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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Guillaume Apollinaire: "L’Avenir" "O porvir" (Tradução de Adriano Nunes)

"O porvir" (Tradução de Adriano Nunes)


Sacudamos a palha
Olhemos para a neve
Escrevamos as cartas
Esperemos as ordens

Fumemos a pipa
Pensando sobre o amor
Os gabiões estão aqui
Olhemos para a rosa

Seca a fonte não estava 
Não mais que o ouro da palha sem mácula
Olhemos para a abelha
E não fantasiemos o porvir

Olhemos para as nossas mãos
Que são a neve
A rosa e a abelha
Assim como o porvir


Guillaume Apollinaire: "L’Avenir"


L'Avenir

Soulevons la paille
Regardons la neige
Écrivons des lettres
Attendons des ordres

Fumons la pipe
En songeant à l’amour
Les gabions sont là
Regardons la rose

La fontaine n’a pas tari
Pas plus que l’or de la paille ne s’est terni
Regardons l’abeille
Et ne songeons pas à l’avenir

Regardons nos mains
Qui sont la neige
La rose et l’abeille
Ainsi que l’avenir



APOLLINAIRE, Guillaume. "Calligrammes". In:____. Poesie. Milano: Biblioteca Universale Rizzoli, 1979, p.220.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Guillaume Apollinaire: "Un poème"

"Um poema" (Tradução de Adriano Nunes)

Ele entrou
Ele sentou-se
Ele não vê o pirógeno nos cabelos rubros
O fósforo flamba
Ele partiu



"A poem" (Tradução para o inglês por Adriano Nunes)

He came in
He sat down
He does not look at the pyrogenic in red hair
The match flambes
He went out



Guillaume Apollinaire: "Un poème"

Un poème

Il est entré
Il s'est assis
Il ne regarde pas le pyrogène à cheveux rouges
L'allumette flambe
Il est parti


APOLLINAIRE, Guillaume." Il y a". In:____. Poèmes à Lou. Préface de Michel Décaudin. Paris: Gallimard, 2014, p. 67.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Guillaume Apollinaire: "Épigramme"

"Epigrama" (Tradução de Adriano Nunes)


Minha jardineira adorada,
Tu que almejas saber por que
Em tuas costas nem triscada,
Como sei, dás a desconhecer
Que jamais se bate em mulher,

Sim, Senhora, com Flor Rara sequer.

Guillaume Apollinaire: "Épigramme"

Épigramme

Mon adorable jardinière
Toi qui voudrais savoir pourquoi
Nul ne tape sur ton derrière
Ne sais-tu donc pas comme moi
Qu’il ne faut pas battre une femme

Et même avec une Fleur Rare oui Madame




APOLLINAIRE, Guillaume. Poèmes à Lou. Préface de Michel Décaudin. Paris: Gallimard, 2014, p. 229