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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Mercearias Finas 180



Amavelmente me fizeram chegar uma série de fotografias (Obrigado!) que, em geral, me lembraram, pela profusão de marcas de vinho, as paredes do saudoso e já desaparecido Restaurante Isaura que honrava pela qualidade da sua gastronomia e rica escolha vínica a Avenida Paris, ali para os lados do Areeiro lisboeta.



Este caso acontece em Évora, num café, e privilegia temática e graciosamente vinhos com pássaros nos rótulos, desde o Norte até ao Sul, não faltando sequer o renomado duriense Quinta de la Rosa e um bairradino Luís Pato. Um senão que devo anotar: não se destinam a consumo de clientes do café, mas a consumo dos donos. E é pena...


A mostra, diga-se, contempla várias dezenas de vinhos, nestas pelo menos 7 estantes existentes na insólita enoteca eborense.

Adenda: embora pouco a propósito, insere-se nos temas desta rubrica dizer que ontem saboreámos uma deliciosa sopa de beldroegas, feita das plantas que, quase todos os anos, crescem, espontaneamente, em dois dos vasos da varanda a Sul. Acompanhada por um Dão branco de Silgueiros, que não tinha nenhuma ave no rótulo...

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Pódio





Um conhecido diplomático e bem frequentado blogue proclamava, há dias, embora com o sensato e condicional provavelmente, o São Gião como o melhor restaurante português. Eu teria uma enorme dificuldade em fazer uma escolha destas, até porque a minha experiência é limitada... Situado, improvavelmente, em Moreira de Cónegos (próximo de Guimarães) e desenvolvido e orquestrado sabiamente por Pedro Nunes, o restaurante São Gião é reconhecido pela sua grande qualidade refeiçoeira. Por lá amesendei creio que três vezes, sempre muito bem. Embora, diferentemente.



A disposição pessoal, o tipo de prato, o serviço variam, como é natural. E o agrado também é diferente em cada eventual visita. Puxando pela memória, consegui eleger os melhores sabores gustativos em três locais distintos e com pratos próprios muito bem feitos, de que me lembro, subjectivamente. Dêmos o nome, pelo mais antigo, até ao mais recente:
1. Restaurante Isaura (que mudou de gerência e qualidade), na av. Paris, Lisboa - Pombo Recheado.
2. Clube dos Caçadores, em Viseu - Arroz de Perdiz.
3. Solar do Kadete, ao Cais do Sodré, Lisboa - um simples bitoque, mas magnífico!



Sobre o primeiro, convém acrescentar que o recheio era de foie gras legítimo. Sobre a Perdiz, um tinto Vinha Paz excelente, ajudou. Finalmente, o bife do terceiro restaurante era alto q. b., mas não espesso, tenríssimo e muito bem temperado.
São estas as minhas melhores recordações gastronómicas.



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mercearias Finas 83 : memórias e melancolia


A Fugas do jornal Público, de sábado passado, trouxe-me matéria familiar e grata de comeres e beberes. De vinhos, falava da casta Alvarinho e de Monção, que me são caros, e do açoriano Frei Gigante, branco e picaroto, que é também um dos meus eleitos, tanto que o abordei no Blogue, há cerca de 2 anos atrás, com encómios generosos e sinceros (Produtos Nacionais 4 : Enologia Açoriana, em 18/2/12).
Quanto a restaurantes, havia referências a três. O Solar dos Nunes, a Alcântara, que conheço e recomendo; mas também se falava, infelizmente, no provável fecho do Coelho da Rocha, em Campo de Ourique, onde tantas vezes estive para entrar, mas onde nunca comi - e, agora, já deve ser tarde para o fazer. Finalmente, e para meu desgosto, também se noticiava, na Fugas, o possível encerramento do Restaurante Isaura, na Avenida Paris, já próximo da Praça do Areeiro.
Foi neste último que o sr. Costa, profundo conhecedor da enologia nacional, me deu a conhecer o mavioso branco Herdade Grande, alentejano, e o duriense Quinta das Caldas, tinto de Alves de Sousa, ambos ainda hoje bem marcantes na minha preferência. Lá provei um pombo bravo recheado, divinal, lá iniciei o meu herdeiro mais velho nos sabores ancestrais da perdiz lusitana. E hei-de recordar, enquanto for vivo, um delicioso arroz malandrinho de polvo, de uma noite fria de Fevereiro.
Mas não só. Os rituais do sr. Costa, para abrir um vinho mais especioso, e a carta de vinhos fabulosa, no detalhe informativo e na larga qualidade da oferta, a preços muito justos. E, depois, todas aquelas garrafas, em volta, num lambril alto da parede, davam-nos o aconchego do profissionalismo esclarecido e a segurança antecipada de que sairíamos, do Isaura, regalados.