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terça-feira, 29 de abril de 2025

Osmose 143

 

Mais de 12 horas para a EDP repor a energia, a nível nacional. Entretanto, nem sequer a Protecção Civil, tão solícita em dar sempre notícias aterradoras, nem a pópria REN foram capazes de dar informações aos utentes sobre o que se estava a passar. Mas que grandes serviços inúteis!...
Este apagão eléctrico e ibérico foi o maior de toda a minha, já longa, vida. E fez-me lembrar, pela impotência demorada na resolução do problema, os inícios da entrada da informática na banca nacional e quando nos diziam, taxativos: "Não há sistema!", para justificar a falta de serviço e trabalho.
Não há dúvida que as novas tecnologias têm os seus enormes calcanhares de Aquiles. E nem a tão apregoada  e gabada IA , neste particular concreto,  valeu à EDP de algum préstimo.

terça-feira, 26 de março de 2019

Clarificando


Se dantes, só a partir de Alcácer do Sal, eu começava a dar pela existência de ninhos de cegonhas, no alto dos campanários das igrejas ou de torres e árvores mais altas, agora eles aparecem, para meu contentamento, logo depois de passar o Tejo, em direcção ao Sul (creio que a Norte, também), nos postes de electricidade da REN, instalados pela empresa para facilitar a vida e a nidificação dessas grandes aves elegantes, que quase associo, por imaginação interior, a estranhas girafas aéreas...
Não sou um purista, mas na esteira exemplar dos nossos irmãos brasileiros, prefiro, a usar palavras estrangeiras, servir-me de um termo português, ou adoptar o estrangeirismo à nossa língua, para nomear as coisas, os actos, as actividades de todos os dias. Sinto-me assim mais em casa. Foi deste modo que, logo no início do Arpose, comecei a usar a palavra blogue, em vez do inglês blog. Em coerência do mesmo princípio, crismei de poste, cada novo registo que vou acrescentando, no blogue.
Há quem mantenha o anglicismo post, talvez por preguiça ou conservadorismo respeitador. Quem lhe prefira posta, de que eu não gosto, por me sugerir a posta (de carne) mirandesa. Enquanto que poste me lembra alguma coisa cravada no chão ou, por extensão imaginada, um poste de electricidade juncado de ninhos de cegonhas felizes e aéreas...

terça-feira, 19 de abril de 2016

Cegonhas


Aqui há trinta anos, habituei-me a vê-las a partir de Alcácer do Sal, e a Sul. Há dois ou três anos consegui avistar algumas sobre o Mondego, pouco antes de Coimbra, e fiquei surpreendido por vê-las tão a Norte. Nesses tempos, era sobretudo nos campanários das igrejas que as cegonhas faziam os seus ninhos. Alguém as foi ajudando, entretanto.
Ontem, em redor da Marateca, pelas terras do Sado, vi imensos ninhos de cegonha, artificiais mas a servir o nobre exercício de berçários, colocados nos postes de alta tensão da REN. E quase todos me pareceram habitados, pelos longuilíneos pescoços que assomavam. Pareciam um bairro social aéreo, nascido da solidariedade humana para com as aves.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Os cândidos "Bottons" róseos portugueses

No preciso dia em que o cidadão comum é informado de mais medidas de austeridade, assistimos a uma invulgar prestação do senhor em epígrafe cujas declarações públicas não desmerecem o sentido último das palavras de sabedoria do Senhor Presidente da República que, no seu discurso de tomada de posse, arrasava aqueles que, teimosamente, pretendem continuar a viver num país "virtual".
Sucede, portanto, que o Sr. Dr. Filipe de Botton, invocando a sua condição de investidor privado na REN, acha ofensivo declarar ao Tribunal Constitucional os seus rendimentos. De facto, os tais "1200 euros mensais" que recebe enquanto Administrador não Executivo da REN serão, certamente, trocos desprezíveis num país virtual.
No entanto, a falta de lógica e despudor na argumentação de defesa do referido senhor são duplamente chocantes, o que me obrigou a mais um dever cívico.
Ora, sendo o referido senhor investidor privado da Logoenergia na REN, pergunta-se a que título recebe uma remuneração mensal, embora "desprezível", de um cargo não executivo em que joga em causa própria. É no mínimo ilógico.
Os "desprezíveis" 1200,00 euros mensais, invocados para se demitir do cargo de administrador não executivo pela correspondente obrigação de apresentar a declaração de rendimento, não são, no país real, trocos de somenos importância como todos sabemos, e não vale a pena sublinhar o valor actual do ordenado mínimo, etc.
Teria sido também este o país virtual, de despudor ético e cívico, a que se referia so Senhor Presidente da República ao discursar, no dia de tomada de posse, na Assembleia de República ?
Post de HMJ