abandonados, mulheres guerreiras, beduínos sanguinários, cantores de ópera ou oficiais apaixonados. É uma viagem ao longo de um território árido, onde se encontram personagens marcantes, presas num conflito onde todos parecem perdidos sem saber que partido tomar. 

 Neste volume estão incluídas as histórias Um Fortim em Dancália e Conversa Mundana em Moulhoule.

Os Escorpiões do Deserto é uma das obras mais marcantes de Hugo Pratt, sendo este o segundo de três volumes da edição da Ala dos Livros, comemorativa dos 50 anos da primeira publicação. Esta obra, a preto e branco, é enriquecida por uma galeria de aguarelas a cores, ilustrando a riqueza dos fardamentos militares, bem como a dos trajes dos povos daquela região do norte de África.










Boas leituras







quarta-feira, 31 de maio de 2017

Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado



A Arte de Autor vai revisitar Corto Maltese, passando a ser a casa deste herói.
Ao mesmo tempo que vai publicar o maior clássico de Corto Maltese, A Balada do Mar Salgado, inicia em Portugal as novas aventuras deste aventureiro escritas por Juan Díaz Canales conhecido entre nós pela série Blacksad, e pelo livro editado há pouco tempo por esta editora Como Viaja a Água; e desenhado por Rubem Pellejero, também já publicado em Portugal com o díptico Âromm. O livro tem como título Sob o Sol da Meia Noite.

E vou começar esta homenagem a um dos meus autores preferidos de banda desenhada com uma visita à Balada do Mar Salgado, até porque ao fazê-lo, estou ao mesmo tempo a reviver as fábulas de uma das personagens que mais me influenciaram ao longo destes anos: Corto Maltese por Hugo Pratt.

E vou começar precisamente pela obra A Balada do Mar Salgado até porque, cronologicamente (publicada entre 1967-1969), é a peça de abertura para o texto épico que se viria a desenrolar até à década de 90. Se aqui o denomino de épico não será tanto pelo carácter heróico dos seus personagens «que na maior parte das suas vezes, são tudo menos heróis» mas mais pelo carácter devastador das suas acções, que tanto a nível físico como a nível da sua psicologia, nos levam a embarcar num mundo de consequências grandiosas: ao mesmo tempo letais; ao mesmo tempo mágicas.

Corto Maltese é isso mesmo, um jogo de personagens complexas, não meras formas icónicas ou ideias que representam o homem característica a característica «bom/mau», «feio/bonito», «rebelde/conformado», mas um todo conjunto, espectro de ideias que nos definem a personalidade tal qual como é «conferindo espessura ao argumento, mas não só, dando-lhe também veracidade».

A Balada do Mar Salgado decorre algures ao largo da Papua e nela é desenhada uma história de pirataria moderna, de eventos que terão decorrido pouco antes, e durante o começo da I Guerra Mundial. É também uma narrativa inserida dentro de um jogo de xadrez de potências, no teatro pré grande guerra, onde se começam a impor as forças quase que imperiais que eram: os ingleses; os alemães; ou os japoneses. Algures, no limbo que é a cartografia deste espaço, existe uma ilha denominada de "escondida", que é comandada por uma figura misteriosa chamada apenas de monge que, acreditando nas histórias contadas pelos aborígenes, tem mais de 200 anos. A verdade é mais plausível, quem sabe, não interessa...

Depois, são-nos apresentadas algumas das personagens principais que nos vão acompanhar ao longo do trabalho de Hugo Pratt: Corto Maltese, o marinheiro que não necessita de apresentação; Rasputine, pirata psicopata, melhor amigo de Corto Maltese; os irmãos Cain e Pandora, que são recolhidos após uma terrível tempestade e um naufrágio. Se o espectro ou a expectativa de guerra nos introduz um factor de caos à narrativa, pelo menos algumas coisas se mantém constantes: a calma placidez do Pacífico; a fúria das suas ondas gigantescas e destroços; o destino de Corto Maltese, pois que, o nosso quase-que-herói, aquando pequeno, pegou numa faca e desenhou a sua própria linha da vida na palma.

O traço, é um traço simples mas muito rico e eficaz, a preto e branco, muitos de vós já o devem conhecer, quanto a mim, nunca me deixa de surpreender.

O livro conta com um prefácio de Umberto Eco e dizer mais do que isto, estaria a contar-vos de novo a Balada do Mar Salgado. Leiam.





A BALADA DO MAR SALGADO, em edição cartonada, a preto e branco com capa mate e verniz cartonado; esta edição, que conta com o prefácio de Umberto Eco e um caderno introdutório com aguarelas a cores, é limitada a 1000 exemplares.







Boas leituras





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Hoje estou assim... como o Corto



Tem dias que uma pessoa só apetece olhar em paralelo infinito, hoje é um desses dias.
Espreguiçar, recolher, olhar por aí... e espreguiçar outra vez!









Pode ser que logo fique mais assim! :D





Boas leituras




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado


Antes de mais, fica aqui o meu desejo para todos «que este ano seja um ano cheio de leituras de boa banda desenhada» ou, ainda melhor que «este ano venham a conhecer novas e melhores formas de se contar e desenhar histórias». É verdade que não começou bem, mas enfim...

E vou começar o ano assim, com uma homenagem a um dos meus autores preferidos de banda desenhada até porque, ao fazê-lo, estou ao mesmo tempo a reviver as fábulas de uma das personagens que mais me influenciaram ao longo destes anos: Corto Maltese por Hugo Pratt.

E vou começar precisamente pela obra A Balada do Mar Salgado até porque, cronologicamente (publicada entre 1967-1969), é a peça de abertura para o texto épico que se viria a desenrolar até à década de 90. Se aqui o denomino de épico não será tanto pelo carácter heróico dos seus personagens «que na maior parte das suas vezes, são tudo menos heróis» mas mais pelo carácter devastador das suas acções, que tanto a nível físico como a nível da sua psicologia, nos levam a embarcar num mundo de consequências grandiosas: ao mesmo tempo letais; ao mesmo tempo mágicas.

Corto Maltese é isso mesmo, um jogo de personagens complexas, não meras formas icónicas ou ideias que representam o homem característica a característica «bom/mau», «feio/bonito», «rebelde/conformado», mas um todo conjunto, espectro de ideias que nos definem a personalidade tal qual como é «conferindo espessura ao argumento, mas não só, dando-lhe também veracidade».

A Balada do Mar Salgado decorre algures ao largo da Papua e nela é desenhada uma história de pirataria moderna, de eventos que terão decorrido pouco antes, e durante o começo da I Guerra Mundial. É também uma narrativa inserida dentro de um jogo de xadrez de potências, no teatro pré grande guerra, onde se começam a impor as forças quase que imperiais que eram: os ingleses; os alemães; ou os japoneses. Algures, no limbo que é a cartografia deste espaço, existe uma ilha denominada de "escondida", que é comandada por uma figura misteriosa chamada apenas de monge que, acreditando nas histórias contadas pelos aborígenes, tem mais de 200 anos. A verdade é mais plausível, quem sabe, não interessa...

Depois, são-nos apresentadas algumas das personagens principais que nos vão acompanhar ao longo do trabalho de Hugo Pratt: Corto Maltese, o marinheiro que não necessita de apresentação; Rasputine, pirata psicopata, melhor amigo de Corto Maltese; os irmãos Cain e Pandora, que são recolhidos após uma terrível tempestade e um naufrágio. Se o espectro ou a expectativa de guerra nos introduz um factor de caos à narrativa, pelo menos algumas coisas se mantém constantes: a calma placidez do Pacífico; a fúria das suas ondas gigantescas e destroços; o destino de Corto Maltese, pois que, o nosso quase-que-herói, aquando pequeno, pegou numa faca e desenhou a sua própria linha da vida na palma.





























O traço, é um traço simples  mas muito rico e eficaz, a preto e branco, muitos de vós já o devem conhecer, quanto a mim, nunca me deixa de surpreender.

Dizer mais do que isto, estaria a contar-vos de novo a Balada do Mar Salgado. Leiam.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Corto Maltese: A Juventude



Hoje Corto Maltese faz anos!
Nasceu a 10 de Julho de 1887 na ilha de Malta, mais propriamente em La Valetta filho de uma cigana espanhola e de um marinheiro inglês!


Ora como o único livro que eu ainda não tinha lido do Corto Maltese era precisamente “A Juventude” (apenas o mês passado ficou a fazer parte das minhas prateleiras), nada melhor do que comemorar esta data com um pequeno apontamento sobre este livro.

Em 1981 esta aventura de Corto Maltese começou a sua publicação no jornal “Le Matin” em tiras diárias, com a finalidade de que esta aventura na Manchúria terminasse em África em busca do tesouro das Minas do Rei Salomão. Mas ao fim de algum tempo Hugo Pratt desentendeu-se com o jornal e a aventura ficou-se mesmo só pela intenção africana. Foi publicado em livro em 1985.

Apesar de os desígnios iniciais não terem sido atingidos, A Juventude não perde força nem fica amputada de nada. Claro que muito do livro se passa sem Corto presente fisicamente, mas este livro é uma apresentação. É o inicio de ligações que se vão manter pela série toda!

A história é contada em primeira mão pela personagem real Jack London, e nada melhor para fazer esta introdução, visto que estávamos em plena guerra entre Russos e Japoneses. Jack London era correspondente de guerra (famoso), portanto, excelente escolha!

Então e quem será a primeira personagem a ser apresentada?
Rasputin, claro! Só podia…
Rasputin é aqui superiormente retratado psicologicamente. Sem escrúpulos, sem pátria, só conta o seu objectivo. Aliás… a única forma de ele agradecer a quem o ajudou, é matando quem chateava o benfeitor…


Corto também aqui tem já bem marcadas as suas particularidades. Simples, justo e também sem pátria em busca de aventura. África é o destino, e Rasputin o seu companheiro de viagem…

Uma obra típica de Pratt, embora sem a magia de outras, não deixa de ser um bom livro e uma prequela importante onde são colocados os dois extremos, ou polos, que são Rasputin e Corto.
O traço de Pratt está perfeitamente evoluído aqui, já bem adulto apesar de ser uma história de “juventude”.
E qualquer modo tem de se salientar a mestria de Pratt ao idealizar uma história do Corto Maltese praticamente sem Corto Maltese, mas fazendo sempre o leitor sentir-lhe a presença ao longo de todo o livro. Só tenho uma palavra para isto: MESTRE!

Esta edição da ASA tem prefácio de Marco Steiner, um enorme conhecedor de Hugo Pratt e de Corto Maltese. As fotografias são de Marco d'Anna
Uma excelente edição da ASA.

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Hugo Pratt
Editado em 2013 pela ASA
Nota: 9 em 10

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Corto Maltese: As Etiópicas


É difícil escrever algo sobre Corte Maltese… acho que já tudo foi dito sobre esta personagem.
“As Etiópicas” era o único livro que eu nunca tinha lido deste herói, ou anti-herói (como preferirem), por isso achei por bem escrever algumas linhas sobre esta aventura africana.

Corto Maltese é a grande criação de Hugo Pratt. Este marinheiro correu o planeta em aventuras estranhas, sempre acompanhado pela magia e pelo mistério de grandes enigmas da humanidade, misturando factos reais com uma vertente fantástica enorme. É muito natural encontrar Corto sobre a influência de cogumelos, viajando no mundo dos sonhos, tocando por vezes no mundo real, assim como a sua influência (hipotética, claro) em situações históricas que toda a gente conhece.

As Etiópicas são um conjunto de quatro histórias passadas essencialmente na zona onde se situa a Etiópia, e embora a última história se situe na África Oriental penso que não será exactamente neste país. As histórias são:
  • Em nome de Alá, O Misericordioso
  • O golpe de Misericórdia
  • …os outros Romeus e Julietas
  • Os Homens-Leopardos do Rufiji
O livro contem ainda um prefácio bastante elaborado assinado por Marco Steiner, com fotografias de Marco D’Anna. Como publicação este livro é excelente, como todos os que já saíram nesta colecção da ASA, e assim como todos os outros, este conjunto de histórias é a cores. De notar a grande qualidade do papel e impressão deste livro! Já agora vale a pena dizer que esta colecção tem duas versões do mesmo livro, uma limitada e de capa dura, outra de capa mole um pouco mais barata.

Como é dito no prefácio, as aventuras de Corto assentam num tríptico de pedra: cultura, natureza e aventura… tudo o resto é magia! Acho que isto resume bem a base das aventuras deste marinheiro!

Esta aventura decorre no final da 1ª Grande Guerra em que os ingleses tentam acabar com a influência Alemã em África. Corto acompanha Cush, um guerreiro negro da tribo Danakil, no resgate do pequeno Príncipe Real Saode, mantido cativo pelo seu tio Abdul.

Este livro assenta na relação que se vai construindo entre Corto e Cush. Corto é um homem de grandes horizontes e completamente livre de pensamento, Cush é um fervoroso seguidor de Alá embora possa infringir algumas regras do Corão apenas para chatear quem quer mandar nele…
De notar as referências a individualidades reais, e a quebra brutal de narrativa na passagem da África desértica para uma Irlanda verde e chuvosa… apenas para contar uma história de cobardia, cobardia essa que se reflecte nos actos do Comandante Bradt… pequenos e deliciosos arcos dentro da história principal!
A aventura e a libertação do pequeno Príncipe servem apenas de pretexto para Hugo Pratt “brincar” na relação do “cão infiel” com o teimoso muçulmano Cush, que também só gosta de fazer o que lhe apetece. Aprendem a conviver, debater ideias e claro… têm de mergulhar juntos no reino da magia pela mão do feiticeiro sem idade Shamael. Os seus destinos cruzam-se sem cessar nas três primeiras histórias, a quarta e última história já sai fora deste registo desértico da Eritreia. Aqui estamos na selva e vemos personagens de outros livros de Hugo Pratt, neste caso saídos de “Anna na Selva”, a conviver com Corto Maltese… e embora continue como fundo o final da 1ª Grande Guerra, temos mais uma vez o tríptico atrás referido rodeado de muita magia: os Homens-Leopardo, a polícia secreta africana…!

É uma aventura de Corto Maltese. Tem todos os ingredientes que tornaram esta personagem famosa! Por isso recomendo este livro, e esta edição. Infelizmente o preço não é agradável, mas vale bem a pena e muita gente tem aderido a esta colecção de luxo, sobretudo aos livros de capa dura que esgotam passado pouco tempo.

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Hugo Pratt
Editado em 2012 pela ASA
Nota: 9 em 10

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

El Gaucho


É o segundo livro da parceria Pratt/Manara, o primeiro foi "Verão Índio ", e tal como este assenta em factos históricos.


Mais uma vez Manara demonstra a sua versatilidade, "pintando" com a sua arte um periodo conturbado da América Latina... o momento em que todos os povos deste continente lutam pela sua independência!

Estamos no século XIX, o século em que proliferam as Lojas Maçónicas, e em que as "dependências" americanas se separam e lutam contra as grandes Lojas Europeias. Este é um livro que fala de liberdade... liberdade ansiada pelos colonos, pelos escravos, pelos nobres e pelos locais! Nesta altura histórica os Ingleses tentam sublevar as populações coloniais e locais, para ferir a aliança Hispano-Francesa.

Servindo-se do seu incontestado poderio marítimo, tentam uma incursão pela foz do Rio da Prata e daí avançar pela Argentina. É aqui que o Tambor do 71º Batalhão de Infantaria Escocesa, Tom Brown já com mais de 100 anos, começa a contar as suas aventuras e desditas no continente Sul-Americano.

O Comodoro Sir Home Popham prepara a invasão, mantendo ao largo do Rio da Prata uma poderosa armada e desta armada vão sair os principais protagonistas desta história. O Tambor Tom Brown, ainda muito novo, perde-se de amores por uma das prostitutas, a jovem irlandesa Molly Malone bordo da nau Encounter. Aqui, a bordo desta embarcação, os oficiais divertiam-se fazendo dela um mini-bordel.

Tom, sabendo que a sua paixão, Molly Malone, se entregava sexualmente aos oficiais da marinha, apresenta-se como voluntário para ir a terra. Infelizmente para ele tem de ficar como penhor da boa vontade inglesa junto com um bando de possíveis aliados da causa Anglo-Saxónica.
Aqui começam as aventuras e desventuras, de seis elementos da Encounter: Mattew (o corcunda), Clagg, Molly mais duas amigas, e claro, Tom Brown!
Não se pode dizer que seja uma estória alegre, mas recomendo!

Existem boatos de que Milo Manara terá, pelo menos, a intenção de fazer a sequela desta história!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Hugo Pratt e Milo Manara
Editado em 1995 pela Meribérica
Comprado na Bertrandt
Nota : 9,5 em 10

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