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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Fruta



Estamos no período áureo da fruta - Julho e Agosto - em que a oferta é maior e mais diversificada.
Erradamente, pensava eu que aqueles pêssegos achatados eram oriundos do Peru, mas a D. Alice esclareceu-me que eram paraguaios, e hoje já se produzem em Portugal. E como a filha, que tinha andado por França e regressara, tinha os clientes controlados, na banca, foi-me dando algumas preciosas instruções sobre fruta. Melões, em que é especialista e acerta sempre nos que nos aconselha, peras, melancias, cerejas, castanhas e locais de Portugal donde são os melhores. A exemplo das castas de uvas e o terroir mais próprio dos vinhos. Arinto é Bucelas, tenho eu por certo.
Acrescente-se que a D. Alice já vai quase nos 90 e, no produtor que lhe fornece os melões (Ribatejo ou Alentejo), escolhe-os todos a dedo para a sua banca do mercado. Por isso, paga apenas mais 7 cêntimos, mas vale a pena, porque eles acabam por ser quase todos bons e saborosos para os clientes fiéis.

sábado, 6 de abril de 2024

Para que conste

 

Aqui se regista a aparição das 3 primeiras andorinhas que vi este ano, pela manhã de 5/4/2024, no caminho para  a Trafaria, e hoje mais 6 na região outrabandista, em bando primaveril.

sábado, 14 de maio de 2022

Mercearias Finas 178



Registe-se, para que conste: na banca da Leonor, as de Sesimbra estavam a 6,50, de Peniche custavam 8,50 euros, o quilo. E a Tânia foi explícita: as mais baratas tinham sido pescadas de véspera e à noite, as sardinhas mais caras tinham aparecido na lota, já de manhãzinha. Mas a mim também me pareceram maiores. A banca estava muito bem fornecida. Pescadas 12,50, lulas, cantaril, carapau, peixe espada preto, linguado a 23 euros e até um peixe róseo-vivo que eu deconhecia e nunca tinha visto: salongo, a 18,50.
Mas não foi no Monte nem com a Leonor que fizemos a vernissage sardinheira, na companhia de um Fernão Pires, fresco. Mas na Trafaria, no restaurante do Rui, que nos iniciámos hoje. Se estavam boas, as sardinhas? Muito, e crescidas, embora ainda sem as gorduras habituais de Junho...

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Metamorfoses



Apesar de pequena (cerca de 30 indivíduos), a colónia de hipocampos da Trafaria contava com  duas espécies diferentes: 26 Hippocampus hippocampus e 4 Hippocampus guttulatus. Estes últimos, no entanto, intrigaram os cientistas, pois apresentavam malformações no lombo (rudimentos de asas?) e na barriga (patas?), como se estivessem num processo de evolução inesperado. Esperam-se conclusões rigorosas da parte da Ciência, após estudo competente.



terça-feira, 15 de março de 2022

Mercearias Finas 176



O tachinho veio em take away da Trafaria. Com um Rancho apaladado e generoso.
Quando por lá andei no Verão de 68, não havia memória de nenhum levantamento de rancho no BRT (Batalhão de Reconhecimento e Transmissões), mas eu trouxera algumas histórias da EPI (Escola Prática de Infantaria) de Mafra, onde teriam acontecido, certamente por razões sobejas que, tirando o sempre magnífico pequeno almoço, pelas boas qualidades do pão e do leite, as restantes refeições deixavam muito a desejar para os recrutas soldados cadetes.



Injustamente classificado como comida de pobres, o Rancho português agregava massa (macarrão), batata e grão-de-bico, a que uns bocadinhos de carne de porco e umas, poucas, rodelas de chouriço corrente davam sabor e substância. Cruzei-me com ele já tarde, na segunda metade dos anos 80 e fiquei fã.
Para este Rancho, feito com gosto e que trouxemos para degustar em casa, abrimos um tinto do Dão, Quinta do Cerrado 2020 (13%), da UCB, que esteve à maneira. E cumpriu.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Abertura da estação



Que eu tenha dado por isso, é a terceira gerência à frente deste conhecido restaurante da Trafaria. Os primeiros proprietários fizeram-lhe a fama, com razão e cozinha conceituada: eu gabava-lhes a Mousse de Chocolate, como sendo a melhor da zona sul, tirante a confeccionada por HMJ. Mas havia uns Rojões à Moda de Vinhais e, de vez em quando, uns Linguadinhos com Arroz de Tomate, de apetite. Aqui há uns anos, a gerência mudou e a Antiga Casa Marítima, da Trafaria, perdeu qualidade, em cozinha e serviço. Só lá fui duas vezes, e ficámos arrependidos. Ontem porém decidi arriscar, porque me pareceu ter havido mudança e gente nova a atender. Era um facto, a gerência era nova e a qualidade voltara ao restaurante!



Abrimos assim a estação da sardinha assada, ainda antes do mês dos santos populares, e elas já estavam saborosas, pagando-se a 11,50 euros a dose. Acompanhou, bem, um branco Grão-Vasco 2019, lotado com Encruzado, Bical e Malvasia Fina. Fresco, à beira-rio. Tranquilamente.


segunda-feira, 5 de abril de 2021

A propósito do espadarte

Seria canónico falar-se do anho pascal que ontem cumpriu, de facto. Mas não. Começo pelo tempo. 

Instalou-se a Primavera, com armas e bagagens. Os morangos, embora adstringentes, já estão com sabor, vi anteontem duas jovens andorinhas, lá para as bandas de Murfacém. E a banca do peixe, na Trafaria, ostentava, sobrevivente, a última posta fresca avantajada de um espadarte quase extinto. Merquei-a, de imediato, antes que se fosse para outros destinos alheios.
O bicho, em si, suscita-me múltiplas memórias associadas. Do unicórnio ao narval, de Hemingway à Mirandolina (que os pendurava em gancho, na rica banca ali para as bandas de S. Domingos de Rana). É um peixe enorme, porém, de belíssimo sabor. E, quanto a bifes do mar é, francamente, melhor que o de atum. De cebolada, ou não. Neste caso a dispensamos, e bem. Só batata e cenouras cozidas.



De Bucelas, veio um Arinto especioso, da Quinta da Romeira, colhido em 2017. Tinha estagiado em carvalho (francês?), e baptizaram-no de Reserva e Morgado de Sta. Catherina. Nobre e perfeito, nos seus 13º.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Mercearias Finas 166


Peixes de rio, desde tenra idade, nunca fizeram o meu pleno: tinham muitas espinhas insidiosas e traiçoeiras. Ao sável, ainda dei algumas oportunidades, no Abílio, de Queluz, onde o fritavam à maneira, na altura dele, com um rico e verde arroz de grelos malandrinho, para acompanhar, ou então uma açorda muito bem apaladada. O lúcio é que nunca eu tinha experimentado.


 

 Veio à colação e experiência, no Domingo, em duas amplas postas bem cortadas, que o dono da banca, na Trafaria, prometeu terem espinhas leais e fáceis de excluir. Falou verdade e gostámos imenso da nossa vernissage deste peixe de rio, grandão e saboroso, com lascas alvas e largas. O vinho branco, que era também uma novidade, no regional Lisboa, fez-se também notar pela positiva dos seus 13º, com Arinto, Viognier e Sauvignon Blanc. Fique o nome: Pedro Álvares, colheita de 2018. Bem podemos repetir, quer o lúcio, de rio, quer o vinho do Carregado.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Mercearias Finas 163


Estes últimos dias de intenso nevoeiro matinal fizeram-me lembrar a simpática mas fria praia da Adraga, onde o Sol só costumava assomar por volta do meio-dia. Entretanto, por casa havia que dar a última volta, este ano, aos vinhos brancos, na garrafeira, e a Adraga veio de novo à colação: era da região, o vinho mais velho (2014) guardado na adega. E, embora fosse estreme da casta Alvarinho (12,5º), nunca fiando quanto à sua longevidade qualitativa...

Nem de propósito, tínhamos trazido do mercado da Trafaria um fresquíssimo Pregado (nobre familiar  do rodovalho e do linguado) com 1kg100, para assar, que veio a acasalar lindamente com o néctar. Acompanharam uns grelos salteados, para HMJ, e uma pequena couve-flor, para mim, para além das regimentais batatas assadas. Deve dizer-se que tudo estava na perfeição - passe a imodéstia...

terça-feira, 24 de março de 2020

Sem título, ou...


...os navios já não cabem nas cidades... Nem são bem-vindos a atracar.
Quanto a paisagens distantes, de momento, só as podemos recordar ao longe.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Mercearias Finas 131


A Trafaria já foi vila mais bonita, quando por lá andei, de Julho a Setembro de 1968, diariamente, a tirar a especialidade no BRT (Batalhão de Reconhecimento e Transmissões). Hoje, o espaço do quartel parece uma quinta abandonada com pardieiros em ruina ameaçadora. Nessa altura, a praia ainda era frequentável e de águas limpas, embora a fímbria de areia já não fosse muito grande. Nos últimos tempos as águas não se recomendam, pela sujidade. Lentamente, o miolo da vila, vai sendo recuperado, no entanto, e algumas casas, no centro histórico, vão sendo restauradas e têm um ar airoso e aconchegado, à vista.
Creio que, quando a frequentei, há 50 anos, nunca almocei senão na messe do Batalhão. Não se comia mal e as doses eram generosas e apaladadas, sobretudo para quem vinha de Mafra...


Recomendar um restaurante tem sempre os seus riscos. Na restauração, as coisas mudam depressa,  em Portugal, normalmente para mais caro e pior. Mas vou ousar destacar, na Trafaria, a Taberna Zé da Lídia, na rua Artur da Costa Pinto, nº 12. Fomos lá ontem, pela quinta ou sexta vez, e saímos a contento como habitualmente, pela excelente cozinha, o competente serviço, o preço moderado (60 euros para 4 pessoas, ainda deu direito a troco) e o agradável ambiente. Necessário é fazer reserva antecipada, porque o restaurante só tem 24 lugares.



Nas entradas, o pão fatiado é muito guloso e o paté de atum, caseiro, saboroso. As azeitonas também não desmerecem e aperitivam muito bem, a caminho das pataniscas de bacalhau, que nunca comi tão enfoladas. Todo o peixe é fresco e da melhor qualidade, ou não estivessemos à beira-mar...


Recomendam-se também os filetes de linguado que, como as pataniscas, são acompanhados de um arroz caldoso de feijão ou, em alternativa, de tomate. Quanto a carne, aconselho os Rojões ou Entrecosto, mas se houver Rancho, não percam - se apreciarem o prato. A respeito de vinhos, agradáveis, há uns pipinhos simpáticos pela sala, donde podem vir bons monocastas: Antão Vaz, quanto a brancos; e Cabernet, Touriga Nacional e Sirah, de tintos. O que sublinha o bom gosto de quem governa a Taberna...
Quanto a sobremesas, a Tarte de Limão é um primor!
E, já que o Verão parece ter vindo para ficar, vá lá!, atravessem o Tejo e venham refeiçoar à Trafaria.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Comic Relief (138)


O mundo às avessas...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Apontamento 110: Em louvor da Arquitectura




Sempre gostei da descida para a Trafaria, preparando a vista, na estrada íngreme entre o campo e o mar, para esta imagem, à beira Tejo, olhando para Lisboa.

Mas, também, sempre achei uma terra mal cuidada quanto ao edificado. São erros passados de semear, sem estratégia, nem saber de arquitectura, torres desmesurados no meio de casinhas, pobrezinhas, de pescadores.

Junto ao rio havia uma farmácia, antiga, cuja traça sempre me encantou e que, há algum tempo, se foi degradando, como se vê pela imagem.


Recentemente, numa visita à Trafaria, porque também tem uns restaurantes recomendáveis, vi que a “minha” farmácia ganhou uma nova cara. Laus Deo. Em vez de a deitarem abaixo, está a ser recuperada como outras casinhas.


Espero que a Câmara de Almada e a sua Presidente tenham um olhar atento e aproveitem a oportunidade para fazer renascer a Trafaria, recuperando o edificado paupérrimo com saber, qualidade e gosto.


Post de HMJ

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mercearias Finas 122


A Norte, em tempos imemoriais da minha vida, no Sábado de Páscoa, e depois de vermos a Queima do Judas, ao meio-dia, na rua da Rainha, antes de entrarmos na Praça vimaranense para ir comprar o cabritinho, no talho do Zé Bento, passávamos por duas ou três bancas onde se espraiavam, ao ar livre, sobre imaculados panos brancos, o Pão-de-Ló de Margaride, as Cavacas e uns bolinhos redondos pintalgados de açúcar que, vim a saber depois, se chamavam Bolos de Gemas, e que faziam as minhas delícias de infância com o café com leite do lanche, sorvido em pequenos goles demorados.
Bem os procurei, no Sul, mais tarde, mas em vão, por várias vezes.



Ora, ultimamente, aqui pelos subúrbios, tem havido, embora de forma irregular, umas feiras, aonde acorrem vendedores-produtores de viandas de província e outras guloseimas de fabrico artesanal e de boa qualidade. Vêm do Minho, de Trás-os-Montes, das Beiras. Trazem queijos, produtos de fumeiro, doces regionais, presuntos e, às vezes, vinhos de produção pequena e rótulos desconhecidos.
No antepenúltimo fim-de-semana, a Trafaria acolheu um grupo numeroso destes feirantes regionais, com grande diversidade de produtos. E lá consegui encontrar e comprar os meus apetecidos e saudosos Bolos de Gema nortenhos, com a sua macieza de pão-de-ló interior e a estaladiça cobertura de açúcar, esbranquiçada, por fora. Para matar saudades e  gula.


sábado, 18 de março de 2017

Balanço ornitológico


Duas pombas de leque, um corvo bem negro, três andorinhas jovens, que foram as primeiras do ano; quanto a gaivotas, eram mais que muitas, à beira Tejo. Vinte e três graus, que davam para preguiçar os olhos, ao sabor das ondas suaves. No regresso, não tive tempo de ver se havia pavões no pátio da Quinta.
Mas até parecia que bastava abrir a porta para a Primavera entrar por ali fora, com pézinhos de lã.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Caprichos da Natureza


A tromba de água, e não tornado (diz-mo quem sabe...), ocorreu no passado Domingo, 13 de Dezembro de 2015. O fenómeno iniciou-se, no Atlântico, frente à praia Lorosae (S. João de Caparica), tendo-se deslocado, depois, em direcção à Cova do Vapor (Trafaria).
(Não se assustem com o forte ruído inicial...)

Os melhores agradecimentos a AVP e JTP.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Para situar e marcar uma data


Raul Brandão, em "Os Pescadores", chamou-lhe "horrível" (sem justificar), mas Bulhão Pato e Ramalho Ortigão foram mais amáveis para com a Trafaria. De Junho a Setembro de 1968, para lá caminhei, diariamente, em direcção ao Quartel de Transmissões, excepto aos sábados e domingos. A travessia do Tejo, no "ferry" que vinha e ia para Belém, de manhãzinha e ao crepúsculo, por esse Verão longínquo, era um esplendor. Ficou-me uma impressão agradável desta vila piscatória que me parecia, na altura, uma aldeia do Norte.
Fizeram-lhe, entretanto, um passeio marginal a acompanhar o Tejo - ficou mais bonita, a Trafaria. Além disso, na "Velha Casa Marítima" come-se a melhor "mousse" de chocolate da zona Sul, tirante a que HMJ faz, às vezes, cá em casa. Por isso, tenho quase a certeza que o jantar nos irá agradar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os estorninhos


Inesperadamente, hoje, vi estorninhos sobre o Tejo. Só costumava observá-los em Outubro/Novembro, volteando no céu, virando, revirando, em bandos compactos que se interceptavam, reuniam, adensavam, e dividiam de novo. Sempre me lembravam, no Outono, um cardume de pequenos peixes (sardinhas, carapaus juvenis?) que vi, no Verão de 1968, sob uma pequena ponte do cais, no mar da Trafaria. Os pequenos peixes, às centenas, coruscavam, no brilho do sol. Hoje, seria impossível, as águas estão escuras, sujas, impenetráveis ao olhar.
Mas esta tarde, em pleno Junho, início do Verão, apareceram os estorninhos. Uma pequena nuvem e, mais alguns, esses aos pares, dispersos. Seriam estorninhos malhados, pretos ou comuns? À distância, não consegui distinguir. Mas vieram muito cedo. Será das alterações climáticas? Também não sei responder. Mas dou-lhes as boas vindas, de contente.