Só tarde compreendi a importância dos rituais na memória dos tempos. Da chegada dos pequenos morangos de Maio, do quintal da minha Tia, da escolha da lagosta, na Póvoa, em meados de Agosto, o piquenique campestre na Citânia de Briteiros, presidido pela majestática D. Laura Costa, por Setembro, a montagem da fabriqueta familiar e doméstica, na garagem, para o fabrico da massa de tomate para os arrozes de Inverno, e em finais de Outubro o fabrico da marmelada, nos grandes tachos de cobre dourado, e da geleia translúcida.
Este ano calhou mais tarde: foi por Novembro adentro. E muito bem ficou!