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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Desabafo (51)


O que será que aproxima Ricardo Araújo Pereira de John Cleese?
A altura.
Os restantes acompanhantes são os anões da Branca de Neve.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Desabafo (20)


Quando, às vezes, vejo alguma "Quadratura do Círculo", na televisão, tal como ontem, vêm-me à lembrança, embora noutro registo, mais ligeiro, os "Gato Fedorento". Porque, para lá de Pacheco Pereira, no primeiro, e de Ricardo Araújo Pereira no outro programa televisivo, os restantes intervenientes ou personagens figurantes estão por lá como mera paisagem, ou naturezas mortas. Quero eu dizer, ou em linguagem chula: são os chamados verbos de encher. Que dizem as mais banalérrimas coisas e não têm uma única ideia original. Nestes casos, mesmo cristianissimamente, falta-me, de todo, a pachorra para os ouvir, a debitar banalidades parvas...

quinta-feira, 16 de março de 2017

Desabafo (19)


Libertei-me do meu jornal à terça e à quinta-feira. Não, não foi só pela poupança, mas guardei-me da irritação, ao dobrar o jornal Público (que já teve melhores dias...), de ver, na última página, o mastronço beirão, com cara suína e suja de barba por fazer, a debitar alarvidades e aleivosias parvas. Eu sei que ele tem 4 filhos para criar, mas não me comovo com solidariedades cristãs: quem lhos mandou fazer, que ele não pudesse evitá-los?
Depois há coisas piores: quem o acopulou com o Mexia (que se entretém, embora molemente, com poesia) e o Ricardo Araújo Pereira (que se diverte, alegremente, por viver), num canal televisivo? Não só a escolha revela mau gosto, como falta de sentido crítico e um grande desequilíbrio. É que, no fundo, acabam por ser uns três mosqueteiros desenquadrados. Dois são inteligentes, um de esquerda e o segundo de direita, o outro é apenas atrasado mensal. Embora eu saiba que ele está a fazer um grande esforço, para se cultivar: até já frequenta o meu alfarrabista de referência, onde vai comprando uns livritos. Hoje, por exemplo, andava à procura das "Cartas Políticas (1908-1909)", de João Chagas - vejam lá onde ele ainda anda, coitado... E não as encontrou.
Tive, agora, um palpite: a criatura deve estar inscrita numa das grandes Internacionais... Qual será? Porque só assim se percebe o encantamento de alguns pascácios com a sua enormidade mental.

domingo, 26 de agosto de 2012

Política, poder e comédia: as sucessões e os colégios


Não sendo propriamento o método sucessório da Coreia do Norte ou da Síria, causa no entanto alguma estranheza que, num partido da esquerda portuguesa, o seu representante maior, ainda em exercício, designe ou sugira os seus substitutos futuros, e a sua entronização. Ainda para mais, numa escolha colegial: um homem e uma mulher. Não acredito na durabilidade de chefias bicéfalas e, muito menos, politicamente, em poderes colegiais. Ou se comem uns aos outros, ou um deles predomina inequivocamente, ou esse poder implode, mais tarde ou mais cedo.
Lembremo-nos de Roma e do seu triunvirato, recordemo-nos da ex-Jugoslávia que, territorialmente unida, poucos anos sobreviveu à morte do seu fundador, Tito. A sucessão rotativa e colegial, que lhe sucedeu, acabou por pulverizar o poder e acentuar as forças regionais. Com os resultados que sabemos, hoje. Mas também em relação à paródia, em grupos de cómicos, há sempre um que predomina. Nos Monty Python, o papa era John Cleese; nos Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira é preponderante. Os restantes são figurantes, ou meros peões de brega.
É, por isso, que a solução bicéfala, proposta pelo Superior-Mor do tal partido da esquerda portuguesa, para mim, não colhe, nem se recomenda. A concretizar-se, vai apenas prolongar, por algum tempo, a implosão do poder no interior desse partido. Ou mesmo a sua morte pré-anunciada.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mercearias Finas 54 : Rojões minhotos


Ouvi, ontem, Ricardo Araújo Pereira dizer, numa entrevista televisiva, que decerto tinha chegado ao 1m93, de altura, por causa dos muitos rojões à minhota que comeu em casa da avó, em Viana do Castelo. Pelo menos, devem ter contribuido - penso eu -, pois são um prato muito substancial, pela variedade de componentes que se lhes juntam no Minho. Na receita canónica do Norte, os picles são espúrios, embora, muitas vezes, em Lisboa, sejam adicionados. Mas o que não pode faltar, nos Rojões à Minhota, são 2 componentes: o sangue de porco bem apaladado de cominhos, e as tripas enfarinhadas. O fígado de porco, nem sempre aparece, e ainda mais raro é o redanho que tem que ser bem "rojoado" para ficar estaladiço. Para quem não saiba, é uma dobra de gordura que está ligado ao intestino do porco.
Dito isto, os últimos clássicos Rojões à Minhota, que comi, foi no Restaurante Tanoeiro (passe a publicidade, porque o recomendo), no princípio deste mês, em Vila Nova de Famalicão, na praça principal, muito próximo do Mercado. A casa refeiçoeira tem uma magnífica carta de vinhos e a dificuldade é escolher um, entre tantos. Veio um Dão Duque de Viseu, tinto de 2004, que tinha já atingido a maioridade, mas que mesmo assim manteve alguma dignidade com os magníficos rojões.