Se a riqueza mundial fosse redistribuida equitativamente, caberia a cada ser humano um salário mensal de 760 euros. Mas, nos últimos 15 anos, o desequilíbrio acentuou-se bastante entre os muito ricos e os muito pobres, retrocedendo para as estatísticas injustas da Belle Époque.
Na sua crónica (O camião-fantasma) de hoje, no jornal Público, Rui Tavares refere a possibilidade de, no futuro, a profissão de camionista vir a desaparecer. Fundamenta essa hipótese no facto da Daimler e da Volvo estarem a testar camiões automáticos que prescindem da existência de condutores humanos. A profissão poderá, por isso, vir a tornar-se obsoleta.
Dá a ideia que as regras, objectivos e filosofia da Economia actual se pautam pela necessidade de substituir os humanos e, ao mesmo tempo, contribuir para o desemprego... É legítimo pensar no grande número de profissões que foram desaparecendo, durante o último século ou, pelo menos, foram reduzidas, drasticamente, em número de postos de trabalho.
Que me lembre, nos últimos 50/60 anos, só terão sido criadas 3 novas profissões: os CEO, os Editores e os Curadores, estas duas últimas relacionadas com a Cultura. Todas elas de topo e no sector dos Serviços.