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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ele frequentava a igreja há anos, mas não via diferença em sua vida - Ilustração

 


O caminho é este. Você decide se quer ou não percorrê-lo.

 

Durante anos, nos cultos de sua antiga congregação, o velho pastor observou a presença de um jovem que nada falava e que parecia indiferente a tudo. Entrava, assistia aos cultos, meio alheio, saía. Não costumava participar dos eventos externos, batismos, retiros. Certa noite, o jovem chegou um pouco mais cedo e ao encontrar o pastor sozinho, arrumando as coisas no altar, aproximou-se dele, interpelando-o:

– Pastor, há muitos anos venho à sua igreja e tenho reparado no grande número de obreiros e obreiras ao seu redor e no número ainda maior de leigos, homens e mulheres. Alguns deles alcançaram plenamente a realização. Qualquer um pode comprovar isso. Outros experimentaram certa mudança em sua vida. Também hoje são pessoas mais livres e felizes.

Mas, senhor, também noto que há um grande número de pessoas, entre as quais me incluo, que permanecem como eram ou que talvez estejam até pior. Não mudaram nada, ou não mudaram para melhor. Por que há de ser assim, mestre? Por que o senhor não usa do seu poder e da sua unção para libertar a todos?

O pastor sorriu e perguntou:

– De que cidade você vem?

– Eu venho de Camboriú, pastor, a trezentos quilômetros daqui.

– Você ainda tem parentes ou negócios nessa cidade?

– Sim, mestre. Tenho parentes, amigos e ainda mantenho negócios em Camboriú, de modo que frequentemente vou para lá.

– Então, meu jovem, você deve conhecer muito bem o caminho para essa cidade.

– Sim, mestre, eu o conheço perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Camboriú, tantas vezes o percorri.

– Deve, então, acontecer de algumas pessoas às vezes o procurarem, pedindo-lhe que lhes explique o caminho até lá. Quando isso ocorre, você esconde alguma coisa delas ou explica-lhes claramente o caminho?

– O que haveria para esconder, mestre? Eu lhes explico claramente o caminho, de maneira a não deixar nenhuma dúvida.

– E essas pessoas às quais você dá explicações tão claras... todas elas chegam à cidade?

– Como poderiam, mestre? Somente aquelas que percorrem o caminho até o fim é que chegam a Camboriú.

– É exatamente isso que quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas vêm a mim sabendo que sou alguém que já percorreu o caminho e que o conhece bem. Elas vêm a mim e perguntam: “Qual é o caminho para a salvação? E como ter e manter uma correta vida cristã”? E o que há para esconder? Eu lhes explico claramente o caminho. Se alguém simplesmente abana a cabeça e diz “Ah, um lindo caminho, mas não me darei ao trabalho de percorrê-lo”, como essa pessoa pode chegar ao seu destino? Eu não carrego ninguém nos ombros. Ninguém pode carregar ninguém nos ombros até o seu destino. No máximo, é possível dizer:

“Este é o caminho e é assim que eu o percorro. Se você também trabalhar, se também caminhar, certamente atingirá o seu destino”. Mas cada pessoa deve percorrer o caminho por si, sentir cada um dos seus passos. A salvação, pregada coletivamente, é individual; e individual também é a cruz de cada um.

Quem deu um passo está um passo mais próximo. Quem deu cem passos está cem passos mais próximo. Parece um paradoxo? Marchamos juntos, mas você tem que percorrer o seu caminho por si só. Não posso dar passos por você. Posso apontar, com palavras e exemplos, a direção.

Recriada a partir de ilustração presente no livro Como Atirar Vacas no Precipício, de Alzira Castilho.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Uma Igreja que casou-se com o Sistema



 Pastor João A. de Souza Filho


Eu tinha apenas sete anos de idade quando minha mãe aceitou a Cristo numa denominação pentecostal. Lá se vão quase cinqüenta anos! A exigência de se viver um padrão cristão e a disciplina rígida a que nos submetemos desde os primeiros dias da Escola Dominical marcaram nossas vidas.

Hoje consigo perceber os resultados no seio da família: Cansada e numa cadeira de rodas, mamãe não consegue dimensionar o rastro de seu testemunho: 1 filho pastor e escritor, uma filha esposa de pastor e pregadora, seis netos no ministério em tempo integral, afora tantos outros filhos, noras, genros, netos e bisnetos comprometidos em suas congregações com o evangelho de Cristo Jesus!

No decorrer dos anos entendi que o mundo olha para a igreja esperando nela ver um diferencial, um estilo de vida que contraste com o estilo de vida da sociedade.

O mundo costumava ver a igreja sob a ótica do respeito, de vida transformada, de gente diferente, de pessoas de bens - de cujo seio saiam empregados submissos, donde empregadas domésticas eram requisitadas, de gente que pagava em dia suas contas - em que o dono do armazém vendia fiado na caderneta sabendo que receberia seu dinheiro.

No dizer de Pedro, sem amoldar-se às paixões da vida mundana que tínhamos antes de receber a Cristo (1 Pe 1.14). No dizer de Paulo, viver sem conformar-se com esse mundo (Rm 12.2) mostrando ao mundo "como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade" (1 Tm 3.15).

Recordo-me que em 1962 quando a igreja pentecostal foi grandemente perseguida em Porto Alegre pelos meios de comunicação contrários à realização de uma campanha evangelística, um cidadão foi para o rádio defender os crentes. Sua defesa: os crentes eram seus melhores funcionários!

No entanto, no decorrer dos anos a igreja incorporou em seu seio os valores mundanos, a filosofia do mundo, seus modismos, deixando-se levar ao sabor do sistema. Confundiu contextualização com contemporização - não soube trabalhar no contexto da sociedade e acomodou-se à sociedade que ela tanto insiste em mudar.

Ainda hoje o mundo espera ver na igreja o diferencial entre aquilo que frustradamente vive e o que espera encontrar na igreja - e quase não o encontra! Os pastores, antes serviçais, em cujas casas os pobres do bairro encontravam lenitivo e alimento, escassearam!

No lugar desses surgiram pastores sonhadores de riquezas, profetas balaônicos de olho nos presentes de Balaque; ricos, abastados, vivendo em condomínios fechados, alienados da própria membrezia, vivendo na opulência e no fausto. Alguns optaram por uma teologia de prosperidade que contrasta com a simplicidade de se viver o evangelho.

Vivem longe de suas paróquias, enquanto no passado o certo era viver entre os paroquianos, entre as pessoas do mesmo bairro. O pastor outrora tão presente no lar dos fiéis, são vistos de longe, e na imensidão de seus templos parecem figuras minúsculas gesticulando no púlpito, a menos que sejam projetados no telão ou vistos na tela da tevê.

A nova geração de crentes - cujos avós eram tão pobres, mas fiéis - melhorou de vida, subiu socialmente para a classe média e, até mesmo alguns ricos despontaram no cenário evangélico. Membros de igrejas, antes considerados proletariados, prosperaram, e hoje fazem parte da nata industrial e comercial da nação, no entanto, muitos deles se esqueceram dos exigentes padrões bíblicos: tratam seus funcionários da mesma maneira - quando não pior - que os patrões mundanos.

Aliás, alguns empresários que não se confessam cristãos têm ótima reputação dos seus funcionários; por outro lado, alguns crentes sequer querem trabalhar para empregadores evangélicos. Da mesma forma, os empregados evangélicos perderam o respeito e já não se submetem aos patrões como é ensinado no Novo Testamento. Costumam ser piores do que os descrentes.

Para encobrir o que somos, criamos a moda gospel, buscando parecer que o estilo de vida cristã, sua música e mensagem tenham adquirido nova roupagem. Pelo menos existe o charme glamouroso (desculpe-me o pleonasmo) na substituição do termo em português pelo inglês! E a geração gospel vai para a televisão falar de Cristo e do novo nascimento, literalmente sem roupagem alguma!

Mulheres sensuais e seminuas com um palavreado profano - não que queiramos que todos aprendam o evangeliquês - afirmam ser membros dessa ou daquela igreja. Não apenas as mulheres, mas também os homens confundem pelo visual e palavreado a mensagem do evangelho!

Apesar da obscenidade e do mundanismo que repugna o mais vil pecador, seus pastores sorriem e caladamente consentem, afinal o nome de sua igreja e seus nomes podem ser ouvidos pela mídia nacional. Outros, vestindo a roupagem tradicional dos evangélicos, sugam dos pobres o dinheiro e os bens em troca de um compromisso com Deus!

Além destes, surgiram pastores, pregadores e cantores, em todas as denominações, que mesmo sem aquela extravagante aparência, sem as requebradas coreografias e palavreado mundano - mantendo a antiga forma de vestir e o visual tradicional dos crentes - mas que em nada diferem em seu comportamento e moral daqueles que não conhecem a Jesus, nem por ele foram transformados, agregam-se à classe vil protagonizada por Jezabel e Balaão.

Seus cachês são os mais altos e seu comportamento, pior! São pessoas que, mesmo mantendo a postura evangelical, a aparência tradicional, repito, encaixam-se perfeitamente no perfil traçado por Pedro e Judas (2 Pe 2.10-22 e Jd 8-16).

A opção de ser crente, de ser um fiel discípulo de Jesus - às vezes uma decisão difícil sabendo-se que há um preço a ser pago em seguir a Jesus - já não é levado em conta por boa parte dos que se dizem cristãos, por pessoas que dão péssimo testemunho, pois seu comportamento no campo de sua atividade profissional contradiz seu palavreado e suas afirmações de fé. E isso vai do carpinteiro ao artista, da empregada doméstica ao famoso atleta, do estudante ao político.

Algumas igrejas parecem ter perdido o rumo. A quantidade de divórcios entre seus membros é testemunha gritante de como o evangelho diluiu-se no meio de uma sociedade paganizada. A santidade de alguns jovens que se propõem viver castos até o casamento é motivo de chacota no seio da própria congregação.

À essas igrejas, aos seus pastores, cantores, líderes e políticos cristãos, o profeta ergue a voz em protesto!

A mensagem de Amós precisa ecoar novamente na igreja, pois tem uma palavra de alerta aos membros da comunidade da fé. Ele não apenas diria "afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias da tua lira" (Am 5.23), acrescentaria:

"Afaste de mim o palavreado das mensagens que você prega, pois fecho os ouvidos quando você sobe no púlpito; cerro os olhos para não ler o que você escreve; detesto quando você menciona o meu nome; sua música é muito linda, sua banda é perfeita, sua voz belíssima, mas o som de sua melodia chega aos meus ouvidos desafinado pelo estilo de vida perverso que você tem; o cheiro que você exala provoca-me náuseas...".

Amós clama pelas ruas:

"Vocês oprimem o pobre e o forçam a dar-lhes trigo" - (Am 4.11), isto é, sugam dos pobres todo o dinheiro que eles têm para satisfazer os desejos pessoais de vocês, para construir suntuosas catedrais e comprar aptos. e terras. "Vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais" (4.12b), isto é, vocês os mantêm sob o jugo da autoridade, ameaçando-os e intimidando-os com a possibilidade de exclusão pública do rol de membros. A opressão da vara do pastor, de todas, é a pior!

Amós clama na igreja:

"Vocês se deitam em camas de marfim e se espreguiçam em seus sofás" (6.4), enquanto os pobres da igreja dão duro e trabalham; enquanto seus obreiros andam em ônibus lotados, à pé, suando para fazer a obra de Deus, vocês como líderes, do alto de sua autoridade, descansam no sofá repassando um a um as centenas de canais de tevê, deleitando-se em viagens, dormindo nos mais caros hotéis e freqüentando os shoppings da moda.

Ele diz aos cantores e grupos que cobram altos cachês para se apresentarem nas igrejas:

Vocês "dedilham suas liras como Davi e improvisam em instrumentos musicais" (Am 6.5), mas não têm o coração de Davi; buscam, isso sim, seu próprio bem-estar e, depois de cantarem e louvarem nos cultos das igrejas ou nos festivais, fecham atrás de si as portas do quarto de hotel e deleitam-se na fartura da melhor comida e das bebidas mais caras, quando não em orgias sexuais!

"Vocês bebem vinho em grandes taças - não apenas vinho mas toda sorte de bebidas caras e finas nas festas de gente ímpia que detesta o nome de Cristo - e se ungem com os mais finos óleos - têm aparência de possuir grande unção e poder, confundem poder e unção com habilidade e profissionalismo; fazem do ministério seu ganha-pão - mas não se entristecem com a ruína de José - isto é, vocês não choram, nem clamam, nem jejuam, nem se importam com a ruína da igreja e do mundo! Pensam apenas em vocês mesmos!" (Am 6.6).

A bússola da verdade deve urgentemente ser consultada para que a igreja ande na rota traçada por Deus! Quando isso acontecer, o mundo voltará a olhar a igreja como uma sociedade séria, diferenciada; como sociedade que tem rumo próprio.

Políticos evangélicos, firmem-se na verdade, pois o mesmo Deus que vocês alegam que servem, haverá de sacudir os fundamentos da estrutura política, como tantas vezes o fez, expondo-lhes à ignomínia. A mídia que vocês tanto amam é laço que lhes prenderá os pés; mordaça que lhes impedirá de falar; espinho que lhes cegará os olhos - essa mesma mídia impedir-lhes-á a caminhada, mas por certo, se vocês tiverem temor de Deus, haverão de se firmar no Senhor, servindo-lhe e apenas a ele de todo o seu coração!

"Ouçam esta palavra, vocês (...) que estão no monte de Samaria - Os políticos. Vocês que estão em posição de autoridade, nas casas do povo - vocês que oprimem os pobres e esmagam os necessitados - cujos altos salários contrastam com o pobre salário mínimo, e com o baixo reajuste salarial dos velhos e velhas aposentados, vocês que dizem - tragam bebidas e vamos beber - isto é, que vivem em festas, no meio da fartura" (Am 4.1). Ganham altos salários para fazer pequenos discursos nas Assembléias e Câmaras do povo. Até quando suportará Deus o hálito das festas e da embriagues?

As eleições estão chegando e teremos que suportá-los novamente bafejando o odor do mundo de Maquiavel sobre os púlpitos de nossas igrejas! Será insuportável, uma vez mais, observar pastores, cantores e líderes seguindo o curso do mundo governado pelo diabo - seguindo a carreira do mundo!

Que Deus tenha misericórdia de nós e abra-nos os olhos para enxergarmos na sua bússola o Norte a seguir. Que a igreja volte a andar no caminho da santidade e se diferencie do mundo ao seu redor!


terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

As três frases mais comuns de igrejas moribundas - Thom S. Rainer

 

Se as igrejas pudessem falar, quais seriam suas palavras em seu leito de morte?

Você não tem que esperar até que uma igreja feche suas portas para ouvir algumas das sentenças que levaram à sua morte. Na verdade, essas três frases, ou algo semelhante às palavras, são difundidas em muitas igrejas.

1. “Nunca fizemos assim antes.” Essa frase se tornou o exemplo clássico de uma igreja que resiste à mudança. Embora nunca devamos mudar ou comprometer as verdades da Palavra de Deus, a maior parte da resistência à mudança é sobre metodologias, preferências e desejos. Infelizmente, essas batalhas geralmente são sobre questões de minúcia. Uma igreja recentemente teve uma batalha sobre o uso de uma tela nos cultos de adoração. Uma matriarca argumentou que o apóstolo Paulo não tinha uma tela de projeção. Acho que Paul estava confortável com seu hinário impresso.

2. “Nosso pastor não visita o suficiente”. As igrejas com essa reclamação geralmente têm expectativas altamente irracionais em relação ao pastor. O pastor poderia visitar os membros 24 horas por dia, 7 dias por semana e ainda não seria o suficiente. Alguns dos membros dessas igrejas comparam a duração e a frequência das visitas pastorais para ver quem está recebendo mais atenção. Essas igrejas estão focadas internamente e estão caminhando para o declínio e, muitas vezes, a morte iminente.

3. “As pessoas sabem onde nossa igreja está se quiserem vir aqui.” Esta frase está repleta de problemas. Primeiro, assume que a igreja é um lugar, que a localização física do prédio da igreja é a igreja. A igreja, trabalhando sob essa suposição errônea, nunca poderá sair de seus muros porque deixará de ser a igreja. Em segundo lugar, essa frase é freqüentemente usada como desculpa para as congregações permanecerem em seus “encontros sagrados” e nunca evangelizar a comunidade. Terceiro, em alguns casos, é uma sentença de encobrimento de preconceito e racismo. A comunidade fora da igreja mudou, mas a igreja não. Os membros da igreja realmente não querem “aquelas pessoas” invadindo sua fortaleza.

Muitas igrejas estão fechando suas portas todos os dias. E os membros dessas igrejas nunca teriam pensado que aquele dia triste chegaria.

Você tem a oportunidade agora de olhar os sinais de alerta em sua igreja. Se essas sentenças, ou alguma variação delas, fizerem parte da linguagem comum de sua congregação, a igreja está em apuros.

Sim, sua igreja pode mudar no poder de Deus. Infelizmente, a maioria dos membros dessas congregações não abrirá mão de suas preferências, confortos e preconceitos pessoais para mudar.

E esse tipo de mentalidade, infelizmente, é um certo caminho para a morte.

Thom S. Rainer

Via https://e-missional.blogspot.com/

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Original disponível em inglês: The Three Most Common Sentences of Dying Churches
Acesso: 07 out. 2020.
Tradução: Google tradutor (Revisão: Robson Santana)

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

AS BEM-AVENTURANÇAS DO PASTOR



Rm 11:13; 1 Co 4: 1-4; 2 Co 6: 3; 4:17; 1 Tm 4: 6, 12–16; 2 Tm 2: 1, 15, 16; 4: 5.

Bem-aventurado o pastor que não se deixa levar pelas fofocas da semana com a intenção de introduzi-las em seu sermão no domingo: porque ele receberá uma mensagem de Deus.
Bem-aventurado o pastor que não se ofende quando alguém fala elogiosamente de seu antecessor, e guarda sua língua de diminuir as obras do pastor anterior: porque a todos impressionará bem.
Bem-aventurado o pastor que não é muito dado a tratar com pessoas do sexo oposto: porque permanecerá muitos anos na obra do Senhor.
Bem-aventurado o pastor que tem um lar bem disciplinado, cuja esposa se comporta com decoro, e se veste e fala com propriedade: porque receberá bênçãos sem conta.
Bem-aventurado o pastor que não culpa todos os demais por seus erros e falhas: porque será um ótimo dirigente.
Bem-aventurado o pastor que não negligencia a si mesmo, nem a sua família, nem o edifício em que ele prega: porque ele será respeitado por todos.
Bem-aventurado o pastor que tem uma visão; que, com os olhos bem abertos, aproveita todas as oportunidades para impulsionar o avanço do reino de Deus: porque será desejado por todo o povo de Deus.
Bem-aventurado o pastor que é inteiramente santificado, porque sempre será feliz. 
O. N. Robinson

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

LANCHONETE IGREJA DE DEUS LTDA.

 


LANCHONETE IGREJA DE DEUS LTDA.

 

Há muitos anos, quando eu morava em Atlanta, encontrei no setor de restaurantes das "páginas amarelas", um lugar que tinha o nome de "Lanchonete Igreja de Deus". Era um nome bastante singular, que despertou minha curiosidade. Liguei para lá. O telefone foi atendido por um homem de voz jovial:

- Alô! Lanchonete Igreja de Deus!

Perguntei-lhe por que o restaurante tinha um nome tão incomum, ao que ele respondeu:

— Bom, tínhamos urna igrejinha aqui, e um dia, para ajudar nas despesas, começamos a servir almoço após os cultos de domingo. Daí as pessoas gostaram tanto de nosso frango assado, que ganhamos muito dinheiro, e eventualmente diminuímos as atividades da igreja. Depois de algum tempo, resolvemos fechar a igreja de vez, mas continuamos servindo nosso frango assado. E mantivemos o mesmo nome que tínhamos desde o início, que era "Lanchonete Igreja de Deus".

Enquanto você está rindo desse fato verídico, deixe-me perguntar-lhe uma coisa: qual é seu objetivo pessoal? E qual o objetivo de sua família? É possível que, em meio à correria dos dias atuais, você tenha começado a fazer concessões e tenha modificado um pouco seu rumo, por questões de comodidade. Era tão fácil e natural agir assim. Aquela igreja, por exemplo, tinha sido implantada naquele bairro com um objetivo claro – ser sal e irradiar luz para a comunidade. Mas agora distribui misto-quente, hambúrguer, batata frita e Coca-Cola. O sal que ela possui, está num saleiro de vidro, no balcão. Sua luz é uma placa em gás neon.

E a sua igreja? Criada para ser um farol, um porto de esperança e refúgio, será que está atingindo esse objetivo? Será que pessoas abatidas estão sentindo-se mais tranquilas nela? Ela está acolhendo os sofridos e quebrantados? Haverá nela espaço para os que fracassaram; para os que perderam, em vez de ganhar; para aqueles que não têm nada? Há ali um profundo interesse em sair e ajudar as pessoas sofridas a encontrarem a cura interior e os estímulos para prosseguir? Há pessoas sendo preparadas e enviadas para levar a igreja onde a igreja não está?

 

Alcy Francisco de Oliveira – Gotas de esperança


terça-feira, 25 de abril de 2023

A IGREJA - Um esboço de estudo bíblico/pregação



 A IGREJA

1)Seu custo - o maior - Atos 20.28;

2)Sua antiguidade - a mais antiga - Efésios 1.4;

3)Seu fundamento - o mais profundo - 1 Coríntios 3.11;

4)Seu material - o mais fino - Judas 20;

5)Sua extensão - a mais ampla - Apocalipse 5.9;

6)Sua posição - a mais elevada - Efésios 2.6;

7)Seu construtor - o mais sábio- Mateus 16.18;

8)Seu proprietário - o mais rico - Hebreus 1.2

9)Sua segurança - a mais estável - Mateus 16.18;

10)Seu Cabeça - o Todo-Poderoso - Efésios 1.22;

11)Seu Pontífice - o mais bondoso - Hebreus 4.15;

12)Sua adoração - a mais pura - João 4.22;

13)Seus adoradores - os mais santos - Filipenses 3.3;

14)Suas orações - as mais verdadeiras - Judas 20;

15)Seus louvores - os mais doces - 1 Coríntios 14.15;

16)Seu serviço - o mais duradouro - Hebreus 13.15;

17)Sua doutrina - a mais simples - 2 Coríntios 11.3;

18)Sua unidade - a mais forte - 1 Coríntios 12.20-27;

19)Seu trabalho - o mais nobre - 1 Tessalonicenses 1.9.

Esta é a Igreja que Cristo ama, santifica, limpa, alimenta e sustenta e que um dia apresentará irrepreensível perante o Pai com grande alegria (Efésios 5.25-27; Judas 24-25).


Fonte: Livro gratuito 200 Temas Bíblicos (Edições Cristãs)


quarta-feira, 16 de março de 2022

AÇÃO SOCIAL E EVANGELÍSTICA DAS IGREJAS ATRAVÉS DE EQUIPES DE PRONTA-RESPOSTA

 


Em tempos recentes temos visto o aumento no número de moradores em situação de rua, a multiplicação das cracolândias, as enchentes e deslizamentos, incêndios florestais...

É antiga a pergunta, de dentro e principalmente DE FORA da igreja, sobre a real influência que exercemos, como Corpo e Cristo, na sociedade. Seja a nível moral, seja a nível de ações sociais, e mesmo de PRESENÇA em momentos de crise. É sobre isto que gostaria de falar. Uma forma de aumentar a ajuda que a igreja pode oferecer à sociedade, e ao mesmo tempo AUMENTAR exponencialmente a percepção da sociedade para a ação e presença da igreja, seria a criação de uma equipe (ou equipes) de PRONTA-RESPOSTA. Tal equipe, reunindo membros selecionados – oriundos de diversas profissões – com um mínimo de treinamento e disponibilidade de tempo, poderia ser empregada exatamente naquilo que seu nome afirma, PRONTA-RESPOSTA em momentos e locais de crise e necessidade (veja por exemplo os recentes deslizamentos de terra em Petrópolis – RJ). Tal equipe pode ser rapidamente mobilizada e despachada para locais de desastres, áreas de carência e mesmo impactos evangelísticos/assistenciais em áreas de difícil ou sensível penetração, como cracolândias etc. A utilização de camisas identificando a equipe e a igreja (exemplo: EQUIPE DE PRONTA-RESPOSTA / ASSEMBLEIA DE DEUS AAA) será fundamental para, como dito, aumentar a percepção social sobre a relevância da igreja. É uma forma ainda de sair do lugar comum em ambientes urbanos já bem evangelizados, onde muitos ficam, seja dita a verdade, sem saber o que fazer (ou fazer A MAIS) de realmente útil parta a expansão da obra de Cristo em tal contexto.

Jovens podem ser bem empregados nesta obra, mas a presença de adultos é fundamental. A equipe deve primar pela QUALIDADE ao invés da QUANTIDADE. A proatividade deve ser a norma. Idealmente, a equipe deve contar com alguém com conhecimentos médicos mínimos para além de primeiros socorros (técnico em enfermagem, por exemplo), ter contato com clínicas de recuperação de dependentes químicos para encaminhamento, e outros conhecimentos de utilidade. O ideal é que a equipe possa unir capacidade de evangelismo com capacidade de ajuda em múltiplos contextos/problemas e, claro, PONHA A CARA NA RUA.

Para finalizar, que fique claro que tais atividades são responsabilidade de TODOS OS CRENTES, e que a existência de uma tal equipe na igreja não sirva para os demais membros transferirem o peso de suas responsabilidades individuais.

ARSENAL DO CRENTE

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Reflexão: O Brasil missionário e a “cultura do evento”

A pandemia de Covid-19 descontruiu preconceitos, demoliu expectativa$ e, como a perseguição na Jerusalém do primeiro século, apressou o passo duma igreja sonolenta até o quase pecado.

Mas não adiantou de todo: Tiramos um pé do atoleiro, mas seguimos presos no que eu chamo de a “cultura do evento”. Encontros presenciais, capacitações, cursos de fim-de-semana ou que se estendem por três longos anos estão sendo retomados na modalidade presencial, para alegria de meia-dúzia que ainda não entendeu, e para azar de um país de colossais 8.510.000 quilômetros quadrados, 5.558 municípios e em torno de 60 milhões de crentes. SESSENTA MILHÕES DE CRENTES, que certamente não cabem na sua sede missionária, seminário, sítio, estádio ou o que você conseguir.

SESSENTA MILHÕES DE CRENTES.

Grandes igrejas, missões, denominações, agências e colegiados de agências nacionais parecem firmemente presos ao presencial, ao evento. O tempo que seria gasto em proporcionar RECURSOS GRATUITOS E DEMOCRATIZADOS (via web) é gasto em passagens de avião, hospedagens, alimentação, gasolina. Tudo com uma naturalidade, um “tem que ser assim, só pode mesmo ser assim” de causar arrepios em quem sabe dar valor (pois não o tem ou já não o teve um dia) ao DINHEIRO. Principalmente o dinheiro que compete ser alocado na obra de Deus.

Vamos a um teste, vamos ao que nos possa dar discernimento efetivo. Entre em sites de missões e colegiados (associações) de missão ou sites de igrejas genéricas/denominacionais (evangélicas/reformadas) e procure pela aba “Recursos”. Nos EUA, fonte nossa e de todos estes, é comum a cada site haver os recursos para capacitação de quem quiser se capacitar, em sua maioria gratuitos – e-books, podcasts, séries de vídeos auto instrutivos e etc. Mas faça o teste aqui em Pindorama, em nosso Brasil continental. Fez?

Pois bem, deve ter chegado a alguma conclusão. Sem querer desgastar ainda mais seu tempo, lhe proponho que faça agora outro teste. Procure pela aba “Eventos” ou “Agenda”.

Fez? Se fez, não preciso me estender, os festivos fatos são a melhor pedagogia.

Mas, E DAÍ?

Faça a sua parte. Empreenda esforços para trocar (no seu coração e na sua instituição) a “cultura do evento” pela “cultura dos recursos”. Ou a cultura do “venha” pela cultura do “tome aqui”. Não se questiona aqui a necessidade e riqueza maior proporcionada pelo tête-à-tête, o cara-a-cara; sou professor, como o faria? O questionável é a manutenção deste sistema monocórdio, pouco produtivo, elitista (sim, elitista!), num momento em que já adentramos até as canelas do século XXI, talvez o último.

Talvez o último. Será? Ou agimos no atacado sobre uma igreja de 60 milhões de almas dispersas por 5.558 municípios que se estendem por 8.510.000 km², ou pingamos gotas no varejo dos eventos - lá naquela estância hidromineral no Centro-Oeste, no indobrável eixo-de-aço RJ-SP, ou mesmo naquela base ensolarada no Nordeste...

No mais, celebro e reafirmo a importância de tais eventos, e ser um dos seus maiores divulgadores (vide a vida do blog/canais Veredas Missionárias) o comprova. Mas torço para que eles tenham cada vez menos importância, pelo simples e monolítico fato de sermos sessenta milhões de crentes. 

Sammis Reachers

www.veredasmissionarias.blogspot.com

(Este texto pode ser livremente reproduzido, por quaisquer meios, sem necessidade de prévia autorização. Mamon já nos impõe pedidos de autorização demais, concorda?).

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Existem alguns tipos de cristãos que Deus não pode usar

Cerca de 17 anos atrás, eu fiz a oração mais perigosa da Bíblia enquanto estava deitado no chão da minha igreja perto de Orlando. Repeti estas palavras de Isaías 6: 8: "Aqui estou eu. Envie-me". Então eu me encolhi. Eu sabia que Deus "me estragaria bem", a fim de me usar para tocar os outros por Cristo.

Eu queria que Deus me usasse, mas estava dolorosamente ciente de que não apenas começamos um ministério em nossos próprios termos. Deus inclina e quebra quem fala por ele. Ele requer rendição total. Eu tive que deixar ir medos, ajustar atitudes e mudar prioridades.
Tornou-se popular hoje sugerir que Deus pode usar qualquer um. É verdade que Ele não mostra favoritismo com base em raça, idade, sexo, história conjugal, falhas anteriores ou status de renda. No entanto, seus padrões nunca foram reduzidos; Ele usa apenas seguidores humildes, obedientes e consagrados.
Muitos cristãos nunca serão úteis no reino por causa de atitudes ou comportamentos que limitam o fluxo do Espírito Santo ou, como disse o apóstolo Paulo em Gálatas 2:21a (KJV), "frustram a graça de Deus". Eu nunca quero frustrar Sua graça! Se você deseja que Deus o use, não se enquadre em nenhuma destas categorias:
  1. Sentados no banco do motorista do cristão. Jesus não é apenas nosso Salvador; Ele é nosso Senhor. Ele quer guiar nossas decisões, dirigir nossos passos e anular nossas escolhas egoístas. Existem muitos crentes que desfrutam dos benefícios da salvação, mas nunca cedem controle a Deus. Se você deseja que Ele o use, deve deslizar para o banco do passageiro e deixar Jesus dirigir. Se você tiver um problema de voluntariedade, aprenda a orar: "Não seja feita a minha vontade, mas a sua" (Lucas 22: 42b, MEV).
  2. Críticos de poltrona. Há pessoas que arregaçam as mangas e servem ao Senhor; há outros que decidem analisar e separar todos os que estão fazendo a obra de Deus. O diabo é o acusador; portanto, se você está acusando outras pessoas, você está operando no espírito de Lúcifer. O Espírito Santo não trabalha com pessoas que são amargas, iradas ou julgadoras.
  3. Pessimistas "meio-copo vazio". Hoje, muitos cristãos se preocupam com o que os pecadores estão fazendo, e alguns passam horas tentando prever quando o anticristo surgirá ou quando o mundo terminará. Enquanto isso, há outros cristãos que se concentram em conquistar pessoas perdidas para Jesus e mostrar Sua compaixão por um mundo destruído. Quem você acha que dará mais frutos espirituais - o pessimista do dia do juízo final ou o evangelista esperançoso?
  4. Cristãos de espírito carnal. Hoje tornou-se moda para os crentes baixar o padrão de comportamento moral a tal ponto que tudo vale. Não se deixe enganar. Só porque mais e mais pessoas estão pulando na onda da permissividade sexual não significa que Deus reescreveu Sua Palavra eterna.
Pessoas que vivem em pecado flagrante não podem ser instrumentos do Espírito Santo. 2 Timóteo 2:21 diz claramente: "Quem se purificar dessas coisas será um vaso de honra, santificado, apto para o uso do Mestre e preparado para toda boa obra". Nossa utilidade para Deus é baseada no fato de termos nos submetido ao processo de santificação. Santidade não é uma opção.
  1. Abandonadores da igreja. Não vencerei um concurso de popularidade dizendo isso, mas é verdade: Deus não usa pessoas que se afastaram da igreja. Hoje está na moda bater na igreja; algumas pessoas estabeleceram "ministérios" para atrair os cristãos para longe da igreja e para um deserto espiritual isolado. A maioria desses banhistas da igreja é amarga porque teve uma experiência ruim com um pastor.
Tenho apenas compaixão pelas vítimas de abuso espiritual. Mas ninguém tem o direito de derrubar a obra de Deus apenas porque um líder espiritual o machucou. A igreja é o plano A de Deus, e Ele não tem uma alternativa. Se formos usados ​​por Deus, precisamos nos conectar à igreja e aprender a fluir com a liderança ordenada por Deus.
  1. Covardes/tímidos. Quando Paulo enviou Timóteo a Éfeso para abrir a igreja lá, ele o exortou a se libertar do medo. Ele escreveu: "Não se envergonhe do testemunho de nosso Senhor" (2 Tim. 1:8a). O medo tem o poder de paralisar. Todos os que se rendem ao chamado de Deus devem bravamente abrir a boca, defender a fé, arriscar sua reputação e sofrer rejeição - e possível perseguição. Se você tem medo de compartilhar o evangelho, arrependa-se do seu medo e peça a Deus uma santa ousadia.
  2. Espectadores preguiçosos. Muitos cristãos hoje pensam que seguir a Deus significa assistir a um culto de 60 minutos antes de dirigir para a praia. Lemos devoções rápidas em nossos smatphones inteligentes e fazemos orações curtas durante o trajeto da manhã. Mas em algum lugar de todo esse estresse do século XXI, perdemos o significado de discipulado.
Se você quer que Deus o use, você deve levar a sério o chamado dele e tornar-se um aluno concentrado da Sua Palavra e um guerreiro de oração apaixonado. Os apóstolos do primeiro século declararam: "Mas nos dedicaremos continuamente à oração e ao ministério da palavra" (Atos 6: 4). Pessoas sem coração nunca mudaram o mundo. Você deve ser dedicado, comprometido e apaixonado, se quiser causar o máximo impacto espiritual.

J. Lee Grady foi editor do Charisma por 11 anos antes de iniciar o ministério em tempo integral em 2010. 

domingo, 27 de setembro de 2020

Recurso para download gratuito: CADERNETA DE ORAÇÃO

Apresentação

 Paulo Raposo Correia

Esta publicação foi elaborada com o simples propósito de servir de apoio a este momento tão relevante na vida espiritual do cristão, facilitando o registro e a lembrança de assuntos para oração, inclusive aqueles recomendados nas Sagradas Escrituras.

O agrupamento de assuntos sob temas específicos (pessoal, família, igreja, reino de Deus, nação, instituições, autoridades) permitirá maior foco e atenção. A distribuição dos temas pelos dias da semana poderá favorecer a sua realização diante da realidade das demandas da agenda diária de cada um.

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.6)


(Clique no link abaixo para baixar o arquivo)
Caderneta de Oração: CadernetaDeOração_2.pdf
Sugestões:
  1. Imprima em papel tamanho A5 (148 mm x 210 mm) – metade do A4.
  2. Imprima a capa e a contracapa em papel com acabamento fotográfico.
  3. Utilize capa para encadernação transparente (antes da capa e depois da contracapa).
  4. Encaderne com uma espiral na lateral esquerda ou no topo da caderneta.
  5. Outra opção é colocar as folhas num pequeno fichário com sacos plásticos tamanho A5.
  6. Por fim, você também pode imprimir em papel A5 180g e usar na forma de cartões.
Obs.: Imprima individualmente tantas folhas com MOTIVOS ESPECÍFICOS e RESPOSTAS DE ORAÇÃO, quanto precisar.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Poemas aos Pastores de Deus: Antologia poética em homenagem aos pastores - Baixe grátis


        “Apascenta as minhas ovelhas”. Quantos tremeram, quantos exultaram, quantos sentiram-se o menor ou o maior dos seres ao ouvir, compreender, ao alistar-se sob tal chamado? Função mais nobre dada a um homem, qual seja, socorrer, arrebanhar e guardar almas para o Reino de Deus, o ofício pastoral é encargo divino de capital importância e o de maior peso.
        Esta pequenina seleta reúne poemas que falam sobre ele, o guardião dos rebanhos. A maioria deles, por sinal, escritos por pastores-poetas (como o foi Davi), outros por membros vários do Corpo de Cristo. Eles prestam-se à leitura particular e também a celebrações, tais como o Dia do Pastor, efeméride em que honramos aqueles que à honra fazem jus (Rm 13.7).
        No Brasil, comemora-se o Dia do Pastor no segundo domingo de junho, data guardada pela maioria das denominações. Já o Dia da Esposa do Pastor comemora-se no primeiro domingo de março. Denominações há que possuem datas específicas para a efeméride: Os metodistas comemoram o Dia da Pastora e do Pastor Metodista no segundo domingo de abril. O Dia do Pastor Presbiteriano comemora-se em 17 de dezembro; a data refere-se à ordenação pastoral do antes padre José Manuel da Conceição, em 17 de dezembro de 1865, quando Conceição tornou-se primeiro pastor protestante nascido no Brasil.
        Um perigo que sempre ronda e fere a igreja (mesmo a reformada) é a idolatria, e o risco de determinados líderes serem idolatrados é encarado por alguns deles próprios com certa condescendência, o que coloca suas próprias almas em perigo. Em tempos midiáticos, tal risco torna-se literalmente “viral”. O pastor verdadeiramente digno de seu cargo e chamado deve redobrar seus cuidados no tocante ao tema. Deverá ter “calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Ef 6.15), tendo sempre por anteparo as “meias” da humildade (Fp 2.3). Os poemas aqui selecionados objetivam honrar não a “príncipes”, mas a serviçais, serviçais do Reino como todos nós, e jamais exaltar a “super-homens” – que é como alguns se creem e, pior, são cridos – que não existem e nem poderiam existir.
        Que este breve florilégio sirva de inspiração, consolo, confirmação, alegria e celebração do serviço destes (e, polêmicas à parte, destas) abnegados soldados de Cristo. A eles, nossa eternal gratidão.

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

sábado, 21 de março de 2020

Lista de checagem de igrejas que realmente ORAM



Igrejas que oram...
- Incluem a oração na sua declaração de missão
- Enfatizam o papel da oração na visão para o ministério da igreja
- Têm a oração como um dos valores principais
- Ensinam aos novos membros o papel estratégico da oração
- Esperam o envolvimento pessoal dos membros na oração
- Têm a constituição saturada com a palavra “oração”
- Especificam a oração no orçamento do ministério
- Providenciam recursos para motivar e cultivar a oração
- Incluem a oração no louvor e na adoração coletiva
- Encorajam os membros a desenvolver uma vida forte de oração pessoal
- Esperam que cada comissão, equipe, grupo, classe e ministério devotem uma parte de suas reuniões à oração
- Equipam jovens e crianças para orar
- Focalizam a oração em sermões, workshops práticos e assembleias especiais
- Dão ênfase à oração em boletins, informativos, quadros de aviso, literatura e centros de recurso
- Estabelecem expectativas altas de oração para a liderança
- Agendam reuniões de oração no ciclo de atividades semanais, mensais e sazonais
- Esperam que o pastor ore com outros pastores
- Fazem caminhadas de oração na comunidade
- Encontram membros em oração uns pelos outros antes e depois de reuniões, nos corredores e pelo telefone.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A IGREJA E SUAS ANALOGIAS



A IGREJA E SUAS ANALOGIAS

A igreja é o único movimento que Cristo deixou sobre a terra para representá-lo. Todo mundo que quer estar no centro do que Deus está fazendo no mundo hoje deve envolver-se com sua igreja. A intenção de Jesus é que ela fosse, acima de tudo, instrumento para a evangelização do mundo, a edificação dos crentes e a ministração às necessidades humanas.
A melhor maneira de entender a natureza da igreja é pensar nas analogias usadas para ela. Ela é chamada de esposa de Cristo, o corpo de Cristo, a família de Deus, o exército do Senhor e o edifício de Deus.
Uma esposa é uma mulher com quem um homem se compromete. A igreja é, então, um conjunto de pessoas com quem Cristo está comprometido. Um corpo é um organismo através do qual alguém atua. A igreja são pessoas através das quais Cristo trabalha. Uma família é um grupo de pessoas intimamente relacionadas que nutrem e cuidam umas das outras. A igreja são pessoas por meio das quais Cristo alimenta e cuida de seus discípulos. Um exército é um grupo de soldados armados e organizados para a guerra. A igreja são pessoas através das quais Cristo combate o mal. Um edifício é uma estrutura onde uma pessoa mora. A igreja é uma cidade em que Deus habita.
A ideia de esposa sugere nosso relacionamento com Cristo; a ideia do corpo indica nosso trabalho para Cristo; a ideia da família fala da nossa íntima comunhão com Jesus; a ideia do exército sugere nossa missão para o Senhor; a ideia de um edifício fala da nossa unidade nele. Como esposa, devemos amar; como corpo devemos servir; como família, devemos nutrir; como um exército devemos avançar; como edifício, devemos permanecer.

José Luis Martínez – 504 Ilustraciones Preferidas

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

RESOLUÇÕES DE UM PASTOR CONSAGRADO



Conhecerei e visitarei, tanto quanto possível, todos os membros de minha paróquia, orando com eles, conhecendo os seus problemas, ajudando-os a resolvê-los e orientando-os em sua vida espiritual.
Serei delicado e cortês para com todos, serei pronto para atender a todos que me procurarem, serei amoroso para com os tristes, enfermos e desalentados; serei compassivo para com os pecadores necessitados de arrependimento.
Terei uma vida reta, vivendo modestamente, repartindo com os outros dos bens que Deus me der, não permitindo luxo e conforto que deem do ministério ideia de meio de vida; pagarei minhas dívidas, darei satisfação quando houver de atrasar algum pagamento; serei justo e amoroso para com os meus empregados.
Não falarei de um membro da igreja a outros, não criticarei a outros os defeitos dos crentes, não falarei pelas costas o que não gostaria que os meus paroquianos ouvissem, não criticarei meus colegas, não diminuirei a autoridade dos oficiais da Igreja, não usarei do púlpito para questões pessoais, nem serei ambicioso ou mesquinho quanto ao meu ordenado.
Serei mais severo comigo, com minha família e com minha casa, do que com os outros, mas não deixarei de exortar os errados, repreender os pecadores, despertar os tímidos, amparar os fracos, acordar os adormecidos e animar as crianças.
Pregarei o Evangelho com simplicidade, com humildade, com oração, sem confiar na minha sabedoria, mas confiado no poder de Deus; pregá-lo-ei com minhas palavras, com meu exemplo, com os bens de fortuna que Deus me der, com minha vida reta e honesta, a tempo e fora de tempo, e usarei todas as minhas oportunidades para ganhar almas para Cristo, e promover a santificação dos membros de minha Igreja. É este o meu desejo sincero.

D. P. Silva, no livro Mil Ilustrações