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domingo, 13 de dezembro de 2015

4 quadras populares ribatejanas



A minha trança entrançada
serve de toda a maneira:
de dia serve de gala,
à noite de travesseira.

...
Água do Tejo vai turva
e a da ribeira barrenta;
o amor que não é firme
numa ausência se experimenta.

...
Quando chaparro der nozes
e a nogueira der cortiça,
então é que eu t'hei-de amar
se não me der a preguiça.

...
Os olhos dos namorados
têm um certo não sei quê,
que serve de sobrescrito
à carta que ninguém lê.
...

Nota: as quadras populares são recolhidas do volume "O Ribatejo" (Antologia da Terra Portuguesa, Bertrand), que, por sua vez, tinham sido seleccionadas por Alves Redol, em "Cancioneiro do Ribatejo".

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Uma louvável iniciativa (26)


Do campino ribatejano ("...que até na sua pobreza nunca sabe mendigar...", António Botto) à estilizada algarvia, passando pela ceifeira alentejana, mais três pacotinhos de açúcar que, no verso, trazem 3 receitas da doçaria tradicional portuguesa: os Arrepiados de Almoster, o Dom Rodrigo, do Algarve, e as Queijadas de Requeijão alentejanas.