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quarta-feira, 11 de março de 2026

A religião do SIM: Como dizer SIM à vida em todas as circunstâncias

 

A religião do SIM: Como dizer SIM à vida em todas as circunstâncias

 

Uma única frase resume a atitude cristã em relação à vida, uma atitude acessível a toda pessoa, hoje, agora, se ela apenas crer em Cristo Jesus: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). Nele [Jesus], não em mim mesmo, ao me entregar e permanecer nele, sou fortalecido como pessoa. Todas as minhas aptidões são intensificadas, um extra é acrescentado a tudo. Como resultado, “tudo posso”. Com o coração curado posso dizer à vida: “Venha vida, venham problemas, venha morte, ‘tudo posso naquele que me fortalece’”.

Portanto, a fé cristã não é um “não”, mas um “sim”. Este versículo resume seu caráter afirmativo: “O Filho de Deus, Jesus Cristo, [...] não foi ‘sim’ e ‘não’; mas nele sempre houve ‘sim’; pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o ‘sim’”. (2Coríntios 1:19-20).

Até a vinda de Jesus, as religiões eram uma negação, um não. A fé hebraica havia se tornado um conjunto de proibições; a Lei, buscada pelos fariseus, os separatistas, é um não. Os estoicos, ao excluir a tristeza, tiveram que excluir o amor e a compaixão — também é um não. O budismo, acreditando que o sofrimento e a existência são uma coisa só, teve que cortar a raiz do desejo até mesmo para a vida —outro não. O hinduísmo vedanta, ao querer passar do pessoal para o Brahma impessoal, é um não para a personalidade humana. Brahma é neti — nem isso nem aquilo. O mundo é maya, ilusão, mais um não. O materialismo moderno, ao afirmar que a vida é uma combustão de elementos químicos, como uma chama que se acende e depois se reduz a cinzas, é outro não. O hedonismo moderno se resume nas últimas palavras de um ator: “Feche a cortina, a pantomima acabou”, um não. Bertrand Russell disse: “A desgraça cai sobre o homem, impiedosa e tenebrosamente”. Um não.

No final do recital dos vereditos do não para a vida, o “sim” divino finalmente soou nele, pois Jesus é o “sim” que confirma todas as promessas de Deus. Ele não afirma verbalmente “sim” à vida como um filósofo o faz, Ele é o “sim”. O sim é a sua própria pessoa.

E não é um sim fácil do tipo “Pollyanna contente” ou de um “bobo-alegre”. É um “sim” com cicatrizes. É um “sim” conquistado na cruz. Jesus transformou a pior coisa que pode acontecer ao homem, uma cruz, na melhor coisa que pode suceder à humanidade: a redenção.

Quais são algumas das promessas de Deus que Jesus afirmou com o seu “sim”?

(1) A vida é boa, mas o mal a invadiu.

(2) A bondade é natural, o mal não é natural.

(3) O mal foi conquistado: “Eu venci o mundo” (João 16:33).

(4) A vida pode ser redimida; um novo nascimento é possível.

(5) A vida pode ser vivida “apesar de”; tudo pode ser usado para propósitos mais sublimes.

(6) A vida pode ser reforçada e se tornar adequada, o Espírito Santo está disponível.

(7) A vida pode ser transformada em uma forma superior “segundo a sua imagem” (2Coríntios 3:18).

(8) A vida como um todo pode ser redimida. A oração “Venha o teu Reino” será cumprida (Mateus 6:10).

(9) A morte não é um túmulo aberto, mas uma porta aberta para a vida eterna.

(10) A vida em um nível inferior geralmente diz “não”. A vida no nível de Jesus sempre diz “sim”.

Jesus purificou o nascimento e a morte por meio de uma manjedoura e uma cruz. Jesus disse: “Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado” (João 15:3). Ele limpou o universo de muitos deuses e deusas e permitiu nosso acesso ao único Deus santo, nosso Pai. Os deuses da adoração egoísta deram lugar ao Deus do sacrifício abnegado. Jesus limpou a família da poligamia para a lealdade mútua de um homem e uma mulher até que a morte os separe. Ele limpou a oração dos benefícios egoístas para o benefício da rendição. Ele limpou a grandeza de ter muitos servos para servir a muitos. Ele limpou a vida de um pessimismo básico paia um otimismo básico. Ele limpou a religião do consentimento e a transformou em controle.

Jesus é a grande afirmação. Ele afirma a proposição mais radical já feita à mente do homem, a proposição de que a presente ordem mundial impraticável, baseada na ganância e na busca egoísta, seja substituída pela ordem de Deus, o Reino de Deus, baseado no serviço e amor altruístas.

 

Stanley Jones, no livro Vitória Espiritual.


VERSÍCULOS PARA SUA REFLEXÃO

Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?’” – João 11.25,26

 

Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, darei de graça da fonte da água da vida.” – Apocalipse 21.6

 

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” – Romanos 14.17

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

CARTA AOS SOLITÁRIOS, poema de Sammis Reachers

 

La solitudine del casotto - Gaetano Ligrani

Carta aos Solitários

 

No silencioso campo, na

Urbe em balbúrdia

A solidão é a mesma

Para os homens que não couberam

Nas algemas

A quem um infeliz eufemismo

Chama de livres.

 

Infelicidade

Palavra irmã e quântica

Com sua presença/ausência

Fremente

 

Nós somos os homens e as mulheres mais antigos da Terra,

Nós o Adão, a caminhada

No magnífico Jardim que,

E este é nosso segredo e tugida cabala,

Sabemos que não cessou

E é só nosso, em todo lugar que o evoquemos.

 

Estejamos firmes. Somos o primeiro pomo de Gaia

E os seus últimos; somos os invisíveis,

A secreta esperança da multidão.


Do livro Cartas e Retornos (2021).


domingo, 17 de dezembro de 2017

Sobre a eficácia da solidão


A solidão é como uma dimensão paralela, conquanto a todos manifesta, cujas paisagens duplamente mudas e dolorosa ou pacificamente estáticas podem ser apreciadas apenas por muito poucos espíritos. Ela é o primaz e fundamental campo de reflexão; seu divã, sua moldura, sua própria câmara de maturação. E câmara de maturação do Homem. Daqui decorre o instintivo medo de tantos em relação à solidão: seu medo é o medo da criança em relação à idade adulta. Medo da expansão (como ocorre no câncer, crescer pode não ser também perder o controle?), pois na contrição da solidão, no ilusório 'encolhimento' que ela parece causar, na verdade expandimo-nos para ocupar espaços. Espaços nossos que precisam de nós. 
 E como se pode plenamente valorizar a comunhão se não experimentamos profundamente sua negação, sua antítese? Quão ‘doce’ a água se afigura para aqueles que suportaram prolongada sede! 
 E aqui está o fruto da sabedoria: o quanto se aprendeu sobre o tempo em que é possível a um homem viver com ela – conhecimento antes desconhecido ou subavaliado! O quanto o homem suporta de solidão: tal conhecimento inaugura com chave áurea as reflexões socráticas do “conhece-te a ti mesmo”. 
 Sua Bíblia pode lhe ajudar aqui com um versículo, amigo leitor: "Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade; assentar-se solitário, e ficar em silêncio; porquanto Deus o pós sobre ele." (Lm 3.27,28). 
 No mais, dizia Shakespeare, mestre do trágico (mas que sábia ou temerosamente evitava em sua obra os temas teológicos): “Estar maduro é tudo.” 

 Sammis Reachers
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