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domingo, 19 de abril de 2020

Reabastecimento


Desabituadas a andanças mais prolongadas, ultimamente, as pernas começam mais cedo a claudicar. Próximo, o banco de cimento camarário convida-me a sentar, o que dá para notar os inúmeros brotos das velhas oliveiras, em frente, a família voadora das 5 rolas murmurantes e o orvalho perlado das ervas rasteiras. Até deu para ver uma rastejante minhoca esguia e coleante, bichinho que há meses não se me atravessava no caminho. Vem, fresca da chuva, rabiar ao Sol da manhã.
Chega de pausa, ala até ao Mercado!
Já dentro e de longe, aceno ao sr. Mário, que ainda tem o talho vazio pela hora matutina, o alentejano, hoje mascarado, que vende pão de boa qualidade artesanal, trouxe com ele um ajudante. A dona Irene falhou nos morangos, justificando-se com a chuva que, nos últimos dias, os melou de forma imperdoável, mas já tem pêras à venda e meloas temporãs, que só costumam vir em Maio. A banca do peixe está também fresca e abundante. Mas temos o frigorífico bem abastecido do produto.
No regresso, cruzámo-nos com mais uma mascarada, que o cão trouxe a passear pela trela...