quinta-feira, 31 de março de 2011
Identidades, hibridismos e tropicalismos: leituras pós-coloniais de Gilberto Freyre
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Cláudia Castelo
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Labels: colóquio, Gilberto Freyre
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Gilberto Freyre no Museu da Língua Portuguesa
A mostra apresenta objetos inéditos para o grande público. Trata-se de material de pesquisa utilizado por Freyre para vários de seus livros, como Casa Grande & Senzala , Ordem e Progresso, Açúcar entre outros. Além de documentos pessoais e correspondências trocadas com Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos, Carlos Drummond de Andrade, Florestan Fernandes e Cícero Dias.
Outra novidade e um lado pouco conhecido de Gilberto Freyre é trazido ao público pela primeira vez: o pintor. A mostra reúne 27 quadros de Freyre (óleos em tela e aquarelas), com temáticas variadas, como auto-retratos, religiosidade, cenas familiares e de crianças, sua casa, engenhos e etc. Taí um evento que não se pode perder.
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Sappo
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Labels: Brasil, Gilberto Freyre, Museu da Língua Portuguesa
domingo, 7 de janeiro de 2007
Qual o tempo dos peões que hão-de vir?
A propósito do tempo, Freyre volta a discorrer sobre a excepcionalidade ibérica. No livro O Brasileiro entre os outros Hispanos (Rio de Janeiro, 1975), desenvolve o argumento de que os povos ibéricos teriam um sentido próprio de tempo, mais semelhante ao dos povos orientais e diferente do dos norte-europeus. O tempo como vida e não o tempo como dinheiro («time is money»), bem precioso e escasso. O desprezo pelo tempo cronométrico, pela hora exacta dos britânicos seria característica e virtude dos hispanos. Ao tempo dos negócios, contrapunham o tempo do ócio. Esta atitude em relação ao tempo era marcada pelo mito, pela religião, pelo folclore, o que lhe conferia uma enorme capacidade criadora e criativa. O hispano teria assimilado expressões de uma filosofia de espaço-tempo não-europeu.
«Isto é aquilo que vier a ser» – responde o pintor a Dom Quixote, quando este lhe pergunta o que está a pintar. Esta fórmula, segundo Gilberto Freyre, caracterizaria a maneira de estar dos povos ibéricos, a sua capacidade de improvisação, a sua tendência para procurar novas cores e formas de homens e de culturas. "Dando-se tempo ao tempo, sem pressa e sem cálculo" (1975: 7).
Tudo indica que a maioria dos peões que se propõe participar neste blogue partilha de uma concepção de teeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeempo longo. Resta-me uma curiosidade: Trata-se de pensar longamente antes de cada jogada? Ou de viver intensamente fora do tabuleiro?
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Cláudia Castelo
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08:58
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Labels: Gilberto Freyre, tempo