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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Alice in Borderland Vols. 3 - 9

 


“… why are you alive?”


Pergunta muito complexa na sua simplicidade. E é basicamente esta pergunta feita no final do 9º volume, que ata toda esta história brutal (mas honesta) nas emoções em que revolve.

No primeiro post que fiz sobre esta série coloquei muitas generalidades e explicações, portanto leitores que venham até aqui pela primeira vez, cliquem por favor no link seguinte para que tudo faça mais sentido:

Alice in Borderland Vol.1 & Vol.2

Não vou enumerar todos os jogos que aconteceram nestes sete volumes, acho um pouco irrelevante, basicamente são testes de força, inteligência e superação psicológica, mas no final o ingrediente principal é a vontade de viver de cada um, é com essa vontade que se define o resultado de muitos jogos mortais.

No post anterior ficamos no volume 2, onde Arisu e Usagi encontram “a praia”. Local onde muitos jogadores se encontravam e coleccionavam cartas para os jogadores mais antigos e mais fortes.
Este refúgio era um local de prazer para todos os jogadores que lá se encontravam, desde que cumprissem as regras. Tudo mudou quando os se sabe que existem Dealers do jogo misturados, e se abre um jogo neste local. O jogo era o 10 de Copas, com o nome Witch Hunt.

Claro…  jogo de Copas implica intensa mortandade e guerra psicológica, assim no final do jogo “A Praia” está completamente destruída.

Criam-se grupos, criam-se ligações entre sobreviventes, Arisu e Usagi ensaiam um romance
Arisu pensa muito, pensa demais e entra num estado depressivo de que é salvo por Usagi, conseguindo atingir alguns dias de felicidade finalmente.

Os jogos entram numa segunda, e final etapa, e são grandes e terríveis jogos de vários naipes, alguns deles muito interessantes e retorcidos moralmente.
Esta segunda fase traz os Gamemasters ou Citizens para a arena. São eles que mandam em Borderland, sabendo-se depois em side stories que eles são sobreviventes do jogo que preferiram ficar, portanto, personagens poderosos.

Estes jogadores especiais vão arriscar a sua vida em jogos contra Arisu e os seus amigos. Os locais são identificados com as figuras de cada naipe. Sempre que um era eliminado a imagem da figura do naipe era destruída.

Os jogos na sua maioria são bastante bons, mas também tem alguns bastante chatos. Arisu ganha o primeiro jogo, mas fica afectado psicologicamente decidindo não jogar mais até o seu visto de permanência caducar, ou seja, entra em depressão novamente. Mas é algo que muda depois de ver uma filmagem de um jornalista, que lhe vai abrir a mente.

Entra no último jogo com Usagi contra a Rainha de Copas. O jogo é simples, mas é de Copas.
E foco-me por aqui no que respeita à história. Se quiserem saber tudo é fácil, é só comprar estes 9 volumes.

Adorei a progressão da arte de Haro Aso, sempre a melhorar até ao final. A narrativa gráfica sempre muito boa, e as personagens sempre muito bem tratadas nas expressões, sobretudo quando entra o desespero e o medo em equação.
O ambiente gráfico é muitas vezes sufocante sentindo-se toda a tensão da narrativa cravada na parte da gráfica.

Falando da narrativa, as personagens são muito bem tratadas psicologicamente. Não é uma nem duas personagens, são muitas, todas elas bem diferentes umas das outras e completamente tridimensionais.

O fio da narrativa perde-se um pouco com as side stories que vão acontecendo, para contar a história de alguma personagem, ou para colocar em evidência alguma situação pontual. Mas acabam por ser bastantes, e numa narrativa tão asfixiante, complexa e psicológica, o leitor acaba por criar uma ligação com o grupo principal, e quer saber o que se passa a seguir. Estas sides stories acabam por ser anti-orgâsmicas porque quebram a cadência do leitor. Nem todas, claro, algumas são importantes e cativantes.

Acabo este post com a pergunta inicial: porque estás vivo?

Qual a importância da tua vida? Ou quanto vale a tua vida?
Este é o ponto central de toda esta história. No jogo de Chishiya contra o Rei de Ouros isto é posto na balança de um modo brutal.

No final aparece uma carta diferente… o Joker. É um final excelente para toda esta obra tudo o que acontece a seguir ao Joker.

No fim disto tudo, o Leituras de BD recomenda vivamente esta obra.
Uma obra para se ler lentamente, a pressa estraga os pormenores narrativos.

Boas leituras


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Alice in Borderland Vol.1 & Vol.2

 


Definitivamente esta era uma série de que queria ler o Manga há muito tempo, assim como há muito tempo vi alguns episódios da série da Netflix, que sinceramente já não me lembrava de nada.
Mas a como leitura tem outra substância que as séries teimam em perder (desnecessariamente) quando passam das páginas para o ecrã. Assim vamos iniciar esta run e levá-la até ao fim. Li os dois primeiros volumes, de nove que completam a série principal, e são estes dois de que eu vou falar neste post. Depois farei mais um, ou dois, posts com o resto dos volumes.


Alice in Borderland (今際の国のアリス, Imawa no Kuni no Arisu) é um Manga escrito e desenhado por Haro Aso. Saíram 18 tankōbon entre 2010 e 1016, a norte-americana Viz Media colectou entre 2022 e 2024 estes 18 volumes em 9 volumes duplos, e é esta a versão que apresento aqui no blogue, portanto estes Vol.1 & Vol.2 são na realidade os primeiros 4 da série original.

Esta série teve uma boa recepção por parte dos leitores, e o conceito de sobrevivência extremo agradou aos produtores da Netflix que a adaptaram para o pequeno ecrã em 2020. Este Manga acabou por influenciar a criação de outras séries dentro deste género, como o também famoso Squid Game.
Mas o autor ele próprio teve influências para esta criação e assim de repente Metro Survive veio-me à cabeça, porque eu já falei desse excelente Manga aqui no blogue, é só clicar no link.

A histórias de Haro Aso parte lenta de início e só não chateia porque a narrativa é boa e cuidada, caracterizando os para já três principais personagens: Arisu, Chota e Karube
Jovens a precisar de evasão das suas vidas reais, sobretudo Arisu, um jovem viciado em jogos com grande poder observação e análise. Arisu é quase um filho não pretendido, porque o seu irmão simboliza a perfeição que um pai procura num filho. Basicamente é aquele tipo de adolescente sem aspirações, sem saber o que fazer da vida e em que esta passa apenas para lhe dar encontrões.

Chota é apenas um jovem muito imaturo com as hormonas aos saltos e Karube é um pouco mais responsável e o músculo do grupo para quando surgem problemas.

A vida para estes três jovens muda quando uma noite ao observar um super fogo de artifício são transportados para uma cidade de Tóquio aparentemente deserta e aparentemente no Futuro.
Bem-vindos a Borderland!

Nestes momentos iniciais de descoberta conhecem a primeira pessoa neste cenário de aparente abandono: Shibuki
Esta jovem é quem lhes explica algumas das regras brutais do mundo onde agora estão inseridos.

Rapidamente são inseridos no primeiro jogo com a primeira carta: 3 de Paus
- Aqui ficam a saber quem não joga morre
- Quem joga mal morre
Todos têm de jogar, as cartas que ganham dão-lhes os dias de folga entre jogos (3 de Paus é igual a 3 dias sem precisar de jogar), o naipe da carta diz o tipo de jogo em participam
- Paus é mais mental
- Espadas é mais físico
- Ouros um misto de Espadas e Paus
- Copas… é aquele que ninguém quer, é psicológico

O número da carta, para alem de dar o número dos “dias de férias”, ou “visto”, também informa da dificuldade do jogo. Quanto maior o valor da carta mais difícil é o jogo.


E é com o 3 de Paus que tudo começa…

O primeiro jogo é resolvido por Arisu, mas Chota fica mal. Depois de descansarem resolvem que apenas Karube e Arisu irão fazer um segundo jogo enquanto Shibuki fica a tomar conta de Chota


6 de Espadas

Jogo físico e tenso onde Arisu mais uma vez brilha e onde ficamos a conhecer a segunda personagem principal: Usagi.
É esta jovem que finaliza o jogo com Arisu.
Aqui vamos conhecer mais personagens de interesse futuro como Chishiya um jovem manipulador e o seu par, Kuina.
Ficamos a saber também da Praia. Chishiya confidência a Karube sobre esse ponto de encontro de Borderlands

 

7 de Copas
Aqui a coisa azeda…  muito. Ponto de viragem na história de modo brutal, e não digo para evitar spoiler do tamanho de um comboio


A Praia
Aqui sim começamos a conhecer o lado mais selvagem de Borderland. Os jogos podem ser brutais, infantis na sua concepção, mas mortais na sua conclusão. Mas nada se compara ao animal Humano em selvajaria e uso do próximo para os seus fins.
Este volume acaba num cliffhanger horroroso. Ainda não peguei no próximo livro, queria fazer este post primeiro.


A escrita desta série, assim como a parte gráfica, melhora a olhos vistos com o passar dos capítulos. Tudo muito mais fluido, e a arte então não tem comparação entre as primeiras páginas do Vol.1, muito simples, muito cartunescas por vezes, com o final do Vol.2, cheio de trabalho e detalhe.
Agora vou passar para o 3º volume porque não dá para esperar mais!

 

O Leituras de BD recomenda Alice in Borderland!

 

Boas leituras


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