As conferências anteriores do ciclo «Pensar os pensadores do socialismo», incluindo a de Trotski, podem ser acompanhadas aqui.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Gramsci, por Chris Bambery (em directo, às 21h)
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Daniel Melo
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Pensar o socialismo, hoje
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Daniel Melo
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Um candidato para o futuro
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Daniel Melo
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Manuel Serra (1931-2010), católico progressista, antifascista delgadista, socialista popular e otelista
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Daniel Melo
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ninguém pára o Alegre, ninguém pára o Alegre, alé ô!
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Daniel Melo
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terça-feira, 17 de março de 2009
Republicanismo, Socialismo e Democracia
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Daniel Melo
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Idealizar a democracia? Vamos a isso!
“Creio, no entanto, que a idealização da democracia deveria igualmente preocupar democratas como o próprio Renato. Não o digo apenas – ou tanto – pelo que essa idealização pode ter de afim aos projectos neoconservadores de exportação da democracia. Falo sim de algo que me parece anterior a isso: as análises tipológicas sobre a democracia correm muitas vezes o risco de só existirem “fora da história” e de só servirem num tal contexto”.
Devo confessar que não percebo muito bem o problema de “idealizar a democracia”. Aliás, entendo até que esse tem sido um dos grandes problemas da esquerda e do socialismo desde das concepções propostas a partir da segunda metade do século XIX (refiro-me particularmente a Marx e Proudhom). As vias ideológico-políticas propostas desde então foram na sua maior parte idealizadas fora de um contexto de democracia. Este sistema foi sempre associado aos interesses e ao domínio da burguesia. Penso que isso foi um dos grandes erros estratégicos do socialismo do séc. XX: deixou que um determinado modelo de democracia se impusesse pela mão dos partidos sociais-democratas e pelos conservadores.
Herdamos agora um modelo que está em grande crise e que assenta basicamente em dois pilares: a democracia representativa e a instituição do Estado Providência. Foi o que restou e infelizmente não temos muito mais em que nos agarrar. Contudo, isto não quer dizer que não tenhamos outra alternativa senão assumir um discurso e uma prática de resistência. Essa é a via da esquerda dita reformista cujo objectivo pragmático passa unicamente pela reforma do Estado Social (para que este permaneça com a maior parte das suas funções de solidariedade institucional).
Entendo que para além da resistência há mais campo de luta para a esquerda. E este deve jogar-se essencialmente dentro de um processo democrático e de democratização. Considero que a posição da esquerda socialista não deve ser, mais uma vez, a saída de cena apregoando aos quatro ventos a ineficácia do sistema e apresentar a revolução como a única saída possível. Muitas mudanças e rupturas podem efectivar-se por intermédio de um sistema mais vasto e pluridimensional de democracia. Talvez tenha chegado a hora da esquerda começar a idealizá-lo!
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Renato Carmo
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Chávez não é a minha via
Na minha opinião qualquer processo reformista ou até revolucionário deve ser enquadrado e constituído por intermédio de uma sistema democrático representativo (e não me refiro somente aos partidos, mas também, aos sindicatos, às associações – inclusive às patronais). Aliás, um dos grandes problemas das actuais democracias liberais (americana e também europeias) tem sido, quanto a mim, a limitação do campo representativo da democracia quer a nível micro - nas empresas, nos sindicatos, na administração pública, nas universidades; quer a nível macro, por exemplo, na construção da União Europeia.
Por outro lado, entendo que a suposta revolução de Chávez tem por base um imenso barril de petróleo. Este facto não displicente, pelo contrário, para mim é central. Para a esquerda mais esclarecida o petróleo significa um dos grandes males do mundo: gera oligarquias, ditaduras, guerras, e, sobretudo, gerou um sistema económico insustentável que urge substituir. O que seria deste capitalismo não fora o petróleo? É claro que enquanto o barril perdurar, Chávez terá toda a liberdade e todos os recursos para eternizar a seu processo revolucionário. Mas o curso deste processo assenta em grande medida no curso do ouro negro.
Defendo que um dos grandes objectivos da esquerda contemporânea é o de propor e de lutar por um sistema económico que acabe com a dependência e, sobretudo, com o monopólio do petróleo. Não consigo conceber qualquer forma de socialismo viável cuja infra-estrutura se fundamenta num forte desequilíbrio económico: o monopólio de um recurso. Em última instância podemos dizer que este socialismo de Chávez só é possível porque existe este capitalismo que tanto criticamos. Ao sustentar toda a economia interna e toda a sua política social no petróleo, Chávez está a ser um forte contribuinte para a reprodução de um sistema capitalista gerador de enormes desigualdades. Por isso, não comungo da exaltação de alguma esquerda face à actual Venezuela: a desvalorização da democracia e a indiferença face ao uso (abuso?) de uma matéria-prima nefasta como monopólio económico, não representam para mim os pilares de uma esquerda com futuro.
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Renato Carmo
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