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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mário Alberto (1925-2011), o cenógrafo iconoclasta

Tem razão o Viriato Teles.
Com ditos como o que se segue, era este o homem que devia estar ao leme:
Chico-espertos deste país, ide todos à badamerda!

«Morreu o cenógrafo Mário Alberto, fundador de A Barraca», notícia da LUSA

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O teatro de revista na I República (agenda)

domingo, 9 de agosto de 2009

Façam o favor de ser felizes!

Faleceu ontem Raul Solnado, um dos maiores comediantes portugueses do século XX.

Fica na memória colectiva o seu estilo peculiar, a entoação, o tom de confidência, o nonsense, certas frases marcantes (como a que vai em epígrafe), o modo de falar aos solavancos, como em «Podióóóó. Chamá-loooo», que marcou várias representações suas em torno de 'conversas' ao telefone, das quais a mais conhecida é a da «A guerra de 1908» (também alusiva à guerra colonial, que então deflagrara). Entre outras coisas, parte delas relembradas, oportunamente, pelas tv's, como as suas passagens televisivas: programas «Zip-Zip» (em pleno marcelismo), «A visita da Cornélia», etc.. A RTP teve a feliz sorte, e boa escolha, de divulgar o seu último trabalho, ainda inédito, ontem mesmo transmitindo o 1.º episódio de «As Divinas Comédias», uma retrospectiva do humor português, em parceria com Bruno Nogueira e outros humoristas. A imprensa também lhe deu bastante destaque.

Solnado ajudou a renovar o humor em Portugal num período bem difícil, o da ditadura. Contribuiu para a melhoria do teatro de revista, daí saltou para a televisão, o disco, digressões no estrangeiro (no Brasil, com comediantes locais; na Europa, junto dos emigrantes), etc..

Foi um dos comediantes mais populares e queridos do público português.

Como não estou habilitado a escrever mais do que esta breve evocação, aproveito a deixa para remeter para quem sabe mais. Para além das hiperligações atrás deixadas, sugiro ainda o obituário no Público e esta selecção temática do blogue Ié-ié.