****Mais informação nesta entrevista a Pedro Rosa Mendes.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
É no que dá a excessiva proximidade entre políticos e jornalistas, e não é só em termos metafóricos, não...
Aqui o suco da última polémica, já carimbada como caso Crespo vs. Sócrates.
Já agora, qual é o restaurante de luxo que tem esta péssima acústica(?!) e/ou as mesas tão encavalitadas umas nas outras que se fica debaixo do cotovelo do vizinho?
ADENDA: «Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC»...
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Daniel Melo
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Via rápida para um jornalismo diferente
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Daniel Melo
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Não importa de onde vem a informação, o que importa é estar informado
P.S. - Ainda segundo este artigo, embora não tenha sido o caso em 2005, a partir de 2006 a taxa de participação nas eleições aumentou entre os contemplados com as assinaturas tanto do Post como do Times.
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Zèd
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Não se faz, pregar rasteiras destas a jornalistas...
Shane Fitzgerald, estudante irlandês finalista de sociologia e economia na University College Dublin, introduziu na wikipédia uma citação falsa, completamente inventada atribuída ao compositor francês Maurice Jarre, pouco depois da morte deste. O objectivo era fazer uma experiência no quadro de uma investigação sobre a Globalização; os resultados ultrapassaram as expectativas. Essa citação apareceu nos obituários dos respeitáveis "The Guardian", "The Independent", e mais uns quantos jornais por esse mundo fora. Parece aliás que a citação continua a propagar-se pela internet.
A citação: “One could say my life itself has been one long soundtrack. Music was my life, music brought me to life, and music is how I will be remembered long after I leave this life. When I die there will be a final waltz playing in my head, that only I can hear”
A fonte: Irish Times
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Sim, porque ele há jornalismo e jornalismo
Segundo o Público 24 horas depois de ser eleito Obama já está a sofrer pressões, segundo o New York Times, e o Le Monde é Obama quem está com pressa de constituir uma nova equipa. Definitivamente o modo como se escreve uma notícia não é neutro.
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domingo, 7 de setembro de 2008
Ele há mau jornalismo que nem os Arganazes conseguem explicar
Rachida Dati confirmou a sua gravidez e afirmou relativamente à identidade do pai da criança "Tenho uma vida privada complicada e este é o limite que me imponho em relação à imprensa; não direi nada sobre o assunto". Dêem-me uma boa razão para não respeitar a decisão de Rachida Dati.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Os Arganazes explicam: Anda p'r'ai muito mau jornalista (e mau cientista)
Aliás, para quem costuma ler artigos científicos salta à vista que este artigo é bem curto, bem preliminar, que fica muito longe de uma análise exaustiva do assunto, contenta-se com umas poucas análises estatísticas. Além do mais cai num erro, a meu ver, muito frequente em estudos de Genética Humana (e aqui entro em detalhes mais ou menos técnicos). Quando se estuda uma dada característica que se quer associada a uma determinada variante genética há sempre uma probabilidade de existir uma correlação entre as duas por mero acaso. Essa probabilidade é pequena e pode ser calculada. Simplesmente aumentando o número de variantes genéticas estudadas aumenta a probabilidade de ocorrer essa mera coincidência, e isso já não é levado em conta. Cada vez que se calcula uma probabilidade de erro, faz-se com se fosse a única variante estudada. Ora, se a probabilidade de se estar errado é apenas de 1% mas forem analisadas 100 variantes distintas, então é bem provável que haja uma correlação por simples acaso. Neste estudo foram analisadas três regiões diferentes do gene em causa, e cada região com muitas variantes (também não é referido o número exacto no artigo, mas andará na ordem das dezenas). Apenas uma variante mostrou uma correlação. Mera coincidência? Eu não apostava um euro...
Finalmente os jornalistas deviam perceber que muitas vezes, por um genuíno entusiasmo com o seu trabalho, o cientista tende a empolar os seus próprios resultados. O jornalista, em vez de relativizar, ainda ajuda mais à festa com sensacionalismo e simplificações grosseiras. E depois dá nisto...
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
Sarkozy vintage
Curiosamente a coisa não fica por aqui. Agora é a France 3 (televisão pública, relembre-se, controlada pelo estado) quem ameaça o Rue89 (orgão de informação independente) com um processo judicial por divulgar as imagens que deviam ser em "off". Esta é nova, um orgão de informação que processa outro orgão de informação para tentar obter as suas fontes, e impedir a divulgação da notícia. Obviamente que a publicação do vídeo pelo Rue89 já foi bastante criticada, ao que o próprio Rue89 já respondeu (e, a meu ver, bem).
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sábado, 7 de junho de 2008
Jornalismo preguiçoso
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Um ano e uma nova forma de fazer jornalismo
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Perguntas parvas...
Acho que isto pode ser qualificado como tesourinho deprimente. É um excerto de um noticiário da televisão holandesa NOS, a pivot (Astrid Kersenboom) fala ao telefone com o correspondente em Madrid (Rop Zoutberg). Dá-me a sensação que RZ achou a pergunta de AK despropositada, não sei porquê...
Tradução (resumida) da versão francesa:
RZ- Os 11 suspeitos dos atentados foram condenados a 40000 anos de prisão, com 40 anos de prisão efectiva.
AK- Portanto os 40000 anos são, digamos, um pena simbólica...
RZ - Não, não, nada disso, mesmo depois de morrerem terão de permanecer 40000 anos na cela.
AK - ...
RZ - Claro que é simbólico. Meu Deus... - desliga o telefone.
Fonte: ZapNet du rue89
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Zèd
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Jornalismos...
O jornalismo de referência está em crise. O que está a dar é o jornalimo de reverência.
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Zèd
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sábado, 20 de outubro de 2007
Conhecimentos
Qual não é o meu espanto quando me deparo com as descrições do ciclo na internet: "(...)o filme - sobre duas jovens brilhantes que descobrem as suas vozes numa cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar"; "«The Secrets» (2007), (...) uma longa- metragem de Avi Nesher que conta a história de duas jovens brilhantes que descobrem as suas vozes numa cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar". Descobrem as suas vozes?!? talvez seja uma forma codificada, utilizada pelos jornalistas que ao perceberem que o filme versa sobre judeus ortodoxos, resolveram utilizar uma linguagem bíblica tipo conhecer. Elas conheciam as vozes uma da outra, mas estavam proibidas de cantar, coitadas.. se calhar é por isso que o filme "conta a história de duas jovens brilhantes".
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vallera
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Será que a nossa fé na Humanidade depende...
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Anónimo
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
Rue89
Se houve uma boa notícia em França no 6 de maio, essa foi a criação dum novo espaço jornalístico, o Rue89. Esse jornal em linha reúne principalmente pessoas oriundas do Libération. Os primeiros dias mostram que é um projecto a seguir. Há entrevistas interessantes com investigadores e esse espaço dá um lugar importante aos blogs e aos leitores.
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Victor
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terça-feira, 1 de maio de 2007
Esta notícia é uma vergonha
Portas evoca no Dia do Trabalhador palavra de ordem nazi
O presidente do CDS/PP, Paulo Portas, afirmou esta terça-feira, na Madeira, que «o trabalho liberta», recorrendo a um dos lemas nazis mais utilizados nos campos de concentração durante a II Grande Guerra.
Falando sobre o Dia do Trabalhador, Portas declarou: «para nós CDS/PP trata-se de um festejo que acarinhamos. Nós acreditamos no valor do trabalho. Nós acreditamos que o trabalho liberta».
«Nós acreditamos que o trabalho melhora a condição de vida das pessoas. Nós acreditamos que o trabalho é a forma das pessoas legitimamente subirem na vida», acrescentou.
O líder nacional dos populares deslocou-se à Madeira para apoiar a candidatura do CDS/PP-M na campanha eleitoral das legislativas regionais antecipadas que decorrem no próximo domingo.
Paulo Portas regressa à Região na próxima quinta-feira para marcar presença na iniciativa de encerramento da campanha do CDS/PP-M.
Diário Digital / Lusa
Esta notícia é politicamente insultuosa e jornalisticamente está, como alguém dizia no outro dia, ao nível da sarjeta. Quem a redigiu devia ter a coragem de escrever um artigo de opinião, um post, um ensaio, o que quer que seja, e justificá-la convenientemente. Vá a O Trabalhador de Ernst Junger e explique porque disse o que disse. Mas usar uma take da Lusa para fazer um pseudo-brilharete intelectual e acusar alguém de fazer discursos nazis é um exemplo de péssimo jornalismo.
*agradeço ao Pedro Alcântara por me ter chamado a atenção para esta notícia.
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Hugo Mendes
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Só mais um brilhante contributo
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Hugo Mendes
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quinta-feira, 12 de abril de 2007
Entre «rounds»
A descarada campanha contra Sócrates chegou hoje a um momento de pausa.
Depois de tudo tentado, ver a sondagem com que a TVI abriu o noticiário ou as vacuidades de Fernandes e Sarsfield na ERC é revelador da seriedade da «classe jornalística» (aliás em agitação pela mais que justa condenação do Público por uma pseudo-notícia caluniosa sobre o Sporting, que só peca por tardia e insuficiente).
A conferência de imprensa de Mendes foi pífia, a Esquerda já se afasta do assunto, resta saber que mais patranhas falta sacar do esgoto de onde veio esta «investigação». (Curiosamente surgida no jornal da Sonae a seguir ao insucesso da OPA sobre a PT por causa da CGD, se pensarmos do mesmo modo que os jornalistas de serviço...)
A próxima semana deve ainda trazer mais alguma coisa, mas as eleições do PP, a crise do Benfica e o desinteresse do grande público por questões processuais em geral irão provavelmente extinguir o caso.
Mesmo que assim seja, é evidente que o «estado de graça» de Sócrates terminou, justamente quando surgiram propostas no sentido de responsabilizar os jornalistas. E, agora que o Governo é acusado por não reagir rápido e por pressionar, por deixar andar e por ser uma central de informações apenas preocupado com a imagem, ou seja, por tudo e pelo seu contrário, será preciso escolher uma via própria. A presidência da UE pode ajudar ou complicar, dependerá da capacidade de resposta de Sócrates e do PS. Mas provavelmente tudo dependerá do que se quiser fazer com a segunda metade do mandato, agora que a Imprensa já não pode ser acusada de favorecimento.
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CLeone
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Deixem o homem explicar
O desempenho dos jornalistas, José Alberto Carvalho e Maria Flor Pedroso, deixou, hoje à noite, muito a desejar. É verdade que a sua tarefa não era fácil. Depois do silêncio - provavelmente demasiado longo - de Sócrates, todo o país estava de olhos postos na TV, e nenhum deles queria ficar na história como o "jornalista-que-estendeu-a-passadeira-vermelha-ao-primeiro-ministro" numa entrevista onde estava em avaliação muito mais do que o balanço de dois anos de governo.
Na parte relativa à Universidade Independente, a coisa não foi particularmente má: deixaram José Sócrates falar (para aqueles que acham que ele não respondeu a todas as suspeitas, então é porque contra suspeitas baseadas em insinuações fáceis que atacam directamente a honra pessoal, então a vítima não pode fazer muito mais jurar a pés juntos que "isso é, obviamente, mentira". Como é lógico, no fim deste exercício ficamos basicamente no mesmo sítio de onde começámos: a insinuação vale o que vale, e o desmentido vale o que vale. Acredita quem quiser, no que quiser. Para aqueles que, depois disto, acham que ele é um aldrabão, então o estrago está feito).
Mas foi na parte relativa ao desempenho económico que a agressividade jornalística veio ao de cima, e José Alberto Carvalho fez lembrar os saudosos tempos de Manuela Moura Guedes, conhecida por tentar intimidar o seu adversário, perdão, entrevistado, não o deixando falar. O problema, aqui, é que José Sócrates precisava mesmo de falar, de explicar, pedagogicamente, com calma e por A mais B porque é que o desempenho da economia é o que é, porque é que é muito difícil ser de outra forma, e porque não vale a pena estar aqui a pedir a política da varinha mágica. Mas os jornalistas não estavam interessados em saber porque é que coisas são como são, ou porque é muito difícil serem de forma bastante diferente: se calhar porque não percebiam a explicação, que estava ao nível da cadeira de 1º ano de macroeconomia (se Sócrates pedir uma equivalência, ainda lha dão). Ora, obrigá-lo a fazer promessas milagrosas de números de crescimento e de redução de desemprego sem ter minimamente em conta a fragilidade estrutural da nossa economia, o ponto de partida conjuntural deste governo há 2 anos atrás, e de como é difícil conseguir um crescimento à base das exportações (ou seja, não é o crescimento insuflado pela procura interna) enquanto se procede à redução do défice que foi efectuada não é muito sério.
Pode ser um display de agressividade e pode lavar algumas consciências, mas não é bom jornalismo, quanto mais não seja porque demonstra ignorância de alguns factos básicos.
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Hugo Mendes
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