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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Blasfémia: quando o Papa está do nosso lado isso é?

Evolução positiva da Igreja católica? Atrasos na conciliação entre vontade da maioria e direitos das minorias? Lição irónica de que religião e livre pensamento não têm que ser incompatíveis? Sinal dos tempos?
Formule a sua própria opinião lendo «Papa condena ataques a cristãos e pede ao Paquistão que revogue lei da blasfémia». Eu cá voto tripla...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Continuo a ler o Blasfémias na esperança de ver um dia João Miranda a justificar uma afirmação

(assim em jeito de epígrafe) "... a esperança é a última a morrer" - adágio popular

E por falar em erro metodológico, João Miranda que é um excelente bloguer conhecido pela sua prosa clara, concisa, directa e objectiva comete sistematicamente um erro metodológico: omite sempre qualquer argumento que possa justificar as afirmações acertivas que faz amiúde. Assim é bem mais fácil ser claro conciso, directo e objectivo. Por exemplo seu acabasse aqui o post seria um post à João Miranda, mas não, vou dar dois exemplos:

A propósito da ministra da defesa espanhola que passa revista às tropas grávida, João Miranda acha que só pode tratar-se de usar a imagem de uma mulher como bibelot. E se alguém achar que se calhar a dita ministra até foi nomeada para o cargo por ser competente João Miranda diz que pode até ser mas continua a ser um bibelots. Mas porquê um bibelot? Porque sim! Quando se faz uma afirmação dessas deve ter-se uma boa razão, não? Sim, e João Miranda tem seguramente uma boa razão, mas se perdesse tempo a explicar deixaria de ser claro, directo, conciso e objectivo, e isso é que não pode ser. E ademais uma mulher só pode ser um bibelot, é tão Lapalaciano que nem é preciso justificar. É preciso explicar?

E volta à carga com o 25 de Abril, em resposta a este texto de Rui Tavares (por sinal das coisas mais hilariantes que li nos últimos tempos). Para João Miranda o 25 de Abril é tão responsável pela universalização das pensões, do sistema nacional de saúde, das férias pagas, como pelo aparecimento do iô-iô, do cubo mágico e das cassetes do Tomás Taveira. Umas e outras apareceram depois do 25 de Abril, e portanto umas são tão consequência do 25 de Abril como outras. O elo causal, a relação causa-efeito não dizem nada a João Miranda. Que tenha havido leis (como refere Rui Tavares) que tornaram tornado possíveis as férias pagas, ou as pensões, que se tenham feito reformas do serviço nacional de saúde, e já agora do sistema de ensino, não lhe diz nada. Que eu saiba não houve lei nenhuma que implementasse o iô-iô nem o cubo mágico, e muito menos foram direitos consagrados na Constituição de 1976. Leis e Constituição que não seriam possíveis sem o 25 de Abril (digo eu). João Miranda afirma apenas que o 25 de Abril não criou riqueza. Terá João Miranda algum estudo que permita afirmar uma coisa dessas? Não, mas isso não o impede de fugir para a frente. João Miranda afirma ainda, categoricamente, que no exemplo da mortalidade infantil essa já tinha começado a diminuir antes, portanto a evolução dos últimos 30 anos não tem nada a ver com o 25 de Abril, vem de trás. É óbvio (pelo menos para João Miranda) que sem o 25 de Abril a evolução teria sido exactamente a mesma. Porquê? Porque sim!

Aliás isto até desencadeou uma conversa curiosa entre umas vozes na minha cabeça*:
- Sabes?, o 25 de Abril não teve nada a ver com a descida da mortalidade infantil.
- Não? Então como é que se explica esta descida nos últimos 30 anos.
- É uma dinâmica que começou antes, em 1970 já se morria muito menos que em 1940.
- Quem é que disse isso?
- O João Miranda.
- Ah!, se é o João Miranda que diz, deve ser verdade.
- Mas pensando bem em 1910 já se morria muito menos do que em 1830, portanto a I República também não fez nada.
- E o mesmo é verdade para a alfabetização.
- E na realidade em 1830 estava tudo muito melhor que em 1650.
- Portanto os liberais também não nos trouxeram nada, já vinha de trás.
- E a bem dizer em 1650 estava-se muito melhor do que em 1500.
- Eu sempre achei que a Restauração tinha sido um desastre, não tinha trazido nada de bom.
- Mas em 1500 já se vivia muito melhor do que em 1390.
- Portanto não foi a chegada à Índia que nos veio trazer melhorias.
- Claro que não, já vinha de trás.
- Mas espera lá, voltando ao 25 de Abril, o 25 de Abril trouxe-nos melhorias, ou não?
- ... o João Miranda diz que não?
- E a democracia? E a universalização dos serviços públicos, que eram só para alguns? Isso só veio depois.
- Mas a dinâmica já vem de trás, mesmo sem 25 de Abril tudo isso teria acontecido.
- Ai é?
- Claro que é! A ala liberal, as conversas em família, e o caraças..., o regime estava em mudança, era inevitável.
- É verdade! Agora percebo! Até o próprio 25 de Abril teria acontecido naturalmente, mesmo que não tivesse havido 25 de Abril.
- Mais, o 25 de Abril ACONTECEU de facto sem 25 de Abril. Se vires bem o Movimento das Forças Armadas e o Movimento dos capitães começaram a conspirar antes do 25 de Abril, prepararam e executaram o golpe de estado antes do 25 de Abril.
- Coisa que, aliás, jamais teria acontecido depois do 25 de Abril.
- Ora depois do 25 de Abril todos os passos que vinham sendo dados no sentido de fazer para a transição para um regime democrático foram abruptamente interrompidos.
- E o mesmo e passou com a Guerra d'África.
- Depois do 25 de Abril é que nunca mais se avançou na direcção da Democracia.
- É verdade...
-O 25 de Abril e a Democracia só foram possíveis graças ao antigo regime.
-Genial esse João Miranda.

*Não vos preocupeis, estou devidamente medicado.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Com os votos de rápidas melhoras

O Blasfémias, que é dos poucos blogues de direita que vale mesmo a pena acompanhar, está com uns problemas. É uma pena, porque a produção bloguística está ser afectada, e os blasfemos andam a postar menos do que é costume. É de realçar que os blasfemos tomam o problema por aquilo que ele realmente é: uma questão técnica, eventualmente devida à incomptência do Blogger. Fora o Pacheco Pereira e tinha já jorrado uma avalanche de posts com o relato minuto a minuto de mais uma inqualificável violação da liberdade de expressão (a dele, que é a única que interessa) seguramente resultado de um complot orquestrado por meio-mundo para o amordaçar. Já os blasfemos parecem dotados de bom senso. Espero que resolvam esses problemas técnicos depressa, e que voltem a postar com a regularidade que se lhes conhece.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

O parasita e a evolução

João Miranda considera que o estado é um parasita. Sem entrar pela discussão de saber se é ou não é, refira-se apenas que a Biologia Evolutiva demonstra que as relações parasita-hospedeiro com o tempo tendem a transformar-se em relações de simbiose (uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes).

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

E o prémio de escrita criativa vai para...

rui do Blasfémias por uma série de três posts (um, dois, três) em que expõe a sua 'teoria' segundo a qual hoje em dia Pierre-Joseph Proudhon seria neo-liberal.
Segundo uma fonte, que nos falou a coberto do anonimato (informação que ainda não pudemos confirmar), rui terá em preparação uma nova triologia, desta vez para a expôr uma 'teoria' segundo a qual hoje em dia Karl Marx seria Democrata-Cristão.

(Esclarecimento: a imagem é uma caricatura de Proudhon, para que não haja equívocos)