Como abstractos e enormes pássaros metálicos, as gruas deslocam-se suavemente numa valsa aérea de progresso, reabilitando o passado. Mal se ouvem, deslizantes, oleadas no seu ofício e prática. Movem-se, mas não cantam. E o seu ritmo é prosaico, articulado e comandado por vozes e razões humanas de trabalho e lucro. Estão ali; amanhã, acolá. No futuro, talvez, mais além.
Os homens, entretanto, passam.
Os homens, entretanto, passam.