Então, sempre são 40 anos de serviço abnegado! De dedicaçón ao publicozinho, ós cidadõns.
Deslarga, ó lapa do poder central!!!
Deixem-nos trabalhar outros 40 anos no mesmo poleiro, que já está aconchegado às nádegas do seu usuário habitual.
Então, sempre são 40 anos de serviço abnegado! De dedicaçón ao publicozinho, ós cidadõns.
Deslarga, ó lapa do poder central!!!
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Daniel Melo
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Labels: conservadorismo, democratização, limitação de mandatos governativos, política municipal, Tintin
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Daniel Melo
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Labels: cartoon, citações, comportamentos sociais, conservadorismo, humor, Igreja católica, sistema financeiro (banca
Primeiro, louva-se o povo nas ruas, corajoso e legítimo; uma vez deposto o poder fora de moda, dá-se o salto no discurso: o poder não pode cair na rua, senão é o caos. Mas o que é a rua? Simples: é a sociedade civil que tanto confusão faz a ditadores, militares e... opinion makers conservadores!
É preciso dizer que a oposição egípcia foi a votos em 2009, ao fim de 29 anos de poder autárcico e que, apesar dos resultados terem sido distorcidos por Mubarak, essa oposição foi assim reconhecida politicamente pela própria ditadura. Depois, dizer que um dos líderes oposicionistas, El Baradei (com uma frase memorável no seu twitter: «Egypt today is a free and proud nation»), é justamente reconhecido como um dos grandes quadros saídos da ONU. E a Irmandade Muçulmana, movimento islâmico, foi tão moderado no apoio à insurreição popular que passou despercebida! Os jovens adultos foram um (não o único) dos grupos sociais mais dinâmicos, como sucede em muitas mudanças políticas, nem mais nem menos, e não é a hipótese de não estarem organizados que lhes retira legitimidade e impacto.
Portanto, a questão não é a sociedade civil, mas sim o que os militares farão. Não esquecer que foram eles que apoiaram esta ditadura durante 30 anos. Resta agora saber que papel estão dispostos a representar: imporão a sua solução governativa ou serão a instituição que assegurará a transição do poder para novas elites políticas legitimadas pelo povo? Através do voto, claro, antes de Setembro, de preferência. Em eleições limpas, participadas e justas.
Há um problema no meio disto, que é o futuro da relação com Israel e EUA, mas isso não está no cerne da urgência de mudança exigido pelo povo egípcio, a julgar pelos múltiplos indícios difundidos pelos media, incluindo os árabes. Que o cinismo não vingue: não se misturem as coisas.
Tudo o resto, «caos», «poder na rua», é conversa bota-de-elástico. E para bota-de-elástico basta o Mubarak. By the way, onde pára o cromo?
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Daniel Melo
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Labels: caos, conservadorismo, democratização, Egipto, revolução
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Daniel Melo
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Labels: citações, conservadorismo, Discriminação sexual, João César das Neves
Fosse ele o 'sumo' e decerto haveria mais esperança, pelo menos: «Carta aberta de Hans Kung aos bispos de todo o mundo».
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Daniel Melo
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22:43
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Labels: conservadorismo, debate, Igreja católica
nb: via 5Dias.
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Daniel Melo
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Labels: conservadorismo, política financeira, redistribuição, regulação, Vítor Constâncio
Um empate queirosiano obrigaria a invocar Fradique Mendes com uma pitada fatalista do género «O português não tem o impulso matador do seu vizinho ibérico». Mas não, é demasiado óbvio, rebobinemos. Deixemos o século XIX para outros escribas e fiquemo-nos despretensiosamente pelos tempos coevos.
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Daniel Melo
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22:10
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Labels: Carlos Queirós, cartoon, cartoonista GoRRo, conservadorismo, futebol, humor, nacionalismo, Portugal