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sábado, 26 de março de 2011

Semeadores de tempestades

«Le FN [Front National] suspend son candidat photographié en plein salut nazi»

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Aonde pode chegar a deriva de extrema-direita: asilados homossexuais obrigados a «teste falométrico» na República Checa

Informação detalhada sobre este caso em post de Pedro Ferreira. Simplesmente preocupante. Passos que se repetem, tal como há c. de um século atrás.

sábado, 24 de abril de 2010

Caso Garzón na recta final: impunidade ou justiça?

Como os acusadores da extrema-direita não acataram retirar expressões que o juiz Luciano Varela considerou demasiado «ideológicas» (denunciando o comprometimento do próprio), este resolveu expulsá-los do processo contra Garzón por alegada prevaricação de competências ao tentar investigar os desaparecidos do franquismo.

Segundo o historiador canário Sergio Millares Cantero, trata-se duma manobra de diversão por parte do juiz do Supremo Tribunal, para simular a sua isenção aos olhos da opinião pública internacional, uma vez que seria insustentável aos olhos desta que os herdeiros do franquismo incriminassem um juiz. Na sequência daquela decisão, Garzón pediu a nulidade do processo contra si. Seja como for, só no início de Maio tomará a decisão final sobre se leva ou não Garzón à barra do tribunal.

Entretanto, hoje é dia de protesto cívico contra la impunidad del franquismo em dezenas de cidades espanholas. À iniciativa juntaram-se um grupo alargado de intelectuais, associações de recuperação da memória histórica, familiares de vítimas e cidadãos comuns (outras fontes: página do facebook aqui; artigo de José Saramago e outros intelectuais aqui; + inf. aqui).

ADENDA: entretanto, só no domingo passado é que o jornal português Público trouxe um texto de crítica ao actual processo Garzón (vd. «Uma nova vitória de Franco?», de Manuel Carvalho); como aqui tive oportunidade de referir, os textos anteriores eram inesperadamente a favor deste vergonhoso processo judicial, do tipo «estava a pedi-las»...

quarta-feira, 31 de março de 2010

O novo fenómeno Le Pen

«Liga domina a Itália rica e quer passar a ditar a agenda política de Berlusconi»

sábado, 13 de junho de 2009

Reeleição de Ahmadinejad agrada Israel

eleições no irã Parece contraditório mas não é. Segundo a lógica da direita (e da extrema-direita ) que governa Israel, quanto mais radicais forem seus inimigos mais argumentos ela terá para justificar um possível confronto armado. Ao atual governo israelense não interessa um presidente iraniano que promova o diálogo com os EUA e procure reduzir a tensão entre os dois países. Muito pelo contrário. Quanto mais hostis se mostrarem em relação ao Ocidente, melhor é para o premier israelense, Benjamin Netanyahu, que teria como justificar um ataque "preventivo". E Mir-Hussein Moussavi poderia ser esse homem, pois durante toda a sua campanha não se cansou de defender a necessidade de se combater a imagem "extremista" que o Irã tem no exterior. Isso por si só já seria algo de muito positivo e um grande avanço na política externa de Teerã.

Claro que Moussavi não seria sinônimo de grandes transformações internas como imaginam muitos, mesmo porque quem manda na República Islâmica são os aiatolás e cabe a eles de fato a decisão final sobre qualquer assunto de Estado. Porém, não tenho dúvidas de que o ex-primeiro-ministro derrotado (que não aceita a derrota e está a contestar o resultado oficial) seria, com certeza, mais cauteloso e equilibrado no trato das relações internacionais. Mas, enfim, o vitorioso ao que parece (com mais de 64 por cento dos votos - conoforme informação oficial) das eleições de sexta-feira foi o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad. Era tudo que Israel queria. Em outras palavras: juntou-se a fome com a vontade de comer. Vamos a ver no que isso vai dar. Mais aqui e aqui.

Foto AFP

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Com certeza o mundo está bem melhor: morreu o monstro fascista Rodolfo Almirón Sena

Rodolfo Almirón O ex-chefe do grupo de extrema-direita argentino Aliança Anticomunista Argentina (Triplo A), Rodolfo Almirón Sena, morreu aos 73 anos em um hospital de Buenos Aires. Acusado de crimes de lesa-humanidade e genocídio, Almirón liderou o Triplo A, organização que entre 1973/75 cometeu mais de 1.000 assassinatos durante o mandato da ex-presidente argentina María Estela Martínez de Perón - mais conhecida como Isabelita Perón. A humanidade não perde nada com esta morte. Ao contrário, só tem a comemorar. O Inferno agradece. Mais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A extrema-direita no PE

el-nazismo Quem diria, hein? Pare-me que extrema-direita volta a assombrar. A Europa deste milênio não pode mais voltar ao seu passado recente. Quando se imaginava que a criação de um continente unido significaria a consolidação da rejeição total a valores como racismo e xenofobia, o que se viu nestas Europeias foi o avanço de muitos partidos ultranacionalistas e xenófobos, com expressivos resultados eleitorais.

Claro que este fenômeno não indica ainda uma iminente chegada ao poder de um nazi-fascista. Mas os atuais resultados sinalizam que algo está errado na UE, principalmente na Holanda, Itália e em outros países de menor peso político. E atribuir simplesmente este efeito ao "voto de protesto", como dizem muitos, é tão perigoso quanto as ações extremistas desses partidos, que têm como único objetivo abalar a já consolidada democracia europeia.

Apesar de números desencontrados entre várias fontes de informação (creio pela diferença entre dados parciais e oficiais), não deixa de ser assustador os representantes da extrema-direita eleitos para o Parlamento Europeu. Dos 736 eurodeputados, 34 são defensores ferrenhos da xenofobia, do anti-islamismo, do anti-judaísmo, da homofobia. Enfim, são contrários a tudo que signifique liberdade individual. Foram eleitos por 13 países e têm no ultra-nacionalismo e na intolerância suas únicas demandas de Políticas de Estado.

Tudo começou na quinta-feira quando o PVV (Partido pela Liberdade), do polêmico Geert Wilders, se tornou a segunda força política da Holanda (com 25 representantes), ao obter 17 por centos dos votos e eleger 4 deputados. Esta é a situação não demais países:

Na Itália (com 72 representantes), os neonazistas da Liga Norte (pertencente à coligação partidária de Berlusconi) se consolidaram no cenário político ao eleger 8 deputados (o dobro de 2004), com 9,5% dos votos.

Na França (72), a Frente Nacional, de Le Pen, apesar de ter perdido espaço (elegeu 7 deputados em 2004), conseguiu sobreviver e manter 3 deles em Estrasburgo.

No Reino Unido (72), o Partido Nacional Britânico conquistou o seu primeiro assento no Parlamento Europeu, após uma votação que chegou perto dos 8%.

Na Áustria (17), o Partido da Liberdade, liderado por Andreas Moltzer, foi o quarto mais votado no país com quase 14%. Fez 2 deputados.

Na Hungria (22), o partido nacionalista e populista elegeu 3 deputados. O Jobbik (Para uma Melhor Hungria) conquistou 14,77% e o terceiro lugar.

Na Grécia (22), o LAOS (Aliança Popular Ortodoxa), do líder Georgios Karatzaferis, é a primeira formação de extrema-direta a chegar ao Parlamento Grego, desde 1974. Na sua retórica nacionalista, Georgios destaca a Albânia, Macedônia, Turquia e a imigração como “inimigos” do povo grego. Fez 2 deputados com 7% dos votos.

Na Bélgica (22), o Vlaams Beleng (Interesse Flamengo), que é claramente separatista e luta pela independência da Flandes, chegou a 6% e se garantiu com 2 deputados (contra os 3 eleitos em 2004).

Na Romênia (33), os ultranacionalistas liderados por Vadim Tudor, do Partido da Grande Romênia, obtiveram 7,2% dos votos e elegeram 2.

Na Dinamarca (13), o DF (Partido Popular) chegou aos 13,5% com 2 deputados.

Destaco ainda o avanço da extrema-direita na Finlândia (13). A formação partidária nacionalista True Finns (Verdadeiros Finlandeses) avançou de 0,5%, em 2004, para perto dos 10% dos votos e 1 eurodeputado. O ATAKA (algo como União Nacional Ataque), partido ultranacionalista da Bulgária (17) manteve os seus 2 deputados com os 12% de votos. Na Eslováquia (13), o SNS (Partido Nacionalista Eslovaco), que defende a expulsão de todos os ciganos do país, também elegeu 1 deputado.

Fontes: Agencias de notícias (AFP, AP e BBC) e Euronews.