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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Neonomicon e as Bibliotecas da Carolina do Sul


Este é um dos mais controversos livros de Alan Moore. Já tínhamos falado de um outro, Lost Girls...
Alan Moore gosta de provocar sentimentos contraditórios nas pessoas e garantidamente Neonomicon deve ser o mais contraditório de todos!
Este livro é a sequela de The Courtyard, e ultrapassa todos os limites em matéria de terror visual, violência sem limites, sexo e violações, enfim... não é para qualquer leitor!

Em Junho do ano passado (2012) uma criança de 14 anos entrou numa biblioteca do Estado da Carolina do Sul, e usando o cartão da mãe levantou este livro.
Já estão a ver o que se passou num dos estados mais conservadores do EUA, certo?
A bibliotecária retirou o livro da biblioteca, como se a culpa fosse do livro e não da mãe e da propria bibliotecária!
Os elementos da direcção da biblioteca leram o livro e decidiram pela sua inclusão das prateleiras!

O livro foi retirado (censurado) desta e de outras bibliotecas deste Estado e começou a "caça às bruxas" relativamente ao livro, apesar desta decisão superior!
Claro que o livro é para adultos e nunca deveria ser permitido uma criança sequer pegar num livro de extrema violência a muitos níveis, mas... de quem é a culpa?
É fácil, da mãe e do bibliotecário(a) que atendeu esta criança deixando-a levar o livro!

Bom, o caso ficou-se por ali até agora.
A bibliotecária contrariou a decisão da reunião que decidiu que o Neonomicon de Alan Moore voltasse a fazer parte do acervo da biblioteca.
As palavras da bibliotecária que justificaram a sua decisão da retirada do livro numa entrevista a um jornal local:

“It was disgusting,” she said, declining to label it obscene or pornographic.

She acknowledged the library has many books that deal in such detail with the very same subject matter — racism, rape, murder, sex — but for her, the pictures gave her pause.

Her decision to pull the book was the first time she had overruled her staff’s recommendation and the fifth time she had removed material from the library after a complaint.

“I call it de-selection,” she said.

Não, isto chama-se censura!






























































Boas leituras

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Freakangels Vol.6

23 years ago, twelve strange children were born in England at exactly the same moment.
6 years ago, the world ended.
This is the end of the story of what happened next.

Freakangels chega ao fim após seis volumes.
Estória bem localizada e representativa do melhor “steampunk” que se fez na Banda Desenhada nos últimos tempos, conta a estória de doze jovens com poderes extraordinários.
À imagem dos X-Men também foram perseguidos por serem diferentes, e porque os seus poderes assustavam a autoridade vigente.
Depois de acossados pelo exército unem os seus poderes e modificam o mundo de maneira a não serem incomodados por mais ninguém. De que maneira é que eles alteraram o mundo, ou não, só o sabemos neste último volume. Até aqui sabemos que eles provocaram uma enorme inundação, tipo Génesis apocalíptico, e que não existem comunicações rádio, nem de outra natureza ao seu redor. Para todos os efeitos, para eles o mundo tinha mudado!
Como forma de expiação tomam conta de uma comunidade humana em Whitechapel, fazendo a sua segurança contra intrusos, e alimentando, cuidando da saúde e procurando dar a melhor qualidade de vida possível aos elementos humanos “normais” desta comunidade.
De início esta série começou como um “webcomic”, mas o seu enorme sucesso levou a que fosse transportada para o suporte de papel. Houve algumas condicionantes nesta passagem devido ao formato em que estava a ser publicada na Internet, mas no fim resultou excelente na transposição para livro!
Esta série lançou internacionalmente Paul Duffield como artista, e não há dúvida que ele mereceu todos os elogios que acabou por ser alvo. Uma arte limpa e expressiva, acrescentando detalhe quando a página assim o exigia, como por exemplo nos exteriores de Whitechapel, ou nas construções e inventos de KK e Carolyn "Caz".
Os comics ganharam mais um artista com esta série!
Warren Ellis, o mais do que conhecido e famoso autor/escritor inglês de estórias para Banda Desenhada (comics neste caso), tem em Freakangels mais um bom momento na sua carreira, e cimentou a sua relação com a editora Avatar devido ao êxito da série. A estória por vezes torna-se um pouco confusa a espaços apenas porque os leitores não tinham acesso à visão global e final da estória. Mesmo assim, é mais uma estória “à Ellis” aliando as difíceis relações humanas a um espaço muito ficcional contido e estreito, em que a rotura emocional está sempre a acontecer.
Nestes últimos capítulos os dois Freakangels “renegados”, Mark (o louco sedento de poder) e Luke (o tarado sem restrições ao uso do seu poder para proveito próprio) são o centro da estória, e são eles que a vão catapultar para o seu final.
Acho que não fiz noutros posts relacionados, mas vou fazer a lista de Freakangels e suas particularidades resumidas:
KK – Veste-se de maneira gótica, gosta de sexo, e inventa máquinas pilotando a sua preferida: um pequeno helicóptero a vapor.
Connor – Muito controlado, é por norma a voz da razão. É também ele que regista por escrito tudo quanto acontece.
Luke – É quase um sem abrigo, pois vive a vida para o momento e usa os seus poderes telepáticos para obter sexo com quem deseja. Individualista, não lhe interessa o que os outros fazem para o bem de Whitechapel.
Kirk – É o sentinela da comunidade. Habita numa torre de vigia. A sua relação amorosa com Karl só é revelada neste último volume.
Arkady – É o membro mais louco dos 12, devido a uma overdose de droga. Exibe cada vez mais poderes em relação aos outros, como o teletransporte. Completamente desinibida mentalmente, assusta por vezes os seus colegas com a extensão do seu poder.
Karl – É o agricultor que arranja sempre maneira de trazer produtos alimentares frescos para a comunidade. Por vezes usa uma protecção na cabeça para evitar ouvir telepaticamente os outros Freakangels, e para estas não “ouvirem” os seus pensamentos também. A sua relação amorosa com Kirk só é revelada neste último volume.
Sirkka – Usa os seus talentos psíquicos para manter um harém de amor livre! Consegue erguer campos de força. É sabido o seu amor por Jack.
Jack – É um solitário. Vive no seu barco e abastece a comunidade com salvados que vai buscar ao fundo inundado de Londres. Anda sempre armado e ama Sirkka, só que não concorda com a sua teoria do “amor-livre”, portanto afasta-se. Apenas é revelada a sua faceta cínica neste último volume.
Miki – É a oriental do grupo e tem a cargo a saúde da comunidade. É uma pessoa muito sensível à dor, mental ou física, tentando sempre tratar o ser humano com a máxima dignidade possível.
Kait – É a polícia da comunidade. Para além de Jack, é a única que anda armada. Pessoa dura e tenaz, não lhe importa os meios para atingir os fins.
Carolyn – É a faz tudo da comunidade. Sistema de água, electricidade, máquinas… faz a manutenção de toda a Whitechapel. É uma negra albina e grande amiga de KK.
Mark – Só o conhecemos no volume 5. Freakangel muito poderoso foi expulso da comunidade devido à sua loucura (não tem restrições morais no uso dos seus poderes) sede de conquista e de poder. Estava dado como morto, mas logo no início da série os restantes Freakangels verificam que está vivo da pior maneira.
Todas estas personagens possuem poderes mentais e telepáticos, e fisicamente exibem olhos cor violeta.
Neste último volume (não vou fazer spoilers) os 12 Freakangels fazem um resumo da sua existência pré-inundação, tentam colocar-se em sintonia para resolverem os seus problemas internos, e porque não… desfazer o que tinham feito. Para isso houve um evento que despoletou a situação… foi avistado um helicóptero militar norte-americano ao largo de Whitechapel!
A conclusão do livro foi quase boa… não fiquei muito satisfeito com o final do final. Se lerem entenderão o que eu estou a dizer! Ficou ali algo aberto que devia ter sido fechado, penso eu.
Mas recomendo, é uma leitura super interessante.
Podem rever no Leituras de BD a crítica ao primeiro volume da série Freakangels:
Freakangels Vol.1 Limited Edition
Já agora, a capa deste último volume é excelente, e aqui em baixo têm um bom wallpaper!

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Warren Ellis e Paul Duffield
Editado em 2011 por Avatar Press
Nota : 9 em 10

domingo, 22 de novembro de 2009

Anna Mercury Vol.1: The Cutter


O autor inglês Warren Ellis traz-nos mais obra de Banda Desenhada pela editora Avatar Press. Desta vez o seu principal companheiro é o extraordinário artista Facundo Percio, completamente desconhecido até aqui, e pelos vistos os “olheiros” da DC e Marvel andam um pouco distraídos! A Avatar Press está neste momento a rodear-se de excelentes artistas (como Paul Duffield em Freakangels e Juan Jose Ryp em Wolfskin) quase estreantes em grandes trabalhos de BD. Conjugando este sangue novo com autores já bem “batidos” e conhecidos (Warren Ellis, Garth Ennis, etc.) a Avatar Press está a fixar uma pequena faixa (mas bastante fiel) de um público que já está um pouco farto dos heróis “normais” norte-americanos. Warren Ellis já “caiu” neste blog algumas vezes ( Planetary, Authority, Freakangels, Ultimate Galactus), mas tem o seu trabalho espalhado por muitas mais obras e séries dignas de registo como Transmetropolitan, Hellblazer, Crécy, Astonishing X-Men, Gravel, Fell, etc.
Ellis imaginou uma estória que junta mundos paralelos, Ficção-Científica, espionagem e muita acção. Para isto serve-se da extraordinária arte de Facundo Percio, em que este demonstra que trabalha perfeitamente a figura humana, seja qual for a posição em que se encontre relativamente ao espaço. Existem sequências desenhadas por Percio que são autêntico cinema! Para além disso um desenhador europeu dá sempre mais “enchimento” à vinheta dando muito pormenor e profundidade aos segundos planos, tornando livro muito conseguido graficamente. Relativamente à estória, tive de ler duas vezes porque me perdia no meio dos conceitos envolvidos… e estes são interessantes! O conceitos de mundos paralelos é um pouco diferente do habitual, existem nove “bolhas” que orbitam a Terra e cada uma destas “bolhas” será um mundo paralelo. Estes existem sem que se possam ver uns aos outros, mas devido a fenómenos ocorridos anos atrás, vários governos da Terra mandam agentes a estes mundos para os estudar. No momento presente isso já não é muito normal, pois todos estes agentes acabam muito cedo no hospício com problemas mentais. Anna Britton é uma agente britânica muito resistente a estas idas e vindas de operações na “Constelação” (assim lhe chamam, a este grupo de mundos paralelos). Tudo começa quando o navio de guerra norte-americano USS Eldridge, num fenómeno estranho, desaparece da Terra e aparece no primeiro mundo que nos é apresentado nesta série. Apesar de provocar destruição em Nova Ataraxia, o facto foi atribuído a causa divina. Ora neste mundo apenas existem duas cidades estado, New Ataraxia e Sheol, e os habitantes de Sheol nunca ligaram a este fenómeno por que não o presenciaram! New Ataraxia por intermédio de tecnologia inversa tenta reproduzir a tecnologia presente no barco que lhes foi apresentado rodeado de enorme descargas magnéticas, e preparando-se para nova aparição de causa Divina… assim torna-se uma cidade estado altamente militarizada! Como a não houve mais aparições Divinas, culpam os habitantes de Sheol e declaram-lhes guerra. É aqui que os governos da Terra sentem que têm de intervir para ajudar Sheol, pois sentem-se culpados pelo que aconteceu. É também aqui que Anna Mercury (nome de código) entra em acção. Os objectos não orgânicos que são mandados para estes mundos paralelos sofrem um efeito de “boomerangue”, ou seja, passadas umas horas voltam ao mundo original não alterados… para seres orgânicos já não é bem assim! Estes têm um tempo determinado e bem curto para serem repescados senão o efeito “boomerangue” é-lhes fatal (explodem!). Para isso existe aparelho electrónico que serve de âncora e lhes dá energia que podem usar de várias maneiras: super-força, ausência de gravidade, hipnotismo e descargas electromagnéticas de emergência. É claro que quanto mais usarem a energia deste aparelho, menos tempo poderão estar num mundo paralelo. Anna Mercury está como um peixe dentro de água nestas mudanças de mundos paralelos, é exigente consigo própria, corajosa e com um sentido enorme de responsabilidade. Dá-nos a conhecer um mundo belíssimo imaginado por Warren Ellis e transposto para o papel por Facundo Percio. Ao mesmo tempo que existem muitos elementos “retro” (arquitectura, vestuário) de repente deparamo-nos com um comboio de alta velocidade e um sistema de transporte espacial entre New Ataraxia e a sua Lua: Mandragon.
Como extra neste livro está compilada no fim uma “art gallery” de paul Duffield, Facundo Percio, Juan Jose Ryp (espectacular) e Felipe Massafera , muito boa!
Já me perdi no meio de tanta escrita…
Ahh… não consigo fazer scans a páginas duplas, ficam vocês a perder! São lindas, algumas delas.
Boas Leituras!

Hardcover
Criado por: Warren Ellis e Facundo Percio
Editado em 2009 por Avatar Press
Nota : 9 em 10

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Freakangels Vol.1 Limited Edition


Freakangels é um "Free Webcomic", em que todos os interessados podem acompanhar a evolução da estória aqui neste link: Freakangels !
Freakangels é escrito por Warren Ellis (Planetary, Authority, Transmetropolitan, etc) e desenhado por Paul Duffield, pode-se considerar este o primeiro grande trabalho de sucesso de Duffield. Ellis anunciou este seu projecto em 2007, e o sucesso e aceitação deste "Steampunk Webcomic" foi tão grande, que acabou por ser editado em papel para minha satisfação (detesto ler no PC...)!
O sucesso vem porque porque os diálogos de W.Ellis são dos melhores que eu li nos últimos tempos, consegue iniciar uma frase com um pensamento profundo e acabá-la na maior das vulgaridades. Esta dualidade de Ellis está patente em quase todas as suas grandes obras. O sucesso desta série advém também da excelente arte por parte de Paul Duffield. A sua arte acompanha a escrita de Ellis dando forma ao cenário pós-apocalíptico, tipo "Steampunk", conseguindo nas personagens principais dar um ar diferente... eles são branco pálido (mesmo a de etnia negra) com olhos violeta, mas acho que a melhor caracterização está na dualidade de serem jovens, e ao mesmo tempo terem uma expressão "velha", doente (aquele branco pálido é próprio das pessoas doentes). Penso que era mesmo isto que Ellis queria para os seus personagens. Para além disso, Paul Duffield consegue fundir as suas influências Manga com o desenho mais tradicional norte-americano, aproveitando o melhor dos dois "mundos".
A estória fala-nos de um mundo inundado pelas águas oceânicas, ou seja, um pós-apocalipse provocado por um grupo de 12 jovens, todos da mesma idade, que um dia decidiram que a Terra tal como estava e evoluía não era um bom mundo para se viver. Todos têm poderes particulares, sendo que o único poder comum a todos é a telepatia. Alguns destes jovens, de alguma maneira, sentem-se culpados pelo cataclismo que assolou a Terra, e tentam minimizar os prejuízos desse evento, pelo menos na população de Whitechapel, a sua zona protegida. Aqui protegem a população local de salteadores e tentam com as suas inventivas mentes produzir alimentos frescos, maquinaria tendo sempre um elemento, Jack, à procura de bens úteis que estejam perdidos no fundo das águas. Estes jovens têm uma regra básica, apesar de o poderem fazer, não podem manipular a mente de outras pessoas (a não ser que a sua vida esteja em causa). Foi essa regra que Mark infringiu para proveito próprio, sendo castigado com a morte! Mas este jovem, que nunca aparece graficamente neste primeiro livro, afinal não morreu e para além de controlo mental sobre outras pessoas de fora de Whitechapel, programa-as para irem assassinar os seus "irmãos". É assim que o livro começa, é assim que Alice procura os restantes Freakangels, que para ela são culpados da morte dos seus irmãos.
Bom, podem sempre experimentar esta leitura no PC, clicando no link lá mais acima, eu pessoalmente gostei muito, mas aconselho sempre o livro!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Warren Ellis e Paul Duffield
Editado em 2008 por Avatar Press
Comprado no Book Depository
Nota : 9 em 10

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