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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Os dinossauros também têm direito a reclamar, pá!

Então, sempre são 40 anos de serviço abnegado! De dedicaçón ao publicozinho, ós cidadõns.

Deslarga, ó lapa do poder central!!!

Deixem-nos trabalhar outros 40 anos no mesmo poleiro, que já está aconchegado às nádegas do seu usuário habitual.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Código de vestuário na Católica põe Cristo à porta...

... Cristo e demais andrajosos deste mundo, que já são demais, cruz credo!
Assim como aqueles que acham que podem ir vestidos para a honrada instituição da Igreja católica como se fossem para um sítio de lazer ou de desporto. Ou seja, «de chanatos ou com uma camisola do Benfica», como bem exemplifica o excelso reitor da UCP, o Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz.
Atenção que isto não é um dress code, uh!, apenas umas orientaçõezinhas seguidas da palavra dever:  o reitor «deixou claro que "toda a gente achou que devia haver uma orientação", porque, observou, "não é normal as pessoas virem para a universidade de chanatos, toalha ao ombro e calções de banho"».
Hello! Dah!! «De chanatos, toalha ao ombro e calções de banho»?!!!!!?!!?!!!! Really??? WHERE?!!! WHEN?!!!
Os perversos jornalistas do Público bem tentam passar culpas para a Milú, mas a coisa parece ter mais diferenças que semelhanças: «Ainda há um ano, o Ministério da Educação aconselhava os professores a não usar havaianas, calções de praia, decotes e sapatos de salto alto durante os exames nacionais».
Valha-nos a ex-aluna da Católica e actual ministra Assunção Cristas: o seu grito «tirem as gravatas» é um santo paradoxo!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os generais ou o caos

É assim que os opinion makers conservadores tugas estão a descrever a actual encruzilhada egípcia. Não sei se é papaguear dalguma cassete alheia (tipo Fox News), mas a coisa torna-se irritante, se tivermos em conta que 1) hoje é dia de festa para todos os amantes da liberdade e da democracia, 2) o dualismo não tem correspondência com nenhuma realidade histórica.

Primeiro, louva-se o povo nas ruas, corajoso e legítimo; uma vez deposto o poder fora de moda, dá-se o salto no discurso: o poder não pode cair na rua, senão é o caos. Mas o que é a rua? Simples: é a sociedade civil que tanto confusão faz a ditadores, militares e... opinion makers conservadores!

É preciso dizer que a oposição egípcia foi a votos em 2009, ao fim de 29 anos de poder autárcico e que, apesar dos resultados terem sido distorcidos por Mubarak, essa oposição foi assim reconhecida politicamente pela própria ditadura. Depois, dizer que um dos líderes oposicionistas, El Baradei (com uma frase memorável no seu twitter: «Egypt today is a free and proud nation»), é justamente reconhecido como um dos grandes quadros saídos da ONU. E a Irmandade Muçulmana, movimento islâmico, foi tão moderado no apoio à insurreição popular que passou despercebida! Os jovens adultos foram um (não o único) dos grupos sociais mais dinâmicos, como sucede em muitas mudanças políticas, nem mais nem menos, e não é a hipótese de não estarem organizados que lhes retira legitimidade e impacto.

Portanto, a questão não é a sociedade civil, mas sim o que os militares farão. Não esquecer que foram eles que apoiaram esta ditadura durante 30 anos. Resta agora saber que papel estão dispostos a representar: imporão a sua solução governativa ou serão a instituição que assegurará a transição do poder para novas elites políticas legitimadas pelo povo? Através do voto, claro, antes de Setembro, de preferência. Em eleições limpas, participadas e justas.

Há um problema no meio disto, que é o futuro da relação com Israel e EUA, mas isso não está no cerne da urgência de mudança exigido pelo povo egípcio, a julgar pelos múltiplos indícios difundidos pelos media, incluindo os árabes. Que o cinismo não vingue: não se misturem as coisas.

Tudo o resto, «caos», «poder na rua», é conversa bota-de-elástico. E para bota-de-elástico basta o Mubarak. By the way, onde pára o cromo?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Do totalitarismo do orgasmo, por quem sabe destas coisas (ou a pátria em perigo, acudam!)

A democracia está a passar por um momento muito perigoso.

Esta lei não surgiu do nada. Ela constitui apenas o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos. Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama "modernidade". Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Erro de casting?

Fosse ele o 'sumo' e decerto haveria mais esperança, pelo menos: «Carta aberta de Hans Kung aos bispos de todo o mundo».

domingo, 18 de abril de 2010

As elites que temos

O futuro vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Vitor Constâncio defendeu hoje a necessidade de não haver precipitação em taxar os bancos e de avaliar antecipadamente o impacto dos diferentes projetos de regulação do setor.

nb: via 5Dias.

sábado, 5 de setembro de 2009

Portugal no seu labirinto

Um empate queirosiano obrigaria a invocar Fradique Mendes com uma pitada fatalista do género «O português não tem o impulso matador do seu vizinho ibérico». Mas não, é demasiado óbvio, rebobinemos. Deixemos o século XIX para outros escribas e fiquemo-nos despretensiosamente pelos tempos coevos.
Os tugas no seu labirinto. Ké ké isso, ó meu? Eu expilico, como diria Badaró.
O seleccionador português de futebol, Carlos Queirós, disse recentemente que os nativos têm um problema estrutural de finalização. Queria dizer que não sabemos rematar à baliza e marcar golos. Não subscrevendo o excesso essencialista, aceite-se que a formação de avançados-centro não é o forte dos tugas. Para tentar atenuar o problema, recrutou um português recém-naturalizado, o ex-brasileiro Liedson. O banzé que por se levantou, como se fosse um atentado à pátria.
Pois bem, aqui Queirós fez muito bem, parabéns (eu, que sou benfiquista, tenho orgulho em ter um jogador como Liedson nas quinas, tomara que outros fossem como ele). O problema veio a seguir.
Queirós enredou-se na teia do fado nacional: como temos muitos bons jogadores centro-campistas, toca de os enfiar lá todos. Resultado: jogou meia partida (ou mais) sem avançados-centro!!! Um alien piscaria os olhos de espanto, mas foi assim mesmo. Sucumbiu duplamente ao conservadorismo indígena: temeu colocar Liedson como titular, e, pior do que isso, abdicou de jogar com um avançado-centro desde início. Pequeno detalhe dispiciendo: os «patrícios» estavam obrigados a ganhar o jogo! Nuno Gomes lá ficou a ver o jogo do banco, quase até ao fim... Os restantes avançados (Danny, Hugo Almeida) estavam lesionados.
É verdade que a equipa portuguesa teve azar, foi a que mais procurou o golo e falhou muitas oportunidades. A selecção dinamarquesa pareceu inferior, mas jogou bem tacticamente e foi mais objectiva. O empate sabe a pouco, mas não nos podemos queixar. Também ajudámos à festa, com uma táctica, no mínimo, arriscada. Com a entrada dum avançado-centro lá marcámos um golo de consolação. Com a cabeça do «levezinho». Ao menos valeu isso. Isso, e o tinto açoriano que em boa hora arrebalhei.
Agora resta-nos um milagre, se é que ainda existem. E viva o Liedson!!!
Nb: cartoon de GoRRo, já publicado neste blogue há uns meses atrás, mas infelizmente ainda actual...