«Amigos do MNA avançam com acção popular contra mudança», por Alexandra Prado Coelho
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O patinho feio da política museológica não se dá por vencido
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Daniel Melo
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Museu de Portimão eleito melhor museu europeu do ano
Os pontos fortes deste museu idealizado em finais de 1980 foram a relevância do tema (a mostra permanente, «Portimão: território e identidade», aborda a interacção entre população e meio ambiente durante 5 milénios), o programa educativo em prol da comunidade local e o lugar especial concedido à arqueologia subaquática.
Com efeito, este museu instalado na recuperada fábrica de conservas de sardinhas Feu Hermanos (na imagem) apresenta uma extensa colectânea de apetrechos recuperados do fundo do rio Arade (ap. nota do município local).
O Museu de Portimão, integrado na Rede Portuguesa de Museus desde 2001, tem direito a exibir durante um ano o prémio oficial representado nesta estatueta de bronze «La femme aux beaux seins», do artista espanhol Joan Miró. Este prémio é atribuído desde 1977, e Portugal só tinha recebido outro prémio destes em 1990, para o Museu da Água, da EPAL (vd. historial).
Mais inf. nesta reportagem da SIC e em artigo do n.º 1 da revista Museologia.
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Museóloga Adília Alarcão contra saída do Museu de Arqueologia dos Jerónimos (e que tal parar para repensar?)
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domingo, 18 de abril de 2010
Lisboa antiga também passa por aqui
Parabéns pela iniciativa! Eu só acrescentaria que a tal reabilitação devia passar também por recuperarem a Qt.ª de N.ª Sr.ª da Paz e por aí acolherem um museu do Brinquedo e da Criança, o qual também serviria de chamariz para atrair mais público para os pouco divulgados museus do Teatro e do Traje. Como já escrevi vários posts sobre o assunto remeto os interessados em mais detalhes para a etiqueta «Propostas por Lisboa».
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
A dança dos museus e os espaços do poder
«Novo Museu dos Descobrimentos vai para o espaço do Museu de Arqueologia»
PS: sobre esta polémica vd. os seguintes posts do Peão: «Prova dos nove», «A passerelle do centralismo», «Basta de trapalhadas: quem quer o novo Museu dos Coches?»; «Novas sobre a polémica das mudanças nos museus de Arqueologia e dos Coches»; «Ainda se vai a tempo de evitar um gasto deslocado, ainda por cima para mal dum sector tão carenciado como é o da cultura».
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terça-feira, 30 de março de 2010
Prova dos nove
«Petição online quer avaliação de segurança da Cordoaria para acolher Museu de Arqueologia»
ADENDA: site da petição «EM DEFESA [D]O MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA», promovida pela Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus; site do Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia, que divulga a iniciativa.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Novas formas de contar a história de Lisboa
O fulcro da mostra é quase um «ovo de Colombo»: apresentação de 20 personagens de Lisboa caricaturados por João Fazenda, com um subtítulo (regra geral, a alcunha) e um conjunto de peças diversificadas directamente ou indirectamente atinentes, desde artefactos arqueológicos, loiça, fotos, etc. (videozinho promocional aqui). A Sofia já aqui tinha chamado a atenção, mas vale a pena insistir.
Além desse núcleo, a mostra incluiria ainda a exibição dum filme de Abílio Leitão, «com imagens actuais dos locais da cidade que estão associados a cada um dos 20 personagens». O problema é que, ontem (e noutros dias) não estava a ser exibido, nem mesmo a pedido dos visitantes e sem que nenhuma explicação tenha sido avançada.
O Museu da Cidade era uma das coisas mais tristes do país, parado no tempo, pequeno, e tudo o que a Sofia já aqui desvelara, para nossa vergonha... Este evento prova como pequenas ideias podem ajudar a mudar as coisas, a tirar o pó à mobília, e logo as pessoas aderem: isso mesmo o atesta a significativa audiência para o pouco tempo e a pouca publicidade feita (10 mil visitantes até recentemente). E nem é preciso ter mega-espaços (isto dito, ainda assim o museu precisa de mais espaço, um outro pólo, p.e.). A este propósito, seria bom que, após fecho da mostra e caso não fosse possível incorporar a mostra na colecção permanente, incluissem uma sua versão video em tela numa das salas do museu. Seria a melhor forma de o honrar e de dar um sinal no caminho da sua necessária renovação. Também nesse sentido vai a instalação duma colecção de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro no jardim do museu e que a Sofia também elogiou há uns dias atrás. E as exposições temporárias, claro.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
E façam o favor de serem felizes
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Museus transferidos para os municípios
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Da enciclopédia ao museu?
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sábado, 20 de junho de 2009
O futuro dum Museu de Arte Popular
Aliás, se mais nada ilustrasse, este caso é, lamentavelmente, um novo comprovativo da ausência de estratégia patrimonial por parte deste governo. Isto incluí a relevante vertente museológica.
Como o Estado central faz figura de «corpo presente», um movimento da sociedade civil forçou aquilo que deveria ser um pressuposto básico inicial: a existência dum debate público alargado, crítico, claro e informado. Esse movimento lançou esta petição e este blogue. Hoje fará uma apresentação pública das suas ideias junto ao Museu de Arte Popular, em Belém, defronte ao CCB do lado do rio (e da ferrovia), pelas 16h. Esse colóquio público contará com as intervenções de Raquel Henriques da Silva, João Leal, Rui Afonso Santos, Vera Marques Alves, Alexandre Pomar, Catarina Portas, Joana Vasconcelos, Rosa Pomar, entre outros.
Para não parecer que o Estado é monolítico, convém dizer que a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta moção apelando à defesa do MAP por parte do órgão executivo municipal.
Nb: imagem da fachada do MAP, foto de Mário Novais. Vd. também este mural de Tom e Manuel Lapa para a sala de Entre-Douro-e-Minho do MAP.
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terça-feira, 31 de março de 2009
A passerelle do centralismo
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Basta de trapalhadas: quem quer o novo Museu dos Coches?
Há 7 dias atrás, uma delegação da PP-CULT e da FCL entregou uma carta ao primeiro-ministro português questionando a necessidade de construir o novo museu ("que não constitui de modo nenhum prioridade da política museológica nacional") e criticando as demolições intempestivas iniciadas nas instalações da Av.ª da Índia, onde ainda se encontram funcionários, arquivos e colecções ligados à arqueologia.
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sábado, 7 de março de 2009
A vida dos postais ilustrados na vida da comunidade
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Novas sobre a polémica das mudanças nos museus de Arqueologia e dos Coches
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ainda se vai a tempo de evitar um gasto deslocado, ainda por cima para mal dum sector tão carenciado como é o da cultura
A petição confirma-nos o nível de soberba dos governos portugueses, que insistem em tomar decisões importantes sem prévia audição dos actores institucionais e sociais ligados às áreas em apreço, sem debate público e ao arrepio de qualquer lógica racional ou estratégica para essas mesmas áreas. Tudo se resume a obras de regime, mais betão (a obsessão com o novo é já patológica), propaganda e 'iluminismo' impante, quais Pombais de hoje.
A petição é promovida pelo Fórum Cidadania Lisboa. Dada a sua relevância, e porque a questão é complexa (sim, o governo ligou o complicador e misturou alhos com bugalhos, tudo sem estudos, ou pior, contrariando estudos técnicos anteriores), transcrevo-a integralmente:
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva
Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama
Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.
O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.
O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.
Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;
Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização;
Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);
Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;
Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sediados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
O galo de Barcelos e outras histórias...
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Tudo isto é fado
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Legendagem
A grande novidade aqui, pelo menos para mim, eram mesmo as legendas que remetiam directamente para o título Olhares cruzados..., ou seja, algumas peças tinham a explicação de uma historiadora da Arte (Inês Fialho Brandão), de um historiador (Rui Santos), de um arqueólogo (Cláudio Torres) e de um imã (Sheik David Munir), cada um, consoante os casos, com direito a um parágrafo de cor diferente.
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Anónimo
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segunda-feira, 5 de março de 2007
Museus de Cera
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Anónimo
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