Convinha igualmente promover o conhecimento histórico mútuo para uma melhor compreensão dos problemas actuais e para a definição de estratégias efectivas de cooperação, em pé de igualdade.
Ontem, António Pinto Ribeiro escrevia no Público que a imagem global que a Europa tem de África é marcada por 3 preconceitos: a ideia de uma homogeneidade/ausência de diversidade; a ideia de que o "continente negro" é apenas "natureza"; a ideia de que os africanos não se conseguem relacionar com a contemporaneidade.
Hoje, de manhã, Manuel João Ramos lembrou no Rádio Clube que em Portugal há um enorme desconhecimento de uma grande parte de África, de tal maneira que ontem muitos representantes à cimeira não comeram porque, à refeição, lhes foi apresentada carne de porco.
Este desconhecimento não é unilateral; tem dois sentidos. As academias dos países europeus e africanos têm especial responsabilidade de inverter esta situação.
Quatro centros de estudos africanos de universidades portuguesas deram recentemente um importante passo nesse sentido: criaram a Biblioteca Central de Estudos Africanos, numa ala da Biblioteca do ISCTE (Lisboa), com uma colecção generalista e multidisciplinar sobre África, constituída por 15 mil volumes.
Na próxima sexta-feira, às 17.30h, na Culturgest teremos ainda oportunidade de ouvir "A África perante o futuro: que recursos, que capital?", conferência proferida pelo historiador francês de origem congolesa, Elikia M’Bokolo. Seguidamente será lançado o seu livro África Negra – História e Civilizações, do Século XIX aos nossos dias. A apresentação estará a cargo de Alfredo Margarido.