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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sem a Bíblia, a cruz e “Deus humilde” o socialista Francisco Javier “Patxi” López começa a governar (com a direita, diga-se) o País Basco

Patxi López assumiu hoje a presidência do País Basco. A cerimônia histórica aconteceu em Gernika, onde o socialista prestou juramento pela primeira vez sem a presença dos tradicionais símbolos religiosos: a cruz e a Bíblia.

De fora também ficou a frase “perante Deus humilde”, que até então fazia parte dos juramentos dos “lehendakaris” (presidentes) anteriores. Colocando a sua mão sobre um exemplar do Estatuto Autonômico do País Basco e a Constituição Espanhola, Patxi deu um tom totalmente laico e monárquico à sua posse.

“Assumo o cargo de “lehendakari” do governo do País Basco (...) e prometo cumprir todas as obrigações de meu cargo, com lealdade à Coroa, ao Estatuto Autonômico de Gernika e às demais leis vigentes”. Foi com estas palavras, primeiro em basco e depois em castelhano, que Patxi López tomou posse, na Casa de Juntas de Gernika. Mais.


terça-feira, 5 de maio de 2009

Zapatero e Rajoy celebram bodas no País Basco

amor_30 O socialista Patxi López foi eleito hoje novo “lehendakari” (presidente) do País Basco com a ajuda da direita nacional espanhola. Assim, consuma-se o casamento entre Rajoy e Zapatero, que também anda aos beijinhos e abraços com Durão Barroso. Com todo o respeito às profissionais do sexo, isto já é uma putaria no pior sentido da palavra. Boas núpcias, cabrões. Aqui, o que disse Patxi "Pinóquio" Lópes antes das eleições bascas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Un matrimonio para joder Euskadi? (hehehehe)

zapatero-y-rajoyDepois dos besitos, PP e PSE selam definitivamente o casamento pra governar o País Basco. Este é o tipo de união conjugal onde o jodido é um terceiro. Não preciso dizer quem, não é verdade!? Mais aqui e aqui.

PS: Parece-me que o Pinóquio é o maior inspirador de alguns socialistas europeus. Veja o que disse o líder do PSE, Patxi López, antes das eleições bascas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Socialistas e populares aos besitos em Euskadi. É inacreditável!

beijos Ibarretxe: "se hace difícil" que socialistas y 'populares' "se estén dando besos todos los días aquí en Euskadi y que estén a tortas en España". É. Eu também jamais poderia imaginar um acordo político entre PSOE e PP. Mas o que está a acontecer no País Basco poderá servir de laboratório para uma futura aproximação entre Zapatero e Rajoy no parlamento espanhol. Vamos aguardar pra ver até onde vão os tais besitos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

UPyD não será mais o fiel da balança em Euskadi

elei bascas A contagem dos votos do exterior deu hoje aos socialistas bascos mais um mandato, o 25º, nas eleições do último domingo, em detrimento do EA (Eusko Alkartasuna) que fica com apenas um parlamentar. Agora pra governar, o PSE (Partido Socialista de Euskadi) precisa somente do apoio do PP (Partido Popular), que juntos somam maioria absoluta com 38 cadeiras. Assim, o partido de Rosa Díez (UPyD – União Progresso e Democracia) deixa de ser o fiel da balança. Mais.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Reviravolta histórica no País Basco. Já em Galícia, direita volta ao poder.

el mundoi Para maiores informações, clique aqui (castelhano) e aqui (português)

As eleições realizadas neste domingo na Galícia e no País Basco trouxeram mudança políticas para ambas as comunidades autônomas espanholas. No País Basco, o socialista Patxi López deverá ser o “lehendakari” (presidente) com o apoio do direitista PP (Partido Popular) e do UPD (União Progresso e Democracia), pondo fim assim aos quase 30 anos de hegemonia do PNV (Partido Nacionalista Basco), que apesar da vitória não terá condições de formar uma base que lhe garanta a governabilidade. Já em Galícia, PP, de Alberto Núñez Feijóo, se recuperou da derrota sofrida há 4 anos e governará com maioria absoluta.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Eusko Alderdi Jeltzalea descarta referendo e fala em acordo com ZP

O Partido Nacionalista Vasco (PNV) ou Eusko Alderdi Jeltzalea (EAJ) – de centro-direita , no podermais de 25 anos -, quer trocar um possível apoio ao PSOE no Parlamento espanhol por mais autonomia do País Basco (Euskal Herria). Foi o que afirmou ontem , Iñigo Urkullu (presidente do partido), em discurso dirigido aos militantes partidários de Bilbao, nas comemorações do dia da Pátria Basca (Aberri Eguna). Com essa postura, Urkullu abre uma alternativa ao desafiador “mapa do caminho” proposto pelo lehendakari (presidente do governo basco) Juan José Ibarretxe, mas que foi de pronto rechaçado por Zapatero por considerá-lo "ilegal".

Acredito que esta mudança de rota do PNV/EAJ é consequência da derrota dos nacionalistas no 9-M. Vejamos, pois: no País Basco os socialistas conseguiram 38% dos votos, venceram nas três províncias (Álava, Guipúzcoa e Vizcaya) e obtiveram o seu melhor resultado desde 1993. O PP também teve um relativo crescimento na região e chegou a somar 19 % do eleitorado. Por sua vez, o PNV/EAJ perdeu 28 % de votos. Ou seja, ficou com um pouco mais de 300 mil eleitores, o que resultou numa perda de 118 mil em comparação às eleições gerais de 2004. Deduz-se assim, portanto, que tal mudança de postura do PNV/EAJ se deu devido a uma estratégia política adotada de última hora para tentar se recuperar destas “baixas além de querer reconquistar o eleitorado nacionalista moderado nas próximas eleições autonómicas, marcadas para abril de 2009.

O movimento nacionalista também reivindica que se inclua no mapa do País Basco a Comunidade Autônoma de Navarra e três departamentos da França. Entretanto, Navarra (Naforra) poderá vir a se tornar uma imensa pedra no caminho dos nacionalistas. Com aproximadamente 600 mil habitantes, ameaça se separar do País Basco caso haja qualquer ruptura constitucional e estatutária (em referência ao acordo assinado em 1979 e que ligou a província ao País Basco), como está previsto no Plano Ibarretxe”, que estabelece uma “consulta à sociedade basca”, em outubro próximo, como primeira etapa para se colocar em prática um referendo de secessão em 2010.

Como se , o Euskal Herria também não está livre de uma possível ameaça separatista no futuro. Tais fatores somados, com certeza, fizeram com que os dirigentes do PNV/EAJ mudassem o tom do discurso e adotassem a via "diplomática" em busca de novas negociações com o governo central. Obviamente, o objetivo final é o autogoverno Euskadi, mas esta também é a melhor forma de se ganhar tempo e mostrar ao eleitor moderado a pré-disposição do partido em encontrar uma solução negociada para o impasse criado pela imposição do referendo.