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25.3.14

C'est un Fraisier!


Whole Kitchen en su Propuesta Dulce para el mes de Marzo nos invita a preparar un clásico de la cocina francesa: Tarta Fraisier.





Fraisier vem da palavra Fraise, que em francês significa morango e como tal a primeira significará morangueiro. Isto sou eu a tentar traduzir, se bem que nem tudo o que parece é! Mas seja o que seja é o nome da tarte para mais um desafio do Whole Kitchen.

Assim que vi o desafio, pensei para os meus botões: Aiiii a minha vidinha! Eu sei lá fazer isto! Está mas é sossegadinha, porque isto é muita areia para a tua camioneta! 

Eu pensar pensei e estive até à última para o fazer! Sim porque ver fotos desta sobremesa por essa blogosfera e afins, é um atentado a uma alma gulosa como a minha! E a bendita imagem andava a atormentar-me até durante a noite! Até sonhei com ela e tudo! Pronto já sei que isto pode ser sinal de loucura, mas isso também já não é novidade. Aposto que haverá muito mais gente que sonha com comida!

Pois se há sonhos que se podem concretizar mais rápido são estes!! Fossem os outros assim, e eu a estas horas estava no Caribe a tomar banhos de sol! Oh se estava! Sim porque a Primavera, foi-se! Quando o sol nos acostumou à sua presença durante uns dias, deixou-se intimidar outra vez pela neve! Típico da Sibéria!

Um dia destes com a Maria, a conversarmos sobre as férias, eu dizia-lhe que só chega a altura quando estiver mais quentinho! Resposta muito pronta da catraia:
- Pois Mãe, é que o sol esconde-se porque tem medo da neve!

E esta tarte Fraisier não é mais nem menos que uma porção de morangos, escondidos entre duas capas de bolos embebidas numa calda de kirsch, e envolvidos num creme mousseline. Ou seja, um creme pasteleiro enriquecido com um creme de manteiga! Coisa inadequada para quem está de dieta! Mas há coisas que têm que ser feitas ao menos uma vez na vida!

Aqui por casa, chegou essa oportunidade!






É uma tarte que exige diversas preparações e parece ser muito mais complicada do que aquilo que realmente é. A receita fornecida pelo Círculo Whole Kitchen é de um dos melhores pasteleiros franceses, Pierre Hermé. Ora como grande que é, a receita é à sua altura, mas como eu sou pequenina, fiz alterações à mesma. Colocarei parte da receita do Hermé mas com as alterações que fiz.

Tarte Fraisier

Ingredientes:

Para a tarte:
- Creme mousseline (ver receita abaixo)
- 500 gramas de morangos
- Discos de bolo (ver receita abaixo)
- Gelatina de morangos (ver receita abaixo)
- Aros de cozinha de 20 cm ou 2 de 10 cm
- Papel de acetato

Para o bolo:
- 110 gramas de açúcar
- 3 ovos
- 30 gramas de manteiga
- 110 gramas de farinha peneirada

Para o creme mousseline:
- 1 vagem de baunilha
- 80 gramas de açúcar
- 350 ml de leite
- 4 gemas de ovos
- 15 gramas de amido de milho
- 15 gramas de farinha de trigo
- 250 gramas de manteiga amolecida

Para a calda:
- 100 gramas de água
- 120 gramas de açúcar
- 20 gramas de kirsch (licor de cereja)

Para a gelatina:
- 200 gramas de morangos
- 1 colher de sopa de açúcar baunilhado
- 2 colheres de sopa de açúcar (podem colocar mais, para ficar mais doce)
- 3 colheres de sopa de água
- 2 folhas de gelatina

Decoração:
- Chocolate
- Açúcar em pó
(opcional)





Execução da Mousseline:
Num tacho colocar o leite com as sementes de baunilha e a vagem aberta e metade do açúcar. Deixar aquecer, mas não ferver, e retirar do lume e deixar infusionar e arrefecer.

Numa taça colocar as gemas e o restante açucar. Bater com a ajuda de um batedor de arames até que a mistura fique esbranquiçada. Juntar as farinhas e mexer bem.

Juntar o leite ainda morno sobre esta massa, mexendo sempre. Colocar dentro do tacho e levar ao lume, mexendo sempre e deixando engrossar.

Quando se formar um "caminho" no meio do creme está pronto.

Colocamos noutro recipiente para que arrefeça e reservamos. 

Com a ajuda de uma espátula de silicione, amaciamos a manteiga que deve estar à temperatura ambiente. A textura tem que ser muito suave, quase como a manteiga de untar, para que se posso envolver bem no creme.

Quando o creme estiver morno, juntamos METADE da manteiga. Com a ajuda de uma espátula de silicone, vamos emulsionando a manteiga no creme, que como ainda está morno, vai absorver toda a manteiga. Este processo é muito importante para envolver bem a manteiga e aportar ao creme uma cremosidade estupenda. Depois deste passo tapamos a superficie com uma película aderente e guardamos no frígorifico até que esteja fria.

Retiramos do frigorífico e juntamos a restante manteiga. Batemos desta feita com a batedeira para que a mistura ganhe volume e para que a manteiga fique bem envolvida. Reservamos novamente no frigorífico até à montagem da tarte.




Derretemos a manteiga e deixamos que arrefeça. Pré-aquecemos o forno a 230ºC.

Para o bolo colocamos os ovos e o açúcar numa taça, que possa ir a banho maria, e batemos com a batedeira. Colocamos no tacho com água quente e vamos batendo até que a mistura duplique de volume e se torne esponjosa.

Retiramos do banho maria e continuamos a bater até que a mistura arrefeça. Retiramos duas colheres desta massa e juntamos a manteiga envolvendo suavemente. Adicionamos a farinha com a ajuda de uma espátula envolvendo bem e levantando bem a massa.

Colocamos num tabuleiro, untado com manteiga e polvilhado com farinha, e estendemos bem a massa. Levamos ao forno durante 5-10 minutos. Retiramos e deixamos arrefecer.

Para a calda colocamos o açúcar e a água num tacho e levamos ao lume. Assim que levante fervura juntamos o kirsch e mexemos, retirando do lume. Deixamos arrefecer e reservamos.

Para a gelatina, colocamos os morangos cortados em pedaços juntamente com os açúcares e a água num tacho. Deixamos que ferva. Retiramos e trituramos esta mistura, coando em seguida. Demolhamos as folhas de gelatina num pouco de água fria e aquecemos um pouco no microondas para que derreta. Não muito calor nem muito tempo, para evitar que a gelatina perca as suas propriedades. Juntamos ao puré de morangos coado e deixamos que arrefeça.



Neste vídeo podem assistir aos diferentes passos da receita e da sua montagem. E tomem nota também porque a receita também diferente.

Para montar a tarte, com a ajuda de aros de cozinha, cortamos 4 discos de bolo. No meu caso usei um mediano e um mais pequeno, mas a receita, duplicando a massa do bolo, pode ser feita numa forma ou aro de 20 cm. Colocar uma tira de acetato (se tiverem).

Depois de cortar os discos aparamos os mesmos e colocamos o aro que vai dar forma ao Fraisier. Os discos têm que ser aparados, para que desta maneira quando se coloquem os primeiros morangos, os mesmos escondam o disco do bolo.

Pincelamos este disco com a calda de kirsch, mas não em demasia. Não tem que ficar empapado mas sim humedecido para dar mais frescura e sabor.

Seguidamente colocamos as metades dos morangos em toda a volta do aro de cozinha, com a parte cortada virada para o aro. Retiramos a mousseline do frigorifico e mexemos. Enchemos um saco de pasteleiro com esta mousseline e vamos colocando a mousseline sobre os morangos e sobre o disco do bolo.

Sobre esta mousseline colocamos morangos inteiros ou partidos em metades, mas ponham morangos!!!!

Cobrimos com mousseline e colocamos o outro disco de bolo embebido na calda. Cobrimos com um pouco de mousseline e alisamos a superfície. Por fim colocamos a gelatina de morangos. Como mínimo tem que estar no frigorífico e em repouso 8 horas.

Servir decorado a gosto.




Quando no início dizia que era demasiada areia para a minha camioneta, não me enganei. Sim é uma receita complicada pelos diferentes procedimentos, mas o final vale bem a pena. Como tal há uma série de pequenos apontamentos que vos quero contar, porque para trapalhona eu, e assim podem agilizar o processo se decidirem experimentar.

- Devem começar por fazer a mousseline. Precisa de ser arrefecida e batida duas vezes. Ao começar por ela, podem agilizar o processo ou fazê-lo com antecedência.

- O bolo pode ser feito de maneira normal, sem o banho maria. Este processo usado serve apenas para dar mais volume à massa e deixá-la mais fofinha.

- Coloquei os acetatos nos aros de cozinha, pensando eu que ia ficar lisinho o resultado final. A isto chamo eu falta de sabedoria ou mesmo falta de jeito, porque quando os retirei, houve bocadinhos de creme que se me escaparam. Mas nada que não se possa resolver com uma pequena espátula alisando depois o lateral.

- Os morangos têm que estar presentes, por isso se chama Fraisier. Podem achar que sao muitos mas vão ser todos utilizados. Normalmente para a parte exterior devem ser escolhidos os morangos com o mesmo tamanho para que fique mais bonito. Por aqui, foi quase missão impossível, mas quase nao se nota. Na ultima camada de creme eu coloquei mais quantidade do que devia, e por isso se nota tanta diferença entre os morangos e a superfície.




Ainda assim, com defeitos, aquilo que sobra é isto! Entre que as vizinhas puderam provar e eu também, esta foi a sobremesa do jantar. E quase que havia aqui uma revolução por causa dos pequenos.

Se uma come os morangos como seja, o outro dá-lhe dois tiros! Mas quando viu o que tirei do frigorífico aquele que não gosta de morangos, não se importou de os comer!!

E para mim quando vejo que o meu pequeno gourmet se delicia com coisas novas, é a prova de que está bom!

Depois de uma manhã no ski, já me servia de uma fatia! Pena que já não há!

25.2.14

Um clássico britânico


Whole Kitchen en su Propuesta Dulce para el mes de Febrero nos invita a preparar un clásico de la cocina británica:
Pudin de Pan y Mantequilla
(Bread and butter Pudding)








Um clássico da cozinha britânica! Pois até pode ser, mas a minha Mãe fazia também um pudim de pão! Que não era como este, mas que era fabuloso!!!

Acho que este Bread and Butter Pudding tem uma mistura de sobremesa e talvez de pequeno almoço preguiçoso, dependendo da hora do dia a que o queiram servir!!

Independentemente disso, sirvam-no! Façam e provem porque vale bem a pena!! A receita escolhida pelo círculo Whole Kitchen é do Jamie Oliver. E como todos já sabemos, não precisamos de nos complicar a vida, para termos um pedaço de céu enquanto comemos algo que preparamos num abrir e fechar de olhos!!

Confort food?? Sim, de certeza que sim!! 

E olhem sabem uma coisa?? O dia de hoje não é dos melhores para escrever! Menos mal que fiz a receita ontem, porque da maneira que estou hoje, acho que não a fazia e se a fizesse saía asneira! Mas em boa a hora a fiz, porque assim que terminar este post, vou ali buscar uma tacinha!! Quem é que disse que o chocolate é anti-depressivo?? Eu!! Mas agora acrescento à lista este Bread and Butter Puding! (risos)

Uma receita perfeita para aproveitar restos de pão, brioche, croissants, aquilo que nos apeteça! Pode juntar-se fruta e torna-lo ainda muito mais delicioso!! 


Pudim de Pão e Manteiga
(Bread and Butter Pudding - receita de Jamie Oliver)




Ingredientes:

- 50 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 1 pitada de canela
- 1 pitada de noz moscada
- raspa de meia laranja
- 4 fatias de brioche (na receita é pão de forma normal)
- 5 gemas de ovo
- 1 clara
- 70 gramas de açúcar
- 250 ml de leite meio gordo
- 285 ml de nata MG>30%
- 1/2 vagem de baunilha
- 2 colheres de sopa de doce de alperce
- Passas a gosto

A receita original tem o dobro das quantidades! Como não tinha recipientes para tanta quantidade, reduzi a receita. Pode ser feita em recipientes individuais ou num tabuleiro próprio para o forno.


Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC.
Num tacho colocar o leite, a nata e as sementes da vagem de baunilha e ferver. Retirar e deixar arrefecer.

Untar 4 recipientes de 250 ml de capacidade, com manteiga e reservar.

Misturar com a manteiga, a canela, a noz moscada e a raspa de laranja. Untar com esta manteiga as fatias de brioche, nos dois lados. Cortar em 4 pedaços cada fatia e colocar nos recipientes préviamente untados.

Bater as gemas e a clara com o açúcar, de modo a obter uma mistura cremosa. Juntar o leite em fio mexendo sempre.

Deitar nos recipientes e deixar repousar durante 10 minutos para que o brioche absorva bem este preparado. Juntar passas a gosto entre as pequenas fatias de brioche. Não devem ficar muito à superfície para evitar que se queimem.

Levar ao forno durante 30 minutos. Retirar e pincelar com o doce de alperce aquecido no microondas e voltar a colocar no forno mais 10 minutos.

Retirar e deixar arrefecer. Servir morno ou frio acompanhado com gelado de baunilha ou até mesmo crème frâiche.

Tempo de preparação: 45 minutos; Dificuldade: Fácil
Vegetariano: Não; Para crianças: Sim
Ingrediente principal: Pão, leite e ovos; N.º de porções: 4
Prato: Sobremesa




Excusado será dizer, que esta sobremesa se repitirá muitas vezes cá por casa!! E acho mesmo que até vou deixar que o pão fique recesso mais vezes!

É absolutamente delicioso!! E não sou exagerada! É daquelas sobremesas, que quando acabas a tacinha ( tenho que arranjar umas maiores), dizes... Oh já acabou??





E aparte de ser bom simples, com um bocadinho de gelado de baunilha.... Ai que desgraça a minha! E não foi a crème frâiche porque por incrível que pareça não havia!!

O contraste do morno com o frio do gelado.....




Desafio-vos a experimentarem! E se quiserem sabores mais exóticos, experimentem substituindo o leite por leite de coco! E entre as fatias de brioche colocar umas rodelas de banana madura e salpicar com umas pepitas de chocolate!! Eu já experimentei!

Conseguem imaginar o resultado??


25.1.14

Põe o dedo no ar!!!

Olho pela a minha janela e só vejo neve!!

Pois mas isso também é normal, mas eu é que ainda não me habituei!! E por mais que esteja por aqui nunca conseguirei habituar-me!!

Um dia destes de manhã a Maria olhava pela janela e via o cenário que se apresentava e dizia: "Oh Mãe podemos ficar em casa?"

Afinal não sou só eu! Mas se lhes digo se querem brincar na neve, nunca dizem que não!!

E a uma coisa que nunca digo que não é a um Donut!! Hummmm que coisa tao boa!! Pronto ja sei que fazem mal e mais não sei o quê! Mas perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe!! 

Não sou de os comprar muitas vezes, mas há dias que me apetece! E agora depois daquilo que vos vou mostrar, já não preciso de comprar!!

O Círculo Whole Kitchen desafia-nos no tema de Doces, a preparar a receita americana mais famosa, Donut's!!

Reza a históra que a primeira vez que se fez referência aos Donuts foi em 1803 num livro de pastelaria inglês, que a considerou como se fosse americana.

Existem muitas versões sobre a origem deste bolinho, mas ao que parece a sua aparição deve-se à presença de uns emigrantes holandeses por terras do tio Sam.

Foi esse bolinho que foi alterado até aos Donuts que conhecemos no dia de hoje! Dizem também que a sua forma de rosca foi inventada por um marinheiro, chamado Hanson Gregory de 16 anos, que não conseguia que os seus Donuts ficassem cozidos no meio e então furou o dito com a ajuda de um pimenteiro!!

Com ou sem pimenteiro, nos dias de hoje não faltam utensilios para os fazer! Um cortador de Donuts ou ate mesmo um simples cortado redondo e por exemplo a tampa de uma garrafa!

A receita é da Lara Ferroni que tem um livro editado destes meninos lindos! E ela também tem um blog que me deixa a suspirar!!

E a suspirar fico eu só de pensar nos ditos!!!


Donuts
(receita adaptada da Lara Ferroni)




Ingredientes:

- 1 colher de sopa de fermento de padeiro desidratado + 1 colher de chá
- 240 ml de leite gordo morno (45º)
- 400 gramas de farinha de pão ( por aqui é o que chama a "harina de fuerza")
- 30 gramas de açúcar
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 3 gemas de ovo
- 60 gramas de manteiga sem sal em cubos ( ligeiramente amolecida)
- óleo para fritar

Para a cobertura:

- 150 gramas de açúcar em pó
- 3 ou 4 colheres de chá de leite ou água
- 1 colher de chá de essência de baunilha (opcional)

Execução:

Numa taça colocamos 180 ml de leite com a colher de sopa de fermento, misturamos e juntamos 110 gramas de farinha. Mexemos até obtermos uma massa lisa.

Cobrimos com um pano e deixamos repousar durante 30 minutos num lugar morno. ( A Lara recomenda que se cubra com uma manta elétrica, para podemos colocar no forno pré aquecido 5 minutos a 50º).

A massa que se obtém é aquilo a que se chama esponja ou poolish, ou até mesmo um pré fermento.






Como a minha batedeira não pode bater este tipo de massa, segui a receita para a batedora, mas fazendo de forma manual. É essa que passo a descrever e a qual pode ser adaptada à batedora fazendo a mesma coisa, mas não usando a força manual.

Ao fim deste tempo, colocamos numa taça o leite restante, a colher de chá de fermente e misturamos. Juntamos as gemas, o açúcar, o sal, a baunilha e a massa que preparámos anteriormente, mexendo sempre até obtermos uma massa suave. 

De seguida juntamos a manteiga pouco a pouco, batendo sempe entre cada adição.

Por fim vamos adicionando a farinha restante batendo bem a massa. Devemos obter uma massa de consistência lisa e suave. Pode pegar ligeiramente para é essa a textura pretendida.

Numa superficie enfarinhada colocamos a massa e amassamos durante 5 minutos. Colocamos na taça, cobrimos com película aderente e deixamos repousar num local morno durante 30 minutos.

Passado este tempo retiramos o ar ligeiramente e voltamos a cobrir com película aderente. Colocamos no frigorifico durante 1 hora e como máximo 12 horas.





Uma vez repousada a massa, enfarinhamos a superficie de trabalho e estendemos com a ajuda de um rolo, deixando a massa com uma espessura de 1 cm e vamos cortando com a ajuda de um cortador de donuts ou com o que acharem que pode servir para este efeito.




Colocamos os donuts num tabuleiro forrado com um pano. ( Eu usei uma folha de papel polvilhada com farinha)  Deixamos repousar 40 minutos num local morno.





Agora que estão prontos, aquecemos o óleo. Deve ter uma temperatura de 180ºC ( o melhor é usar um termometro de cozinha) e fritamos os donuts 1 a 2 minutos de cada lado.

Depois de fritos preparamos a cobertura e banhamos os donuts na mesma. Colocamos sobre uma rede e deixamos repousar.





Notas da Mamã:

- A primeira ronda de donuts não correu bem! Por motivos alheios à minha vontade, os donuts depois de cortados, descansaram mais do que 40 minutos. Depois de fritos a massa ficou pesada e massuda.

- Podem ser congelados depois de cortados e antes de os fritar colocar no forno pré aquecido a 50º, mas apagado quando se colocarem os donuts, durante 10 minutos.

- Desta segunda vez, simmmmmmmmmmmmmmm!!!! A receita dos Donuts em casa!!!





Esta segunda rodada ficou como imagino que teria que ter ficado a primeira! E já vos posso dizer que em relação aos originais não lhes ficam a dever muito!

Lembro-me de quando era mais jovem, imaginar como seriam aqueles donuts que apareciam nos filmes! Normalmente os polícias nunca começavam o dia sem um café e uma caixa de donuts! E qual deles o mais bonito e mais apetitoso!





Simplesmente com a cobertura ou com um pouco de chocolate de leite derretido, já vos posso dizer que agora já sei como são os donuts que via nos filmes, e o porquê do Homer Simpson ser um perdido por estes bolinhos de buraquinho!!

Uma receita simples e acreditem que vale a pena!

Lembram-se de um anúncio que o protagonista punha o dedo no ar? E de seguida caíam? Pois ja sabem, ponham o dedo no ar!!!

25.11.13

Mais um desafio!!



Desde a última publicação que o tempo não melhorou muito pela Sibéria! Continuamos na mesma.... Bem eu diria mesmo que até piorou!

Os principais acessos estiveram fechados e esta aldeia perdida no meio dos Pirinéus, parece uma cidade fantasma! E não é só pelo branco, mas sim pela ausência de turistas. A vida do dia a dia continua, porque num país de neve não pára nada! Se bem que eu sou da opinião que há dias que mais valia não sair de casa, mas isso sou eu a pensar!





Pois não bastando estas aventuras diárias e ainda me meto noutras! Ou não fosse este blog, um retrato das minhas aventuras, pessoais, e culinárias.

Já não é a primeira vez que faço receitas da revista Whole Kitchen e não será a última, mas desta vez não é uma receita qualquer. É a receita do desafio mensal do Círculo Whole Kitchen.

Da última vez que andei por lá, arrisquei e preenchi o formulário para pertencer ao Círculo. A resposta ainda demorou, mas quando a recebi dei de caras com uma receita que não estava nos meus domínios.

Mais uma aventura, na qual tenho muito gosto em participar!





Mil Folhas, Milhojas ou Mille Feuille!

Esta é a minha primeira participação! E pensei eu, bem terei que experimentar alguma vez massa folhada caseira! Em tanta aventura que já me meti, nunca me meti na massa folhada. Alguma vez tinha de ser a primeira... Isto pensei eu! Sim, tive que fazer a massa folhada, mas não uma massa folhada qualquer! Uma massa folhada do senhor Hermé, que é um dos melhores mestres pasteleiros de França.

Custou, mas foi! E só à 3ª tentativa é que consegui o resultado que eu queria e que assim pedia a receita!! Como diz o povo, à 3ª é de vez!

Ora o mil folhas é um pastel muito tradicional por terras gaulesas! Caracteriza-se por ter 3 capas de massa folhada, que se alternam com um creme pasteleiro suave. Este creme pode ser substítuido por natas batidas ou com uma infinidade de recheios que levam a uma maior variedade por esse mundo fora.

O mil folhas pode ser apresentado de várias maneiras e até mesmo a massa folhada que o constitui pode ser diferente.

Para este desafio o mil folhas terá que ser caramelizado e a massa folhada é invertida! Pronto eu assumo! É complicado, mas vale bem a pena todo o trabalho pelo resultado final!!

Massa Folhada Invertida
Receita de Pierre Hermé

Para 500 gramas de massa:

1ª massa:
- 60 gramas de farinha (metade T45, metade T55)
- 160 gramas de manteiga s/sal temperatura ambiente (com 84% MG)

2ª massa:
- 150 gramas de farinha (metade T45, metade T55)
- 5 gramas de sal fino
- 50 gramas de manteiga s/sal, derretida e fria
- 100 ml de água fria
- 1/4 de colher de chá de vinagre (não coloquei)

Execução:


Para a primeira massa, juntar a farinha e a manteiga numa taça e amassar. Formar uma bola e  colocar entre duas folhas de película aderente e dar a forma de círculo, com aproximadamente 15 cm de largura e 2 cm de espessura. Reservar no frígorifico durante 2 horas.

Noutra taça preparar a 2ª massa, juntando todos os ingredientes ao mesmo tempo, à excepção da água para que a massa não fique demasiado mole. A massa deve ficar com uma textura elástica e não pegajosa.

Formamos um quadrado de 15 cm de largura e 2 cm da espessura. Envolve-se em película aderente e reserva-se no frigorifico 2 horas.

Passado estas duas horas retira-se o círculo do frigorifico e com o rolo da massa estica-se, mesmo com a película aderente até obtermos um circulo com o dobro de tamanho e 1 cm de espessura.

Polvilha-se a mesa/bancada com farinha e coloca-se este círculo e ao centro colocaremos o quadrado da 2ª massa.

Cubrimos o quadrado com a 1ª massa de maneira a que não fique nenhuma parte da 2ª massa exposta. Com o rolo da massa pressionamos suavemente de maneira a que a primeira massa se mistura com a segunda.

Esticamos até obter um rectangulo 3 vezes mais comprido, que largo. Ter o cuidado de ir polvilhando com farinha, para impedir que se pegue ao rolo e à bancada.

Dobramos o quarto superior até ao meio(1) e de seguida o quarto inferior(2), ficando as pontas do rectângulo frente a frente. Dobramos depois pela metade, fazendo assim aquilo que se chama a volta dupla ou em carteira (3).




Rodamos esse rectângulo de maneira a que a dobra fique virada para o nosso lado esquerdo. Neste processo é importante ter em conta esta viragem, porque vai influenciar o resultado final da massa folhada.

Envolvemos este rectangulo em película aderente e guardamos no frigorifico 2 horas.

Passado este tempo retiramos do frigorifico e colocamos na bancada. Com o rolo da massa pressionamos este rectângulo e voltamos a esticar outra vez de maneira a obter um rectangulo 3 vezes maior que largo, voltando a fazer mais uma volta dupla. Envolvemos na película aderente e colocamos mais 2 horas no frígorifico.

Findo este tempo, pressionamos a massa e voltamos a esticar. A dobragem nesta fase final é a chamada volta simples (ver esquema).




Rodamos o rectangulo 90º para a nossa esquerda e voltamos a esticar este rectangulo 3 vezes mais comprido. Fazemos uma volta simples e envolvemos na película aderente e repousa no frigorifico 2 horas.

Antes de usar a massa ajudamos a que fique um pouco mais suave passando as mãos. Esticamos num rectangulo 30x40 e colocamos num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelado com água. Picamos a massa com um garfo e reservamos 1 a 2 horas no frigorífico antes de levar ao forno.


Massa Folhada invertida caramelizada

- Um rectangulo 30x40 da massa descrita anteriormente
- 45 gramas de açúcar em pó
- 25 gramas de açúcar

Pré aquecer o forno a 230ºC. Retiramos a massa do frigorífico e polvilhamos com o açúcar em pó. Colocamos o tabuleiro no forno quente e baixamos a temperatura a 190ºC. Ao fim de 8 minutos, cubrimos a massa com uma rede para impedir que cresça demasiado e cozemos durante mais 5 minutos.

Retiramos o tabuleiro e retiramos a rede. Cubrimos o rectângulo com papel vegetal e viramos para outro tabuleiro com o mesmo tamanho, sem desligar o forno e subindo a temperatura para 250 ºC.

Polvilhamos com o açúcar e levamos o tabuleiro ao forno quente, o tempo suficiente para que o açúcar se caramelize e adquira uma tonalidade dourada.

Cortamos rectangulos da medida que desejarem, usando uma faca bem afiada, usando cortes secos. Deixamos arrefecer sobre uma rede.

O recheio pode ser creme pasteleiro ou outro da vossa preferência. Usei um ganache de chocolate negro aromatizado com côco.

Ganache de chocolate com côco
- 200 ml de natas
- 200 gramas de chocolate negro a 74%
- 2 gotas de essência de côco

Numa taça colocar as natas e aquecer no microondas até ferver. Partir o chocolate em pedaços pequenos e deitar nas natas. Deixar 5 minutos e misturar até obter uma mistura homógenea. 

Deixar arrefecer durante uma hora. Juntar a essência e misturar bem.  

Colocar o ganache de chocolate num saco de pasteleiro, com o bico que mais nos apeteça e rechear os rectangulos de massa folhada. São necessários 3 para montar o mil folhas, mas só se recheiam 2.






Devem ser servidos os mil folhas assim que seja feita a montagem. Uma das características desta receita de massa folhada do Hermé, é que são muitoooooo estaladiços!!



Uma receita complicada, eu sei! Um post imenso, também sei. Mas tinha que ser assim, dada a extensão da receita e as explicações! Em caso de dúvidas estou aqui para ajudar, porque esta deve ter sido a Aventura mais complicada que me meti, depois dos mini bundts com a massa de açucar.



Mas se nunca se experimenta, nunca sabemos o porquê das coisas! E depois de me ter informado sobre o dito pasteleiro, estes mil folhas são uma das suas imagens de marca, pelas texturas que se obtêm.







Admito que não é fácil, mas posso-vos assegurar que o resultado vale todo o esforço. E mesmo que não façam o mil folhas, sempre têm massa folhada para croissants!

Fico à espera do próximo desafio e espero ter um bocadinho mais de tempo para passar por aqui!!

Imaginam o estaladiço que é?