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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Umberto Eco sobre José Saramago

O El País publica hoje o prólogo de Umberto Eco à edição italiana de O Caderno, de José Saramago, livro que reúne textos publicados no blogue do prémio Nobel português. No prólogo, Eco interroga-se acerca das relações entre o comentário de actualidade nos blogues e jornais e o trabalho de quem escreve romances, sem deixar de se auto-interrogar, pois também ele pratica os dois tipos de escrita. E esboça nas entrelinhas um diálogo entre Saramago e Ratzinger acerca de Deus e da sua presença ou ausência na violência humana. A ler aqui.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Feira do livro

Para não repetir, leiam aqui. É que a minha opinião é a mesma e o Eduardo Pitta escreve melhor.

Parabéns


O blog que todos temos nos favoritos faz hoje dois anos.

Muitos parabéns às founding mothers e à prodigal offspring!

Na imagem vemos a Shyza a soprar as velas (deveriam ser apenas duas velas, mas o Peão resolveu colocar lá uma panóplia sabendo de antemão do portentoso fôlego da aniversariante)

domingo, 6 de abril de 2008

Labirinto de máscaras

No blog Provas de Contacto, João Lisboa escreveu um post fantástico sobre o mais recente filme de Todd Haynes, I'm Not There.

domingo, 2 de março de 2008

Os soldados não gostam de planícies VI

Tenho pena que o João Lopes não tenha gostado suficientemente do filme No Country for old men e não o tenha inserido na magnífica série de posts com o título Paisagens americanas no blog Sound +Vision.
Eis o que João Lopes diz do mais recente e portentoso filme de Paul Thomas Anderson: "O espaço do Oeste, ou melhor, do western americano é, por definição, uma paisagem de vocação redentora — o campo (no sentido paisagístico, mas também cinematográfico) abre-se à sua própria exploração (económica e simbólica) e o homem nele encontra a sua identidade, tendencialmente a identidade do seu colectivo. There Will Be Blood/Haverá Sangue é um herdeiro directo dessa mitologia."
Penso que as mesmas palavras se poderiam aplicar a No Country for old men. Vejamos:
Moss: I'm fixin to do somethin dumbern hell but I'm goin anyways. ...If I don't come back tell Mother I love her.
Carla Jean: Your mother's dead, Llewelyn.
Moss: Well than I'll tell her myself.
A paisagem do espaço do Oeste americano, é também neste filme uma paisagem de vocação redentora, por mais dumbern hell que seja... He goes anyways..
No espaço da fronteira, real e mitológica, também Llewelyn Moss encontra a sua identidade e a do seu colectivo, ele é o sobrevivente morto, mais uma vez, por mais dumbern hell que seja (é o lado tarantinesco do filme):
Moss: No sir. I'm a veteran.
Official: Nam?
Moss: Yes sir. Two tours. (...) Twelfth Infantry Battalion. August seventh nineteen and sixty-six to July second nineteen and sixty-eight. The official stares at him, chewing, sour.
Official: Wilson!
Guard: Yessir.
Official: Get someone to help this man. He needs to get into town.
Adenda: A nomeação de Josh Brolin para melhor actor era mais que merecida (já para não falar da nomeação de Tommy Lee Jones, por este filme).

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fait divers III

O blog A cavalo no diabo fez o melhor post da blogosfera sobre a red carpet dos óscares.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A ler

Emigrar para a Grécia, no Linha dos Nodos.

Há blogues lindos

Neste início de ano atarefado de mais para ser verdade, vou-me descontraíndo no Sapal, blogue de duas meninas giras. A Ju escreve sobre assuntos vários de forma sofisticada e inteligente. A Fili escreve sobre a vida e sobre cinema com uma paixão e ternura tão grandes que transbordam em cada frase, cada palavra, cada imagem. E quem escreve inteligentemente assim até faz doer cá dentro.
Ando a ver seguidamente muitos filmes do Sirk..

domingo, 11 de novembro de 2007

89º aniversário sobre o armistício

O Fernando Martins tem um excelente texto no seu blogue, O Desconcertante, sobre a I Guerra Mundial.
V. texto do Zèd A Memória de Verdun (ou os soldados não gostam de planícies III)

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Sem mais

É uma pena ver as piores expectativas confirmadas, mas nem posso dizer que me espanto (neste blog até já se defendeu a censura). Depois da participação na tentativa de queimar Sócrates com a UnI, depois da descarada desculpabilização do comportamento no 25 de Abril das brigadas juvenis do BE, e sintomaticamente depois de o Hugo sair e de Daniel Oliveira elogiar o Peão, a «análise» ao resultado da eleição de ontem nem espanta. Pena ter sido Daniel Melo, que me convidou para aqui escrever (e vejo hoje como as minhas resistências se justificavam), sempre podia ter sido Renato Carmo, tão rápido ele foi a anunciar mais uma derrota de Sócrates através de uma foto de Helena Roseta (tudo sem partidarizar, claro).
A vitória de António Costa, ontem, não foi apenas completa (o PS ganhou em todas as freguesias, o que deve dar algo para pensar quer à oposição quer à AM). Foi também uma derrota completa para todos os outros. Perderam para o único candidato que queria (e tinha legitimidade para tanto) colocar as contas em ordem, tal como o governo tem feito no país. Perderam depois das sucessivas insinuações e boatos torpes à Direita e à Esquerda (neste particular, a questão em torno de Júdice parece grave e foi mal conduzida). Perderam em percentagem de votos mesmo quando mantiveram o mesmo número de vereadores. Sim, o PS, na altura mais complicada da sua governação nacional, foi o único partido a crescer, em percentagem e em vereadores, sozinho, com uma abstenção gigante e uma cisão - a grande democrata Roseta, que depois de fazer campanha contra o partido pelo qual qual quis ser nomeada pelo chefe, já anuncia estar à disposição.
Estão, aliás, todos à disposição. Jerónimo, com a CDU a ser a quinta mais votada, anuncia a grande derrota do PS e a CDU como a terceira força política da capital, mas Ruben lá negociará pontualmente. Tal como Roseta, claro, e os «socialistas de esquerda» do Bloco (mais uma pérola do Chico). A desvergonha que todos exibem nada deve à do vereador Carmona. Mas António Costa tem ideias próprias, uma equipa escolhida por ele (há quanto tempo o PS Lisboa e o seu tenebroso aparelho desapareceram das notícias?) e a experiência necessária para aturar a retórica dos «vencedores» de ontem. Sócrates, por seu turno, nem se deu a trabalho de falar, ficou a assistir…
Eu, que assisti a esta campanha à distância e nada tenho a mudar ao que escrevi no Esplanar há já bastante tempo, já não tenho disposição para aturar esta sistemática, completa, despudorada, irresponsável falta de honestidade intelectual – e moral. Adeus.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Metabloguismo

No Abrupto, ontem:
"Agora que os blogues começam a sentar-se no banco dos réus, o que é normal em si mesmo porque a lei não pode ficar à porta da Rede se nela se cometerem crimes, independentemente do juízo que se possa ter sobre os casos da actualidade, há uma coisa que me parece indefensável: que o autor ou autores de um blogue não sejam responsáveis pelos comentários que publicam, anónimos ou não, caso as suas caixas de comentários sejam totalmente abertas. Por isso, os blogues que acham que lá por porem uma salva de prata, ou um prato de barro, em cima de um monte de lixo, podem ser vistos apenas pela prata ou pelo barro, enganam-se. O lixo dos comentários, tantas vezes puramente calunioso, está lá, à vista de todos e não serve nenhuma liberdade, nem nenhuma opinião "anti-sistema", muito menos o "povo" ou a democracia. Bem pelo contrário, serve quase sempre o pior dos sistemas, a mesquinhice da aldeia, a claustrofobia do boato e da insinuação, o crime da calúnia. Depois não se queixem."
De que caso fala ele, sabem?
Como ja' a semana passada, nada disto e' novo e, apesar do tom, o JPP tem linkado e ate' escrito muita coisa distorcida, caluniosa e canalha que facilmente lhe poderia cair em cima; por isso o que me interessa e' aquilo a que ele faz referencia.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

It takes all kinds

Ha' textos que nem se percebe bem o que pretendem (mas nao partidarizemos!).
Ha' outros, como o de JMF sobre a inquisidora do ME, de que ali em baixa se fala, que se percebem demasiado bem - e ainda revelam a falta do uso de espelhos (o narcisismo dispensa-os, decerto).
Mas o que melhor se percebe sao certas omissoes (ja' escrevi um post com esse titulo e as reaccoes foram elucidativas, alias): depois de uma vista de olhos por alguns dos blogs mais activos sobre as questoes palestiniana e libanesa no ano passado, nao espanta ver o silencio dos que indicavam Arafat como a causa de todos os males e a genialidade da estrategia de Bush para forcar eleicoes na Palestina; nem o desinteresse demonstrado pelos teoricos da conspiracao e indignados a tempo inteiro de ontem perante a autodestruicao da Palestina e do Libano 'as maos de terroristas apoiados por estados ditatoriais da zona.
Ser faccioso deve ser delicioso, a avaliar pela quantidade de gente que pratica o genero.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Babyji

Abha Dawesar é uma escritora indiana que vive em Paris (creio). Estou a ler uma obra intitulada babyji, comprada na feira do livro, e que saiu há pouco tempo traduzida. Estou a gostar muito do livro, da narração de uma adolescente, que faz com que o leitor se aperceba que está a ser guiado por uma perspectiva totalmente juvenil. Através da personagem principal, entramos no vasto mundo da trama. Vemos o que ela nos mostra, sendo que ela se pauta por uma avidez de mostrar, de conhecer, de viver e de amar.
Abha Dawesar esteve em Lisboa em Março a promover este seu livro. Além disso, ela tem um blog, no qual fala de Lisboa.

domingo, 3 de junho de 2007

Womenage A Trois

Aqui um excelente post da FuckItAll . E já agora, parabéns aos 3: à FuckItAll , à Shyznogud e ao

Cenas Obscenas pelo excelente blog que escrevem, sem qualquer tipo de pretenciosismo. Auguri

quarta-feira, 23 de maio de 2007

links

http://ceposdos90.blogspot.com; http://kronikasvinicolas.blogspot.com; http://lishbuna.blogspot.com; http://androideparanoide.blogspot.com;
http://azeite-azia.blogspot.com;

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Blogosfera da semana

Através do blog do Francisco, descobri dois excelentes blogs: Pastoral Portuguesa de Rogério Casanova e o umblogsobrekleist do Alexandre. No Blog do Rogério li dois posts deliciosos, aqui e aqui. Vou passar a acompanhar estes assiduamente sempre que possa, porque não tenho tempo para ler a blogosfera de uma ponta à outra.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Outros locais

Blogs que ando a ler recentemente, alguns linkados aqui em posts, mas não incluídos na barra lateral. E, pelo que já li, até mereciam.
http://kropotkine.blogspot.com, http://ainfelicidadeaoalcancedetodos.blogspot.com, http://blogoexisto.blogspot.com, http://meuserevaporei.blogspot.com.
Outros que já conheço há mais tempo: http://oacossado.blogspot.com, http://floresta-do-sul.blogspot.com, http://tristes-topicos.blogspot.com, http://psisalpicos.blogspot.com
Se os links não funcionarem a inépcia terá sido minha, não desistam.