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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Afinal, também Portugal esteve sob ameaça

«EUA tinham planos para invadir os Açores em 1975», por Nuno Simas.

terça-feira, 3 de março de 2009

Na velha Albion ainda há quem viva nos tempos da Guerra Fria

Há uns tempos atrás, o mundialmente reconhecido historiador britânico Eric Hobsbawm solicitou, através dum procedimento legal, o acesso a documentos relativos a si depositados no Arquivo do MI5. Para espanto geral, foi-lhe recusado esse acesso, aditado com a nota de que «Não deve concluir pela nossa resposta que possuamos ou não qualquer dado pessoal sobre si». O historiador havia feito esta requisição para a revisão da sua autobiografia, Interesting times, livro originalmente saído em 2002, com grande recepção e traduzido para inúmeras línguas.
Nos países de tradição anglo-saxónica, o acesso à documentação de arquivos é muito facilitada, de acordo com os princípios da transparência da administração pública e do livre acesso à documentação por parte de todos os cidadãos.
Para Hobsbawm, que é um dos mais importantes historiadores da actualidade (juntamente com Immanuel Walerstein, Jacques Le Goff ou Carlo Ginzburg, só para referir alguns) e que até fora distinguido com a honra real pelos seus "servíços à nação", esta resposta só pode dever-se ao facto de se querer ocultar quem o delatou às autoridades como comunista, na época da Guerra Fria. No país de Sua Majestade, o «caso Hobsbawm» converteu-se num assunto de interesse nacional, e já chegou ao parlamento.
Para mais desenvolvimentos vd. aqui; recensão crítica ao livro aqui.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Here we go again...

Vai uma Guerra Fria como nos velhos tempos?

segunda-feira, 12 de março de 2007

A redenção pela bomba

O filme "Dr. Strangelove" tem mais de 40 anos, e a Guerra Fria (a velha) acabou há quase 20. Mas hoje no mundo de Bush e Ahmadinejad continua a ser um filme para ver e rever. Fica aqui a cena final, exemplo máximo do magistral cinismo de Kubrick, em que o desencadear da Apocalipse Nuclear permite o milagre e o Dr. Estranhoamor esclama "Mein Führer, I can walk!", enquanto as bombas rebentam ao som de "We'll meet again".


Nota: Para quem quiser (re)ver os 5 minutos que antecedem este "grand finale", uma sequência magnífica - e porque 5 minutos é demasiado na escala de tempo blogosférica - fica aqui o link. No entanto o melhor mesmo é ver o filme todo (over and over again).