Mostrar mensagens com a etiqueta Cimeira UE-África. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cimeira UE-África. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de dezembro de 2007

Europa-África: desconhecimento mútuo

Decorreu em Lisboa, durante o fim-de-semana, a Cimeira União Europa-África, organizada pela presidência portuguesa da UE. No topo da agenda estão em discussão acordos de parceria económica, embora também se discutam questões de segurança, direitos humanos, mobilidade, educação, ciência e tecnologia. À margem da cimeira oficial, foi organizada uma cimeira alternativa que denunciou os malefícios dos acordos comerciais, a falta de atenção aos direitos humanos (o conflito no Darfur, as ditaduras na Etiópia e no Zimbabwe) e os entraves à imigração.
Convinha igualmente promover o conhecimento histórico mútuo para uma melhor compreensão dos problemas actuais e para a definição de estratégias efectivas de cooperação, em pé de igualdade.
Ontem, António Pinto Ribeiro escrevia no Público que a imagem global que a Europa tem de África é marcada por 3 preconceitos: a ideia de uma homogeneidade/ausência de diversidade; a ideia de que o "continente negro" é apenas "natureza"; a ideia de que os africanos não se conseguem relacionar com a contemporaneidade.
Hoje, de manhã, Manuel João Ramos lembrou no Rádio Clube que em Portugal há um enorme desconhecimento de uma grande parte de África, de tal maneira que ontem muitos representantes à cimeira não comeram porque, à refeição, lhes foi apresentada carne de porco.
Este desconhecimento não é unilateral; tem dois sentidos. As academias dos países europeus e africanos têm especial responsabilidade de inverter esta situação.
Quatro centros de estudos africanos de universidades portuguesas deram recentemente um importante passo nesse sentido: criaram a Biblioteca Central de Estudos Africanos, numa ala da Biblioteca do ISCTE (Lisboa), com uma colecção generalista e multidisciplinar sobre África, constituída por 15 mil volumes.
Na próxima sexta-feira, às 17.30h, na Culturgest teremos ainda oportunidade de ouvir "A África perante o futuro: que recursos, que capital?", conferência proferida pelo historiador francês de origem congolesa, Elikia M’Bokolo. Seguidamente será lançado o seu livro África Negra – História e Civilizações, do Século XIX aos nossos dias. A apresentação estará a cargo de Alfredo Margarido.

domingo, 16 de setembro de 2007

Darfur: temos que fazer barulho

O dia 16 de Setembro foi escolhido, a nível internacional, como o dia de acção global pelo Darfur.
Apesar da aprovação da Resolução 1769 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, autorizando o destacamento das forças de manutenção de paz, continuam os ataques à população civil no Darfur. Até que parem os ataques e que as forças de manutenção de paz sejam efectivamente colocadas no terreno, a comunidade internacional tem que manter o assunto na ordem do dia.
Hoje, a Campanha Por Darfur convida-nos a todos para uma concentração no largo do Camões, em Lisboa, a partir das 18 horas, “Façam barulho e não desviem o olhar: salvem o Darfur!”, para chamar a atenção dos governantes que não devem desviar os olhos do que se está a passar no Darfur. No local podemos subscrever uma petição à Presidência da União Europeia, apelando para a inclusão da situação no Darfur na agenda da Cimeira UE-África. A Amnistia Internacional está também a promover uma petição sobre a entrada das forças de manutenção de paz das Nações Unidas no Darfur. [Informação retirada daqui]
Mobilização pela Paz no Darfur na Internet. Algumas ligações úteis:
Darfur is dying