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sexta-feira, 8 de maio de 2026

600 Ilustrações sobre Missões, Serviço e Mordomia Cristã — Baixe gratuitamente o e-book Novas Ilustrações Missionárias

 


Ao longo dos anos, publiquei duas grandes seletas de ilustrações. A obra Ilustrações Missionárias: 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões (2020), e o Almanaque do Promotor Missionário (2024), que, dentre seus diversos recursos, possui uma seção com nada menos que 340 ilustrações de enfoque missionário.

Mas, leitor e coletor contumaz que sou, em minhas leituras e pesquisas subsequentes a tais obras continuei a me deparar com textos cuja preciosidade precisava ser compartilhada. Assim, esta obra traz para a Igreja uma nova coleção de ilustrações e reflexões, a somar-se às coleções pregressas.

Uma ilustração, verdadeiro canivete suíço, é uma ferramenta homilética, evangelística, devocional e motivacional, útil em todos os momentos: Pode ser usada durante uma pregação, ou na evangelização individual; serve de inspiração em seu momento devocional em grupo ou a sós; e contribui para enriquecer textos e publicações as mais diversas. A título de ilustrações, aqui o leitor encontrará de parábolas e fábulas morais a testemunhos de vida e fé, de poemas e orações edificantes a pequenas reflexões, teológicas e práticas, sobre o serviço cristão e a missão, coligidas das mais diversas fontes.

Nossa oração é para que você leia e pratique os textos aqui colecionados – e compartilhe esta obra, sempre gratuitamente, com quantos irmãos você puder. 


BAIXE O E-BOOK PELO SITE BIBLIOTECA DE MISSÕES, CLICANDO AQUI.

BAIXE O E-BOOK PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLICANDO AQUI.

Embora nosso ministério não objetive lucro financeiro algum, temos notado há anos a dificuldade de irmãos, notadamente mais idosos, em lidar com nossos recursos eletrônicos gratuitos. Assim, atendendo a pedidos, este e-book também está disponível como livro impresso, no site da Editora Uiclap (que imprime e vende sob demanda), AQUI. Não auferimos lucro com a venda; o valor ali é apenas o cobrado pela editora/gráfica.


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

O Ganso que amou o mundo das Galinhas - Uma ilustração missionária

 

O Ganso que amou o mundo das Galinhas

 

Em certa fazenda, um homem dedicava-se à criação de galinhas (frangos) de corte. Suas instalações eram famosas em toda a região, pela limpeza e conforto proporcionado às galinhas, sendo a fazenda detentora de vários prêmios e certificações.

Além das galinhas, criadas presas em amplos galinheiros, o fazendeiro mantinha um pequeno bando de gansos. Criados soltos, o objetivo dos mesmos era a vigilância e a guarda da propriedade. É conhecida a capacidade de alerta e até mesmo de ataque dos gansos, usados por isso como verdadeiros cães de guarda.

Mas um daqueles gansos, afastando-se de seu bando, se perdia por muitas vezes, observando o cercado das galinhas. A ração dele era oferecida uma única vez ao dia, em pequena quantidade; a ração das galinhas era farta, e disponível o dia inteiro. Nos dias de chuva ou de sol inclemente, ele precisava procurar abrigo sob árvores ou em cantos de muro; as galinhas estavam protegidas, e até a temperatura de seus criatórios, seguros e à sombra, era controlada, com ventilação nos dias de calor. Ele marchava sobre lama e solo seco, testando as patas contra pedras pontiagudas; as galinhas se esfalfavam sobre macia serragem de madeira, que se sobrepunha a um piso de alvenaria, liso e regular.

E aquele jovem ganso passou a dedicar seus dias, ao invés de andar pela propriedade com seus irmãos, a circundar os galinheiros, observando pelas telas de arame, e tentando mesmo entrar neles a cada vez que a porta era aberta para a entrada ou saída de funcionários. O prolongar daquele comportamento divertiu o fazendeiro, que resolveu um dia deixar o ganso entrar num daqueles espaços. Uma vez dentro, o animal rapidamente avançou para os cochos de ração, e não foi sem prazer que percebeu que a ração das galináceas, além de milagrosamente farta, era bem mais gostosa que a sua. As aves de início se espantaram com aquela presença. Mas, logo, percebendo que o ganso não era hostil ou ao menos viril como os demais dos gansos, se acostumaram com aquele folgazão.

Os dias se passaram, e a ave não demonstrava sinal algum de que desejava sair daquele espaço confinado, porém tão agradável.

Após o transcurso de seis meses, dezembro se apresentou, e com ele as festas de fim de ano. Muitas das galinhas foram levadas para o abate, dias antes – era afinal uma criação de corte, e não de poedeiras de ovos. O ganso observava aquela movimentação com certo espanto, assim como as demais galinhas que ficaram no galinheiro.  De toda forma, ele relaxou: O que quer que tivesse acontecido com as galinhas levadas, ele estava livre, afinal não era galinha, eleito que era de uma outra e melhor espécie. Ficara em paz com o que restara das galinhas, menores e mais magras – ou seja, seu domínio sobre o cocho de ração seria ainda mais absoluto.

Em véspera de Natal, a matriarca daquela grande família, sabendo de todos os filhos e netos que viriam da cidade e até do exterior para a grande confraternização familiar, resolveu apanhar algumas das aves da criação para o preparo da ceia. Ao adentrar o espaço, com surpresa notou que a maior e mais gorda ave do recinto era... um ganso. Tomou aquilo como um sinal da Providência – uma carne diferenciada e que daria um imenso assado, digno de figurar no centro das melhores das mesas!

Pego pelo capataz, a mando de sua patroa, o ganso de repente entendeu sua situação. Enquanto esperneava suspenso, tendo o pescoço e as duas asas manietadas, podia observar de um lado os nababescos cochos de ração, a melhor ração que já provara em sua breve vida; de outro lado, o de fora, pôde fixar a vista nos campos à distância, e divisar, na linha do horizonte daquela imensa fazenda, seu bando de irmãos, os outros gansos, marchando pela relva, atentos e barulhentos, cumprindo sua rude, porém nobre missão. E ele se lembrou de sua designação, de sua comissão naquele sistema de coisas, naquele universo dito a fazenda. Invejando a sorte das galinhas, agora compartilhava de seu destino, do alto preço por toda aquela ração, sombra e conforto.

 

*   *   *

 

Não inveje os sem-missão. Pior: Não inveje os que perecem. Não inveje o tolo que é mimado e engordado, em segurança e conforto, para o abate e o fogo. Tua função é guardar, atento e audaz, os campos do Senhor, e revirar o solo em busca de almas perdidas.


Sammis Reachers

sábado, 1 de fevereiro de 2025

A recente morte de um membro precioso do Reino de Deus



Nossa igreja está de luto, pois faleceu nesta semana um dos nossos membros mais valiosos, a nossa mui querida irmã Outra Pessoa.

A morte da irmã Outra Pessoa cria uma lacuna que será difícil de preencher. Outra Pessoa esteve conosco por muitos e muitos anos, e em todos esses anos ela fez mais do que qualquer pessoa normal poderia fazer.

Toda vez que tinha um trabalho precisando ser feito, como ensinar na classe de crianças, participar de uma reunião, discipular, visitar, uma voluntária logo estava na lista de todo mundo, e a primeira coisa que se dizia era: “Deixe Outra Pessoa fazer”.

Era Outra Pessoa quem limpava o chão, quem arrumava as cadeiras, quem recebia os visitantes na porta, quem ajudava a servir a Santa Ceia, etc.

Sempre que qualquer atividade de liderança era mencionada, esta mulher maravilhosa era procurada para inspiração, bem como para se responsabilizar pelos resultados: “Outra Pessoa pode trabalhar com esse grupo”. “Outra Pessoa pode cuidar desses detalhes”.

Todo mundo sabe que Outra Pessoa era a dizimista e ofertante mais fiel dessa igreja. Toda vez que um desafio financeiro era levantado, um projeto era lançado, um missionário enviado, todos já assumiam como certo que Outra Pessoa iria dar mais do que todos, fazer a diferença, completar o que faltava.

Outra Pessoa era uma criatura maravilhosa, algumas vezes parecendo sobre-humana. Mas a grande verdade é que todo mundo esperava demais de Outra Pessoa.

Agora, meus queridos, Outra Pessoa se foi! Contudo, a grande pergunta é: o que vamos fazer agora?

Outra Pessoa deixou um exemplo maravilhoso a ser seguido, mas, quem vai seguir o seu exemplo? Quem vai fazer as coisas que Outra Pessoa fazia? Quem vai assumir todas as suas funções?

Portanto, se você quer fazer alguma coisa em homenagem a Outra Pessoa, ainda está em tempo, mesmo que ela esteja morta e enterrada, no seu merecido descanso. Quando alguém lhe pedir para ajudar em alguma coisa na igreja, lembre-se -não podemos mais depender de Outra Pessoa.

Autor desconhecido / Ivanildo Gomes – Dinâmicas, quebra-gelos e ilustrações

 Disponível no livro Almanaque do Mobilizador Missionário. Baixe gratuitamente seu exemplar AQUI.


segunda-feira, 15 de julho de 2024

O(S) FRUTO(S) DO ESPÍRITO E MISSÕES – Gl 5.22, um esboço de sermão/estudo bíblico

 

O(S) FRUTO(S) DO ESPÍRITO E MISSÕES – Gl 5.22

 

Amor (caridade) – O amor é o vínculo da perfeição (Cl 3.14), explicação maior do que é nosso Deus (1 Jo 4.8) e bandeira do cristianismo aos homens e suas nações. “Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor” (Ct. 2.4). Ao banquete celestial somos ordenados a convidar os homens!

Alegria (gozo) – É preciso alegria em cumprir a missão, pois quem se alegra a si mesmo fortalece (Ne 8.10). Paulo recomenda aos colaboradores do evangelho que se alegrem no Senhor (Fp 4.2-4). Muitos indivíduos e culturas ao longo da história sofreram o primeiro impacto positivo não pelas palavras dos cristãos, mas observando a sua alegria, mesmo em meio a condições e oposições as mais adversas (At 2.46,47).

Paz – Todo indivíduo, povo e cultura que não conhece a Cristo vive em conflagração, levados por ventos do engano e autojustificação para lá e cá. Mas, “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52.7)

Longanimidade (paciência) – Sem paciência não se pode ser agricultor e suportar o ciclo do plantar e do colher (Ec 3.2), a variedade de solos (Mt 13.1-9), e a resignação crente e paciente em cumprir uma parte do trabalho sabendo que outro a concluirá, e vice-versa, como Paulo e Apolo (1 Co 3.6-8).

Benignidade (amabilidade/afabilidade) – Sem amabilidade perde-se a chave que abre as portas dos corações e das culturas. “O falar amável é árvore de vida, mas o falar enganoso esmaga o espírito” (Pv 15.4). Ver ainda Fp 4.5; 2Tm 2.24.

Bondade – A bondade de Dorcas a fazia costurar túnicas para assistir a órfãos e viúvas, além de colaborar de todas as formas com o evangelho. Seu nome é até hoje celebrado como obreira fiel e exemplar (At 9.36-42).

Fé (Fidelidade) – Sem fidelidade perdemos força diante de Deus e moral diante dos homens. Arruinamos nossa espiritualidade e nosso testemunho. Quando os habitantes de Listra tentaram adorar a Paulo e Silas, crendo-os deuses, estes foram fiéis ao Senhor e repudiaram honra para si próprios (At 14.8-16). Antes deles, e diante do próprio Saulo/Paulo, Estevão teve a honra de ser o primeiro mártir de Cristo, sendo fiel até a morte (At 7.54-59).

Mansidão (brandura/humildade) – Cultivando a mansidão damos ao mundo prova de nossa fé, como imitadores de Cristo. Pois somos imitadores daquele que disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). É, pois, com mansidão que devemos pregar a Cristo: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito” [...] (1 Pe 3.15,16).           

Temperança (domínio próprio) – Sem domínio próprio não suportamos as ofensas e desabamos no dia mau. Francisco Xavier, pioneiro de Cristo no Japão, certa feita foi cuspido em face numa praça pública, grande ofensa em tal cultura de honra. Permaneceu impassível e seguiu sua pregação, o que levou um maioral da comunidade a querer para si aquela doutrina capaz de conferir tal domínio próprio aos homens.

Sammis Reachers



Se desejar, baixe gratuitamente nosso pequenino e-book Pregue a Missão: 15 Esboços de sermões sobre Missões e Evangelização. CLIQUE AQUI.

O e-book fora publicado em 2019, com 11 esboços, e agora foi ampliado para 15.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Empreendedorismo incomparável: Ganhar almas (Esboço de pregação)


1. O MELHOR NEGÓCIO: “E o que ganha almas é sábio” – Pv 11.30.

 

2. UM NEGÓCIO LASTREADO EM MOEDA FORTE, COM MÁXIMO RENDIMENTO: “Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente” – Dn 12.3.

 

3. O NÉGÓCIO MAIS SEGURO: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam” – Mt 6.19,20.

 

4. UM NEGÓCIO QUE CUMPRE AS OBRIGAÇÕES DA LEGALIDADE: “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei da tua mão. Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do seu caminho, para que se converta dele, e ele se não converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma” – Ez 3.8,9

 

5. UM NEGÓCIO ONDE É PEQUENA (infelizmente!) A CONCORRÊNCIA: “E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara” – Lc 10.2

 

6. UM NEGÓCIO APADRINHADO PELO MELHOR INVENSTIDOR: “É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” – Mt 28.18-20

 

7. UM NEGÓCIO MENTORIADO PELA MELHOR MENTORIA: “E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar” – Lc 12.11,12

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” – At 1.8

 

Sammis Reachers


segunda-feira, 8 de abril de 2024

E-book gratuito: Frases, Poemas e Reflexões contra o ABORTO


O tema do aborto tem mobilizado mentes, corações e culturas ao longo da história. Nos dias de hoje, tornou-se questão incontornável, transcendendo delimitações sanitárias, sociológicas, políticas e religiosas para inserir-se no centro do debate público.

Temos, ao longo dos anos, editado diversas antologias, dos mais variados escopos e amplitudes. Em sua maioria, antologias poéticas ou de citações. Para execução de tal atividade, é de praxe a aquisição e/ou consulta de livros no gênero, e o leitor deve saber que é relativamente farta a disponibilidade – no caso das citações – de livros de frases em nossas prateleiras. No entanto, transitando, por prazer e a trabalho, por dezenas de antologias e mesmo dicionários de citações, jamais vimos o verbete “aborto” categorizado em obra alguma. Até citações esparsas sobre um tema tão significativo estão curiosamente ausentes deste gênero de literatura. Assim, tomamos para nós a tarefa de, mesmo reféns da brevidade, organizar e disponibilizar a presente obra, de maneira alguma exaustiva, sobre esse assunto vital.

E este pequeno livro é na verdade uma antologia multigêneros: às diversas citações sobre o aborto, unimos uma seleção de poemas e, por fim, uma coleção de pequenos textos de reflexão que ajudarão a iluminar nosso entendimento sobre o assunto.


       Esse é um livro gratuito, que nasce em serviço da sociedade e da melhor das intenções. Convidamos você a ler e também a compartilhar este conteúdo, com quantos achar conveniente.

Para baixar o seu exemplar gratuitamente pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.


domingo, 25 de fevereiro de 2024

O SEGREDO DE UM BOM SERMÃO (ILUSTRAÇÃO)

 


O SEGREDO DE UM BOM SERMÃO

 

Um jovem estava pregando na presença de um grande líder de sua denominação e, depois de terminar, virou-se para o ministro mais velho e disse:

– O que você achou do meu sermão?
– Um sermão muito pobre – disse ele.
– Um sermão pobre? – espantou-se o jovem – Demorei muito tempo estudando para prepará-lo.
– Sim, não há dúvida sobre isso.
– Por que? Você acha que minha explicação do texto não é muito boa?
– Oh, sim – disse o velho pregador – sua explicação foi muito boa. 

– Bem, então, por que você diz que foi um sermão ruim? Você não acha que as ilustrações foram adequadas e concretas para os argumentos?

– Sim, eles foram muito bons, mas ainda assim foi um sermão muito pobre.
– Você vai me dizer por que acha que foi um sermão ruim?
– Porque não havia Cristo nele.

– Bem, Cristo não estava no texto, Cristo nem sempre é pregado, temos que pregar o que está no texto.

O velho disse:

– Você não sabe que em cada cidade e em cada vila, e em cada pequeno vilarejo da Inglaterra, onde quer que esteja, existe um caminho para Londres?
– Claro – disse o jovem.

– Pois bem – disse o velho teólogo – é assim que se forma cada texto das Escrituras, existe um caminho para o tema principal das Escrituras, que é Cristo. Um sermão não pode fazer nenhum bem a menos que haja nele o odor de Cristo. 

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

As Mais Belas Citações Sobre a Gratidão - E-book gratuito

 


Preservar o sentimento de gratidão é fundamental. Pesquisas demonstram que o sentimento de gratidão é benéfico para a saúde não apenas psicológica e espiritual, mas também para a física.

A conquista de uma vida virtuosa passa pelo gargalo da gratidão, o tema deste livro. A dificuldade de expressar gratidão pode ser profundamente limitadora, cerrando a janela para outros sentimentos saudáveis, numa espécie de reação em cadeia ou círculo vicioso.

O sentimento de gratidão é um caminho seguro para a paz e a felicidade, a saúde e a realização pessoal. Mas ela precisa apoiar-se em outras virtudes para que juntas elas rendam um proveito maior e duradouro.

Neste breve livro, reunimos 250 citações selecionadas dos mais diversos tempos e autores, sobre esse tema enriquecedor e poderoso para renovar e ressignificar nossas vidas. E, ao fim do livro, oferecemos dicas preciosas para ajudar você a “quebrar a cadeia” da ingratidão.


Para baixar o seu exemplar gratuito (em formato PDF) através do Google Drive, CLIQUE AQUI.


O e-book também está disponível na Amazon, de leitura gratuita para os assinantes do Kindle Unlimited.


sábado, 25 de abril de 2020

Três ilustrações sobre o Ide, por Sammis Reachers


DEUS MANDOU EVANGELIZAR, MAS HESITEI

No tempo em que eu era recém-convertido, andava já com folhetos evangelísticos no bolso, pois Deus plantara a necessidade de levar a boa nova ao próximo em meu coração, e eu aos trancos e barrancos me esforçava em luta contra minha timidez em evangelizar. Também procurava adquirir folhetos para “municiar” outros irmãos, motivo por que estava sempre "carregado". Certo dia, estando num ponto de ônibus, vi um conhecido, morador de meu bairro, a quem só cumprimentava à distância. De repente, senti um impulso de ir até ele e dar-lhe um folheto; acontece que nunca havia sentido aquele tipo de toque direto do Espírito, focado em uma pessoa em particular, e fiquei confuso e duvidoso sobre o que fazer; isso somado à minha timidez e de certa forma vergonha de confessar a Cristo, pois o rapaz nem sabia que eu me tornara crente, e talvez fosse até rir de mim, me fez hesitar, e entrei em meu ônibus assim que ele chegou. Cinco dias depois, apenas alguns metros adiante daquele mesmo ponto de ônibus, o rapaz foi atropelado e faleceu enquanto se dirigia para o trabalho, de bicicleta.


VOCÊ TEM UTILIZADO REALMENTE TODAS AS SUAS FORÇAS?

Trabalhando num campo hostil, determinado missionário tentava realizar uma espinhosa obra, sem obter sucesso. Cansado de pelejar, resolveu dedicar-se a um período de jejum e oração. Dizia em oração a Deus: “Senhor, estou esgotado. Por mais que eu faça, não vejo solução. Minhas mãos estão calejadas”. “Filho”, disse Deus, “está você utilizando realmente todas as suas forças?”. Espantado, o jovem semeador afirmou: “Sim, Senhor!”. “Tem certeza?”, replicou o Senhor, e em visão lhe estendeu suas mãos onipotentes. “Você não tem usado todas as suas forças, pois você não tem usado as minhas mãos”.


A FAMÍLIA DE LENHADORES E O REINO DE DEUS

Certa família de lenhadores foi contratada por um rico proprietário de terras para derrubar árvores de uma plantação de madeiras de lei que ele mantinha, com objetivos de lucro.
Uma comitiva daquela família instalou-se na propriedade, edificando pequenas habitações. Iniciaram logo os trabalhos, enquanto aguardavam a chegada do seu mestre, o chefe daquela família.
Ao chegar, o líder dos lenhadores percebeu uma situação constrangedora, e que explicava o motivo de o trabalho não estar seguindo o prazo estipulado pelo dono das terras:
Transportando um enorme tronco de madeira, havia em uma das pontas oito trabalhadores, enquanto na outra extremidade do tronco, apenas um suportava o fardo, e o pobre trabalhador perigava desfalecer em virtude do grande peso que sustentava. Movidos pela preguiça, os desavergonhados lenhadores juntavam-se na ponta onde viam mais trabalhadores, para não ter que suportar muito peso.
Amados, esta ilustração fala da igreja. O dono das terras é o nosso Deus; a família de lenhadores é a Igreja; o chefe da família de lenhadores é Jesus Cristo; a tora de madeira é a obra de Deus; o trabalhador que segura sozinho uma das pontas da imensa tora é um missionário transcultural, um daqueles que se doaram para levar o evangelho ATÉ ONDE ELE AINDA NÃO CHEGOU; e os oito madeireiros que seguram a outra ponta do tronco são os muitos cristãos que se encontram em suas zonas de conforto. São um grupo variado, indo de pastores a ovelhas, e nada ou pouco fazem pela obra missionária transcultural. Amontoam-se em suas igrejas, bairros, países já cristianizados, e seguem felizes, fazendo de conta que ajudam na obra. Mas a obra não anda na velocidade desejada por Deus, o dono das terras, pois aquele trabalhador solitário que segura a ponta sozinho não pode avançar com a velocidade que deveria.

Sammis Reachers
Do livro gratuito Ilustrações Missionárias - 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões. CLIQUE AQUI para baixar o seu exemplar.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

777 Ilustrações Missionárias para Sermões - Livro gratuito para download


Ilustrações de incentivo ao serviço dos santos: Em torno deste eixo principal se desenvolve esta seleta.
Muitos pastores e pregadores conscientes adquirem, já cedo em suas carreiras, o costume de colecionar ilustrações. Essas verdadeiras ferramentas de trabalho são coletadas nos mais diversos meios de comunicação, de uma crônica ou notícia de jornal a livros específicos sobre o tema, passando pela experiência pessoal e o absorvido de relatos orais. Esta seleta é, de certa forma, fruto do e homenagem ao trabalho desses verdadeiros rapsodos modernos.
Tudo pode ser motivo de ilustração; a natureza e a sociedade são painéis poderosos de onde o observador perspicaz e atento poderá coletar exemplos para aplicação em seus sermões.
Independente de o sermão ser uma exortação missionária ou de chamado ao serviço, ele pode albergar ilustração de qualquer tipo. Poderíamos, assim, neste livro, fazer um apanhado geral de ilustrações de quaisquer temas. Mas tais obras existem em boa profusão. Assim, reunimos aqui apenas ilustrações que, de alguma maneira, refiram-se mais diretamente às obras de missões/evangelização e de incentivo à mordomia cristã, ou que possam ser mais facilmente correlacionadas a tais temáticas.
Colecionamos ilustrações de fontes diversas; algumas circulam já há bastante tempo; outras, que traduzimos diretamente do espanhol e do inglês, talvez nunca tenham sido veiculadas em nossa língua. Quando julgamos necessário, as ilustrações sofreram breves adaptações e acréscimos para enriquecimento da informação que buscam transmitir.
Ao final do livro, além de um índice geral das ilustrações, agregamos o artigo Adaptando Ilustrações Para Que Sejam Úteis A Você, de Craig Brian Larson, que apresenta oportunas dicas para que você possa criar e adaptar ilustrações ao propósito da mensagem que deseja comunicar.
Este é um livro gratuito, parte de uma família de publicações (abrangendo teatro, dinâmicas, esboços de sermões, poesias, citações etc.) que objetiva municiar a igreja lusófona com literatura de qualidade e gratuita para incentivar e enriquecer seus esforços de promoção e ação missionárias.
Somos mordomos e devedores de todos os homens (Rm 1.14), e serviçais de nossos conservos (Lc 22.24-27). Que os exemplos aqui narrados sirvam como brasas, tições de calor e luz a vivificar o nosso chamado.
Não deixe de compartilhar esta publicação, sempre gratuitamente, com todos os cristãos ao seu alcance.
A Deus, para cuja glória vivemos, seja tributado o louvor.

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

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Caso não consiga efetuar o download e queira receber o arquivo por e-mail, escreva para:   sreachers@gmail.com

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Aprisco - Uma ilustração


"Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." - João 10:9,11

Há muitos anos, um turista que percorria o leste do Irã montado num burro narrou o seguinte: "Cheguei a um grande muro circular, cercado com plantas muito espinhosas, com uma única e pequena abertura. Enquanto estava parado pensando em que utilidade teria aquilo, vi passar um aldeão, de quem me aproximei e lhe perguntei para que servia o cercado.
- Para as ovelhas - respondeu o homem. - À noite elas são trazidas para cá para ficarem protegidas.
- Ah! - disse-lhe - por isso essas plantas espinhosas amontoadas em volta?
- Sim, é uma proteção contra os lobos - argumentou o aldeão.
- Quando um lobo tenta entrar para atacar as ovelhas, dá de cara com os espinhos; estes espinhos o machucam, e os movimentos dele provocam ruídos que despertam o pastor, que assim o pode afugentar.
- É uma boa ideia - prossegui, - mas por que o lobo tenta passar por cima do cercado? Ele poderia facilmente penetrar pela entrada, pois não vejo nenhuma porta a trancá-la.
- Não - disse o bom homem - você não entende. As ovelhas descansam no aprisco, e o pastor dorme na entrada. Ele é a porta.
Rapidamente compreendi o versículo do evangelho que sempre me inquietava, pois não achava uma explicação satisfatória. No capítulo 10 do evangelho de João, Jesus diz: 'Eu sou a porta', e depois acrescenta: 'Eu sou o bom pastor'. logo, Ele é tanto o pastor como a porta que abre a entrada para Seu aprisco."

Via devocional Boa Semente - Seleções.

sábado, 5 de maio de 2018

Ilustração - Olhando para Jesus



"Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14). 

Um jovem violinista apresentava seu primeiro recital. O auditório estava à cunha. Cada número era aplaudido freneticamente. A multidão delirava. O jovem músico agradeceu os aplausos, mas não deu demonstração de sentir-se lisonjeado. Quase todo o tempo tinha os olhos fitos na galeria.
Quando o som dos derradeiros acordes morreram, um ancião na galeria fez com a cabeça um sinal de aprovação. Imediatamente, o jovem mostrou-se satisfeito, e sua fisionomia iluminou-se de felicidade. Os aplausos da multidão pouco lhe importavam, enquanto não tivesse recebido a aprovação de seu mestre.
Os olhos do cristão devem estar fitos em Cristo. Sua pureza, Sua santidade, Sua perfeição, unicamente, podem ser nosso alvo. Logo que algum outro ser se torne nosso exemplo, nosso herói na fé, ficamos sujeitos à decepção. Conheci um homem a quem eu tinha em alta estima. Era homem, cuja simples aparência impunha respeito e admiração. Quem suporia que o maligno tivesse semeado joio em seu coração? quando ele caiu - pois foi o que aconteceu - muitos ficaram enfraquecidos na fé.

Do livro Coletânea de Ilustrações, de Natanael de Barros Almeida



domingo, 29 de novembro de 2015

Qual Seu Ponto? Cinco Sugestões para Sermões Mais Claros


http://www.ministeriofiel.com.br/

Robert Kinney
Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste claramente, como devo fazer. (Colossenses 4.3-4)
No que diz respeito ao seu modo de proclamar a palavra – ou o que os retóricos chamavam estilo na oratória –, parece que clareza era algo prioritário para Paulo.[1] E, quer ele pretendesse ou não que aquela frase fosse prescritiva para a nossa pregação, há algo a se aprender aqui.[2]
É algo que eu preciso aprender. Certamente, clareza é uma das coisas pelas quais mais tenho lutado na minha própria pregação. Mas também me parece ser algo que muitos pregadores consideram desafiador. Clareza é difícil. E é difícil por muitas razões. Contudo, um aspecto chave da pregação, do qual a clareza geralmente depende, é a articulação de uma única ideia ou proposição principal. É claro que a pregação expositiva nem sempre precisa ser proposicional num sentido técnico. Todavia, a exposição sempre tentará localizar e comunicar o cerne da passagem bíblica.
É isso que você está tentando fazer em sua preparação para o sermão, a cada semana?
Ou será que a sua pregação não tem um ponto central?[3]
Uma preocupação prática com a clareza
Há uma séria falta de clareza resultante de não se apresentar a ideia mais ampla, o ponto central. E essa falta de clareza é comum. Essa pregação sem ponto central pode ser o resultado da influência da assim chamada Nova Homilética, ou do aparente sucesso de muitos pregadores com a pregação narrativa, ou do desejo dos pregadores de serem criativos ou de criarem suspense em seus sermões, ou de um desejo muito mais rasteiro de simplesmente entreter, ou da capacidade cada vez menor de concentração do nosso povo, ou de uma variedade de outras influências. 
É fácil deter-se numa boa história ou querer enfatizar a emoção de um texto ou a beleza de algum elemento secundário. Quaisquer que sejam as causas, alguns de nós parecem ter aderido a um tipo de pregação que deixa de lado o estabelecimento de uma ideia principal, seja dedutiva ou indutivamente. Muitas vezes, não há nenhuma coerência de pensamento que permita identificar um ponto central único e memorável. E, tristemente, nosso povo muitas vezes vai embora sem nenhuma ideia do que deveria ter aprendido.
É compreensível, em nossa era pós-moderna de abordagens voltadas para a reação do leitor e de compromissos inabaláveis com a auto-realização, que o sermão tenha se tornado um bufê de pensamentos da mente do pregador (três ou quatro observações sobre o texto, talvez uma ou duas tangentes, poucas aplicações vagamente relacionadas, algumas boas histórias ou citações, talvez uma referência à ilustração de abertura para envelopar tudo), no qual a congregação simplesmente põe no prato o que lhe parece bom e se alimenta daquilo.
Enquanto pregadores, nós pensamos que construir apenas um argumento único e então defendê-lo a partir do texto parece excessivamente rudimentar, formulaico ou, talvez, até mesmo legalista. Então, nós tentamos evitar dizer ao nosso povo o que pensamos ser o ponto central do texto. Evitamos estruturar nossos sermões como uma demonstração composta de várias partes. Evitamos o foco de uma ênfase única, porque temos medo de que estejamos errados, o que acidentalmente mostraria que não sabemos de tudo. Ou, o que é pior, temos medo de que a nossa pregação se pareça demais com uma pregação.
E, embora haja algum valor em evitar o formulaico (já que nosso povo sem dúvida acharia cansativo ter a mesma estrutura toda semana), essa abordagem aleatória e sem ponto central da pregação pode estar fazendo um desserviço ao nosso povo. Quando somos ocupados (ou preguiçosos?) demais para chegarmos a um ponto único, ou quando tentamos escondê-lo em retórica, ou quando falhamos em estabelecer uma estrutura clara para o nosso sermão, nosso povo – cansado, ocupado e distraído como é –, quase sempre irá perder o ponto central. Ou, o que é mais provável, eles podem simplesmente perceber que, na verdade, somos nós que não tínhamos um ponto principal.
Clareza: unidade e ponto central
A clareza que provém de formular um argumento bem fundamentado, culminando em uma proposição única, é uma característica chave da retórica antiga.[4] Essa premissa foi capturada nas preleções de Robert Lewis Dabney sobre A Retórica Sacra, publicadas no final do século XIX, as quais oferecem meditações sobre a relação entre a oratória antiga e a pregação. De modo relevante, dois dos sete requisitos cardinais do sermão apontados por Dabney enfatizam essa ideia de apresentar um ponto central único.
Primeiro, embora cuidadosamente rejeite o reducionismo, ele sugere que a unidade do sermão (seu segundo requisito) resulta da combinação de todas as suas diferentes partes, que conduz a uma impressão geral para o ouvinte. Assim, o pregador deve “ter um assunto principal de discussão, ao qual ele adere com supremo respeito do começo ao fim”, bem como deve apresentar “uma impressão definida à alma do ouvinte, para a qual tudo no sermão converge”.[5]
Essa segunda exigência, a apresentação de “uma impressão definida”, parece ser expandida no sexto requisito de Dabney: um ponto central. “Com esse fim, deve haver, primeiro, uma verdade principal, prática e importante, distintamente capturada pelo pregador em sua relação com a ação da alma que ele deve estimular. E toda a questão do discurso deve se organizar de tal modo a pôr em destaque essa proposição”.[6] Dabney conjectura que sermões deficientes em um ponto central ou não contêm em si Verdades valiosas, ou essas Verdades “não são colocadas de modo a se sobressaírem à compreensão dos ouvintes”.[7]
O que fazer? Cinco sugestões para encontrar clareza
Se você também luta com a questão da clareza, há algumas coisas práticas a serem consideradas enquanto você prepara o sermão:
1. Tenha um ponto central
Pregação expositiva não é simplesmente um comentário sobre o texto. É a transmissão da Verdade do texto.[8] Como tal, é muito importante que você chegue, em sua própria mente, a uma proposição clara e curta que expresse a ideia geral do seu sermão (a qual, é claro, será derivada da ideia geral do texto) e, então, de fato, apresente essa proposição em algum momento do sermão. Como Bryan Chapell observa tão claramente em seu livro Pregação Cristocêntrica: “Os ouvintes rapidamente se cansam de caçar ideias e anedotas pela paisagem teológica no esforço de descobrirem aonde o seu pastor está indo”.[9]
2. Mostre como o ponto central está fundamentado no texto
Boa exegese e boa reflexão teológica lhe revelarão uma clara ênfase no texto. Se você tiver trabalhado duro, isso lhe dará a ideia geral para o seu sermão. Mas você deve mostrá-la claramente no texto. É claro que você deseja que o seu povo confie em você, mas, mais do que isso, você deseja que tenham confiança na Verdade daquilo que você está dizendo a partir da Palavra de Deus. Você não precisa ser um guru ou um mágico expositivo. Os melhores sermões são aqueles em que as pessoas sentem que você simplesmente lhes apontou o que está no texto e deixou que ele fizesse efeito em seus corações e mentes.
3. Contenha-se: edite para alcançar clareza
Não tenha medo de “aparar” o seu trabalho com liberalidade. Uma das maneiras mais rápidas de dar clareza ao seu tema central é cortar fora de sua apresentação tudo o que não sirva para apoiá-lo. Isso pode ser muito difícil se você tiver se dedicado bastante em sua exegese. Você terá aprendido bastante sobre o seu texto durante a última semana e ficado bem eloquente em questões secundárias. Não obstante, se você fez o trabalho de restringir-se a uma ideia principal, não confunda nem distraia as pessoas com outras coisas, não importa quão curiosas lhe pareçam.
4. Contenha-se: edite para alcançar simplicidade
Não leve seu povo em um caça-tesouros exegético. O instinto de apontar seu povo para o texto e desfrutar daquele momento em que todos voltam sua atenção para as Escrituras é bom. Contudo, mais não é sempre melhor. Os editores de nossas Bíblias nos deram milhares de referencias cruzadas. O seu povo não precisar vê-las todas. Não confunda uma multidão de conexões com algo que pode dar um apoio real para seu argumento. Se há um texto chave, claro, leve a igreja até lá. Porém, é mais que provável que haja somente uma ou talvez duas passagens assim em um sermão. Abra mais passagens que isso e você possivelmente estará na esfera da teologia bíblica  (o que pode ser útil), porém isso poderá custar o ponto principal da sua passagem.
5. Contenha-se: edite para alcançar vigor
Pregue sermões mais curtos. Poucos são pregadores de 50 minutos. Ainda menos são pregadores de 60 minutos. Eu provavelmente nunca o conheci, mas me sinto relativamente confiante (pelo menos estatisticamente) em dizer que a duração média do seu sermão é, provavelmente, um pouco maior do que deveria ser. E, mesmo que eu esteja errado, estou bastante confiante em dizer que a duração média do seu sermão é maior do que a sua congregação gostaria que fosse. Leva tempo, destreza e uma incrível autodisciplina para edificar uma congregação que aprecie um discurso longo e bem articulado. Se você não herdou uma congregação assim nem dedicou anos (na verdade, décadas) para desenvolver uma, considere encurtar o seu sermão. No mínimo, o ato de encurtar seu sermão irá forçá-lo a uma maior clareza e, idealmente, a apresentar de modo simples e sucinto a sua ideia geral.
Notas:
[1] “Com respeito ao estilo, um dos seus principais méritos pode ser definido como perspicuidade. Isso se mostra no fato de que o discurso, se não tem o seu significado aclarado, não irá cumprir a função que lhe é própria”. Aristóteles, Retórica 1404b (LCL, Freese). Quando os retóricos antigos consideravam a clareza, ou perspicuidade, eles parecem estar primariamente focados na escolha das palavras e em se elas causariam confusão à audiência. Ver também Quintiliano, Institutio Oratoria 8.1.1-7. Isso poderia muito bem ser o que Paulo tinha em vista em 1 Coríntios 1.17: “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo”. Para Cícero, a clareza também se estende à organização do material em favor de um argumento primário. “Uma organização dos assuntos a serem mencionados em um argumento, quando feita de modo adequado, torna toda a oração clara e inteligível”. Ver Cícero, De Inventione 1.22. Essa tradução vem de Cicero, The Orations of Marcus Tullius Cicero, Volume 4 (trans. C.D. Yonge; London: G. Bell & Sons, 1913), 241-306.
[2] Embora muito do argumento deste artigo não possa ser precisamente defendido como uma prescrição do Novo Testamento, é digno de nota que muito do que eu sugerirei sobre a clareza e a apresentação de um ponto central único e identificável, com uma clara estrutura retórica, é observável na pregação dos apóstolos em Atos e na “pregação” escrita de Paulo em suas epístolas.
[3] N.T.: O autor joga com a palavra inglesa pointless, que comumente significa “sem sentido”, mas, literalmente, significa “sem ponto”. A pregação sem ponto central (pointless preaching) não é necessariamente sem sentido, embora possa padecer da falta da clareza a qual alude o autor.
[4] Seria fácil começar com Aristóteles no século IV a.C. e a sua definição de retórica como “os meios reais e aparentes de persuasão” – Aristóteles, Retórica 1.1.14 (LCL, Freese). Poderíamos considerar os manuais de retórica de Cícero e Quintiliano, os quais parecem se fundamentar na presunção de que oratória é persuasão. Sendo assim, se assumirmos essa premissa básica da retórica para a nossa pregação, então o trabalho do pregador –  de fato, a sua responsabilidade –  é persuadir. A clareza que conduz à persuasão, por exemplo, exige um tipo particular de estrutura discursiva. E a estrutura básica da oratória sempre inclui a afirmação de uma proposição principal única, no princípio. Ver Cícero, Rhetorica ad Herennium 1.8.11-1.9.16 e Quintiliano, Institutio Oratoria 4.4. A estrutura da oratória também inclui, tipicamente, uma reafirmação do ponto principal como uma peroração ao final. Ver Cícero, De Inventione 1.52-56. “Que prazer pode um orador esperar produzir, ou que impressão até do mais moderado aprendizado, a menos que ele saiba como fixar um único ponto nas mentes da audiência pela repetição e outro, pela ênfase, como fazer uma digressão e retornar ao seu tema, como desviar a culpa de si mesmo e transferi-la a outro, ou decidir quais pontos omitir e quais ignorar como insignificantes? São qualidades como essas que dão vida e vigor à oratória; sem elas, ela jaz entorpecida como um corpo que carece de fôlego para mover seus membros” – Quintiliano, Institutio Oratoria 9.2.4 (LCL, Butler).
[5] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 109. Here, Dabney cites Cicero, De or. 2.114.
[6] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 126.
[7] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 127.
[8] Considere, por exemplo, as definições de pregação expositiva oferecidas por Mark Dever (“um sermão que toma o ponto central do texto como o ponto central do sermão”) ou Mike Bullmore (“pregação na qual o conteúdo e o propósito da passagem moldam o conteúdo e o propósito da mensagem”). Exposição, assim, não é simplesmente o conteúdo ou o tema central do texto (extraído pela exegese e reflexão teológica). Exposição também exige a simplicidade e a clareza de apresentar o ponto central do texto.
[9] Bryan Chapell, Christ-Centered Preaching, Second Edition (Grand Rapids: Baker Academic, 1994), 44 (Publicado em português com o título Pregação Cristocêntrica (Editora Cultura Cristã, 2002).
Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel