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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Jantar para uma...


... pessoa e quatro gatos a fazer snif snif!

Dificuldade zero, gulodice muita, ingredientes a jeito e de vez em quando lá se perdoa o mal* que faz pelo bem que sabe.

ALHEIRA DE CAÇA COM O ACOMPANHAMENTO IDEAL



É preciso ter uma alheira de caça e um ovo no frigorífico, uma embalagem de esparregado e um restinho de batatas pré-fritas no congelador. Neste utensílio, grelha-se a alheira e o ovo. No mini-forno assam-se as batatas em vez de as fritar e no wok faz-se o esparregado. Em menos de dez minutos o jantar está pronto. No prato. Na mesa. Ah e aconselha-se um copo de tinto para acompanhar a refeição. 


* Mal? Qual mal? Isto só faz é bem! - como tudo na vida, o exagero é que pode trazer dissabores!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meia Lua de Galinha e Farinheira

Uma sopa bem quentinha e acabadinha de fazer é sempre um regalo para o estômago. E uma canjinha de galinha caseirinha e bem criadinha é sempre um verdadeiro consolo. Fez-se a canja e a carne da galinha desfiada era muita. Reservei a parte do peito já desfiada com intenção de usar noutro prato. E, no passado sábado ao fim da tarde, havia o jantar para destinar e havia um tupperware de galinha desfiada no frigorífico e uma base de massa folhada a expirar a validade. Bora lá inventar e aproveitar, que é no aproveitar que está o ganho. E, que ganho... esta delíciosa...


MEIA LUA DE GALINHA E FARINHEIRA


peito de galinha desfiado
1 farinheira de cogumelos do Fundão
1 cebola roxa
azeite qb
salsa picada qb
100 ml natas
1 ovo

Piquei o peito de galinha na picadora. Aqueci a farinheira no microondas, retirei-lhe a pele e envolvi com a carne picada. No wook, coloquei uma cebola roxa cortada em meias-luas, reguei com um bom fio de azeite e levei ao lume sem deixar refogar para que a cebola ficasse crocante. Juntei a mistura da carne picada com a farinheira, a salsa e as natas. Envolvi bem até a mistura ficar homogénea. Retirei do lume e verti sobre a massa folhada que de seguida dobrei ao meio fazendo uma meia lua. Uni a massa com a ajuda de um garfo, fiz uns cortes por cima e pincelei com ovo batido. Foi ao forno a assar a 200º em ambas as resistências e servi com uma salada de alface.

Aprovadíssima! E a repetir, com os mesmos ou outros ingredientes a gosto (ou consoante o recheio da despensa).


terça-feira, 19 de abril de 2011

Ele há dias...

... em que parece que só conheço um modo verbal!

E há um dia em cada semana que não me safo de o conjugar num ou outro modo. Há um dia em cada semana que me dedico à árdua tarefa de montar a tábua na cozinha, colocar em cima da mesa uma pilha valente de roupa, ligar o ferro e... concentradíssima na obra, é ver lençóis, toalhas, pijamas, camisolas, calças, etc e tal, num brinquinho pronto a arrumar e voltar a usar. Nunca me livro de umas boas duas ou mais horitas de mente em grande acção. Ah sim, porque passar a ferro implica ter as mãos ocupadas, os olhinhos fixos na roupa para não fazer asneira e... a cabeça??? Essa pobre coitada não tem direito a descanso, nem enquanto se dorme. Daí e perante um acto quase mecanizado, as idéias correm os cantos mais recônditos dos sítios todos possíveis e imaginários e, quando dou conta estou a desfiar "ses" atrás de "ses"... Hoje foi o dia do pretérito imperfeito!
- Se eu já lá tivesse ido...
- Se ela me trouxesse aquilo...
- Se eu pusesse aquilo ali...
- Se eu tirasse isto daqui...
- Se eu fizesse assim... e se fosse tudo assado...
Os "ses" são tantos que de repente dei conta que me perguntava a mim própria_
- E se recheasse os peitos de frango?

Foi isso mesmo! Tinha deixado a descongelar três peitos de frango para o jantar. Tinha que os preparar de uma forma prática e gostosa e, no meio da teia de pensamentos, ocorreu-me recheá-los com farinheira de cogumelos.

PEITO DE FRANGO RECHEADO COM FARINHEIRA DE COGUMELOS



3 peitos de frango
1 farinheira de cogumelos
1/2 pacote de sopa de cebola
100 ml natas



Abri os peitos de frango ao meio e cortei a farinheira em três pedaços. Coloquei cada pedaço dentro de cada peito da carne e fechei com palitos. Num prato, deitei a sopa de cebola e passei por ela a carne já recheada. Untei um tabuleiro refractário com óleo e dispus a carne. Reguei por cima com as natas e levei ao forno a 180º cerca de quarenta minutos. Para acompanhar, saíu um arroz também de cogumelos.

Que rico petisco! ;)

Ah! E, da roupa engomada... falta arrumá-la e isso fica para amanhã!



sábado, 19 de junho de 2010

Sem ciência...

... mas com todo o culto de prazer à mesa!


É o petisco com que presenteio os meus leitores. A foto diz tudo e a receita não tem segredos. Os ingredientes são muito simples e basta ter à mão, ou melhor, abrir a porta do frigorífico, e ter lá umas ricas alheiras de caça! O acompanhamento é a gosto. Neste caso foram as batatas fritas e o esparregado. E a companhia... escolhida a dedo! ;)


Quem resiste à tentação de pecar um bocadinho?


segunda-feira, 22 de março de 2010

Bife de Novilho ao Alho com Morcela de Arroz

- Mãe Bela! O que vais fazer para o jantar?
- Oh Titó! Ainda agora acabámos de almoçar já me perguntas pelo jantar...
- Vá lá Mãe Bela... é para ir preparando o estômago ao longo da tarde...
- Ai! Não faço ideia!

É assim, a conversa quase diária entre Titó e Cenourita. Aprochega-se a hora de efectivamente ter que pensar na janta e, quando nada está pensado ou determinado e, acabam de chegar do talho uns bifes maravilhásticos e bem fresquinhos e uma morcelas de arroz acabadinhas de fazer... hummm!!! Nada melhor que, inventar um petisco fácil, rápido e com ar tasqueiro!

2 bifes Novilho grandes
6 dentes alho
sal qb
azeite qb
2 morcelas de arroz de Leiria

Num tabuleiro de barro de ir ao forno, coloquei a carne, temperei de sal e deixei repousar cerca de duas horas.

Descasquei e cortei em cubinhos os dentes de alho, levei-os a ferver em azeite abundante. Deitei o alho com o azeite sobre a carne e levei ao forno pré-aquecido a 200º cerca de trinta minutos. Golpeei as morcelas e coloquei-as por cima, durante mais 10 minutos e deixando apenas a resistência inferior ligada.



Acompanhámos com batata frita em palito, azeitonas, pão caseiro e... como não podia deixar de ser, Currais Tinto!

A carne fica tenrinha e deliciosa, com um gostinho típico de Tasca ;)


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Misturada Cinco Estrelas


Hoje para o jantar, não programei nada. Tinha sopinha de espinafres já feita, que com o arrefecimento do tempo já começa a saber bem... e disse para os meus botõezinhos:

- Uh! Sopa, queijinho fresco... uma farinheira enorme no frigorífico... na hora "desenrasco" qualquer coisa.

Num ápice chegou a hora de largar as papeladas, arrumar a secretária, orientar o trabalho para amanhã e correr para a cozinha porque o pessoal estava quase a chegar, esfomeado.

Peguei nas iguarias, e saíu isto, a que chamei:

Misturada Cinco Estrelas


arroz qb
água
sal qb

Levei ao lume um tacho com água e uma pitada de sal. Quando ferveu deitei o arroz préviamente lavado e bem escorrido e cozeu cerca de 10 minutos em lume forte. Escorri, passei à torneira com água fria em abundância e reservei.

azeite qb
2 colheres de sopa de molho de alho da Heinz
1 lata cogumelos laminados
1 farinheira grande do Fundão
1 ramo de salsa picadinha

No wok, preenchi bem o fundo com azeite e o molho de alho. Levei ao lume, brando, até começar a crepitar, juntei os cogumelos bem escorridos e deixei cozinhar um pouco. Em seguida juntei a farinheira (que já tinha dado uma ligeira fervura para não se desmanchar muito) e a salsa picada. Envolvi bem deixando absorver um pouco o molhinho que entretanto se tinha formado. Acrescentei o arroz, bem soltinho, dei-lhe umas voltinhas com a colher de pau e, servi.

Entre...

- Uh! O que é isso?
- Eu só quero sopa!
- Eu quero disso e dispenso a sopa!
- Eu quero "disso" e quero sopa! ;)

Desapareceu tudo e... ficou mesmo cinco estrelas*****


Ah! E como sempre, à mesa, está o lugar reservado aos Lordes da Tasca. O lugar era cativo da Lirinha Maria Pinxexa, e já começa a ser pequeno, porque o Napoleão Manuel tomou o mesmo hábito, vai daí, o Petit Manuel achou que parecia mal estar a família toda à mesa e ele a dormir em cima de uma cadeira mais ao lado.

- "Deve ser falta de educação... vou sentar-me à mesa também... familia toda reunida às refeições é bonito, fica bem e assim participamos todos das conversas e volta e meia ainda nos calha qualquer coisita!"
Ron Ron Ron

domingo, 7 de junho de 2009

Lanche ao final da tarde de um domingo...


... de relax para uns, de estudo para outros!

O dia passou à velocidade da luz... tarefas diárias cumpridas e sofá com fartura, ronha, leitura, mais ronha... miaus nas correrias e tropelias, qual espectáculo circense... e, no quarto, de porta fechada, no silêncio, estudo, estudo e mais estudo.

A meio da tarde, um lanche de cerejas do Fundão. Até a Layka se deliciou, adora cerejas e nem os caroços escapam...



Ao inicio da noite, o segundo lanche, já ajantarado.

ROLO DE OVOS E ALHEIRA



5 ovos inteiros
1 alheira do Fundão
1 ramo salsa
1 pitada de sal
1 fio óleo girassol

Comecei por picar a alheira com um palito e levei-a ao micro-ondas durante dois minutos para aquecer um pouco e depois fiz-lhe um corte longitudinal e separei-a da pele, reservei.
Levei ao lume uma frigideira anti-aderente com um fio de óleo.
Bati os ovos com sal, juntei a salsa picada e deitei na frigideira, cozinharam o tempo suficiente até os ovos formarem uma base consistente. Deitei por cima a alheira desfeita e com a ajuda de duas espátulas de madeira fui enrolando. Fui virando de todos os lados até que o ovo apresentasse uma superficie lourinha. Servi na travessa e acompanhámos com pãozinho caseiro e Quinta dos Currais Tinto de 2007.


segunda-feira, 16 de março de 2009

Bochechas de Porco Enriquecidas à moda da Tasca


O repasto domingueiro cá na Tasca foi este petisco divinal... Cenourita, Titó e Nino (o filhote Telmo também era para estar, mas não esteve... sorte a dele ter sobrado um cadito pó jantar) à mesa acompanhados de uma lanterna que depressa se esvaíu e houve necessidade de "acender" a segunda porque... enfim não é... nem vos digo nem vos conto. Como não podia deixar de ser, almoço animado pelos bons comensais e com direito a espectáculo circence da parte dos miaus.

Aproveitando a "frescura" dos enchidos tradicionais do Fundão, a Cenourita tratou de preparar as Bochechas de Porquixo de uma forma diferente da habitual, inovando...

BOCHECHAS DE PORCO NO FORNO



12 bochechas de porco sem osso
sal qb
6 dentes alho esmagados
2 folhas de louro
1 copo vinho branco
pimentão doce em pó qb
tomilho qb

Num tabuleiro grande de inox temperei a carne (no sábado à noite), tapei com película aderente e deixei ficar no frigorífico. Por volta das onze horas da manhã, liguei o forno para ir aquecendo e juntei à carne temperada:

3 cebolinhas inteiras
um bom fio de azeite
meio copo água morna
1 colher sopa banha
batatinhas pequeninas descascadas

Levei ao forno a assar lentamente, virando a carne e as batatinhas de vez em quando e regando com o molho da assadura.

1 chouriço
1 farinheira
castanhas congeladas qb
Enquanto assava, levei dois tachos com água ao lume. Num deles cozi um chouriço e uma farinheira previamente picada com um palito para não rebentar. No outro deitei um pouco de sal e uma colher de café de erva doce e cozi umas quantas castanhas. Depois de cozidas, escorri e reservei e os enchidos parti em rodelas grossas.

Quando a carne com as batatinhas estava quase pronta, juntei as castanhas e de seguida os enchidos. deixei ficar no forno mais uns cinco minutos e...

- Pessoal!!! Pá mesa que tá pronto!!!
Enquanto o Nino se apoderava logo de um pedaço de farinheira e outro de pão...
- É só para provar ;)
A Titó...
- Pois... lá temos que ficar aqui à seca à espera da sessão fotográfica...
Lá nos sentámos à mesa e... "Bom proveito que apetite já nós temos!"


Terminámos o repasto com uma fatia desta Tarte de Cõco, um cafézinho e uma esfumaçadela e mais umas palhaçadas "nos entretantos"... e, desculpa lá Amiga Risonha... era completamente impossivel pegar na latinha para ir ter contigo a Fátima... tu sabes não sabes? Culpa das lanternas... Tem que ficar para a próxima ;)


sábado, 14 de março de 2009

Enchidos Tradicionais do Fundão


Mais uma grande oferta vinda directamente da Cova da Beira mais própriamente do Fundão... Essa bela localidade!!!




Chouriços, farinheiras, alheiras, morcelas, mouros, paio e bucho... tudo uma verdadeira perdição... e que petiscos maravilhásticos daqui vão sair :)



Ao senhor Jorge e ao Duarte quero deixar aqui o meu sincero agradecimento!

terça-feira, 3 de março de 2009

Favada de Enchidos e Porco Preto


Já há algum tempo que andava para fazer este petisquinho mas... quando se fala em favas cá na Tasca, o pessoal jovem engelha o nariz e diz que não gosta mesmo sem provar... mal sabem eles o que é bom. De modo que, convidei a minha Amiga Paula, que também dizia que detestava favas, para vir almoçar à Tasca. Preveni-a da ementa para o almoço e disse-lhe que se é cozinhado com coisas boas só pode ser bom, ela lá se convenceu e aceitou o desafio de provar o petisco. Usei enchidos do Fundão, como não poderia deixar de ser e, porco preto vindo da nossa vizinha Espanha.


Fiz assim:

2 lombinhos de porco preto
1 chouriço de carne do Fundão
1 morcela de cozer do Fundão
1 cebola
1 cenoura
2 dentes alho
2 colheres chá massa pimento
1 ramo de salsa
1 copo vinho branco
1 copo de água morna
sal qb (pouco porque os enchidos já são bem temperados)
azeite qb
1 malagueta (era suposto usar mas não tinha, que falha grave)
favas a olhómetro (da cultura biológica do ano passado da Paula, que tinha congeladas)

Cortei os lombos de porco preto em quadradinhos e o chouriço em rodelas para dentro de um tacho, juntei a cebola picada, a cenoura cortada em quadradinhos, o alho esmagado, a massa de pimento, a salsa, o vinho, o azeite e por fim água e o sal. deixei a estufar durante uma hora em lume brando mexendo de vez em quando. Mergulhei as favas em água morna durante uns minutos e depois, num outro tacho dei-lhes uma fervura. Coei-as da água e juntei ao estufado onde acabaram de cozer. Por fim juntei a morcela cortada em rodelas grossas e deixei ao lume por mais ou menos 20 minutos.



Petisco pronto e... bora lá tratar do estômago que o cheirinho que pairava no ar já deixava água na boca. Acompanhámos com broa de milho que é uma delícia para molhar naquele molhinho e com um sumo de maçã... e... dizem vocês "Então não foi um tinto???"... pois não, foi pena porque até iria saber bem, o petisco pedia mas, tínhamos assuntos a tratar depois de almoço e... "É melhor não, ainda fazemos más figuras" decidimos nós.

Depois da tarde passada na rua... nos nossos assuntos...
- Ainda podíamos ir beber um chá... - diz ela
- Sim claro, bebemos quando chegarmos à Tasca.
- Nãaaa... bebemos por aqui.
- Ok! Boa ideia! Então vamos ali a um sítio que descobri há pouco tempo e nunca lá fui...

E lá andámos nós às voltas à procura do dito sítio, eu sabia mais ou menos onde era, mas... até lá chegarmos andámos a admirar uma urbanização muito "in" cá do burgo até descobrirmos o caminho certo para a latinha ficar estacionada mesmo à porta, só porque estava uma ventania desgraçada e corríamos o risco de deixar voar as nossas perucas eheheh

Abancámos e... sai um Capuccino Italiano para a Cenourita e um Sorvete de Creme de Leite para a Paula!



- Mas não vínhamos beber um chá??? (as duas em coro)

Moral do Almoço: A Paula ficou fã de favas!


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Rojões com Farinheira

Hoje deixo-vos um prato de tasca... mas de tasca mesmo "à seria"! Só tenho pena de não o apresentar num daqueles pratos muito antigos (ou usados) de louça de Sacavém (acho que é assim que se chama), com umas florinhas azuis na borda e cheio de rachas e quinadelas, uns talheres de lata já meio tortos e enferrujados de tanto uso e ainda um daqueles copos de vidro baixos e bem grossos atestadinho de tinto. Tudo isto sobre uma mesa quadrada com uma toalhinha plastificada com flores verdes e amarelas metidas em quadrados vermelhos com uma risca azul a rematar. Não esquecendo o guardanapo de tecido vermelho e branco já fininho de tanta ida à lexívia, o naco de pão caseiro dentro de um cesto de plástico e... como não podia deixar de ser, o garrafão de 5 litros no chão, ao lado, entre a perna da mesa e a do banco de quatro pernas com um furinho na tábua de assento...

Agora imaginem a cozinheira e o respectivo marido... aquele homem que está atrás do balcão alto a servir a clientela.


Descrição da tasca feita e cabecinhas pensadoras aí a imaginar o restante cenário... cá vai a receita!


1 kg de rojões de porco
5/6 dentes alho esmagados
1/2 copo vinho branco
1/2 copo vinho tinto
sal qb
1 malagueta
1 colher café massa de pimentão

Tempera-se a carne de véspera com os ingredientes acima mencionados, e vai-se virando de vez em quando.

1 fio de azeite
1 colher sopa de banha

Na altura de cozinhar, deita-se a gordura. Vai ao lume a cozinhar lentamente num tacho de barro e vai-se mexendo para não deixar pegar.

2 farinheiras
batatas qb

Cozem-se as batatas, de preferência daquela qualidade que derrete um pouquinho na cozedura, juntamente com as farinheiras, dando-lhes umas espetadelas com um palito antes de entrarem na panela para não rebentarem e ao mesmo tempo deixarem na batata aquele molhinho e sabor tão característico.


Depois de tudo cozinhado... é só servir, de preferência directamente no prato. Acompanhar com uma fatia de brôa ou pão caseiro e, claro o copito de tintol como manda a tradição em tasca que é mesmo tasca ;)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Directamente do Fundão...


... para a Tasca da Cenourita!



Estes enchidos deliciosos... chouriços, farinheiras e paios do lombo que são uma verdadeira perdição cá na Tasca e foram oferecidos pelo grande mestre da arte de os confeccionar, o Sr. Jorge Almeida.

Hummm... que cheirinho mais gostoso... que bons petiscos se vão cozinhar... e que bem que se vão degustar!!!


Ao Sr. Jorge e ao Duarte, deixo aqui o meu sincero agradecimento.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Fritada de Leitão com Farinheira

Pela primeira vez comprei leitão para cozinhar, pedi partidinho aos pedaços sem saber muito bem como o iria arranjar. Na hora de o cozinhar pensei," e se fizesse uma fritada???", e foi isso mesmo, toca a inventar um petisquinho.
carne de leitão partida em pedaços
4 dentes alho
2 folhas louro
sal qb
vinho branco qb
pimentão doce em pó qb

Leitão para dentro do tacho e toca a temperar com os ingredientes acima mencionados. Deixei umas quatro horas no tempero e fui mexendo de vez em quando.

1 colher sopa banha
1 bom fio de azeite
1 malagueta
1 colher café massa de pimento

Acrescentei estes temperos e levei ao lume a cozinhar lentamente até começar a fritar.

Batatas fritas em quadrados
1 farinheira

Enquanto isso descasquei, cortei e fritei as batatas e cozi a farinheira em pouca água picada com um palito para não rebentar.

Salsa picada qb

Juntei as batatinhas já fritas à carnucha, dei-lhes duas ou três meias-voltas para envolver bem e apanhar o molhinho da fritada, ainda em lume brando. Depois retirei do lume e servi na Caçarola de ir à mesa, desfiz a farinheira e polvilhei por cima, envolvi tudo e por fim salpiquei com a salsa picada.

Ficou um petisquinho delicioso, os filhotes é que reclamaram um cadito por causa do picante da malagueta... eles ainda não sabem bem o que é bom ;)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ervilhas com Ovos Escalfados e Chouriço

Este é um prato que me traz imensas recordações de infância, que adoro e já há imenso tempo não fazia.

1 cebola picada
2 dentes alho picados
1 folha de louro
1 cenoura cortada às rodelas
1 colher chá massa pimentão
chouriço às rodelas qb
ervilhas qb
ovos (usei 3)
azeite qb
sal qb

Fiz um refogado com a cebola, o alho, o louro e o azeite. Juntei a cenoura, a massa de pimentão e o chouriço e deixei cozinhar um pouco. À parte cozi as ervilhas em água e sal, juntei-as ao chouriço e deixei apurar um pouco, rectifiquei o sal e deitei os ovos para escalfar. Cinco minutos depois estava prontinho.

Foi servir e saborear... soube deliciosamente bem :)

sábado, 28 de junho de 2008

Enchidos Tradicionais do Fundão



Caras Amigas/os e visitantes da Tasca, hoje deixo-vos aqui uma pequena-grande :) amostra de uma das coisas que "se perdoa o mal que faz pelo bem que sabe" (entre muitas outras, né?).

É uma variedade de enchidos da Cova da Beira, mais própriamente do Fundão, são uma verdadeira delícia...

- o Paio - recomendo para um lanche, cortado em fatias fininhas e bem saboreado com uma fatiazinha de pão caseiro...

- a Morcela de Cozer - excelente no cozido à portuguesa...

- a Morcela de Assar - divinal num churrasco...

- os Chouriços de Carne - assado na brasa, no cozido à portuguesa ou em qualquer outro prato...

- o Mouro - delicioso a acompanhar num churrasco também...

- as Farinheiras - de comer e chorar por mais em qualquer tipo de receita/confecção...

Recomendo vivamente que se um dia qualquer forem passear para aqueles lados, dêem um saltinho a este talho (desculpem a publicidade, mas quando é bom tem que se dizer a proveniência) e levem para casa estas especialidades regionais feitas por gente da terra, com gosto, saber e sabor de quem percebe e lida diáriamente com estas iguarias tão tradicionais, tão Portuguesas e tão apreciadas.


Mnham mnham mnham... deliciosos petiscos!!!

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