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sábado, 7 de maio de 2016

Import/Export, S. A.


com agradecimentos a C. S..

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Humor negro


Apesar de tudo, seria mais apropriada a bandeira da Hungria, em vez da da França. Ou da Polónia, ou da República Checa, ou...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Vontade política e solidariedade europeia


Tenho de confessar, à puridade, que quase já me sinto incapaz, do ponto de vista de resistência humana, para assistir em jornais televisivos ou para ler, em jornais, artigos e reportagens sobre  mais mortes e tragédias de migrantes no Mediterrâneo.
O chutar da bola entre vários dos governos europeus, o negócio de ciganos, quanto a quotas de recepção de refugiados, por parte de alguns primeiros-ministros (o nosso, por exemplo, que é casado com uma guineense) deixa-me perplexo e quase revoltado.
Não quero exceder-me em considerandos, mas gostaria de lembrar alguns factos em que Portugal foi protagonista. Durante a II Grande Guerra, um número considerável de refugiados passou por cá. Alguns, aqui se fixaram, sem problemas. Entre 1945 e 1950, cerca de 1.000 crianças austríacas vieram e foram acolhidas por famílias portuguesas. Em Coimbra, e nos anos 60, tive um casal de austríacos como colegas universitários, que fizeram carreira académica notável. Entre 1974 e 1975, Portugal recebeu cerca de 500.000 retornados das ex-colónias, cuja integração se fez de modo quase exemplar, embora gradual.
Dirão alguns que eram outros tempos e outras gentes - é uma forma cínica de ver as coisas, uma maneira egoista de assobiar para o lado, na minha opinião. De qualquer forma, segundo as previsões, mesmo sem solidariedade, a Europa será um continente de mestiços, em 2050. Não vale a pena tentar iludir a realidade e o futuro. Era muitíssimo mais realista e clarividente prepará-lo, simplesmente.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Muros, ou a constatação dos factos


Eles existem por todo o lado: entre os Estados Unidos e o México, entre Israel e o Estado Palestiniano...
Mas se falarmos da Europa, havia o Muro de Berlim, que foi derribado, e vai haver, também, em breve, um novo muro entre a Hungria e a Sérvia, construido pelos húngaros, porque acham que a UE fala, fala, mas não faz nada de útil...
Uma única diferença (de direcção): se o de Berlim era para não deixar sair cidadãos do Leste para o Ocidente, o muro da Hungria é para não deixar entrar os refugiados do Leste e do Sul.
Os extremos sempre se tocaram...