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sábado, 3 de junho de 2023

Memória (enológica) 146



Pelo Fugas, do jornal Público de hoje, me vem a notícia de que foi posta à venda a mais recente edição (de 2014) da Reserva Especial da casa Ferreirinha, com o preço recomendado de 280 euros. Ainda me lembro que a sua "irmã mais crescida" Barca Velha, em finais dos anos 70, se vendia numa charcutaria da rua Alexandre Herculano, por cerca de Esc. 600$00. Também nessa altura eu não estava disposto a esportular tal maquia...



Sempre que, nas grandes superfícies, vou escolher vinhos, constato o curto espaço nas gôndolas ocupado pelos vinhos da Bairrada, que sempre foi (injustamente) uma região mal-almada, excepto na zona pelos seus habitantes. Mas também tenho verificado que o linear dos vinhos do Dão, muito celebrados antigamente, se tem reduzido substancialmente, nos últimos tempos.



Ganharam entretanto, e muito, os vinhos do Alentejo e do Douro. E os vinhos Tejo estão também a crescer. Eu vou-me ficando pelas minhas relíquias guardadas, como um muito bom bairradino tinto Sidónio de Sousa de 1998 (garrafa nº 10.328 de 16.000), com 12,8º, que, há dias, acompanhou umas perdizes estufadas. Com o esplendor devido, na sua maturação plena da casta Baga, e com os seus 25 anos de idade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Mercearias Finas 118


Neste caso, e excepcionalmente, o vinho foi o actor principal. Para acompanhar o queijo, no final. Estava guardado, como dizia o Eugénio: para um vento que o merecesse. E tínhamos, a HMJ e eu, para companhia do almoço, daqueles amigos que, também excepcionalmente, com os anos se vão transformando em família. Muito chegada.
Foi pelo princípio de Dezembro, ainda o ano velho não era passado.
Para os peitinhos de Pato com Airelas (Magret, também lhe chamam), que HMJ preparou com afecto, foi chamado um Vino Nobile di Montepulciano 2012, vinho de Itália, que fiquei a conhecer da última vez que estive na Alemanha. Com os seus 13,5º macios e mansos deu boa conta de si, como acompanhante discreto e mavioso.
Um dos casais dilectos convidados era da colheita de 1984. E, por sorte, eu tinha na garrafeira um Reserva Especial Ferreirinha, do mesmo ano. Que apesar dos seus improváveis 11º, estava um esplendor. E nos soube, lindamente, para secundar a variada tábua de queijos.
Evoé!