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-Crítica- Noctívagus em "After the Curse" “After the Curse”, terceiro registo discográfico dos Noctívagus mostra-nos uma banda em contínuo remar pelo movimento gótico em Portugal. Depois de “Almas Ocultas” de 1995 e “Imenso” de 1998 foi editado em Março de 2003 este “After the Curse”, exemplo do melhor rock gótico praticado entre nós. Em aceleração constante (estonteante batida mesmo, em “Last night”) os 6 temas deste EP, assentam principalmente no carisma e no poder vocal de Lino Átila e numa instrumentalização razoavelmente bem conseguida, ainda que nem sempre muito diversificada. Não sendo a pouca originalidade propriamente um pecado (pouco há a inventar, principalmente no género), também não me parece que o grupo a procure como principal meta. Importante será continuar a dar voz ao movimento gótico luso, cada vez com maior qualidade e nisso, os Noctívagus continuam a trilhar o seu caminho. Faixas 1, 5 e 6.) EP "After the Curse" - Noctívagus (2003...
-Crítica- "No Body Needed" - In Her Space Não é um disco fácil. Como qualquer obra artística ou se gosta ou não, sendo por vezes ambos os pólos bem defensáveis. Esse é o caso deste "No Body Needed". Há melancolia, há tristeza, há um arrastar de tudo, da voz, da música, dos temas, do tempo, chegando a parecer que o disco nunca mais acaba. Isto é mau? depende! Não é um disco fácil, transpira referências, referência diria eu, mas não é, igualmente, um disco que nos deixe indiferentes, há qualquer coisa a brotar. A falta de energia chega realmente a ser enervante mas é um disco que cria uma ambiência interessante, calmante, expectante, enervante eu sei. Algum experimentalismo traz-lhe por vezes alguma vitalidade. Como qualquer obra artística nem sempre temos todas as respostas, nem sempre se sabe porque se gosta ou não de algo, e aqui, com os In Her Space, passa-se algo idêntico. Por vezes é um disco aborrecido, mas por outro lado tem momentos fortes, belos, mo...
-Crítica- "Fanfarras de Ópio", Fat Freddy Se a música às vezes pode ser uma festa, então estas estas fanfarras são uma paródia sem fim. O importante é estar-se bem e se isso se pode tornar num gozo, então melhor, temos festa. Se alguma vez pensou poder ter uma feira popular, uma sala de cinema e uma banda desenhada qualquer em casa, "Fanfarras de Ópio" pode ajudá-lo, sem dúvida. A alegria descorre incessantemente, "Fanfarras de Ópio" é um disco cinemático, cheio de figuras que nos remetem para os mais diversos lugares, onde o humor, onde o sonoro desconcertante nos faz sentir bem, alegres. O disco remete-nos a espaços para alguma concorrência directa com as colagens dos Stealing Orchestra, veja-se "Batman theme" por exemplo. De resto, não sendo uma obra prima, vale sempre a pena experimentar, vai ver que vai gostar! (6/10) "Fanfarras de Ópio" - Fat Freddy (2003/Banze) 01. Frenesim de Canibalismo ritual 02. Vamos ...
-Crítica- "Flic Flac Circus" com os Sloppy Joe... "Flic Flac Circus" é o terceiro disco a sair para a rua apoiado na distribuição do Jornal Blitz. E diga-se, em boa hora os Sloppy Joe editaram o seu primeiro álbum, constituído essencialmente por aquilo que é história do grupo, temas dos tempos iniciais da banda. Depois das promessas de "Rouge", inserido na colectânea "Optimus 2001" e do single revelação "Six Little Monsters", os Sloppy Joe oferecem-nos um disco bastante, mesmo bastante respeitável. Bem trabalhado; Bem tocado; Bem cantado; Bem produzido; Bem balanceado. O disco é na sua globalidade um disco interessante, bem apoiado numa histórica natureza pop, mas que surge bem mais estruturado num ritmo ska ao qual se adiciona uma riqueza instrumental que lhe confere diferentes texturas, daí nascendo um conjunto de temas sob as mais diversas influências dos variados estilos do género étnico. "Flic Flac Circus" ...
-Crítica- O Regresso do Gamanço Não vou mentir, hesitei em escrever sobre os Stealing Orchestra. Não que não goste, mas antes porque não sem bem por onde realmente começar e o que dizer. Não que o começar seja de facto importante, no caso dos Stealing Orchestra o importante pode até nem ser o começar, mas antes o manter da palpitação, a alucinação sonora que nos faz sentir vivos; quando damos por eles, estamos lá dentro, embrenhados naquela loucura surripiadora. Eu gosto de Stealing Orchestra e merecem bem a experiência de os escutar! O disco é um divertimento, puro divertimento, sem grandes pretensões (simplicidade=vitalidade) e não sei se será muito gratificante para os puritanistas da instrumentalização, mas uma coisa é um facto, os Stealing transferem emoções, passeiam a alegria e a diversão por entre a nossa audição e se isso dá prazer, que dê e com força. Mais musical menos musical que importa, mais gamanço menos gamanço que interessa, o importante é haver transferênci...
-Crítica- A caminho de um lugar qualquer...Houdini Blues E vão insistindo, o quinteto nascido em 1996 em Évora vai insistindo em trilhar o seu caminho. Sozinhos, por enquanto. Este segundo álbum mostra-nos um som mais maduro que o primeiro "true life is elsewhere", mas menos original, menos arriscado, mas mais compacto. Mostra-nos um grupo no centro de uma encruzilhada entre o português, o francês e o inglês, entre a electrónica e uma certa pop com uma sonoridade "à antiga", mostra-nos um grupo descomplexado quanto ao caminho a seguir. O que gostam mesmo é de fazer música, parecendo ela o que parecer, mostra-nos um grupo no início de um caminho...seja ele qual for. Há músicas diferentes, diversas, estilos diferentes, vocalizações diferentes, colagens aqui e ali, assentando mesmo aqui alguma da riqueza deste álbum, a sua versatilidade estilística. Estarão de facto a caminho de algum lugar? Para além de "The Nightmare Dreams of Rivers" e "Tragi...

CRÍTICA|"Movimentos Perpétuos"

Numa altura do ano em que tantas listas e listinhas dos melhores do ano vão sendo elaboradas, geralmente ignoram-se algumas pérolas (colectâneas temáticas ou biográficas) que se vão produzindo. Assim, este ano ficaria bem referir o fantástico duplo álbum de tributo ao mestre Carlos Paredes - "Movimentos Perpétuos" (8/10) . Grandes instrumentistas, grandes músicas, grande álbum, quase 100%... Eis os nomes dos artistas: Disco 1: Sam the Kid "Viva!" Gabriel Gomes "de braço dado" Ricardo Rocha "Luciferianismo" Verdes Sons "Um hálito de sonho" Mísia "Coraçãoo" Dead Combo "Paredes Ambience" Rodrigo Leão "A janela" Bullet "Sur les cortes" António Pinho Vargas "Dois violinos para Carlos Paredes" José Eduardo Rocha "Prelúdios & Fugas sobre o nome de Carlos Paredes" Disco 2 Gaiteiros de Lisboa "Movimento Perpétuo" Carlos Bica & Azul "Chama do Sol" Maria João ...