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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Apontamento 76: Leituras sobre a Dignidade Humana



Os efeitos profundos e nocivos do discurso demolidor dos últimos anos contra a “população inactiva”, i.e., e sem rodeio, OS VELHOS, ainda estão por contabilizar, se nos quisermos limitar a uma linguagem económica condizente.

Talvez pela falta de afecto dedicado aos “séniores” nos últimos anos sucede que, actualmente, anda por aí uma pessoa muito empenhada em visitar os velhos nos lares.

Pela transmissão da sua imagem indefesa, que algumas pessoas expostas já não conseguem defender e acautelar, exigia-se, no mínimo, aos directores dos respectivos lares que defendessem a dignidade da pessoa humana.

Um lar não é um circo e a exposição pública tem regras, sobretudo quando existem pessoas que, por falta de ética, abusam da fragilidade  e não respeitam a dignidade humana.

Recomendo, pois, a leitura de alguns textos.

Post de HMJ

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Da Janela do Aposento 42: As brincadeiras da Sociologia, à Portuguesa



O que despoletou o presente texto foi a afirmação, nada científica, de uma “excelente senhora” da nossa praça, licenciada em Sociologia. A propósito das praxes universitárias, a socióloga Rita Ribeiro conclui que “isto é uma brincadeira de gente crescida”.
Reacenderam-se, na minha memória, todas as luzinhas de aviso, reavivando situações, no meio escolar, em que episódios de agressão e violência físicas eram perfeitamente toleradas sob a designação, incorrecta e abusiva, de “brincadeiras”. Resolviam-se, desta forma iníqua, desvios de comportamento, quiçá pela ausência mútua de formação cívica, a contento das duas partes, “assobiando”, alunos e professores “para o lado”!
Contudo, sempre considerei inadmissível a inanidade e a tolerância perante esse “gérmen” da violência, provocando-me a repulsa uma reacção espontânea de intervenção, tanto na escola como em espaço público mais alargado. Pouco me importa, nesse contexto, a atribuição do epíteto de “intransigente”, porque não confundo palavras, de étimos e significados tão diferentes, como “violência”, “agressão” e “brincadeira”.
Considero, portanto, que o inequívoco respeito cívico pela dignidade humana é uma conquista civilizacional e o mais poderoso garante de uma sã convivência num mundo de paz. Por conseguinte, repugna-me, profundamente, que instituições de formação, básicas ou superiores, revelem um tão fraco sentido de um dos “últimos fins do homem”, a saber, o respeito pela dignidade humana.
Aliás, nesse fraco entendimento, reencontram-se velhos fantasmas de ditaduras com a actual cruzada do mundo financeiro contra a Humanidade. Com efeito, e a bem da paz, “é a hora” de não confundir o lúdico com cenas de violência, abjectas e reaccionárias, moralmente condenáveis e, até, esteticamente repugnantes. 

Post de HMJ