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sábado, 29 de junho de 2024

As Águias de Roma - Livro VI

É uma das minhas séries preferidas da BD europeia, a primeira em que Enrico Marini se abalançou a fazer também o argumento. A ASA tem publicado todos os volumes, felizmente, desde 2011. Penso que o volume 7 sai em França em Outubro deste ano.

E sinceramente gostaria que fechasse a série, esse volume 7, mas pelos vistos está previsto o volume 8 para Outubro de 2025…. 

Marini fez um grande interregno entre o volume 5 e este volume 6, foram “só” sete anos sem notícias desta série. Nos entretantos Marini andou de volta do Batman: O Príncipe das Trevas, Noir Burlesco e O Escorpião, obras essas também editadas em português pela Levoir (Batman) e Seita/Arte de Autor no caso do Burlesco.

Em relação ao Escorpião foram publicados alguns volumes pela ASA, mas neste momento existe um hiato de publicação em português dessa série em Portugal. O último a ser publicado cá foi o Volume 6, mas a série já vai no Volume 14 em França.

Tudo isto para explicar que Marini andou “perdido” noutras séries e deixou a excelente Águias de Roma parada.

E sinceramente, se não há vontade de continuar a série que faça um volume com um final decente que satisfaça a maioria dos leitores e fãs da série, nos quais eu me incluo.

Vou começar pela arte, a parte em que Marini é mais forte.
Pois é, só que neste caso nem por isso. Depois de cinco volumes fantásticos artisticamente, na minha opinião, faz um sexto volume tosco comparado com o volume anterior, por exemplo.

A arte perdeu o detalhe, perdeu os grandes planos e sinceramente até parece outra pessoa a fazer aquelas páginas. Como disse atrás, se ao fim de sete anos não há vontade de continuar, que embrulhe um final decente e depois parta para outros projectos

Como muleta serve-se dos nus e belas mulheres para ofuscar um pouco os olhos do leitor, só que isso sinceramente nus sem necessidade e sem envolvência da necessidade ao nível do argumento só serve para adolescentes com as hormonas aos saltos.

Passando para o argumento, bom, saltamos da vergonhosa derrota Romana na Germânia contra Armínio, e depois daquele final brutal (não vou dar spoiler a quem não tenha lido), Marcus é desonrado pelo próprio Imperador Augusto e resolve afogar as mágoas em sangue, entrando livremente para combates na arena.

Depois vamos ter a trama e intriga política posteriores à morte do Imperador Augusto, com a linha narrativa do destroçado Marcus a cruzar-se com as grandes personagens Romanas em intrigas que o vão levar de novo à Germânia.

A história arrasta-se um pouco a espaços, mas pronto, não é por aí que este livro me desiludiu.
Espero, espero mesmo, que Marini se eleve novamente nesta série para o próximo livro.
Este volume 6 pagou a factura de um hiato de 7 anos. Esperemos que não volte a acontecer.

 


Boas leituras



quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

O Assassino, edições e um rant 🤷🏻‍♂️
(Será que mandam uma moeda ao ar?)

 


Começou a sair no dia 22 do mês passado uma nova colecção ASA | Público. Uma excelente série, O Assassino, no original Le Tueur de Jacamon e Matz.


Até aqui tudo bem, para além das primeiras quatro histórias já terem sido publicadas em Portugal (🙄), as duas primeiras pela Booktree, e as outras duas num volume duplo pela ASA | Público também na colecção Os Incontornáveis da BD de 2011.

Esta série, O Assassino, já vai no quarto volume duplo e aqui o Leituras de BD diz que é uma série a comprar, é muito boa. Aliás, é tão boa que este ano saiu um filme baseado na série de BD: The Killer (de David Fincher).

Agora o que me faz espécie (muita espécie) é a razão porque excelentes séries são publicadas num formato inferior de acabamento (em capa mole), e outras já passadas e repassadas e também de qualidade inferior são editados num formato superior! Não percebo!

Dou como exemplos assim já a virem à minha memória Valerian e XIII em capa mole e Airborne 44 e U-Boot em capa dura. Inclusivamente Valerian teve honras de apresentação no Planetário, e mesmo assim conseguiram manchar uma colecção definitiva com aquela edição pífia. De todas as que se publicaram no mundo nessa altura, a colecção portuguesa foi a ÚNICA em capa mole.


É absolutamente incompreensível este tipo de escolhas… será que mandam uma moeda ao ar para saber se vai ser em capa mole ou dura??


Enfim, desculpem lá o rant, mas não há pachorra.

E comprem esta série porque não se vão arrepender, apesar das incongruências de escolha do tipo de edição.

 


Boas leituras

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Lançamento ASA: Lucky Luke Vol. 82 - Um Cowboy no Negócio do Algodão




Isto já parece uma série manga com tantos volumes publicados! :D
Jul e Achdé trazem mais uma aventura deste cowboy, e desta vez querem tornar o tema um pouco mais sério. Lucky Luke vai ter contacto em primeira mão com o problema das escravatura. 


O meu problema com este tipo de livro na abordagem a temas mais sérios e fracturantes é que não
aprofundam convenientemente o problema, ficando-se normalmente pelo politicamente correcto. Não sei se será o caso, mas o livro ter 48 páginas faz-me pensar desta maneira sem o ter lido, ainda visto que ainda não o comprei. Gostaria de estar enganado.

Fiquem com a nota de imprensa da ASA:


Um Cowboy no Negócio do Algodão
Jul e Achdé
Segundo o UNIVERSO de Morris 

Um Cowboy no Negócio do Algodão é um álbum que vai fcar para a História. Ao abordarem pela primeira vez a temática da escravatura Jul e Achdé oferecem um grande tema a um grande herói. Quando Lucky Luke trata a História dos Estados Unidos sem rodeios, isso resulta numa aventura tão divertida como profunda, que traz para o panorama da banda desenhada um álbum que fazia falta.

Surpresa divina ou presente envenenado? 

O nosso cowboy solitário herda uma imensa plantação de algodão na Luisiana! Acolhido pelos plantadores brancos como um dos seus, Lucky Luke vai ter de enfrentar vários obstáculos para redistribuir esta sua herança pelos quinteiros negros. 
Nesta luta contra os poderosos da região e contra a segregação racial, ele vai ser apoiado, contra todas as expetativas, pelos irmãos Dalton, cujo objetivo inicial todavia era eliminá-lo, e pelos Cajuns, os habitantes brancos do pântano, marginalizados à custa da prosperidade do Sul. 
Mas será apenas graças à ajuda de uma surpreendente figura do Faroeste que ele vai conseguir efetivamente repor a justiça: um herói de nome Bass Reeves, personagem real que entrou para a História como o primeiro Marshall adjunto negro nomeado a oeste do Mississípi, e um dos melhores «gatilhos» do seu tempo. 

Uma região, a Luisiana, até agora inexplorada pelo «cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra», uma história que gira em torno de uma amizade incomum e uma sólida base histórica que muito tem a ver com a atualidade: eis alguns dos inesperados ingredientes que dão corpo a esta nova aventura! 


Depois do sucesso de Um Cowboy em Paris, a dupla Jul e Achdé assina o seu terceiro álbum de Lucky Luke. 



À VENDA A PARTIR DE 23 DE OUTUBRO DE 2020
48 págs. 
Capa dura 
PVP: 10,90€ 






Boas leituras







domingo, 8 de novembro de 2020

Lançamento ASA: Stranger Things - Em Chamas


A ASA publica mais um livro desta série de BD baseada na popular série TV, Stranger Things
Este livro sai depois de Stranger Things - O Outro Lado e Stranger Things - Seis.

Fiquem com a nota de imprensa da ASA:


Stranger Things em Chamas, de Jody Houser e Ryan Kelly 

Sinopse 

Anos depois de fugirem do Laboratório de Hawkins, Ricky e Marcy, duas das antigas cobaias do Doutor Brenner, procuram ter uma vida normal. Mas quando descobrem que o laboratório foi fechado, vão à procura de Nove, uma pirocinética poderosa cuja mente dilacerada ameaça reduzi-los todos a cinzas, a menos que a encontrem e a salvem da sua imaginação malévola. À medida que vão avançando na sua busca, vão desvendando cada vez mais segredos ocultos do Laboratório de Hawkins. Conseguirão encontrá-la antes que ela destrua tudo à sua volta? 


Sobre o livro: 

JODY HOUSER decidiu que queria ser escritora aos oito anos de idade e daí para a frente nunca vacilou. Para o bem ou para o mal, também nunca ninguém lhe sugeriu que parasse. Licenciou-se em Escrita Criativa no Emerson College, em Boston, com uma tese sobre Escrita de Argumentos, tendo-lhe sido atribuída a Rod Parker Fellowship for Playwriting. A partir de 2006 começou a fazer experiências com webcomics, sendo a criadora da série webcomic de sucesso Cupcake POW!, lançada em 2010. Já publicou Faith (Valiant Comics), Max Ride: Ultimate Flight e Agent May (Marvel), e Orphan Black (IDW). Tem ainda contribuído, como autora, para muitas antologias, entre as quais Avengers: No More Bullying, Vertigo CMYK: Magenta, e as duas Womanthology 

Título: Stranger Things em Chamas 
Nº págs: 112 
ISBN: 978-989-23-4938-1 
PVP C/ IVA 14,90€




Boas leituras



segunda-feira, 27 de abril de 2020

Lançamento Asa: Asterix - O Menir de Ouro



A ASA prepara-se para publicar mais um álbum de Asterix, desta feita algo que seguramente trará os indefectíveis fãs desta franquia a correr para o obter. Um inédito em álbum com os dois criadores originais a assinarem o texto e ilustração: Goscinny e Uderzo.

Apenas isto basta para fazer soar campainhas, mas não fiquem nervosos... é só em Outubro, dia 21, que estará disponível para venda :)

Fiquem com a nota de imprensa fornecida pela ASA:


O MENIR DE OURO
Um tesouro reencontrado de René Goscinny e Albert Uderzo!

As Edições ASA convidam os seus leitores a descobrirem, no próximo dia 21 de Outubro, um verdadeiro achado:
O Menir de Ouro, uma aventura ilustrada de Astérix, escrita por René Goscinny e desenhada por Albert Uderzo, nunca antes publicada em álbum.
Descubra aqui a capa e as primeiríssimas informações.

Original de 1967

Reina a agitação na aldeia gaulesa: Cacofonix decidiu participar no famoso concurso de canto dos bardos gauleses para conquistar o Menir de Ouro!

Para o protegerem neste certame seguido de perto pelos romanos, Astérix e Obélix ficam encarregados de o acompanhar: eles não devem perder Cacofonix de vista, mesmo correndo o risco de… ficarem surdos!

Colocada à venda pela primeira vez em formato de livro-disco em 1967, esta aventura única tornou-se uma verdadeira relíquia quase perdida e nunca foi publicada em álbum.
Esta história, escrita com a vivacidade narrativa de René Goscinny propositadamente para uma gravação áudio e ilustrada com a mestria gráfica de Albert Uderzo propositadamente para o livreto que acompanhava o disco, é uma verdadeira jóia a redescobrir. Ela bem merecia ser valorizada, juntando-se a partir de agora à colecção de álbuns ilustrados de Astérix.





Restaurada

Um trabalho de ourives que poderá descobrir a partir de 21 de Outubro numa livraria perto de si.


Este novo álbum ilustrado proporá um novo grafismo com uma paginação mais forte, para permitir que o leitor mergulhe mais a fundo nos textos e desenhos destes dois génios da nona arte. E para esse efeito, com o propósito de manter inalterável o genial argumento do seu amigo René Goscinny, Albert Uderzo pôde supervisionar, em finais de 2019, o minucioso trabalho de restauro que foi levado a cabo pelos seus mais fiéis colaboradores sobre ilustrações já de si absolutamente sublimes. É Arte com letra maiúscula!

Tomando como ponto de partida as ilustrações digitalizadas a partir do livro-disco de 1967, os colaboradores históricos de Albert Uderzo tiveram de recorrer a todo o seu talento druídico para restaurar os desenhos de acordo com a vontade do cocriador de Astérix. O mais difícil foi sem dúvida eliminar a trama da impressão, preservando na íntegra os maravilhosos traços a tinta de Albert Uderzo.
Efectuaram igualmente uma actualização e uma calibragem
das cores fiel ao acabamento vintage original, tendo assim conferido a O Menir de Ouro um rejuvenescimento que vai seguramente congregar
à sua volta não só os fãs históricos mas também novas gerações de leitores.



Goscinny e Uderzo


Boas leituras





sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Lançamento ASA: Astérix Vol.37
Astérix e a Transitálica



Será lançado mundialmente no dia 19 de Outubro o próximo álbum do Astérix intitulado Astérix e a Transitálica, que em Portugal será publicado pela ASA, a detentora dos direitos deste grande série europeia.
É já o 3º livro da série "construído" pela dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad. Será passado em Roma (Itália) e promete muita velocidade em cima de quadrigas!

Podem consultar algumas informações no site em www.asterix37.com, e já aqui por baixo a nota de imprensa da ASA




O Fenómeno Astérix

Finalmente!!! Dois anos após O Papiro de César, Astérix e Obélix estão de partida para uma nova aventura em todas as boas livrarias da Gália e de mais de 25 países do Mundo Conhecido!!!
Acontecimento editorial do ano, o novo álbum de Astérix chega com a sua habitual mão-cheia de tabefes e dentes partidos para deleite dos fãs de aventuras rocambolescas, com os seus inimitáveis jogos de palavras e a sua “justa dose” de História revisitada.

Astérix e a Transitálica é o terceiro álbum assinado pela dupla composta por Jean-Yves Ferri (argumento) e Didier Conrad (desenho). Sempre sob o olhar benevolente de Albert Uderzo, cocriador, com o saudoso René Goscinny, do maior sucesso mundial da banda desenhada, que regista mais de 370 milhões de álbuns vendidos desde a primeira aparição dos dois irredutíveis gauleses, em 1959.

Tudo começa em 1959. Estamos na varanda do modesto apartamento de arrendamento social de Albert Uderzo em Bobigny. Faltam apenas três meses para a saída do número zero da revista Pilote e os dois autores, René Goscinny e Albert Uderzo, estão sob grande pressão. Têm de criar uma série de BD baseada na cultura francesa que seja completamente original. Para criarem os seus heróis, passam em revista a História de França. E de repente, entre duas gargalhadas, Eureka!, detêm-se no período dos gauleses. Foi assim que Astérix fez a sua primeira aparição, a 29 de outubro de 1959, na revista Pilote. Rapidamente esta BD se converterá numa série de culto:
As Aventuras de Astérix, o Gaulês.

Conta René Goscinny:
“Reunimo-nos uma tarde em casa do Uderzo em busca de uma ideia que queríamos que fosse divertida e original. Eu e o Uderzo não demorámos muito a chegar a um consenso: iríamos escolher como tema da nossa história os Gauleses, esses mesmos que, curiosamente, estavam um pouco esquecidos em França e nos pareciam ser um tema cheio de possibilidades! Inspirando-nos no nome de Vercingétorix, que relembrávamos das primeiras aulas de História da nossa infância, batizámos imediatamente as nossas personagens: Astérix, Obélix, Panoramix e outros “ix”. Os nossos Romanos teriam nomes a acabar em “us”, como por exemplo: Caius Feiradaladrus.
E os seus campos fortificados teriam nomes a acabar em “um”: Babácomrum, Aquarium, Laudanum.”


Mais de 58 anos depois… o sucesso perdura.
“Não sei porque é que isto funciona. É algo que nos ultrapassa. Nunca poderei agradecer suficientemente aos fiéis leitores de Astérix. Para eles, toda a minha gratidão e reconhecimento!”, afirma Albert Uderzo.
A poção mágica de René Goscinny e Albert Uderzo: uma boa dose de humor, uma pitada de humildade, um traço excecional, uma narração inteligente, um nadinha de génio, muita amizade, uma vontade indomável, uma franca camaradagem e o enorme talento conjugado de dois grandes criadores dotados de um acutilante poder de observação… e de igual sentido de humor…

A 5 de novembro de 1977 chega a trágica notícia: Goscinny deixa-nos, na sequência de uma prova de esforço efetuada no âmbito de um exame médico de rotina. Tinha 51 anos. É um choque terrível para o seu amigo Albert Uderzo. A partir dessa altura, Albert Uderzo passa a trabalhar sozinho nas aventuras do herói gaulês e funda Les Éditions Albert René. Munido de 26 anos de cumplicidade com René Goscinny, Albert Uderzo escreve e desenha novos álbuns, ratificados por um número sempre crescente de leitores de Astérix.

Em 2011 Albert Uderzo decide arrumar os seus lápis, mas continua a trabalhar com entusiasmo nas personagens do universo Astérix, acompanhando com benevolência Jean-Yves Ferri e Didier Conrad no seu trabalho artístico.




ASTÉRIX EM NÚMEROS

  • 1959: Primeira aparição, em 29 de outubro, na revista Pilote. [Em Portugal, a sua primeira aparição ocorreu em 1961, na revista Foguetão.]
  • 1961: Publicação do primeiro álbum de Astérix – Astérix, o Gaulês. [Em Portugal, publicado pela primeira vez em 1967.]
  • 6000: Número de exemplares da primeira tiragem da edição original de Astérix, o Gaulês.
  • 37: Número de álbuns publicados à data de 19 de outubro de 2017.
  • 111: Número de traduções existentes (línguas e dialetos).
  • 13: Número de filmes baseados em Astérix, dos quais 9 são longas-metragens animadas.
  • 370 000 000: Número total de álbuns vendidos em todo o mundo. Espalhados pelo chão, uns a seguir aos outros no sentido do comprimento, dariam 2 vezes a volta ao planeta Terra. Empilhados, atingiriam uma altura equivalente a 8800 torres Eiffel sobrepostas e pesariam 12 900 toneladas, o equivalente a 400 camiões de 35 toneladas!





Boas leituras




sexta-feira, 28 de julho de 2017

Valérian Vol.1
Sonhos Maus / A Cidade das Águas Movediças
Lançamento no Planetário Calouste Gulbenkian

 
Basicamente vamos começar pelo lançamento desta série no Planetário Calouste Gulbenkien, no dia em que saiu o primeiro volume desta série, que se pretendia que se fosse a "edição definitiva" de Valerian e Laureline.

Estiveram presentes representantes da ASA, e do jornal Público, que falaram um pouco sobre a sua visão sobre esta personagem, e depois Carlos Pessoa (jornalista) falou um pouco mais "sério" sobre a série e o que ela representou para toda uma geração.

A sala do Planetário não se prestava muito bem a uma apresentação deste género, devido ao posicionamento corporal que obrigatoriamente tínhamos de ter, e não houve sequer hipótese de falar ou perguntar algo na sala aos anfitriões. Fica a ideia original de uma série FC passada no espaço (e no tempo) ser apresentada no Planetário, e de ter-mos tido a hipótese de ver um pouco do nosso céu nocturno explicado pelo responsável de quem eu infelizmente não sei o nome.
(Infelizmente apenas foi mostrado um pequeno trailer do filme, penso que foi curto...)

Ou seja, tive de esperar pela hora do croquete para poder interpelar alguém responsável pela série sobre alguns pensamentos meus sobre a maneira de como foi editada. E já agora vou explicar de como eu gostaria que ela fosse editada.

Capa dura. Sim, capa dura. Esta é a edição definitiva desta icónica série em Portugal, e NUNCA mais será editada, portanto seria expectável que fosse feito em Portugal o que foi feito no resto do mundo em que se fez esta edição definitiva, a fazer companhia ao filme que estreou hoje. Ou seja, capa dura.
"- Áhh e tal... o que conta é o interior." Já ouvi isto de alguns "fãs" da série... LOL O interior já eu conheço desde os anos 80, bolas! O que eu quero é que um dia eu mostre a um meu neto(a) um livro do Valérian e este não se desfaça como os meus livros dos anos 80 se desfazem se eu os tentar abrir... a cola seca e fica quebradiça! Isto é BÁSICO! Tenho livros de capa dura dos anos 70 que posso abrir perfeitamente sem ouvir barulho a batatas fritas. Era isso que eu pretendia para esta colecção... qualidade de edição. Nunca mais teremos Valerian em capa dura neste país. Perdeu-se a oportunidade!

Também não haver um prefácio no primeiro (pelo menos) para situar os leitores, sobretudo os que devido ao hype do momento compraram este livro do Valerian, e cairam de pára-quedas na série.
E desculpem-me ser picuinhas sobre estes livros, mas Valérian é uma parte de mim, está bem agarrado à minha pessoa enquanto adolescente a descobrir o mundo. Quem me tira Valerian, arranca um bocado de mim. Portanto estou a ser picuinhas, porque tenho de ser mesmo.
Páginas 6 e 7. Porquê estragar uma bela capa (interior neste caso) fazendo com que a separação das páginas retire toda a beleza à imagem. Preferível ter optado por colocar a imagem apenas numa única página...

Sim, picuinhas. Sou com muito gosto.
Sobre a minha pergunta sobre a capa, bem a resposta foi que tinha havido muita discussão sobre o assunto, em que havia uma"facção" capa dura e outra capa mole. Ganhou a "facção mole". Pronto. Basicamente foi isto. Em relação a um prefácio e à maneira como foi tratada a imagem da capa original de "Maus Sonhos", acho que nem sequer tinham pensado nisto.

Posto isto, e para terminar acho que a apresentação deveria ter sido feito antes da saída do livro, e não no dia em que saiu. Acho que esta apresentação de um modo geral ficou aquém do que se pretendia. Embora o local fosse original, também não deixava fazer nada para além daquilo.

Em relação à BD propriamente dita congratulo-me pela publicação inédita em álbum em Portugal do Vol.0 da série, "Maus Sonhos", história que serve de trampolim para a seguinte, o Vol.1 "A Cidade das Águas Movediças". Em "Maus Sonhos" ficamos a saber que a companheira de Valerian afinal veio do passado, mais propriamente da Idade Média, coisa que eu jovem leitor da revista Tintim nunca imaginei na altura, só passados bastantes anos :)

A arte destas primeiras histórias é muito básica e inicial, e poderemos verificar ao longo da série o crescimento gráfico das personagens. É brutal comparar o Valerian do Vol.0 ao Valerian do Vol.21...
A história ainda está muito no início, mas já temos um vislumbre de sociedades diferentes e de como os heróis e os vilões se movem no espaço-tempo. O próximo livro será bastante mais a sério e farei uma analise bastante mais completa. Tem duas das minhas histórias preferidas da série .

De notar uma coisa muito importante. Foram publicadas cinco páginas inéditas na história "A Cidade das Águas Movediças". A edição da Meribérica não tinha estas páginas, e a pergunta é porquê, e será que em mais livros isto aconteceu!?
As páginas em questão vão da 79 à 83, assim como a última vinheta da página anterior está adulterada para fazer a ligação à página seguinte no livro da Meribérica.
Não vou fazer scan da vinheta em questão do livro da Meribérica, porque se o fizesse o livro iria desfazer-se com certeza... (capa mole com 30 anos).




Boas leituras





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lançamento ASA / Público: Valerian



Congratulo-me pelo lançamento desta tão esperada reedição da série Valerian. A sério.
Era uma coisa que eu queria muito, e como já não posso abrir os meus livros da editora Meribérica, senão fico com as folhas todas espalhas no chão, é a oportunidade de ouro para reler a série.

Agora, tenho de dizer que fiquei triste também. Fico triste porque muitas das melhores colecções desta parceria ASA/Público são publicadas em capa mole, quando séries tipo Túnicas Azuis e Airborne 44 são editadas em capa dura! Fico espantado com esta clarividência de quem decide uma coisa destas!

As duas das melhores séries publicadas por esta parceria ultimamente (13 e Valerian) são editadas em capa mole...? Porquê? Não percebo e fico triste.

Vão ser 11 álbuns duplos e um simples (também vai custar o mesmo que os outros?). Não seria de juntar ao álbum simples o livro "Os Habitantes do céu"? Ficariam 12 álbuns duplos, pelo menos...

Esta colecção vai publicar "Maus Sonhos" que nunca tinha sido publicado em álbum e um outro livro que penso que é completamente novo em Portugal (o tal simples) "Recordações de Futuros". Fico agradado (muito) com a publicação destes dois livros, embora isto não invalide a minha completa estupefacção sobre as capas moles... a sério.

Fiquem com a nota de imprensa:

Colecção Valerian

O PÚBLICO e a ASA editam, já a partir de 26 de Julho, a tão aguardada colecção de BD:
«Valérian e Laureline» da autoria de Pierre Christin (argumento) e Jean-Claude Mézières (desenho).

Esta colecção especial, resultante da parceria ASA/Público, é composta por 12 volumes (11 dos quais são álbuns duplos), que incluem todos os 23 álbuns até agora publicados de Valérian e Laureline, os intrépidos agentes espácio-temporais ao serviço de Galaxity, capital do Império Galáctico Terrestre no séc. XXVIII.

Unanimemente considerada um clássico da nona arte, esta série é também uma obra-prima da ficção científica, tendo influenciado todas as criações posteriores nesse domínio, na literatura e não só.

No âmbito da produção cinematográfica, serviu de inspiração a vários realizadores, entre os quais George Lucas e Luc Besson.

Este último, admirador confesso da série e dos seus autores, assina a longa- ‑metragem Valérian e a Cidade dos Mil Planetas, com estreia mundial no verão de 2017.

Onze álbuns duplos e um single, numa edição em capa mole com badanas, formato: 22*28cm) que os leitores do jornal PÚBLICO poderão adquirir, por 8,90€, todas as quartas-feiras.

Enviamos abaixo a data de saída de cada álbum:



OS AUTORES

Pierre Christin
Argumentista
Pierre Christin nasceu em 1938, em Saint-Mande, nos arredores de Paris (França). Estudou na Sorbonne, após o que, nos anos 1960, entre as suas actividades como pianista de jazz e os seus primeiros trabalhos na área do jornalismo, da tradução e da publicidade, decide partir à descoberta dos Estados Unidos, onde vem a instalar-se, ensinando literatura numa Universidade.

Em 1967, assina, com Jean-Claude Mézières, a primeira aventura de Valérian, que ambos decidem enviar à revista Pilote sem nunca imaginarem o sucesso e a longevidade que estava reservada para o seu herói. É também por esta altura que é nomeado para a Universidade de Bordéus, onde funda, em 1968, aquilo que virá a ser uma importante escola de jornalismo, de que Christin sempre foi um dos principais impulsionadores.

Na área da BD, é autor de argumentos para desenhadores tão díspares como Jacques Tardi, François Boucq, Jean Vern, Claude Auclair, Daniel Ceppi, Enki Bilal ou Annie Goetzinger. É ainda autor de diversos romances e do argumento da longa-metragem Bunker Palace Hotel, realizada por Bilal.

Jean-Claude Mézières
Desenhador
Jean-Claude Mézières nasceu em 1938, em Paris (França). Muito dotado para o desenho, entra aos 15 anos na Escola de Artes Aplicadas de Paris, começando a publicar algumas histórias em Fripounet et Marisette e Pilote. É nesta última revista que vê publicada, em 1967, a primeira aventura de Valérian, um herói espacial que havia criado juntamente com o seu amigo de infância Pierre Christin, sem que nenhum dos dois tivesse alguma vez imaginado o enorme sucesso que estava reservado para essa personagem, hoje em dia um dos ícones incontornáveis da BD franco-belga.

Em 1987, também com Christin, colabora em Lady Polaris, um romance ilustrado sobre os grandes portos europeus. E em 1991, a mesma dupla assina Les Habitants du Ciel, uma enciclopédia que passa em revista todas as criaturas fantásticas que se cruzam com Valérian e Laureline nas suas aventuras cósmicas.

Participa ainda em diversos projectos como cenógrafo e ilustrador.







Já agora... também não percebi a escolha de algumas capas, sobretudo as dos primeiros livros, mas enfim.

Boas leituras








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