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sábado, 29 de março de 2014

A Palavra dos Outros: Adam Warlock, o Messias sem Terapeuta


Paulo Costa volta às suas colaborações com o Leituras de BD!
Desta vez apresenta uma personagem cósmica, Adam Warlock, que na minha óptica é umas das personagens da Marvel com mais potencial (infelizmente poucas vezes bem usado...)


Adam Warlock, o Messias sem Terapeuta


Da primeira vez que ouvi familiar em Adam Warlock, ele já tinha morrido. Fazia parte das discussões da época nas secções de cartas das revistas da Editora Abril. Warlock morreu no primeiro número do título “Grandes Heróis Marvel”, entretanto, eles tinham acabado de matar a Fénix na edição nº 7, e já havia sido anunciado que o Guardião, líder da Tropa Alfa, ia ser o próximo a esticar o pernil na edição nº 15. “Grandes Heróis Marvel” era a revista onde os heróis iam morrer. Pelo caminho, Warlock viria a ressuscitar, como é o seu destino, e eu acabaria por ler as suas histórias originais na mini-série especial “A Saga de Thanos”. Mais recentemente, tornei-me fã do formato Essential, uma maneira barata de ler muitas histórias de uma só vez, e fiz as contas: todo o material de Warlock cabia num único volume. Por isso, quando a Marvel anunciou o lançamento desta edição, tive logo que comprar.

Apesar de ter mais de 550 páginas, não tem todas as histórias onde Warlock aparece. No início, faltam a origem nas páginas do Quarteto Fantástico, em que Warlock é apenas conhecido como Ele, bem como o seu confronto com Thor. Mas essas histórias são irrelevantes. Kirby fez a história de base sozinho, onde usou o seu talento natural para criar conceitos visuais de ficção científica, mas sem se preocupar muito em desenvolvê-los. Em 1972, Roy Thomas e Gil Kane reinventaram o homem dourado artificial como Adam Warlock, transformando-o no messias cósmico de uma Terra paralela. Thomas não é um escritor subtil nem tem grande imaginação, tanto que Warlock apresenta-se como o salvador da humanidade, em que a figura de anticristo é representada por um político de personalidade magnética e com o nome óbvio de Rex Carpenter.

O conceito não vai muito longe. Warlock passa a maior parte do tempo a viajar pelos Estados Unidos e a enfrentar supervilões na companhia de adolescentes, aliando-se até a um cientista chamado Victor Von Doom, que aqui é bem mais altruísta que na Terra normal. Mesmo passando por vários escritores, a saga continua sem se desviar muito do caminho traçado, culminando no confronto de Adam com o Homem-Fera, o arqui-inimigo do seu benfeitor, o Alto Evolucionário, personagens anteriormente usados por Kirby e Stan Lee na revista do Thor. Mas como a revista “The Power of Warlock” foi cancelada, Gerry Conway acabou por concluir tudo nas páginas do Hulk, um pouco à pressão.

























Foi preciso esperar até Jim Starlin regressar à Marvel para alguém pegar em Adam Warlock. Starlin, que não era avesso a experimentalismos de ordem química, já havia reformulado o herói alienígena Capitão Marvel num salvador cósmico. Mar-Vell era um herói relutante, mas cresceu como pessoa a aceitar uma nova responsabilidade. Starlin levou Warlock no campo oposto. Ao mesmo tempo, os visuais ultra-realistas de Gil Kane e dos seus antecessores deram lugar a ambientes psicadélicos. Ainda que Starlin copiasse as poses de Kane, a representação do espaço sideral e dos confrontos físicos eram decalcados de Steve Ditko, misturados com os efeitos energéticos de Jack Kirby.

Apesar da sua experiência messiânica na Contra-Terra, Warlock descobre que está fadado a tornar-se um tirano chamado Magus (com pele roxa e um penteado afro), que viajará para o passado para fundar uma religião extremista. Magus resolve manipular Adam Warlock para assegurar a sua própria criação, enquanto Warlock pretende resistir ao máximo ver-se envolvido num confronto sangrento como já tinha estado na Contra-Terra.

Felizmente para o herói relutante, um factor externo surge na presença do conquistador niilista Thanos. O titã louco vê Magus como o seu opositor directo e resolve também ele manipular Warlock. Em vez de abraçar a loucura causada por uma existência que não consegue controlar, Warlock resolve viajar para o futuro próximo com a ajuda de uma entidade cósmica e absorver a própria alma com a Gema Infinita que possui, essencialmente cometendo suicídio enquanto ainda tem acuidade mental para o fazer. Mesmo com a derrota do Magus, Warlock continua a mergulhar na loucura, mas a revista é cancelada antes de chegar à sua conclusão natural. Nestas histórias, o escritor/artista tinha aproveitado para desenvolver alguns dos elementos que se tornariam clichés em histórias futuras (compare-se com Dreadstar e Gilgamesh II). Starlin regressa a Warlock anos mais tarde, para concluir a história em duas revistas anuais, envolvendo os Vingadores e outros heróis. O vilão, como não podia deixar de ser, é Thanos.

Falta também um epílogo, nomeadamente os números da revista “Marvel Two-in-One” onde Ela, a mulher artificial que é uma versão feminina de Warlock, tenta ressuscitá-lo, numa história que envolveu heróis tão invulgares como o Coisa, o Águia Estelar ou a Serpente da Lua. Warlock regressou à vida anos depois, nas páginas do Surfista Prateado, novamente pelo regressado Starlin. Ocasionalmente, Adam morre e regressa à vida quando é necessário para um grande drama cósmico.

Texto: Paulo Costa

Resta-me dizer que a última boa intervenção desta personagem surgiu na saga Annihilation, e no respectivo spin-off Guardians of the Galaxy. 

Para verem todas as outras intervenções de Paulo Costa no Leituras de BD, é só clicarem no nome dele!
:)

























Boas leituras

domingo, 14 de março de 2010

Guardians of the Galaxy Vol.2 e Vol.3: War of Kings


Guardians of the Galaxy é na minha opinião a melhor série on-going da Marvel no momento (e felizmente não sou só eu a achar tal coisa!). Assim como a excelente série Nova saiu de Annihilation, Guardians of the Galaxy tem raízes em Annihilation: Conquest. Dan Abnett e Andy Lanning estão imparáveis na linha cósmica da Marvel. A sua imaginação e poder de ligação entre as várias estórias que vão saindo da Marvel está em alta! Depois de no volume 1 piscarem o olho à Secret Invasion, agora estão em plena War of Kings! Mas não pára por aqui pois a próxima mega saga cósmica da Marvel, Realm of Kings (continuação de War of Kings) vai ser o tema do quarto volume desta boa série.
A arte continua excelente! Paul Pelletier deslumbra no primeiro livro (volume 2 da série), mas Brad Walker que já se tinha mostrado com Pelletier nessa primeira parte, continua a manter a arte em alta. Infelizmente a última parte do segundo livro (volume 3 da série), “Other Worlds, Other Wars”, tem como desenhador Wesley Craig que tem um estilo que eu não gosto… mas a qualidade da estória compensa essa pecha. Espero que nunca surja como artista principal, se tal acontecer poderei equacionar o “cancelamento” de Guardians of the Galaxy, o que seria uma lástima…
Vai ser difícil falar desta estória sem revelar alguns acontecimentos importantes, portanto alguns “spoilers” são capazes de sair :P
Depois da “traição” de Star-Lord no primeiro volume o grupo fracturou-se. Drax e Phyla-Vell (Quasar) partem em busca de Cammi (ler Annihilation) e acabam por descobrir outra protagonista que lhes era chegada e tinha desaparecido… Adam Warlock parte em busca da Universal Church of Truth para descobrir mais sobre esta congregação, leva a sexy Gamora com ele, já em franca recuperação dos danos físicos sofridos no primeiro volume da série. Bug, Groot, Rocket Raccoon, Mantis, Major Victory e Cosmo, continuam o seu trabalho de recuperação do tecido espácio-temporal. Star-Lord resolve interpelar os Kree sobre o aproveitamento que estes estavam a fazer da Babel Spire (ler Annihilation: Conquest), e Ronan condena-o para a Negative Zone, agora comandada por Blastarr. Este estava a tentar assaltar a Prison 42 (criada na saga Civil War/Initiative para conter seres super poderosos anti-registo) e tenta servir-se de Star-Lord para alcançar os seus objectivos… Aqui o grupo ganha mais um importante membro: Jack Flag! Starhawk continua prisioneiro(a) dos Guardiões na Estação Espacial Knowhere e aproveita para ir falando com um amnésico Major Victory (que ainda ostenta o escudo do Capitão América).
Assim os dados estão lançados para a segunda parte!
Este começa com uma zaragata num bar começada pela belicosa Martyr (Phyla-Vell sem as braceletes que lhe davam o poder de Quasar) que depois de resgatar a sua amante Moondragon se transformou num arauto da morte. Aqui todo o grupo se reúne mais uma vez para tentar evitar a calamidade que se avizinha. Adam Warlock e Star-Lord juntam-se novamente e gizam a táctica para tentar evitar a catástrofe de mais uma destruidora guerra espacial, desta vez com os Inhumans a darem cartas e tendo como inimigos os Shi´ar (ler War of Kings). Dividem-se para tentar chamar à razão as diferentes partes em conflito, mas tudo é infrutífero e a bomba que o rei dos Inumanos faz explodir provoca uma gigantesca falha espacio-temporal. A partir daqui não vou contar nada, pois a estória dá algumas voltas deliciosas e o final é em grande, embora bastante triste.
Continua a ser uma estória bem ligada com bons diálogos e alguns bem divertidos.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Lanning, Abnett, Pelletier, Brad Walker e outros
Editado entre 2009 e 2010 pela Marvel Publications
Nota : 9 em 10

terça-feira, 24 de março de 2009

Guardians of the Galaxy Vol.1: Legacy


Este grupo de heróis teve a sua primeira aparição em Marvel Super-Heroes nº 18, Janeiro de 1969. A partir daqui apareceram ao longo dos anos, esporadicamente, em várias revistas da Marvel. São originários de um universo temporal alternativo, Terra-691, ajudaram os Avengers e os Defenders em várias batalhas contra vilões cósmicos, Badoon e Korvac. Este grupo era composto por: Major Astro (Major Victory), Charlie-27, Martinex, Yondu, Starhawk, Nikki, Firelord, Replica, Talon e Yellowjacket (Rita DeMara). Tiveram no passado apenas uma compilação, Quest for the Shield, estando previsto para este ano outras duas compilações: Earth Shall Overcome e The Power of Starhawk.
Fazendo ligação para o universo “normal” da Marvel, Terra-616, e sendo sequela da mega saga Annihilation/Annihilation: Conquest, surge um novo grupo de heróis formado por Star-Lord, que tem como objectivo reparar os estragos causados no tecido espacial pelas duas invasões cósmicas, que foram tema nessas duas megas sagas. Estas duas mega sagas também já foram "faladas" neste blog, para ver clicar nos links:
- Annihilation
- Annihilation: Conquest Book 1 HC
- Annihilation: Conquest Book 2 HC
Star-Lord decide formar um grupo de heróis cósmicos para defesa da Galáxia, e decidido a prevenir qualquer crise antes de acontecer. Para isso “convence” os heróis de Annihilation Conquest a formar um grupo independente que não responda perante ninguém. Convida Adam Warlock, Drax the Destroyer, Gamora, Phyla-Vell (Quasar), Rocket Raccoon e Mantis (esta como suporte a toda a operação). Groot ainda não pode integrar o grupo visto que ainda se encontra minúsculo. O aliado de Star-Lord nas duas crises anteriores, Nova, recomenda que se sirvam da estação Knowhere como base de operações. Esta estação é chefiada por Cosmo, um cão super inteligente e com poderes mentais bastante fortes, tem um sistema de teletransporte que funciona para qualquer lado do universo, sendo que isto é utilíssimo para quem se quer transportar imediatamente para qualquer lado.
Não há nada como umas missões para o grupo começar a criar e cimentar laços entre componentes tão díspares, e logo na 2ª missão dão de caras com o Major Victory, em vida suspensa no meio de um bloco de gelo, e vejam lá, com um escudo igual ao do falecido Capitão América! Este é o único spoiler a que vocês têm direito :P
Depois disto temos o grupo em luta contra a Universal Church of Truth, e contra um estranho Starhawk que tenta eliminar o Major Victory (ambos pertencentes aos Guardians originais). É aqui que o grupo que ainda não tinha nome, descobre como se havia de chamar: Guardians of the Galaxy. Joe Quesada não podia deixar de meter a “colherada” e temos um pequeno “tie-in” com a “Secret Invasion”… e é nesta parte que o grupo se começa a desagregar, visto que quando se descobrem Skrulls infiltrados, começa-se a desconfiar de toda a gente! Mais não vou contar…
Dan Abnett continua a dar-se bem com estas crises cósmicas, e este livro está acima daquilo que eu estava à espera. Como apresentação muito bom, e foram lançadas sementes para uma excelente série… resta saber se vão ser bem aproveitadas! Paul Pelletier tem uma boa intervenção ao nível artístico, bem secundado pelo colorista Rick Magyar.
Não podia deixar de fazer menção aos excelentes “diálogos” entre o Rocket Raccoon e Cosmo :)
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Lanning, Abnett, Pelletier, Magyar e outros
Editado em 2009 pela Marvel Publications
Comprado em Book Depository
Nota : 9 em 10

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Annihilation: Conquest Book 2 HC


E pronto... assim termina a saga Annihilation com esta sequela, Conquest, totalizando um total de cinco grandes compilações! Para mim a melhor saga cósmica da Marvel nos últimos anos... desde "Desafio Infinito" e as respectivas sequelas "Guerra Infinita" e "Cruzada Infinita", que não havia um evento cósmico desta magnitude! Entre estas sagas do "Infinito" e "Annihilation" existe um personagem comum, que felizmente não aparece muito: Adam Warlock! Herói principal de "desafio Infinito", é recuperado em "Annihilation Conquest", e bem! Quando eu referi atrás que Warlock "...felizmente não aparece muito..." foi porque eu adoro o personagem, e como as suas poucas aparições são bastante intervaladas, a sua imagem tem pouco desgaste, ao contrário do que acontece a outros heróis/vilões do universo Marvel. Este segundo tomo de Annihilation: Conquest retoma também os heróis da primeira fase: Nova, Drax e Gamorra!
Novamente esta série repete a receita de exito da primeira com a vantagem de agora, e neste segundo volume, irem buscar o herói de Annihilation e criarem um novo e poderoso ser: Wraith! Este para mim, juntamente com o recuperar de Adam Warlock, foi a inesperada mais-valia desta série. Aliás esta série é um encontro de personalidades antigas, recentes e outras novas! Até Ultron e o High Evolutionary têm o seu papel, marcante, neste segundo livro da segunda série. Não vou falar nada, nada, sobre a estória deste Vol.nº2 desta sequela Conquest. Eu acho que este é um daqueles livros que se deve ler sem ter recebido um mínimo spoiler.
A única falha deste grande livro é a falta de um arco de estória entre a fuga de Nova, e respectiva perseguição por parte de Gamorra e Drax (contaminados pela Phalanx), e no fim aparecem todos muito "amiguinhos"... penso, mas não tenho a certeza de que terão resolvido os problemas na série a solo de Nova. Ficam os links para os outros posts desta saga:
- Annihilation
- Annihilation: Conquest Book 1 HC
A arte oscila com os autores, sendo no geral bastante boa e o livro, aliás, toda a série cumpre um dos grandes objectivos da BD: a diversão!
Os heróis desta série vão ser recuperados para uma nova série, que não terá a grandiosidade desta, chamada "Guardions of the Galaxy". Gostaria de experimentar essa série, mas tenho medo de ser defraudado pelo aproveitamento comercial de "Annihilation".
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Lanning, Abnett, Chen, Hanna, Hotz, Alves, Grillo e muitos outros
Editado em 2008 pela Marvel Publications
Comprado em Amazon
Nota : 9 em 10

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