Mais prevenção?
Os médicos americanos continuam a estudar e a debater as causas das crises pancreáticas. Deviam prestar mais atenção aos endocrinologistas portugueses. Vital Alegre, José Moreira e Manuel Sócrates já sabem a resposta. A "culpa" é da falta de vigilância médica e de cuidados preventivos. Falta de vigilância médica e cuidados preventivos? Mas então para que servem os hospitais centrais, as autoridades da Ordem dos Médicos, os tratados de medicina, os ministros das Saúde, os parlamentos e as serviços públicos? Não existem pacientes mais vigiados do que os pacientes com crises do pâncreas. E, no entanto, para os endocrinologistas a vigilância e a prevenção nunca são suficientes. Porquê?
A insulina está dispersa por todo o organismo. Cada orgão conhece a sua própria situação metabólica, mas desconhece os detalhes da situação metabólica dos restantes orgãos. O Pâncreas permite que a informação circule entre os diferentes orgãos através dos níveis de insulina que circulam no sangue. Níveis baixos sinalizam escassez de açucar e estimulam o metabolismo, níveis altos sinalizam excesso de glucose e levam à redução do mebolismo. Este mecanismo de comunicação de informação através dos níveis de insulina regula o organismo mesmo quando não existe um regulador medicamentoso.
O endocrinologista desconhece os detalhes da situação metabólica de todos os orgãos. Mesmo assim, tenta condicionar a acção livre desses orgãos. A vigilância e prevenção são sempre insuficientes porque as correcções nos cuidados de saúde, em particular na alimentação, deturpam o mecanismo de comunicação através da insulina. Os níveis de insulina passam a transmitir informação falsa. Os orgãos são convencidos pelos níveis de insulina de que existe uma baixa do metabolismo onde na realidade existe um aumento e são convencidos de que existe elevado metabolismo em orgãos onde não existe. Quanto mais a vigilância médica e prevenção interferirem com a liberdade insulínica, pior será o funcionamento dos diferentes orgãos. Os endocrinologistas terão sempre a mesma receita: mais vigilância, mais prevenção.
P.S. - Este post pretende plagiar a mais recente crónica de João Miranda no DN, qualquer diferença entre o post e o original é pura distracção, ou erro de edição, aos quais o Peão é completamente alheio. Pelos eventuais lapsos desde já as nossas desculpas.
Os médicos americanos continuam a estudar e a debater as causas das crises pancreáticas. Deviam prestar mais atenção aos endocrinologistas portugueses. Vital Alegre, José Moreira e Manuel Sócrates já sabem a resposta. A "culpa" é da falta de vigilância médica e de cuidados preventivos. Falta de vigilância médica e cuidados preventivos? Mas então para que servem os hospitais centrais, as autoridades da Ordem dos Médicos, os tratados de medicina, os ministros das Saúde, os parlamentos e as serviços públicos? Não existem pacientes mais vigiados do que os pacientes com crises do pâncreas. E, no entanto, para os endocrinologistas a vigilância e a prevenção nunca são suficientes. Porquê?
A insulina está dispersa por todo o organismo. Cada orgão conhece a sua própria situação metabólica, mas desconhece os detalhes da situação metabólica dos restantes orgãos. O Pâncreas permite que a informação circule entre os diferentes orgãos através dos níveis de insulina que circulam no sangue. Níveis baixos sinalizam escassez de açucar e estimulam o metabolismo, níveis altos sinalizam excesso de glucose e levam à redução do mebolismo. Este mecanismo de comunicação de informação através dos níveis de insulina regula o organismo mesmo quando não existe um regulador medicamentoso.
O endocrinologista desconhece os detalhes da situação metabólica de todos os orgãos. Mesmo assim, tenta condicionar a acção livre desses orgãos. A vigilância e prevenção são sempre insuficientes porque as correcções nos cuidados de saúde, em particular na alimentação, deturpam o mecanismo de comunicação através da insulina. Os níveis de insulina passam a transmitir informação falsa. Os orgãos são convencidos pelos níveis de insulina de que existe uma baixa do metabolismo onde na realidade existe um aumento e são convencidos de que existe elevado metabolismo em orgãos onde não existe. Quanto mais a vigilância médica e prevenção interferirem com a liberdade insulínica, pior será o funcionamento dos diferentes orgãos. Os endocrinologistas terão sempre a mesma receita: mais vigilância, mais prevenção.
P.S. - Este post pretende plagiar a mais recente crónica de João Miranda no DN, qualquer diferença entre o post e o original é pura distracção, ou erro de edição, aos quais o Peão é completamente alheio. Pelos eventuais lapsos desde já as nossas desculpas.