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sábado, 24 de novembro de 2007

A Ginjinha do futuro (to Sofia with Luv)

Depois de alguma pesquisa, e segundo fontes pouco seguras contactadas pelo Peão, conseguimos apurar que o fecho da Ginjinha do Rossio é afinal temporário. Segundo as mesmas fontes um representante de uma empresa fictícia, com sede fiscal nas ilhas Caimão, prepara-se para investir na economia nacional e a sua prioridade é a aquisição da Ginjinha do Rossio. Este cenário é visto com bons olhos pelo governo, por representar um investimento estrangeiro, e ser um passo na modernização da economia nacional. A dita empresa irá reabrir em breve a Ginginha remodelada e modernizada, conforme às regras da ASAE.
Do plano de restruturação da Ginjinha faz parte o rejuvenescimento dos quadros. Todos os empregados serão jovens, recrutados maioritariamente nos subúribos, receberão como ordenado base o ordenado mínimo nacional, trabalharão por turnos, e com contratos a prazo. Findo o contrato serão substituidos por novos empregados. Ao que consta, está a ser concebido um uniforme para os empregados, que inclui um chapéu de pala, com o objectivo de criar um nova imagem no acolhimento da Ginjinha. Será também instituido o prémio do empregado do mês, para premiar o desempenho dos funcionários. O prémio consite na oferta de uma fotografia do próprio premiado, autografada pelo novo proprietário, e entregue no momento da cessação do contrato a prazo.
A modernização vai trazer a oferta de novos produtos à clientela, procurando atrair novos públicos alvo. Está a ser estudado o lançamento da Ginjinha Light, Ginjinha Sem Alcool e Ginjinha sem Cafeína. O investidor espera a prazo transformar a Ginjinha num franchise e estará a equacionar a aquisição de novas instalações noutros locais turísticos de Lisboa. Aparece como a possibilidade mais forte neste momento uma nova Ginjinha junto ao Mosteiro dos Jerónimos (ao que parece no CCB). Outras hipóteses serão a Baia de Cascais, o centro histórico de Sintra, o centro comercial Colombo ou o Alvaláxia. Uma expansão para o estrangeiro, em caso de sucesso, não está de todo excluída.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Bad news

Para terminar esta segunda-feira tristonha, ou para começar a terça cinzenta, aqui fica a nota saudosa para o encerramento de três «casas» lisboetas: o cinema Quarteto; o cinema King e a Ginjinha do Rossio.
O Quarteto estava a ficar piolhoso, mas é verdade que acompanhou a adolescência de muitos de nós, o King, um viveiro de ácaros, ainda não estudados pelos documentários da 2, mas respresentou o mesmo para a nossa juventude e a Ginjinha, que provavelmente não acompanhou nada, mas que sempre esteve lá. E não vão ser as salas de centros comerciais, agora quase em exclusivo, e o chá verde que poderão substituir estas experiências.