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domingo, 19 de dezembro de 2021

De Pequenino se torce o Pepino

 


Da Gutenberg-Gesellschaft [Sociedade de Gutenberg] recebi a sugestão reproduzida acima. Gostei deste incentivo para o conhecimento da antiga feitura do livro. Da composição, impressão e encadernação, cá temos todo o saber em ponto pequeno.

"Zum Wohle der Kunst" - [A bem da Arte], como se dizia antigamente !

Post de HMJ

terça-feira, 22 de junho de 2021

Apontamento 141: Nos 120 anos da Sociedade Internacional de Gutenberg [Internationale Gutenberg-Gesellschaft]

 


A 23 de Junho de 1901, há precisamente 120 anos, instituiu-se, em Mainz, na Alemanha, a Internationale Gutenberg-Gesellschaft [Sociedade Internacional de Gutenberg].

Tendo por objectivo manter vivo o espírito inovador de Johannes Gutenberg, a Sociedade dedica-se, desde então, ao estudo e à divulgação de trabalhos relevantes sobre a imprensa, desde o início ao desenvolvimento actual, editando, anualmente, o Gutenberg-Jahrbuch [Anuário].

Na sua página electrónica, a Internationale Gutenberg-Gesellschaft - https://www.gutenberg-gesellschaft.de/ - refere que existem 800 membros em 31 países, não querendo deixar, no que me diz respeito, de assinalar a efeméride, como dever de associada há anos.

Embora lamentando uma escassa actualização sobre os estudos da História do Livro e da Tipografia em Portugal – certamente por ausência de participação nas actividades da Sociedade por parte de investigadores portugueses - continuo a encontrar contribuições muito valiosas, todos os anos, no anuário. Sublinha-se que os sócios costumam receber a publicação por volta de Julho.

Portanto, está para breve o prazer de receber o novo volume pelo correio.

Post de HMJ

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Da janela do aposento 9: Tipos e vinhetas


Para além do interesse pelo estudo da Tipografia e da História do Livro, sempre gostei de catálogos de tipos e não resisto quando encontro, como hoje, pequenos folhetos com imagens de qualidade que vão engrossando a minha pequena colecção. Recordando uma conversa recente sobre tipografia, escolhi uma imagem de vinhetas da Haas'sche Schriftgiesserei, de Basel, uma empresa de fundição, dedicada, sobretudo, a material para os chamados "acidentais", ou seja, pequenos impressos como cartões de visita, etc. 



Especialmente para MR vai um impresso em francês:


E como JAD, no PROSIMETRON, lembrou, e bem, o Dia da Europa, que se celebra hoje, acrescento esta memória tipográfica na convicção de que a invenção das letras móveis é um dos pilares mais importantes no aperfeiçoamento da Humanidade numa Europa de Paz e de Cultura.

Post de HMJ, dedicado a MR e JAD

domingo, 17 de abril de 2011

Linhagens 2

História de uma Tipografia


O encerramento progressivo, a partir de 1980, de pequenas tipografias, em Colónia/Alemanha, ainda com composição manual, arrastou consigo a memória viva dessas oficinas, dispersando o material tipográfico e empobrecendo o conhecimento de uma arte que, de facto, apenas se domina bem com base na experiência real.

A tipografia Fritz Holbeck, cujo catálogo de tipos apresentei na semana passada, tem uma história curiosa, embora não única no universo da impressão. O dono da tipografia não dominava nenhum ofício da nobre arte da impressão, nem era compositor, nem tipógrafo e menos, ainda, corrector. No entanto, montou a tipografia nos anos trinta do século passado, exercendo, e bem, as funções de gestor. Para poder ter aprendizes nas várias artes, teve que empregar mestres do ofício que ele não dominava. Até ao início da Segunda Guerra Mundial ainda conseguiu formar um compositor manual, empregado que o acompanhou até ao fim da vida. A reforma do compositor coincidiu com o declínio da oficina.

Os primeiros tempos depois da guerra foram de reconstrução do espaço. Os bombardeamentos de Colónia arrasaram a oficina. O desenvolvimento deveu-se, em parte, à opção de orientar a impressão para os chamados trabalhos "acidentais" (em alemão: Akzidenten), i.e., impressos para empresas e particulares. Essa orientação empresarial teve, na minha experiência pessoal, implicações negativas, mas sobretudo positivas. No que diz respeito a aspectos negativos, poucos, sobravam para mim algumas tarefas menores, a saber, frente a um suporte próprio, juntar as cópias e o original de impressos comerciais (o processo chamado: zusammenlegen) para, de seguida, passar à colagem dos conjuntos. O positivo de todo o tempo passado na oficina era o acompanhamento das várias fases da composição e impressão, o contacto com a beleza dos vários tipos de papel, a enorme quantidade e variedade de tipos e, sobretudo, a oferta graciosa de algumas recordações pelo trabalho feito. Assim, juntei tipos e papéis vários que ainda hoje guardo com estima.

Para terminar as minhas memórias de hoje, destaco um conjunto de iniciais que se reproduzem a seguir. Quando as descobri, achei-as um encanto e pedi as letras correspondentes às minhas iniciais.



Resta acrescentar que, na cave da oficina, se guardava o segredo maior. Um espaço repleto de cavaletes com caixas e caixas de tipos diversos que o filho do proprietário, tipógrafo de ofício, começou a juntar a partir de 1965. O que para mim era a gruta do Alibabá, não era mais do que o cemitério das diversas tipografias que encerravam e vendiam, a peso, o material tipográfico, especialmente os tipos. Para além do prazer ao olhar para as caixas, nunca pensei que a experiência tivesse, num futuro distante e num país longínquo, tanta utilidade.

Tenho pena, mas não faço ideia onde todo este material foi desembocar e se voltou a dar algum prazer a outras criaturas.

Post de HMJ

domingo, 10 de abril de 2011

Linhagens 1

Aceitamos a sugestão de APS relativamente ao título da presente rúbrica. Também é dele a convicção de que existe algo no "genes" que, de uma forma ou outra, se reencontra e se prolonga nos vindouros. Aduzo, ainda, a este propósito, uma máxima de uma prima belga que reza assim: "Das macieiras não nascem peras".

No entanto, as Linhagens serão, para mim, pequenas incursões no passado que deixaram uma memória viva - tanto mental como material.


Compositores e Tipógrafos

Apresentamos, em primeiro lugar, um mostruário de tipos que, nos próximos contributos para o Arpose, servirá de base a outras lembranças de uma tipografia, cujo espaço, bem como todos os objectos, e o próprio cheiro das tintas se gravaram na memória.


A um desses cavaletes pertencia a caixa que, actualmente desviada da sua função principal, recolhe ainda alguns artefactos: tipo, vinhetas, material branco, etc.


Para bom entendedor, trata-se, obviamente, de uma caixa alemã, cuja disposição de caixotins corresponde à estrutura da língua que servia de base à composição de textos.


Post de HMJ


Para H.N. com agradecimento por mais um mostruário de tipos a engrossar a nossa colecção.