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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Terna Violeta


Decidi fazer uma crítica a esta série editada em quatro tomos pela Meribérica na década de 80, visto que existe muito pouca informação sobre ela. Irei de vez em quando falar de séries desconhecidas nos dias de hoje, mas de qualidade ou então por terem sido marcantes na altura. Terna Violeta não é uma obra prima, mas como eu gosto muito da arte de Servais decidi alargar o conhecimento desta série a leitores mais recentes. A série Terna Violeta, preto & branco, ficou concluída em França com três volumes, por cá foram quatro devido à divisão do primeiro em dois volumes. Sem o escritor de serviço nestes volumes a preto & branco, Gérard Dewamme, a série continuou a cores com desenho e textos de Jean-Claude Servais (aqui com o volume nº1 já dividido em dois), indo neste momento no volume nº 7. Editados por cá:
- Terna Violeta
- Terna Violeta: Crónicas da Província
- Malmaison: Lugar Maldito
- O Alsaciano

Acho que a série deveria ter ficado exactamente onde ficou por cá, Servais tem uma arte que eu adoro, mas como escritor ... enfim! As criticas em França não foram nada famosas para os últimos volumes da série a cores, Servais transformou a série levando-a para o paranormal, bruxaria e com uma componente mediúnica muito forte...
Falando dos "nossos" preto & branco, esta estória conta a vida da jovem Violeta, rapariga selvagem com uma apetência especial para o álcool. Esta jovem vive sózinha na floresta, que conhece como ninguém, só conhece a sua lei e faz amor com quem lhe apetece. Neste pequeno item, enfurece as mulheres da aldeia... pois não há homem nas redondezas que não tenha estado, ou tentado estar, com a nossa heroína! Para sobreviver apanha sanguessugas com o próprio corpo, caça (faz armadilhas para coelho como ninguém),e contrabandeia álcool e tabaco entre as várias aldeias da zona.
Mas Violeta tem um coração de ouro para quem gosta e até para quem a odeia... aquando da ocupação da sua aldeia pelas tropas Prussianas (1ª grande Guerra), não hesita em prostituir-se com as altas patentes Alemãs para salvar o povo da aldeia, gentes essas mal agradecidas... quando acabou a guerra foi tratada como se fosse uma vulgar prostituta que apenas quis salvar a pele! Violeta era um espírito livre, sendo mulher isso não era nada apreciado na altura!
É uma leitura bastante agradável, lenta, mas agradável pois surpreende muitas vezes!
A arte de Servais é impressionante (eu acho), e o registo escrito de Gérard Dewamme está muito certo com a mentalidade e vida das gentes dessa época.
Estes livros só se conseguem arranjar em alfarrabistas ou nos leilões do Miau, conseguem-se por preços razoáveis... ainda.
Boa leitura

Softcover
Criado por: Gérard Dewamme e Jean-Claude Servais
Editado na década de 80 por Meribérica
Comprado no Miau
Nota : 8 em 10

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