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domingo, 28 de agosto de 2011

À descoberta do arinto (para o Sérgio)

Não é fácil topar o vinho pretendido quando se procura uma casta em particular, isto em Portugal e Espanha, que noutros países não sei o que se passa. A maior parte das empresas não identifica as castas, ou as percentagens, ou então há pouca informação na imprensa especializada sobre os chamados vinhos varietais ou monocastas.
Tudo isto a propósito duma casta bem portuguesa, a Arinto, que apesar da sua distribuição nacional, é pouca usada de modo isolado. Ainda assim, algumas casas apostaram neste tipo de uva branca bem seca, cítrica e mineral. Além das que refiro nestes 2 posts de 2007, destaque ainda para o Quinta da Murta (Bucelas), Casa de Paços Reserva (Porto), o Grand'Art (Estremadura) e o Quinta do Avelar (Bucelas). Aproveito para ressalvar que o Quinta da Murta corrente é agora distribuído pelo Pão de Açucar, o reserva surgindo noutros pontos.
Dizer ainda que a Região Demarcada de Bucelas, hoje em dia o espaço por excelência dos arintos, fez recentemente 100 anos e teve uma mostra específica em espaço público (vd. imagem ao lado).
Misturada com outras castas há uma infinidade de arintos. Mas para quem quer apenas ter uma ideia do que há esta é já uma boa ajuda.

domingo, 2 de setembro de 2007

O nosso contributo para a redução do défice...

É uma das melhores empresas públicas cá do burgo, e ainda por cima dá sempre lucro, mas é (ainda) pouco conhecida. Falo-vos da Companhia das Lezírias, situada no Ribatejo, entre Benavente e Alcochete, próximo da Reserva Natural do Estuário do Tejo (rezemos para que não se lembrem de fazer lá a pista dos boeings..). Além de prados floridos e toda a ambiência campina, têm uma óptima gama de vinhos, tanto tintos como brancos. Para hoje ficam as novidades, 2 brancos varietais: Arinto e Fernão Pires, castas de que já aqui falámos em nota anterior. O primeiro "é uma estreia" para a CL, com 4 mil garrafas já aí disponíveis (a 5,6€ no ECI). O segundo é uma casta que a CL já conhece de algibeira e com êxito, daí apostar num up-grade, comercializando 7 mil garrafas (a 4€ cada; +info aqui). O Arinto irá ser provado amanhã, ah pois é. Com a vantagem de assim ajudarmos a reduzir o défice, ah pois é.
Já que estamos em maré de provas, também lançámos isco num vinho verde assim mais refinado, com notas a ananás e manga, o premiado Reguengo de Melgaço, também ele de cara lavada em 2006 (c.9€ no ECI). De facto, a garrafa é uma beleza, ora vejam a imagem ao lado.
Entretanto, provou-se um branco suave da Bairrada, o Blaudus (VQPRD, colheita de 2006, a 4,65€ no ECI), combinando as castas Arinto, Bical e Maria Gomes, estas duas últimas conhecidos ex-libris daquela região. Gostei, até porque aguentou a comparação com o Prova Régia deste ano, que está de facto um espanto, com o sabor a fruta cítrica e tropical a combinar magnificamente com um toque mineral.
Enfim, a culpa é do calorzito que resolveu dar um arzinho da sua graça, o malandreco...

domingo, 29 de julho de 2007

Para refrescar na canícula, um bom vinho branco Arinto

Em plena canícula, acompanhar marisco ou peixe grelhado com vinho tinto é um quanto suado, para não dizer inapropriado. É como aquela rábula antiga do restaurador Olex. Não dá mesmo.
Por isso, nada melhor que um vinho branco bem fresquinho (ou um espumante). Já falámos aqui dos vinhos brancos verdes, agora é a altura dum bom vinho branco com o máximo de frescura. Um dos que melhor encaixa neste perfil são os da casta Arinto. São vinhos brancos muito secos, frutados e cítricos.
Têm uma região especial só para eles, Bucelas, mesmo às portas da capital, embora sejam feitos um pouco por todo o país. Dos que conheço, recomendo, à cabeça, o Bucellas Arinto (Caves Velhas, c.6€) e o Prova Régia (Qt.ª da Romeira, c.5€). Outro excelente é o Vinha da Defesa, ainda que misturado com Antão Vaz e Roupeiro (Herdade do Esporão, c.7€; nos vinhos de lote, há a bom preço, c.5€, outro Caves Velhas, o Bucellas, que combina o Arinto com as castas Esgana Cão e Rabo de Ovelha). Para quem gosta de reservas há o Morgado de St.ª Catherina (onde ressalta muito a madeira, c.9€). A preços acessíveis há ainda que contar com o Quinta da Murta (distribuído pela cadeia Pingo Doce, c.4€).
Nos vinhos de colheita tardia feitos com Arinto tem que se destacar o Chão do Prado. Quem quiser pode visitar esta belíssima propriedade por alturas da Festa da Vindima, ou durante o ano, basta marcar reserva no seu restaurante, incorporado numa antiga casa rústica de apoio, entretanto recuperada.
Uma novidade recente é a feitura de vinhos espumantes com esta casta, uma boa experiência, recomenda-se vivamente a sua prova.
Nb: a 1.ª imagem é retirada daqui.; a 2.ª vem daqui.