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5.6.15

Mais um Bundt...


Não sei muito bem como vai começar esta primeira parte do post, mas a segunda sei como termina, porque hoje escrevi primeiro a receita.

O tempo não tem dado muita trégua! Está sempre em falta... A quem é que reclamamos a falta de tempo? Porque tenho a sensação, que mesmo no limite de cansaço, ainda me esforço para poder fazer mais um bocadinho? É... Não gosto de perder tempo e quando durmo por exemplo, apesar de ser uma dorminhoca assumida, é tempo que perco.


Tento aproveitar ao máximo o tempo que tenho. Dividido entre trabalho e miúdos, tenho as minhas cotorras! Não procurem a definição, porque não vão encontrar a mesma palavra. Esta é mais uma das minhas invenções para duas pessoas que compartem comigo o dia a dia. E se não é o dia a dia, pois alguma que outra história que fazem com que no final do dia possa dizer, é um prazer poder coincidir contigo nesta vida.


E como a vida não é só feita de coincidências, este é mais um post com receitinha de Bundt! Coincidência? Não, não é. Simplesmente já começou mais uma edição da Bundtmania, que este mês se encontra no Lemon&Vanilla, com o tema Frutos Vermelhos.







O primeiro que me veio à cabeça, foram os morangos. Que ainda assim são fáceis de encontrar por aqui. Mas como a época dos morangos já passou, já não os encontrava com tanta facilidade e optei por usar esta maravilha de mirtilos.

Gosto da cor, gosto do sabor! E depois de ter visto um Bundt de Mirtilos no Love My Bundt da Chrysta, e milhentos de bolos de limão e mirtilos, a receita que se segue é uma inspiração mundial! Será que posso dizer isto? Bem, usei como base a receita do Bundt de Ricotta, e o resto, aqui entre nós que ninguém nos ouve, foi um tiro no escuro. Mas o resultado, deixou-me feliz!



Bundt Cake Zebra de Limão e Mirtilos





Ingredientes:

Para o puré de mirtilos:
- 250 gramas de mirtilos frescos
- 1 colher de sopa de água
- 1 colher de sopa de sumo de limão
- 1 colher de sopa de açúcar

Colocar os mirtilos num tacho e juntar a água, o sumo de limão e o açúcar. Deixar ferver durante 5 minutos, mexendo de vez em quando. Retirar do lume e com um garfo esmagar e colocar novamente no lume deixando ferver mais cinco minutos e retirar. Deixar arrefecer um pouco e coar, pressionando esta polpa, de maneira a que se aproveite o máximo de puré. Deixar arrefecer. (Este puré é melhor que seja feito com antecedência, de modo a obter uma cor mais acentuada).


Para a massa de limão:
- 3 ovos L
- 200 gramas de açúcar
- 150 gramas de manteiga s/sal temperatura ambiente
- 150 gramas de ricotta temperatura ambiente e batido 
- 1 pitada de sal
- Raspa de 1 limão
- 60 ml de sumo de limão 
- 150 gramas de farinha para bolos (s/fermento)
- 50 gramas de amêndoa moída
- 1/2 colher de chá de fermento em pó

Para a massa de mirtilos:
- 2 ovos L
- 150 gramas de açúcar
- 100 gramas de manteiga s/sal temperatura ambiente
- 100 gramas de ricotta temperatura ambiente e batido 
- 250 gramas de farinha para bolos (s/fermento)
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- Puré de mirtilos (aproximadamente 250 ml)

Para a cobertura:
- 200 gramas de queijo creme (Philadelphia)
- 4 colheres de sopa de sumo de limão
- 2 a 3 colheres de açúcar em pó (a quantidade de açúcar dependerá do gosto de cada um, podendo aumentar ou até mesmo diminuir a quantidade).

Numa taça colocar o queijo creme e bater com uma espátula. Juntar o açúcar e envolver bem, com movimentos suaves. Adicionar o sumo de limão e envolver bem no creme, que deve adquirir uma textura lisa e cremosa. Reservar no frigorífico.






Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC. Untar e enfarinhar uma forma de bundt cake e reservar.

Numa taça colocar a farinha, a amêndoa, o fermento e uma pitade de sal. Misturar e reservar.

Colocar o açúcar numa taça juntamente com a raspa de limão e com as pontas dos dedos esfregar o açúcar de maneira a que se note bem o aroma do limão. Juntar a manteiga e bater durante 3 minutos aproximadamente com a batedeira, a uma velocidade média. Juntar os ovos, um a um, misturando bem entre cada adição, baixando a velocidade da batedeira.

Juntar o sumo de limão e misturar na massa. Adicionar metade do ricotta, batendo a uma velocidade média. Baixar a velocidade e juntar 1/3 da farinha, batendo bem. Juntar o restante ricotta e finalizar com a restante farinha, batendo a massa durante 3 minutos. Reservar.

Para elaborar a massa de mirtilos, seguir os passos anteriormente referidos, terminando com a adição do puré de mirtilos, que deve ser feito com a ajuda de uma espátula.

O efeito zebra obtém-se colocando na forma, colheradas de massa de forma alternada. Começando com a massa de limão, seguida de mirtilos, até que se finalizem as mesmas. Depois de encher a forma, bater com a forma, dando uma pancada seca, de modo a que as camadas tomem a sua posição.

Levar ao forno durante 40-50 minutos aproximadamente ou até no teste do palito este fique limpo. Outro truque para saber se o Bundt está cozido, é quando os bordos da massa se descolam da massa e têm uma coloração mais escurinha. (não queimada!!)

Retirar do forno e deixar arrefecer dentro da forma, durante 15 minutos. Terminado este tempo, desenformar sobre uma grelha e abafar com um saco de plástico até completamente arrefecido.

Depois de arrefecido retirar do plástico e colocar sobre um prato. Decorar com a cobertura e com mirtilos se assim se desejar. (a cobertura de queijo creme é opcional, podem sempre optar por polvilhar com açúcar em pó)







Bolinhos de limão e mirtilos foram a fonte de inspiração e numa tentativa de fazer algo diferente, surgiu este Bundt que até que saiu da forma era uma incógnita.

Mas o melhor mesmo é quando essa incógnita se transforma numa mistura de sabores absolutamente deliciosa e colorida!


Fazemos um Bundt?

17.12.14

Amigo Blogger Secreto



Neste mundo da blogosfera tudo pode acontecer! Coisas boas e coisas más! Eu pessoalmente fico-me pelas boas e atrevo-me mesmo a dizer, muito boas!

A Ana, A Cozinheira do Blog Da Nossa Cozinha, é uma coisa muito boa! (risos) Aqui entre nós as duas nao adianta reclamares, porque eu é que sei! 

Depois de ter visto o seu convite para um desafio, pûs de lado o tempo que não tenho, e resolvi juntar-me a tantos outros bloggers.








A falta de tempo é sem dúvida o pior aliado do meu blog. Não tenho tempo para preparar receitas e o que mais me chateia é não poder criar as fotografias que mentalmente imagino, mas ainda assim e depois de duas tentativas frustadas numa receita que tenho pendente, resolvi optar por algo que normalmente adoro fazer com os meus pequenos.


Quis o destino que o meu Amigo Blogger Secreto, fosse também uma Mamã como eu. Chama-se Rita e é a dona de um blog chamado Moms Cooking for Litle Ones. Assim que recebi o mail do desafio, fui visitar o meu Amigo Secreto e a bem da verdade é que fiquei surpreendida com o conceito do blog, e como não conhecia, fiquei deveras contente por me ter saído outra Mamã. 


A Rita tem o cuidado de partilhar as suas peripécias com os filhos, e ao mesmo tempo sugerir sempre receitinhas para agradar aos mais pequenos! Isso é coisa que eu raramente faço, porque aqui em casa as refeições são sempre tranquilas e come-se de quase tudo, sem ter que fazer malabarismos. E como tenho dois pequenos gourmets, o doce é o que nos encanta.

Apesar disso a Rita também tem receitas docinhas!!! Ora o doce nunca pode faltar né? E por isso, em vez de fazer algo complicado, optei por umas bolachas vitral, que se podem fazer com os mais pequenos e aproveitar para decorar a árvore.... Só não é se duram muito tempo lá penduradas!








Foi um prazer imenso poder fazer este post, respondendo ao apelo da Ana, e ao mesmo tempo tentando surpreender uma pessoa que não conhecemos e que supostamente não nos conhece. Seja porque estamos em época Natalícia ou não, é nas pequenas partilhas que se notam os grandes gestos!

E há melhor que bolachinhas??





Bolachinhas Vitrais
(receita retirada do livro Le Grand Livre Marabout de la Pâtisserie Facile - 600 receitas, pág. 318)







Ingredientes:
- 1 vagem de baunilha
- 250 gramas de manteiga amolecida
- 165 gramas de açúcar
- 1 ovo
- 1 colher de sopa de água
- 335 gramas de farinha
- 90 gramas de rebuçados coloridos






Execução:

Retirar as sementes da vagem de baunilha e juntar com a manteiga, o açúcar, o ovo e a água. Bater esta mistura com uma batedeira durante 2 - 3 minutos. Juntar a farinha por duas vezes.

Envolver bem até obter uma massa compacta. Cubrir com película aderente e guardar no frigorífico durante 30 minutos.

Pré aquecer o forno a 180ºC.

Forrar os tabuleiros com papel vegetal e reservar.

Reduzir a pedaços pequenos, com a ajuda do rolo da massa, os caramelos coloridos, separando-os por cores. Reservar.

Esticar a massa numa superfície enfarinhada, até obter uma esspessura de 4mm, e usar os cortadores preferidos, fazendo ao centro outro buraquinho para poder colocar os rebuçados.

Colocar as bolachinhas sobre o tabuleiro e levar ao forno, na parte média, durante 7 minutos. Retirar e preencher os buraquinhos com os rebuçados da cor escolhida, e voltar a levar ao forno para que terminem de cozer, durante cinco minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer sobre o tabuleiro.

Servir frias.







Se antes era uma correria durante as minhas horas de almoço, agora a maratona começa enquanto ajudo os pequenos com o pequeno almoço e eu me instalo no meu cantinho das fotografias. É óbvio que as pressas não ajudam, mas ainda assim, estas bolachinhas são um retrato vivo do que são. Pequenas estrelas cheias de brilho e que nos deixam a brilhar com a mistura de sabores!! Os pequenos ficarão encantados, porque aqui por casa a dúvida era escolher a cor!







E como dizem por aí, nem sempre vês as estrelas, mas sabes que estão sempre lá!

23.10.14

Chegou o Outono!!!



Desde que vim para a minha Sibéria, que deixei de ter Outono.... e se vos digo a verdade, tenho saudades do meu tempo do liceu! Porque o caminho que fazia de casa até lá estava cheio de folhas secas no chão e era uma alegria ouvir o som que faziam quando as pisavas. Não era tão engraçado era quando estavam molhadas, mas se a memória não me falha, nunca fiquei espatarrada por causa das folhas molhadas!

Com o destrambelhada que sou às vezes, quando tenho que cair, caio mesmo sem obstáculos! Ainda há poucos dias me aconteceu e ainda hoje, de cada vez que me lembro, não sei como raio aconteceu!

Enfim, coisas minhas, e coisas da minha Sibéria!

Ora hoje, dia de folga, yupiiiii, é dia de meter a mão na massa! E desta vez volto com bolachas, que eu nem gosto nada, para o #VamosFazerBolachas, do blog Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil. O tema deste mês são bolachas recortadas e aproveitando uma ideia que vi no blog Maria Lunarillos, adaptei e transformei as saudades do Outono em bolachinhas! 

A única pena que tenho, é que duraram pouco para poder matar as saudades! Assim que os catraios chegaram a casa para lanchar, desapareceram como se lhes tivesse atingido uma rajada de vento.

Um receita simples de bolachas, à qual podemos atribuir as cores que queremos, como vi no blog que mencionei atrás! Mas como aqui em casa não abundam corantes e eu com duas cores tenho suficiente, ficaram as tonalidades que a mim me aquecem a alma. Sim porque guardo na memória as imagens das vinhas por estas alturas, dos castanheiros e da tílias do passeio do Liceu.

Enfim, podia ser pior, mas há dias em que me lembro destas coisas!!








Bolachas de Outono
(receita retirada do livro Le Grand livre de La Pâtisserie Facile, pág.296)


Ingredientes:

- 125 gramas de manteiga sem sal amolecida 
- 110 gramas de açúcar
- 1 ovo
- 1 colher de café de essência de baunilha
- 250 gramas de farinha
- 2 colheres de sopa de cacau
- 2 colheres de sopa de leite
- corante cor de laranja a gosto


Execução:

Bater a manteiga com o açúcar, o ovo e a essência de baunilha, até obtermos uma mistura homégenea, com a ajuda de uma batedeira.

Incorporar a farinha em 2 vezes até estar bem incorporada na massa.

Dividir a massa em dois e numa delas misturar o cacau e o leite, até obter uma cor uniforme. Na parte sem cacau, juntar o corante a gosto, neste caso corante laranja.


Cobrir as massas com película aderente e colocar no frigorífico como minimo 30 minutos.


Pré aquecer o forno a 180ºC e cobrir os tabuleiros com papel vegetal.

Cortar pedaços de massa de cada cor, como explicado aqui, ou fazer bandas com 2 cores, como eu fiz.






Esticar a massa com 3 a 4 mm de espessura, e cortar as bolachas com o cortador desejado. Neste caso uma folha.

Colocar nos tabuleiros e levar ao forno 10-15 minutos ou até que o lado cor de laranja comece a ficar mais escuro.

Retirar do forno e deixar arrefecer sobre uma grelha. Guardar numa lata hermeticamente fechada, para que o vento não as leve! (risos)







Eu já me tinha proibido a mim mesma de ver blogs como o que vos mostrei atrás, mas as coisas aparecem-me assim como quem não quer a coisa! E sinceramente eu só tenho a agradecer a imaginação daquelas meninas, porque me têm presa pelos olhos ao blog.

Presas não ficaram as folhas muito tempo, porque os catraios deram-lhe logo sumiço e como tal, nem sei que tempo duram dentro de uma lata...








Há uns tempos decidi começar a fazer um curso de catalão! Mais um idioma a juntar aos que já falo, mas este com intenção de poder ajudar os pequenos na escola e eu aprender mais qualquer coisinha! E o Outono, tem um nome tão lindo.... Tardor!


E não querendo influenciar, foi mesmo o que disseram os catraios assim que as viram! Eles não têm folhas secas no caminho da escola, mas certamente se lembrarão das bolachas do Tardor!!



E como é Outono, o chá já se agradece! Alguém quer uma bolachinha?

24.8.14

Olh'ó tempo!!


Fazer o que quer que seja para poder alimentar este blogue tem sido muito complicado! A falta de tempo e o cansaço, têm sido reis e senhores desta casa, na ausência dos outros. Mas quando estão eles, o cansaço é diferente, né?

E aparte disso uma Mamã queixa-se sempre de alguma coisa! Ora eu não ia ficar atrás! Há sempre qualquer coisa para dizer ou para me queixar! Se bem que não são aquelas lamentações que nos levam ao despero, mas sim apenas desabafo!

Enfim, isto tudo para dizer, que estou CANSADA!

Mas mesmo assim, há coisas às quais eu não posso dizer que não e desta vez são mesmo as bolachinhas recheadas, que nos pediu a Manuela, do Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil, para esta edição. E deu-nos tempo.... E como boa portuguesa que sou, apesar de perdida algures na Sibéria (risos) deixo tudo para a última! Bem quase tudo, mas nestas coisas, o que importa é fazer! Por isso, #VamosFazerBolachas!

E aqui estão elas! Depois de várias vezes experimentadas, cheguei à conclusão que por mais voltas que dê à receita, vão ficar sempre assim. A primeira vez que me cruzei com a receita, foi num programa com o Hollywood e a Mary Berry, da BBC, chamado The Great British Bake Off, e fiquei com elas debaixo de olho. E ficaram tão debaixo que foi delas que surgiu a ideia para o bolo de aniversário que publiquei. O problema mesmo era que não aparecia a receita e por isso ficaram em stand-by neurológico. O que significa dizer que estão ali guardadas, mas não esquecidas e que mais cedo ou mais tarde tinha que as experimentar.

Cruzei-me com uma receita da Donna Hay com o mesmo nome, mas com aspecto diferente e depois desta muitas se seguiram, e só aí é que esta maluquinha se deu conta o porquê do nome e o porquê de se encontraram tantas receitas iguais, ou com pequenas alterações.

Resumindo e concluindo, usei a base da receita de um livro que me chegou de prenda no dia dos meus anos, ou melhor na segunda feira, porque no dia em que recebi o aviso o serviço de alfândega não trabalhavam e tive que esperar 2 dias!! Nem no dia de anos se abrem excepções! Eram livros, não havia nada suspeito dentro da caixa.... Cambada....

O melhor de tudo foi poder deliciar-me com os livros e com esta receita. Ainda assim, não contente com os primeiros resultados, repeti-a umas quantas vezes! Pssttt, isto não quer dizer que não sejam boas, porque as malditas desaparecem em menos de nada! Era a forma, com que ficavam, que me deixavam exasperada! Mas da última tentativa rendi-me, ainda assim com esperança de melhorar no aspecto final.

A receita orginal tem como recheio um creme de mascarpone e maracujá! Ora como o maracujá é coisa nao vista por aqui e o mascarpone custa os olhos da cara e ainda por cima não é dos meus preferidos, olhei para o móvel e dei com os olhos nuns frascos que chegaram até mim, vindos directamente dos Alpes, e que até ao dia de hoje, esperavam que se usassem.... O problema mesmo é abrir o primeiro e este, é pecadinho!






Ora de entre os frasquinhos que aguardam que os utilize, este foi o primeiro em ter sentenciado o seu uso. É um creme de chocolate branco e morangos, que para estas bolachas, foi perfeito!

A autora destas bolachas la no tal programa britânico, coloca corante em gel directamente no saco de pasteleiro. Para dizer a verdade, não achei muita piada porque não consigo imaginar um corante, sem ser misturado. Vai daí, andava perdido um spray numa gaveta, que ainda não tinha experimentado. Em lugar de usar o corante em gel, usei o spray. Não, não é a mesma coisa. Em lugar de ter riscas de gel, fiquei com a bolsa toda vermelha. Mais uma para aprender!


Sandwich Cookies de Creme de Chocolate Branco e Morangos (Melting Moments)
(receita retirada do livro Family Baking, de Sarah Randell, pág. 50)

Para as bolachinhas:
- 500 gramas de manteiga a temperatura ambiente
- 100 gramas de açúcar em pó peneirado
- 400 gramas de farinha T55
- 100 gramas de amido de milho (Maizena)

Recheio:
- O recheio usado pode ser a gosto. A receita original usa um cream cheese com mascarpone e maracujá, mas este pode ser a nosso critério. Com o que se tenha por casa ou até mesmo um simples doce de morango, ou de cerejas como também utilizei, assentam na perfeição.
- Colorante alimentar vermelho em spray da Wilton (opcional)
- Saco de pasteleiro
- Bico nº1 M da Wilton





Execução:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Colocar o açúcar em pó peneirado numa taça juntamente com a manteiga à temperatura ambiente e, bater com a ajuda de uma batedeira até obter uma mistura pálida e suave.

Misturar a farinha e o amido de milho numa taça e, peneirar. Juntar à mistura de açúcar com a manteiga em três vezes, mexendo bem entre cada adição. 

A consistência da massa não deve ser muito dura e se assim for, é sinal que não está bem batida. Deve ter uma consitência cremosa para que se possa colocar no saco de pasteleiro e possa sair sem exercer muita pressão.

Colocar o corante vermelho no saco de pasteleiro munido com o bico. Encher com a massa e fazer pequenas rosas, num tabuleiro forrado com papel de forno, em altura e não em largura, visto que no forno têm tendência a espalhar.

Levar ao forno durante 12 minutos ou assim que rebordo esteja ligeiramente dourado.

Retirar do forno e deixar arrefecer no tabuleiro. Depois de arrefecidas ligeiramente, colocar numa rede e deixar arrefecer por completo.

Depois de frias podem ser recheadas com o recheio preferido, neste caso o creme de chocolate branco com morangos, ou doce de cerejas.

Polvilhar com açucar em pó e servir.





Notas da Mamã:
- Este tipo de massa permite fazer várias alterações, por exemplo subsituir uma parte da farinha por cacau em pó.
- Se não quiserem usar o saco de pasteleiro, podem fazer pequenas bolinhas e as quais se podem achatar com um garfo.
- Não fazer com muito tempo de antecedência, porque de certeza não chegam à parte de colocar o recheio.
- Devem ser guardadas numa lata hermética, para evitar que fiquem moles.
- São altamente viciantes, mesmo sem o recheio.








O que é mesmo viciante é misturar as duas coisas! O creme de chocolate e o doce de cerejas, que neste caso não é muito doce, e o contraste, simplesmente perfeito! Como dizia antes, mesmo sem recheio, são viciantes....







E agora entendo perfeitamente porque lhe chamam "Melting moments"!!!! É tipo os famosos M&M's, derretem na boca e não nas mãos.

Para descobrirem, só têm que experimentar!

Uma coisa vos posso dizer, nem as migalhas vão sobrar e com chocolate, são um pecado maior!!!

E mais não digo!

25.4.14

Debaixo dos caracóis!



Os dias de repouso já acabaram e ainda bem que preparei esta receita quando ainda tinha tempo! Se calhar de me cruzar com ela noutra altura, acho que ficaria eternamente na lista de receitas TO DO!!! E o bendito monte de papéis e papelinhos continua a aumentar em vez de diminuir!


Eu cá não sou nada de Páscoas! Quando era mais pequena, sim que ligava mais e era diferente! Agora aqui? É um dia como outro qualquer! Só damos contas que estamos em Semana Santa, porque já se queimam os ultimos cartuchos nas pistas de ski e o número de visitantes é bastante reduzido, e as ruas da Sibéria parecem uma daquelas aldeias do faroeste! Só lhe falta mesmo uns vultos de palha a rodarem e mais calor!


Da última vez que tive uma receita da Dorie, não fiquei convencida! Esta quinzena no Dorie's às Sextas o desafio mudou de figura! Se antes chamava massa diabólica à massa que usa para a Galette, não sei que chamar a esta massa de brioche! Pois vou chamar a mesma coisa, porque é o cabo dos trabalhos! Mas vale bem a pena, porque o resultado é simplesmente maravilhoso!


Aviso que a receita é enorme e está feita para quem tenha uma boa batedeira e na falta dela, a força de braços também serve, porque eu tive que a fazer assim!
Colocarei a receita na integra, traduzida pela Susana, fazendo apenas apontamentos onde tenha feito as minhas alterações.





Brioche Raisin Snails
(receita retirada do Livro Baking, pag.56 de Dorie Greenspan)

- 1 chávena de passas grandes
- 3 colher de sopa de rum
- 1 1/2 colheres de chá de açúcar
- 1/4 colher de chá de canela em pó
- 1/2 receita de Golden Brioche Loaves, refrigerada e pronta a moldar (fazer a receita toda e cortar a massa ao meio, após refrigerar durante a noite) 1/2 receita de creme de pasteleiro


Para a massa de brioche (usar metade da receita):
- 2 pacotes de fermento seco activo
- 80 ml chávena de agua morna 
- 80 ml chávena de leite morno
- 470 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 ovos grandes, à temperatura ambiente
- 50 gramas de açúcar (usei 150 gramas porque a primeira versão partilhada no grupo, tinha este pequeno lapso, que os tornou ainda mais docinhos)
- 340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme


Para o creme de pasteleiro (usar metade da receita)
- 500 ml de leite gordo
- 6 gemas de ovos grandes
- 100 gramas de açúcar
- 50 gramas de amido de milho, peneirado
- 1 1/2 colher de chá de extracto de baunilha
- 40 gramas de manteiga sem sal, cortada aos pedaços e à temperatura ambiente


Para a cobertura (opcional)
- 3/4 de açúcar em pó, peneirado
- 1 colher de chá de água
- Uma gota de extracto de baunilha






Para a massa de brioche:
Colocar o fermento, água e leite na taça da batedeira e, usando uma colher de pau, mexer até o fermento dissolver. Adicionar a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não sair para fora.

Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada; depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos, até a farinha estar bem incorporada. 

Nesta altura, a estará massa bastante seca, sendo conveniente ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar. 

Aumentar a velocidade do misturador para médio e bater por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduzir a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa; só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga.

Nesta altura a massa fica muito macia. Aumentar a velocidade para médio-alto e continuar a bater até a massa despegue dos lados da taça, durante cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma taça limpa, cobrir com película aderente e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, o que será entre 40 a 60 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

Tirar a massa da taça, levantando-a em torno das laterais e deixando-a cair com uma pancada ligeira na taça. Levar novamente à taça, cobrir com película aderente e colocar no frigorífico. Golpear a massa para baixo na taça a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, o que demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorífico durante a noite.

**(Na falta de batedeira a massa torna-se mais complicada de fazer, mas consegue ser feita! Seguir todos os passos indicados em cima, usando uma colher de pau. Na parte de juntar a manteiga, esta deve estar um pouco mais mole para que seja também mais fácil incorporar na massa, manualmente.)

Para o creme de pasteleiro:
Levar o leite ao lume num tacho pequeno. Entretanto, num tacho médio com fundo pesado, bater as gemas, o açúcar e o amido de milho até ficar bem misturado. Sem parar de bater, deitar aos poucos 1/4 do leite quente, de modo a aquecer as gemas e evitar que talhem.

Batendo sempre, deitar lentamente o resto do leite. Levar o tacho a lume médio e deixar ferver, mexendo vigorosa, constante e consistentemente, tendo o cuidado de despegar sempre o creme das paredes do tacho. Deixar no lume durante 1-2 minutos, não parando de mexer, e tirar em seguida o tacho do calor.

Juntar o extracto de baunilha. Deixar repousar durante 5 minutos, acrescentando em seguida os pedacinhos de manteiga, envolvendo até estarem totalmente incorporados e o creme suave e sedoso. Transferir o creme para uma taça, cobrir com película aderente e refrigerar até estar frio (para arrefecê-lo mais depressa, colocar a taça numa outra taça, cheia de gelo e água fria, mexendo ocasionalmente até estar totalmente frio, o que deverá levar uns 20 minutos.





Para os caracóis:
Forrar um tabuleiro grande ou dois pequenos com papel vegetal ou com tapetes de silicone. Colocar as passas num tacho pequeno, cobrir com água quente e deixar repousar durante quatro minutos, até estarem inchadas. Escorrer bem, deitar novamente no tacho e, mexendo constantemente, aquecê-las em lume brando. Quando estiverem muito quentes, retirar o tacho do calor, deitar o rum e pegar-lhe fogo (afastem-se bem nesta fase...). Mexer até as chamas se apagarem, cobrir e reservar (as passas e o rum poderão ser guardadas num frasco coberto até um dia).
Misturar o açúcar e a canela.

Numa superfície polvilhada de farinha, estender a massa num rectângulo com cerca de 30x40 cm, o lado mais curto na nossa direcção. Espalhar bem o creme de pasteleiro sobre a massa, polvilhar com as passas e cobrir tudo com a mistura de açúcar e canela. Começando pelo lado mais próximo, enrolar a massa num cilindro, mantendo o rolo o mais apertado possível. Neste ponto, poderá envolver bem a massa em película e congelá-la durante dois meses ou, usar apenas a quantidade desejada e congelar o resto.

Com uma faca de chefe, aplicando gentilmente um movimento de serrar, aparar ligeiramente as pontas, caso estejas imperfeitas ou sem recheio. Cortar o tronco em fatias, com cerca de 2,5 cm cada. Colocar os caracóis no tabuleiro forrado, deixando algum espaço entre eles. Cobrir cuidadosamente os caracóis com papel vegetal e colocar o tabuleiro num local morno até dobrarem de volume (ficando inchados e macios) durante cerca de uma hora e 30 minutos.

Quando os caracóis tiverem crescido quase na totalidade, pré-aquecer o forno a 190º, colocando a grade ao meio se usar um tabuleiro ou dividindo as alturas se usar dois tabuleiros. Remover o papel vegetal do topo dos caracóis e levar ao forno durante 25 min (se se usar dois tabuleiros, trocar o de cima com o de baixo ao fim de 15 minutos, rodando-os também de modo a que os caracóis que estavam atrás fiquem à frente) ou até estarem crescidos e bem dourados. Com uma espátula de metal, transferi-los para uma rede de arrefecimento.

Para a cobertura: (opcional)
Colocar um pedaço de papel vegetal sob a rede onde estão a arrefecer os caracóis, de modo a apanhar quaisquer pingas que caiam. Numa taça, misturar o açúcar em pó com uma colher de chá de água. Continuar a juntar água, gota a gota, até formar uma cobertura que caia em fio da ponta da colher. Juntar o extracto de baunilha e salpicar os caracóis ainda quentes com a mistura.








Tenho que admitir, que quando vi a massa tão mole, pensei para comigo mesma: és uma azelha! Isto nunca vai ficar em condições de ser esticado!
Ainda assim foi para o frigorífico descansar!
Acho que o frigorífico faz milagres durante a noite! (risos)
Aquilo que era uma massa mole e longe de ser possível esticar, tinha-se transformado num bloco duro. O duro bastante para poder ser esticado e ser enrolado de seguida.









Depois de enrolar o rectângulo, já com o creme pasteleiro, pensei que se iam desmanchar. A temperatura ambiente começa a amolecer a massa e é complicado enrolar, e eu via com o creme pasteleiro me escapava pelos lados! Ainda assim, mais ou menos direitos, foram parar ao tabuleiro e restou apenas esperar que crescessem.









Que posso eu dizer mais?? Tudo aquilo que possa dizer será suspeito! Primeiro porque adoro tudo o que seja massas de brioche, depois adoro tudo o que leve passas, e terceiro, sou uma perdida por um primo irmão destes meninos, os famosos por estes lados como Pain aux Raisins. 

E é caso para dizer que era uma perdida por eles, porque estes ocuparam o seu lugar! São simplesmente fantásticos!

Acreditem que toda a trabalheira e sofrimento (risos), vale bem a pena no final!

Aceitam um chá?

25.3.14

C'est un Fraisier!


Whole Kitchen en su Propuesta Dulce para el mes de Marzo nos invita a preparar un clásico de la cocina francesa: Tarta Fraisier.





Fraisier vem da palavra Fraise, que em francês significa morango e como tal a primeira significará morangueiro. Isto sou eu a tentar traduzir, se bem que nem tudo o que parece é! Mas seja o que seja é o nome da tarte para mais um desafio do Whole Kitchen.

Assim que vi o desafio, pensei para os meus botões: Aiiii a minha vidinha! Eu sei lá fazer isto! Está mas é sossegadinha, porque isto é muita areia para a tua camioneta! 

Eu pensar pensei e estive até à última para o fazer! Sim porque ver fotos desta sobremesa por essa blogosfera e afins, é um atentado a uma alma gulosa como a minha! E a bendita imagem andava a atormentar-me até durante a noite! Até sonhei com ela e tudo! Pronto já sei que isto pode ser sinal de loucura, mas isso também já não é novidade. Aposto que haverá muito mais gente que sonha com comida!

Pois se há sonhos que se podem concretizar mais rápido são estes!! Fossem os outros assim, e eu a estas horas estava no Caribe a tomar banhos de sol! Oh se estava! Sim porque a Primavera, foi-se! Quando o sol nos acostumou à sua presença durante uns dias, deixou-se intimidar outra vez pela neve! Típico da Sibéria!

Um dia destes com a Maria, a conversarmos sobre as férias, eu dizia-lhe que só chega a altura quando estiver mais quentinho! Resposta muito pronta da catraia:
- Pois Mãe, é que o sol esconde-se porque tem medo da neve!

E esta tarte Fraisier não é mais nem menos que uma porção de morangos, escondidos entre duas capas de bolos embebidas numa calda de kirsch, e envolvidos num creme mousseline. Ou seja, um creme pasteleiro enriquecido com um creme de manteiga! Coisa inadequada para quem está de dieta! Mas há coisas que têm que ser feitas ao menos uma vez na vida!

Aqui por casa, chegou essa oportunidade!






É uma tarte que exige diversas preparações e parece ser muito mais complicada do que aquilo que realmente é. A receita fornecida pelo Círculo Whole Kitchen é de um dos melhores pasteleiros franceses, Pierre Hermé. Ora como grande que é, a receita é à sua altura, mas como eu sou pequenina, fiz alterações à mesma. Colocarei parte da receita do Hermé mas com as alterações que fiz.

Tarte Fraisier

Ingredientes:

Para a tarte:
- Creme mousseline (ver receita abaixo)
- 500 gramas de morangos
- Discos de bolo (ver receita abaixo)
- Gelatina de morangos (ver receita abaixo)
- Aros de cozinha de 20 cm ou 2 de 10 cm
- Papel de acetato

Para o bolo:
- 110 gramas de açúcar
- 3 ovos
- 30 gramas de manteiga
- 110 gramas de farinha peneirada

Para o creme mousseline:
- 1 vagem de baunilha
- 80 gramas de açúcar
- 350 ml de leite
- 4 gemas de ovos
- 15 gramas de amido de milho
- 15 gramas de farinha de trigo
- 250 gramas de manteiga amolecida

Para a calda:
- 100 gramas de água
- 120 gramas de açúcar
- 20 gramas de kirsch (licor de cereja)

Para a gelatina:
- 200 gramas de morangos
- 1 colher de sopa de açúcar baunilhado
- 2 colheres de sopa de açúcar (podem colocar mais, para ficar mais doce)
- 3 colheres de sopa de água
- 2 folhas de gelatina

Decoração:
- Chocolate
- Açúcar em pó
(opcional)





Execução da Mousseline:
Num tacho colocar o leite com as sementes de baunilha e a vagem aberta e metade do açúcar. Deixar aquecer, mas não ferver, e retirar do lume e deixar infusionar e arrefecer.

Numa taça colocar as gemas e o restante açucar. Bater com a ajuda de um batedor de arames até que a mistura fique esbranquiçada. Juntar as farinhas e mexer bem.

Juntar o leite ainda morno sobre esta massa, mexendo sempre. Colocar dentro do tacho e levar ao lume, mexendo sempre e deixando engrossar.

Quando se formar um "caminho" no meio do creme está pronto.

Colocamos noutro recipiente para que arrefeça e reservamos. 

Com a ajuda de uma espátula de silicione, amaciamos a manteiga que deve estar à temperatura ambiente. A textura tem que ser muito suave, quase como a manteiga de untar, para que se posso envolver bem no creme.

Quando o creme estiver morno, juntamos METADE da manteiga. Com a ajuda de uma espátula de silicone, vamos emulsionando a manteiga no creme, que como ainda está morno, vai absorver toda a manteiga. Este processo é muito importante para envolver bem a manteiga e aportar ao creme uma cremosidade estupenda. Depois deste passo tapamos a superficie com uma película aderente e guardamos no frígorifico até que esteja fria.

Retiramos do frigorífico e juntamos a restante manteiga. Batemos desta feita com a batedeira para que a mistura ganhe volume e para que a manteiga fique bem envolvida. Reservamos novamente no frigorífico até à montagem da tarte.




Derretemos a manteiga e deixamos que arrefeça. Pré-aquecemos o forno a 230ºC.

Para o bolo colocamos os ovos e o açúcar numa taça, que possa ir a banho maria, e batemos com a batedeira. Colocamos no tacho com água quente e vamos batendo até que a mistura duplique de volume e se torne esponjosa.

Retiramos do banho maria e continuamos a bater até que a mistura arrefeça. Retiramos duas colheres desta massa e juntamos a manteiga envolvendo suavemente. Adicionamos a farinha com a ajuda de uma espátula envolvendo bem e levantando bem a massa.

Colocamos num tabuleiro, untado com manteiga e polvilhado com farinha, e estendemos bem a massa. Levamos ao forno durante 5-10 minutos. Retiramos e deixamos arrefecer.

Para a calda colocamos o açúcar e a água num tacho e levamos ao lume. Assim que levante fervura juntamos o kirsch e mexemos, retirando do lume. Deixamos arrefecer e reservamos.

Para a gelatina, colocamos os morangos cortados em pedaços juntamente com os açúcares e a água num tacho. Deixamos que ferva. Retiramos e trituramos esta mistura, coando em seguida. Demolhamos as folhas de gelatina num pouco de água fria e aquecemos um pouco no microondas para que derreta. Não muito calor nem muito tempo, para evitar que a gelatina perca as suas propriedades. Juntamos ao puré de morangos coado e deixamos que arrefeça.



Neste vídeo podem assistir aos diferentes passos da receita e da sua montagem. E tomem nota também porque a receita também diferente.

Para montar a tarte, com a ajuda de aros de cozinha, cortamos 4 discos de bolo. No meu caso usei um mediano e um mais pequeno, mas a receita, duplicando a massa do bolo, pode ser feita numa forma ou aro de 20 cm. Colocar uma tira de acetato (se tiverem).

Depois de cortar os discos aparamos os mesmos e colocamos o aro que vai dar forma ao Fraisier. Os discos têm que ser aparados, para que desta maneira quando se coloquem os primeiros morangos, os mesmos escondam o disco do bolo.

Pincelamos este disco com a calda de kirsch, mas não em demasia. Não tem que ficar empapado mas sim humedecido para dar mais frescura e sabor.

Seguidamente colocamos as metades dos morangos em toda a volta do aro de cozinha, com a parte cortada virada para o aro. Retiramos a mousseline do frigorifico e mexemos. Enchemos um saco de pasteleiro com esta mousseline e vamos colocando a mousseline sobre os morangos e sobre o disco do bolo.

Sobre esta mousseline colocamos morangos inteiros ou partidos em metades, mas ponham morangos!!!!

Cobrimos com mousseline e colocamos o outro disco de bolo embebido na calda. Cobrimos com um pouco de mousseline e alisamos a superfície. Por fim colocamos a gelatina de morangos. Como mínimo tem que estar no frigorífico e em repouso 8 horas.

Servir decorado a gosto.




Quando no início dizia que era demasiada areia para a minha camioneta, não me enganei. Sim é uma receita complicada pelos diferentes procedimentos, mas o final vale bem a pena. Como tal há uma série de pequenos apontamentos que vos quero contar, porque para trapalhona eu, e assim podem agilizar o processo se decidirem experimentar.

- Devem começar por fazer a mousseline. Precisa de ser arrefecida e batida duas vezes. Ao começar por ela, podem agilizar o processo ou fazê-lo com antecedência.

- O bolo pode ser feito de maneira normal, sem o banho maria. Este processo usado serve apenas para dar mais volume à massa e deixá-la mais fofinha.

- Coloquei os acetatos nos aros de cozinha, pensando eu que ia ficar lisinho o resultado final. A isto chamo eu falta de sabedoria ou mesmo falta de jeito, porque quando os retirei, houve bocadinhos de creme que se me escaparam. Mas nada que não se possa resolver com uma pequena espátula alisando depois o lateral.

- Os morangos têm que estar presentes, por isso se chama Fraisier. Podem achar que sao muitos mas vão ser todos utilizados. Normalmente para a parte exterior devem ser escolhidos os morangos com o mesmo tamanho para que fique mais bonito. Por aqui, foi quase missão impossível, mas quase nao se nota. Na ultima camada de creme eu coloquei mais quantidade do que devia, e por isso se nota tanta diferença entre os morangos e a superfície.




Ainda assim, com defeitos, aquilo que sobra é isto! Entre que as vizinhas puderam provar e eu também, esta foi a sobremesa do jantar. E quase que havia aqui uma revolução por causa dos pequenos.

Se uma come os morangos como seja, o outro dá-lhe dois tiros! Mas quando viu o que tirei do frigorífico aquele que não gosta de morangos, não se importou de os comer!!

E para mim quando vejo que o meu pequeno gourmet se delicia com coisas novas, é a prova de que está bom!

Depois de uma manhã no ski, já me servia de uma fatia! Pena que já não há!