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quinta-feira, 8 de junho de 2023

Viajar, conhecer



Uma das formas de progresso, até pelo suceder das gerações é, do meu ponto de vista, alargar os horizontes e o conhecimento, bem como os estudos. As viagens têm nisto um papel importante. A minha mãe chegou a conhecer a Madeira e várias cidades de Espanha, na Galiza e do centro do país vizinho. O meu filho mais velho pôs os pés em países de três continentes. Eu fiquei-me pela Europa, mas a leste não fui para além da Alemanha. Lamento não ter ido nem à Itália, nem à Hungria, países que gostaria de ter conhecido, sendo agora já tarde para os vir a visitar. Nesse aspecto nunca fui muito ambicioso e nunca me deu para coleccionar países - creio que sempre fui excessivamente europeu, facto que talvez sirva de desculpa. Posso embora dizer que conheço um pouco da maneira de ser de, pelo menos, três povos da Europa, seus costumes e gastronomia. O que já não me parece mau e deve ser levado a benefício de inventário...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Citações CCCLXXXV


Há duas formas de conhecimento. Ou sabemos de determinado assunto por nós próprios, ou então sabermos onde procurar informações sobre ele.

Samuel Johnson (1709-1784), in Boswell's Life of Johnson.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Divagações 115


Para que nos serve o saber, a cultura, o conhecimento? E tê-los, em parte, pode fazer-nos mais felizes? Tenho dificuldade em responder pela positiva. Muito embora, e na boa tradição judaica, que frequentes vezes George Steiner gosta de lembrar: o conhecimento é aquilo que ninguém nos pode tirar.
Por outro lado, o saber técnico ou científico tem, também, as suas utilidades práticas. E, quanto ao lado humanístico do conhecimento, ele poderá, entre outras coisas, permitir contar histórias. Que é uma coisa a que quase nenhum ser humano se negará a ouvir. Desde os tempos longínquos em que os homens se sentavam, à noite, em volta do fogo para se aquecerem, e conviver.
Nada disto porém se cruza, obrigatoriamente, com essa coisa inefável a que, à falta de melhor,  chamamos felicidade...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Apontamento 63: Alteridade




A compreensão do “alter”, ou seja, do outro, implica vontade e conhecimento. Houve tempos em que as Viagens serviam para completar a educação inicial, abrindo “Mundos” ao espaço limitado e conhecido.

Até os antigos regulamentos dos ofícios reconheceram o “valor acrescentado” de uma aprendizagem enriquecida por uma “carreira de deambulação” por espaços geográficos alargados. Ganharam os próprios oficiais e os países, de origem ou de destino e acolhimento. Basta lembrar os impressores do Centro da Europa que, espalhando a boa nova e o suporte da tipografia para a Humanidade, se fixaram nos países do Sul.

Ganhou o país de origem e o de destino numa partilha de conhecimento ao serviço da Humanidade.

Lamentável é que esse passado parece não ter deixado qualquer suporte mental quando comparado com o turismo de massa, que nos cerca, sem nenhum aproveitamento espiritual visível.

A imagem acima, com o sol a despontar, numa manhã serena em Lisboa, serve, apenas, para manifestar que a “alteridade” é um processo longo de aprendizagem do espaço – humano – em que os “ganhos” não entram na contabilidade da beleza interior acrescentada.

Com os agradecimentos aos homens do século XVI que souberam dar uma lição de vida tão intensa, sem abdicarem da sua própria personalidade ou da sua cultura de origem.

Post de HMJ