Mostrar mensagens com a etiqueta Responsabilidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Responsabilidade. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de julho de 2019

Meninos de coro, sem decoro


É feio, parece mal, mas vamo-nos habituando a que, pessoas que tiveram importância na vida pública nacional, ao menor indício de culpa ou negligência que se lhes aponte, não assumam a sua responsabilidade, mas sacudam para o lado os pingos de lama ou culpem os outros. Como crianças irresponsáveis e cobardes.
O que só comprova a mediocridade moral de grande parte das chamadas elites portuguesas e de muitos políticos que nos andaram a (des)governar.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Divagações 50


Eu sei que estamos no tempo da desmemória. Ou, em pleno, no tempo da leveza que Kundera inaugurou, para título de livro. Mas fomos, entretanto, muito mais longe em direcção ao conforto da leviandade, à ausência de vergonha, ao desprezo pela palavra dada, na relação para com os outros. Em suma, instalámo-nos, por infantilismo serôdio, num estádio muito próximo da completa irresponsabilidade humana. E já nem falo sequer da boa educação...
A telenovela lumpen a que assistimos, na última semana, de alguns actos pueris deste (des)Governo português, estão aí, na sua magnificência chula, para o provar. Como podemos, pois, pedir ao comum da terra, ao ruano, ao cidadão anónimo, que faça melhor, ou se conduza, com ética, responsavelmente?
Se ele, também e provavelmente, já se esqueceu daquilo que deve ser a conduta de um ser humano.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Apontamentos 4: Responsabilidade e Incompetência





O presente “post” devia ter surgido ontem, porque se insere numa preocupação maior de cidadania do que o recente testemunho nacional do Tribunal Constitucional. Seria, porventura, útil que os Tribunais Europeus se pronunciassem, em tempo útil, sobre matérias tão relevantes como a defesa do cidadão comum, perante uma economia sem regras para o criador da riqueza, i.e., o trabalhador – manual ou intelectual – sustentada por um “mundo financeiro de casino” que, sem refreios pelos responsáveis pela UE, manipulam os dados, atormentam a vida dos cidadãos e demonstram, a cada dia que passa, a sua incompetência e/ou irresponsabilidade.
Sucede que circula, desde ontem, uma investigação empreendida por diversos jornalistas, denunciando os “esquemas” de esconder fortunas, em “offshores e quejandos”, tudo à margem e sem intervenção dos responsáveis nacionais e europeus tão empenhados em “arranjar um Plano B” para salvar os diversos países, mais ou menos próximos do abismo.
Perante tamanha evidência, parece caricato o testemunho do “nosso Zé Manel”, alertando os incumpridores para as suas responsabilidades, sem assumir as suas – no país e na Europa – como a solicitação do “papão” Schäuble, pedindo aos jornalistas a cedência dos dados apurados sobre os “fugitivos ao fisco” quando, durante a investigação, nunca acedeu a nenhuma colaboração. É o supino da ironia ou, mais propriamente, a estratégia alemã com eleições à vista !


O que me preocupa, no fundo, é o projecto de uma Europa de Humanidade, de Paz e de Progresso, contra esta vertigem de populismo, irresponsabilidade e incompetência. Os receios de Jean-Claude Juncker têm razões profundas e históricas, mas também responsabilidades. Tal como o Luxemburgo, e quejandos, não haverá países europeus que, com regimes especiais, contribuam com a sua “quota parte” para a desigualdade do cidadão comum, facilitando  o “aposento dourado” àqueles que vivem do esforço de outrem ?
Embora de formação em Humanidades, cedo aprendi que as ciências exactas, como a Matemática e, sobretudo, a Estatística, têm o seu “quê” de manipulação dos dados. Este jogo entre “média e mediana”, o deve e haver dos políticos, sem nenhuma entidade capaz de assumir, com responsabilidade e isenção, a sua cidadania é que mina o nosso quotidiano, se não tivermos “valores mais altos que se alevantem”.

Post de HMJ