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quarta-feira, 8 de março de 2017

Bibliofilia 151


As revistas, ditas literárias, têm normalmente curta duração e periodicidade irregular. A falta, quase sempre constante, de um suporte financeiro estável, contribui para a sua vida errática e desaparição rápida. No século XX, os títulos que ultrapassaram a dezena de números, publicados, podem contar-se pelos dedos. Mas, talvez por isso mesmo, as colecções completas destas publicações acabam por ser raras e difíceis de encontrar à venda, em leilões e alfarrabistas.
A Contravento, que se intitulava de Letras e Artes, publicou-se de 1968 a 1971, em Lisboa, custava Esc. 20$00, o número avulso, e tinha como director Fernando Pinto Ribeiro. Contava com colaboração diversificada, que ia de Vitorino Nemésio a Jorge de Sena, passando por Herberto Helder e David Mourão-Ferreira. Como director gráfico: Artur Bual. Saíram 4 números desta revista, que a Livraria Lumière (Porto), no seu último Boletim Bibliográfico (Lote 49), tem à venda por 120 euros.
Da minha biblioteca reproduzo, em imagem, as capas dos números 1 e 2 da Contravento.


sábado, 21 de junho de 2014

Bibliofilia 103


Tenho ideia que, presentemente, não existe em publicação nenhuma revista literária, naquele sentido específico que se lhes dava no decurso do século XX. E creio que o seu período áureo se poderá situar entre os anos 40 e 70. Algumas dessas publicações periódicas, que acabavam por ser quase sempre de saída irregular, fizeram carreira, tinham qualidade, e muitas delas são de grande procura e raridade.
De os denominados Cadernos de Poesia, inicialmente coordenados por Tomaz Kim, Blanc de Portugal e Ruy Cinatti, saíram 15 números. Cinco na primeira série e, a partir de 1951, foram editados mais 10. A colecção completa  é difícil de encontrar e é cara. A colaboração é de nomes significativos, para além dos coordenadores. Há poemas e textos de Nemésio, Sena, Gaspar Simões, Sophia...
Embora com imensos picos de humidade, na capa, tive a grata oportunidade, recentemente, de adquirir o primeiro número (na imagem), apenas, dos  Cadernos... . O folheto (20 páginas) custou-me 12 euros.