sexta-feira, 9 de agosto de 2024
Fruta
sábado, 6 de abril de 2024
Para que conste
sábado, 14 de maio de 2022
Mercearias Finas 178
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Metamorfoses
terça-feira, 15 de março de 2022
Mercearias Finas 176
sexta-feira, 28 de maio de 2021
Abertura da estação
Que eu tenha dado por isso, é a terceira gerência à frente deste conhecido restaurante da Trafaria. Os primeiros proprietários fizeram-lhe a fama, com razão e cozinha conceituada: eu gabava-lhes a Mousse de Chocolate, como sendo a melhor da zona sul, tirante a confeccionada por HMJ. Mas havia uns Rojões à Moda de Vinhais e, de vez em quando, uns Linguadinhos com Arroz de Tomate, de apetite. Aqui há uns anos, a gerência mudou e a Antiga Casa Marítima, da Trafaria, perdeu qualidade, em cozinha e serviço. Só lá fui duas vezes, e ficámos arrependidos. Ontem porém decidi arriscar, porque me pareceu ter havido mudança e gente nova a atender. Era um facto, a gerência era nova e a qualidade voltara ao restaurante!
Abrimos assim a estação da sardinha assada, ainda antes do mês dos santos populares, e elas já estavam saborosas, pagando-se a 11,50 euros a dose. Acompanhou, bem, um branco Grão-Vasco 2019, lotado com Encruzado, Bical e Malvasia Fina. Fresco, à beira-rio. Tranquilamente.
segunda-feira, 5 de abril de 2021
A propósito do espadarte
Seria canónico falar-se do anho pascal que ontem cumpriu, de facto. Mas não. Começo pelo tempo.
domingo, 7 de fevereiro de 2021
Mercearias Finas 166
Peixes de rio, desde tenra idade, nunca fizeram o meu pleno: tinham muitas espinhas insidiosas e traiçoeiras. Ao sável, ainda dei algumas oportunidades, no Abílio, de Queluz, onde o fritavam à maneira, na altura dele, com um rico e verde arroz de grelos malandrinho, para acompanhar, ou então uma açorda muito bem apaladada. O lúcio é que nunca eu tinha experimentado.
Veio à colação e experiência, no Domingo, em duas amplas postas bem cortadas, que o dono da banca, na Trafaria, prometeu terem espinhas leais e fáceis de excluir. Falou verdade e gostámos imenso da nossa vernissage deste peixe de rio, grandão e saboroso, com lascas alvas e largas. O vinho branco, que era também uma novidade, no regional Lisboa, fez-se também notar pela positiva dos seus 13º, com Arinto, Viognier e Sauvignon Blanc. Fique o nome: Pedro Álvares, colheita de 2018. Bem podemos repetir, quer o lúcio, de rio, quer o vinho do Carregado.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Mercearias Finas 163
Estes últimos dias de intenso nevoeiro matinal fizeram-me lembrar a simpática mas fria praia da Adraga, onde o Sol só costumava assomar por volta do meio-dia. Entretanto, por casa havia que dar a última volta, este ano, aos vinhos brancos, na garrafeira, e a Adraga veio de novo à colação: era da região, o vinho mais velho (2014) guardado na adega. E, embora fosse estreme da casta Alvarinho (12,5º), nunca fiando quanto à sua longevidade qualitativa...
Nem de propósito, tínhamos trazido do mercado da Trafaria um fresquíssimo Pregado (nobre familiar do rodovalho e do linguado) com 1kg100, para assar, que veio a acasalar lindamente com o néctar. Acompanharam uns grelos salteados, para HMJ, e uma pequena couve-flor, para mim, para além das regimentais batatas assadas. Deve dizer-se que tudo estava na perfeição - passe a imodéstia...
terça-feira, 24 de março de 2020
Sem título, ou...
Quanto a paisagens distantes, de momento, só as podemos recordar ao longe.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Mercearias Finas 131
Creio que, quando a frequentei, há 50 anos, nunca almocei senão na messe do Batalhão. Não se comia mal e as doses eram generosas e apaladadas, sobretudo para quem vinha de Mafra...
Recomendar um restaurante tem sempre os seus riscos. Na restauração, as coisas mudam depressa, em Portugal, normalmente para mais caro e pior. Mas vou ousar destacar, na Trafaria, a Taberna Zé da Lídia, na rua Artur da Costa Pinto, nº 12. Fomos lá ontem, pela quinta ou sexta vez, e saímos a contento como habitualmente, pela excelente cozinha, o competente serviço, o preço moderado (60 euros para 4 pessoas, ainda deu direito a troco) e o agradável ambiente. Necessário é fazer reserva antecipada, porque o restaurante só tem 24 lugares.
Nas entradas, o pão fatiado é muito guloso e o paté de atum, caseiro, saboroso. As azeitonas também não desmerecem e aperitivam muito bem, a caminho das pataniscas de bacalhau, que nunca comi tão enfoladas. Todo o peixe é fresco e da melhor qualidade, ou não estivessemos à beira-mar...
Recomendam-se também os filetes de linguado que, como as pataniscas, são acompanhados de um arroz caldoso de feijão ou, em alternativa, de tomate. Quanto a carne, aconselho os Rojões ou Entrecosto, mas se houver Rancho, não percam - se apreciarem o prato. A respeito de vinhos, agradáveis, há uns pipinhos simpáticos pela sala, donde podem vir bons monocastas: Antão Vaz, quanto a brancos; e Cabernet, Touriga Nacional e Sirah, de tintos. O que sublinha o bom gosto de quem governa a Taberna...
Quanto a sobremesas, a Tarte de Limão é um primor!
E, já que o Verão parece ter vindo para ficar, vá lá!, atravessem o Tejo e venham refeiçoar à Trafaria.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Apontamento 110: Em louvor da Arquitectura
Post de HMJ
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Mercearias Finas 122
Ora, ultimamente, aqui pelos subúrbios, tem havido, embora de forma irregular, umas feiras, aonde acorrem vendedores-produtores de viandas de província e outras guloseimas de fabrico artesanal e de boa qualidade. Vêm do Minho, de Trás-os-Montes, das Beiras. Trazem queijos, produtos de fumeiro, doces regionais, presuntos e, às vezes, vinhos de produção pequena e rótulos desconhecidos.
No antepenúltimo fim-de-semana, a Trafaria acolheu um grupo numeroso destes feirantes regionais, com grande diversidade de produtos. E lá consegui encontrar e comprar os meus apetecidos e saudosos Bolos de Gema nortenhos, com a sua macieza de pão-de-ló interior e a estaladiça cobertura de açúcar, esbranquiçada, por fora. Para matar saudades e gula.