Cinicamente, Reinaldo Ferreira (1922-1959) escreveu um poema intitulado: Receita para fazer um herói.
Ora, é sempre vantajoso mostrar admiração, surpresa perante o tema e abordagem de um poste que se comenta. Uma ponta de ingenuidade ou ignorância é sempre bem-vinda, e ajuda. Qualquer tipo de sentido crítico, ou discordância, é absolutamente dispensável, mas o exercício de prosa poética, mesmo que deslavada e fruste, no comentário, revela caridade e é, quase sempre, acolhido com manifesta alegria incontida (e correspondente) pelo administrador do blogue. Evite-se, de todo, a ironia. Raramente é percebida, e pode gerar equívocos lamentáveis. Obrigando a explicações posteriores sempre penosas e redundantes.
Ora, é sempre vantajoso mostrar admiração, surpresa perante o tema e abordagem de um poste que se comenta. Uma ponta de ingenuidade ou ignorância é sempre bem-vinda, e ajuda. Qualquer tipo de sentido crítico, ou discordância, é absolutamente dispensável, mas o exercício de prosa poética, mesmo que deslavada e fruste, no comentário, revela caridade e é, quase sempre, acolhido com manifesta alegria incontida (e correspondente) pelo administrador do blogue. Evite-se, de todo, a ironia. Raramente é percebida, e pode gerar equívocos lamentáveis. Obrigando a explicações posteriores sempre penosas e redundantes.
É preferível ser banal e comentar sobretudo postes muito banais, e com muitas imagens. Pensar, na net, é quase sempre exorbitar. A simplicidade no ciberespaço é dominante e aconselhável, em nome dos bons costumes. Não convém perturbar almas, nem criaturas. O cinismo para com os inocentes é um pecado capital. E indesculpável, em absoluto. Daí os like, tão queridos do feicebuque.
Finalmente, evitem-se os palavrões, por ordinários, mesmo vindos de anónimos tímidos, a quem os pais tiveram vergonha de baptizar, por pudor e manifesta dignidade própria e humana, acautelando o futuro.
Finalmente, evitem-se os palavrões, por ordinários, mesmo vindos de anónimos tímidos, a quem os pais tiveram vergonha de baptizar, por pudor e manifesta dignidade própria e humana, acautelando o futuro.