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domingo, 19 de dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho (1944-2010), o divulgador cultural da tv dos 90

Era conhecido como o «jornalista acontece», devido à longevidade e (relativa) visibilidade do magazine cultural da RTP2, justamente intitulado Acontece! (1994-2003).
Inesperadamente, Carlos Pinto Coelho faleceu esta semana.
Testemunho de carreira aqui.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não se faz, pregar rasteiras destas a jornalistas...

Shane Fitzgerald, estudante irlandês finalista de sociologia e economia na University College Dublin, introduziu na wikipédia uma citação falsa, completamente inventada atribuída ao compositor francês Maurice Jarre, pouco depois da morte deste. O objectivo era fazer uma experiência no quadro de uma investigação sobre a Globalização; os resultados ultrapassaram as expectativas. Essa citação apareceu nos obituários dos respeitáveis "The Guardian", "The Independent", e mais uns quantos jornais por esse mundo fora. Parece aliás que a citação continua a propagar-se pela internet.

A citação: “One could say my life itself has been one long soundtrack. Music was my life, music brought me to life, and music is how I will be remembered long after I leave this life. When I die there will be a final waltz playing in my head, that only I can hear”

A fonte: Irish Times

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sim, porque ele há jornalismo e jornalismo

Segundo o Público 24 horas depois de ser eleito Obama já está a sofrer pressões, segundo o New York Times, e o Le Monde é Obama quem está com pressa de constituir uma nova equipa. Definitivamente o modo como se escreve uma notícia não é neutro.

domingo, 7 de setembro de 2008

Ele há mau jornalismo que nem os Arganazes conseguem explicar

Eu sei que há jornais maus, que até costumam vender bem, e que há maus jornalistas. Mas o "Público" seria suposto ser um jornal de referência, mesmo sendo o director um tal de José Manuel Fernandes. Pura ingenuidade - a minha, claro! Esta notícia é mesmo do piorzinho que um "jornalista" (entre aspas) pode escrever. E não deixa de ser irónico que a gravidez de Rachida Dati parece estar a causar mais excitação nas redacções fora de França, do que por cá. Quem diria que eu alguma vez viria a defender Rachida Dati. A ministra de Justiça francesa não tem qualquer talento político reconhecido, nem sequer tinha actividade política (e não digo experiência política relevante, não tinha pura e simplesmente qualquer actividade política anterior, seja num partido seja em cargos políticos) antes de Sarkozy a escolher para sua porta-voz durante a campanha eleitoral no ano passado. Não me lembro de na altura o "Público" ter questionado os putativos laços pessoais entre Dati e Sarkozy. Dati tornou-se em seguida ministra, e é uma péssima ministra. Conseguiu a proeza, ainda hoje inigualada, de em apenas três meses e meio à frente do seu ministério ver não menos de sete membros do seu gabinete se demitirem. Não me recordo do "Público" ter feito disso notícia. Tal como não me lembro de ter sido referido que Rachida Dati ultrapassou todos os limites de gastos em despesas de representação em 2007, e precisou duns irisórios 100.000 euros extra (nem quero imaginar como seria se ela fosse ministra dos Negócios Estrangeiros). Nada disto é politicamente relevante, o que é politicamente relevante, pelo menos no entender da redacção do "Público" é a gravidez de Rachida Dati e os seus mistérios. O que dizer duma notícia em que Dati é apelidada logo no título de "A Sarko Babe"? E que acrescenta, ainda o título "vai ser mãe solteira" (o que tecnicamente é falso, ela já foi casada). Isto é uma informação política relevante? O inenarrável texto continua afirmando na caixa de destaque que "só falta saber quem é o pai". Who cares?. Até a imprensa cor-de-rosa francesa se impõe a si própria limites éticos à devassa da privacidade mais rigorosos do que o "Público". A cereja no topo do bolo é a reprodução de nomes de potenciais pais da criança que circulam na internet. Isto é jornalismo? Reproduzir rumores num assunto que pertence exclusivamente ao foro privado?
Rachida Dati confirmou a sua gravidez e afirmou relativamente à identidade do pai da criança "Tenho uma vida privada complicada e este é o limite que me imponho em relação à imprensa; não direi nada sobre o assunto". Dêem-me uma boa razão para não respeitar a decisão de Rachida Dati.

sábado, 7 de junho de 2008

Jornalismo preguiçoso

A taxa de acidentes com ciclistas em Paris está longe de ser um dos mais prementes problemas da humanidade, mas por estes dias serve muito bem como exemplo do que é o jornalismo preguiçoso. O comissariado da Polícia de Paris lança um comunicado dando conta de um aumento de 21% dos acidentes no primeiro trimestre de 2008, comparando com o mesmo período de 2007. Logo pululam pela imprensa francesa notícias alarmistas de uma "explosão" (sic) de sinistralidade velocipédica em Paris (por exemplo aqui, aqui, aqui e até no respeitável Libération), e de caminho associa-se a coisa ao Vé'lib (iniciativa do município de Paris que disponibiliza qualquer coisa como 20 mil bicicletas de aluguer). Até que finalmente um jornalista, do rue89 (só podia...) faz o seu trabalho. Os acidentes aumentaram 21% mas a circulação em bicicleta aumentou 33% no mesmo período. Tal como em 2007 os acidentes aumentaram em 37% comparando com 2006, enquanto que a circulação em bicicleta aumentou em 70%. Ou seja, na realidade, se a taxa de acidentes aumentou muito abaixo do aumento da circulação, o risco de um ciclista ter um acidente em Paris diminuiu substancialmente nestes últimos tempos. Exactamente o contrário do que nos dizem as notícias. Seria interessante perceber porque razão o risco diminui quando aumenta a circulação, mas a discussão ainda não chegou a esse nível. Para começar seria bom que mais jornalistas aprendessem a ler números, e a colocar um mínimo de questões relevantes antes de reproduzirem comunicados de imprensa. Enfim, que aprendessem a fazer o seu trabalho.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Perguntas parvas...



Acho que isto pode ser qualificado como tesourinho deprimente. É um excerto de um noticiário da televisão holandesa NOS, a pivot (Astrid Kersenboom) fala ao telefone com o correspondente em Madrid (Rop Zoutberg). Dá-me a sensação que RZ achou a pergunta de AK despropositada, não sei porquê...

Tradução (resumida) da versão francesa:
RZ- Os 11 suspeitos dos atentados foram condenados a 40000 anos de prisão, com 40 anos de prisão efectiva.
AK- Portanto os 40000 anos são, digamos, um pena simbólica...
RZ - Não, não, nada disso, mesmo depois de morrerem terão de permanecer 40000 anos na cela.
AK - ...
RZ - Claro que é simbólico. Meu Deus... - desliga o telefone.


Fonte: ZapNet du rue89

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Jornalismos...

O jornalismo de referência está em crise. O que está a dar é o jornalimo de reverência.

sábado, 20 de outubro de 2007

Conhecimentos

Hoje fui ao Campo Pequeno ver o filme The Secrets (Sodot, Ha-) do realizador Avi Nesher, integrado no ciclo de cinema israelita que está a decorrer naquele local. O filme versa sobre o tema da homossexualidade feminina, do judeismo ortodoxo e do feminismo.
Qual não é o meu espanto quando me deparo com as descrições do ciclo na internet: "(...)o filme - sobre duas jovens brilhantes que descobrem as suas vozes numa cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar"; "«The Secrets» (2007), (...) uma longa- metragem de Avi Nesher que conta a história de duas jovens brilhantes que descobrem as suas vozes numa cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar". Descobrem as suas vozes?!? talvez seja uma forma codificada, utilizada pelos jornalistas que ao perceberem que o filme versa sobre judeus ortodoxos, resolveram utilizar uma linguagem bíblica tipo conhecer. Elas conheciam as vozes uma da outra, mas estavam proibidas de cantar, coitadas.. se calhar é por isso que o filme "conta a história de duas jovens brilhantes".
Também tenho sérias dificuldades em entender a segunda parte da frase: "cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar". Ah sim? pois neste filme há cenas e cenas em que não se faz mais nada senão cantar a viva voz. (no sentido literal do termo..)
Aliás, como se pode perceber pela foto, as duas "brilhantes" raparigas estão em plena descoberta da suas cordas vocais e melancólicas por não poderem dar azo ao "canto".
Não me lembro da classificação etária do filme, mas com este tema era certamente para m/6..

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A arte de bem receber

"Le Portugal, comme c’est souvent le cas des petits pays, a mis les petits plats dans les grands pour accueillir les cinquante journalistes qu’il a choisi d’inviter"

sábado, 16 de junho de 2007

Esta democracia é muito injusta


Acho piada ao actual Ministério da Educação, quando os professores o acusaram de arrogância a Ministra respondeu que estes eram lamechas e vitimizavam o seu discurso. Agora, face aos vários escândalos mediatizados pela imprensa, o discurso do Ministério é o da vitimização. Afinal, os jornalistas são muito maus e até conseguem ser piores que os sindicalistas.