quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
Alguns nomes
sexta-feira, 8 de abril de 2022
Curiosidades 92
domingo, 14 de novembro de 2021
Uma fotografia, de vez em quando... (152)
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Conclusões (talvez) prematuras
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Bibliofilia 183
Há pouco menos de um mês (28/10/2020), a Sotheby's levou a cabo um leilão que integrava obras raras e livros com dedicatórias de Ian Fleming (1908-1964), criador do célebre James Bond. O nome do espião britânico foi inspirado no ornitólogo norte-americano homónimo, que era amigo de Fleming e editou, em 1947, a conceituada obra Field Guide to Birds of the West Indies.
Da almoeda faziam parte livros que tinham pertencido a pessoas tão diversas como Winston Churchill, Robert Kennedy ou até ao escritor policial Raymond Chandler. Grande parte destas obras tinham dedicatórias de Ian Fleming. A primeira edição de From Russia with Love (1957), com dedicatória à esposa Ann, e que tinha uma estimativa de 24.000/35.000, foi arrematada por 47.880 libras.
Já o livro com dedicatória a Churchill (Live and Let Die) atingiu o montante de 189.000 libras e a obra que pertencera a Raymond Chandler, uma cópia de Goldfinger ("To Ray with much affection"), ultrapassou também largamente a estimativa da casa leiloeira, que era entre as 40.000 e 60.000 libras inglesas.
terça-feira, 6 de março de 2018
Uma brilhante tirada política, de humor
Winston Churchill (1874-1965).
domingo, 28 de janeiro de 2018
Curiosidades 68
Não faço a mínima ideia, se Isabel II gostou do retrato que Lucian Freud (1922-2011) dela fez. Duvido. Mas admito que sua majestade britânica, sempre politicamente correcta na sua banalidade aristocrática, se tenha calado, anglicanamente compungida por se tratar de um pintor de nomeada internacional. Winston Churchill (1874-1965), porém, tinha outra fibra. Em 1954, por iniciativa da House of Commons e da House of Lords foi decidido encomendar um retrato do político a um pintor inglês de mérito.
Ao ser-lhe apresentado o retrato pintado por Graham Sutherland (1903-1980), Churchill teve uma saida airosa, mas irónica: The portrait is a remarkable example of modern art!
A assistência, pela entoação de voz do grande estadista, percebeu o remoque, e riu copiosamente.
A pintura - veio a saber-se depois da morte do célebre casal inglês - foi destruída poucos dias depois de ter sido entregue, na sua residência oficial.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
A propósito de um livro de exercícios
Mas também eu nunca fui muito de exercícios físicos e, nesse aspecto, encontro-me na boa companhia de Churchill.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Fraquezas líquidas
Dos beberrões ingleses, reza a história recente de Albufeira (Algarve), por lá terem provocado desacatos, por várias vezes, tendo sido necessário chamar a polícia para os conter e manter na ordem. Mas não só os britânicos e nem só as classes baixas. Até os políticos se entregam, por vezes, a excessos alcoólicos. Todos devemos estar lembrados das prestações televisivas deprimentes de Yeltsin, Aznar e Sarkozy. Para não falar de um ex-ministro português de Economia que, na Assembleia da República, começou a debitar, depois do almoço (provavelmente bem regado), parvoíces e banalidades infantis, para surpresa de todos...
Voltando à Inglaterra. Lembremo-nos que Winston Churchill não passava um dia sem consumir 5 ou 6 whiskies, mais uns 3 ou 4 brandies. Em dias especiais, não dispensava o seu favorito champanhe francês Pol Roger, para comemorar. Terá consumido, ao longo da sua vida, milhares de garrafas.
Recentemente, o jornalista britânico Ben Wright publicou um livro (Order, Order: The rise and fall of political drinking), em que conta algumas cenas idílicas e edificantes sobre o tema. Refere, por exemplo, que o primeiro-ministro Harold Wilson (1916-1995) considerava Roy Jenkins (Finanças) um dos seus melhores ministros, mas só "até às 7 da tarde". Mais caricata, terá sido, no entanto, a prestação de um ministo do gabinete de Macmillan, numa visita oficial ao Peru. George Brown (1914-1985), após a refeição, insistiu em dançar com uma figura, elegantemente vestida de púrpura. Acontece que a orquestra tocava, na altura, o hino nacional peruano, e a personagem era, nada mais nada menos, que o arcebispo de Lima, capital do Peru...